Mister Pan

Atletas são movidos a desafios, metas cada vez mais audaciosas. Quem diria que um dia, com a competição cada vez mais globalizada e sem o domínio absoluto da época de Spitz, alguém bateria o absurdo recorde de ouros olímpicos em uma edição?

Fato é, Michael Phelps mudou a lógica da especialização da natação e, com o sucesso dele, vieram Ryan Lochte, Kosuke Hagino e, para ficar apenas nestes famosos, a dama de ferro Katinka Hosszu. Esta, aliás, colocou toda teoria de recuperação demorada e resultados em poucas competições no ano abaixo.

E ai temos Thiago Pereira. No mesmo patamar mundial nas provas de medley (requisito quase básico para esta grande verstilidade), Mr Pan confirmou a expectativa e tornou-se o maior medalhista da história dos Jogos Pan-americanos. Assim como em 2012 com Phelps, desbancou a ginástica do topo (embora o cubano ainda permaneça com o recorde de ouros). Sem dúvida, um feito e tanto!

Mas o script não saiu como ele queria. Primeiro o drama de ser desclassificado na prova da sua medalha olímpica, os 400m medley. Depois perder os 200m peito e, por fim, o tri dos 200m medley. Não dá para reclamar (muito). Na primeira, concretiza a promessa de renovação nas provas de fundo, com o recorde mundial júnior de Brandonn Almeida. Segundo, o nado peito foi sua primeira grande frustração, lá atrás em Santo Domingo. Hoje, mas maduro, ele absorveu bem melhor. Por fim, como reclamar que perdeu do terceiro melhor tempo do mundo de Henrique Rodrigues, com a quarta marca do ano?

Thiago foi, Dona Rose.

Que venha Rio 2016!!

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PS1: Etiene, sou seu fã!

PS2: Parabéns à delegação como um todo!!

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Projetos municipais receberão apoio técnico da Secretaria do Esporte e do Turismo

Publicado em 27/04/15, aqui

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Setenta projetos de fomento ao esporte elaborados por municípios de todas as regiões do estado apresentados durante o III Encontro de Gestores do Esporte, em Campo Mourão, região Centro-Oeste, nas últimas quinta e sexta-feiras, entram agora em fase de estruturação técnica para enquadramento à lei de incentivo ao esporte do governo federal. Discutidos durante o evento, realizado pelo governo do estado por meio da Secretaria do Esporte e do Turismo (SEET) e Sanepar, com apoio do Conselho Regional de Educação Física (CREF), Faculdade Integrado, Unespar e prefeituras, além do mourãoense Nelson Teodoro de Oliveira, os projetos receberão a consultoria de técnicos da SEET para adequação à lei.

Os projetos que se adequarem a todas as exigências técnicas também receberão apoio do governo do estado no momento da captação de recursos, numa parceria entre a SEET e a Secretaria do Planejamento, que atuarão como intermediárias entre as prefeituras e as empresas interessadas em investir no esporte paranaense.

“Pretendemos atingir com nosso projeto toda a população de assentados e acampados localizados em Rio Bonito do Iguaçu, cerca de 12 mil pessoas”, disse Rudney Brecailo, que apresentou a proposta do município durante as câmaras temáticas. Rio Bonito tem o maior assentamento da reforma agrária do país. Para Brecailo, o encontro superou as expectativas. “Estamos debatendo e participando”, disse.

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Palestras
Além das discussões específicas dos projetos, o encontro recebeu ainda palestras sobre vários temas ligados ao esporte. Antônio Eduardo Branco, presidente do CREF, falou sobre a importância da capacitação profissional de gestores e professores. Já o atleta Marcos Juliano Ofenbock, criador do Futsac, primeiro esporte 100% paranaense, apresentou a modalidade aos gestores.

Cases de sucesso

O secretário de Esportes de Campo Mourão, Ricardo Echelmeier, falou sobre a lei de incentivo municipal. Em vigor há mais de dez anos, a lei permite que pessoas físicas e jurídicas destinem parte do IPTU e ISS (Imposto Sobre Serviços) devidos ao município para o financiamento de projetos esportivos. Os projetos podem ser de formação esportiva; auxílio a equipes que representem Campo Mourão; atletas que morem na cidade e realização de eventos ou recuperação de espaços destinados à prática esportiva. Em 2015, os 22 projetos enquadrados na lei podem captar até R$ 795 mil.

Já a professora Tatiana Pedroso, de Toledo, falou sobre o Mais Vôlei, primeiro projeto do município aprovado pela lei federal de incentivo ao esporte. Ela destacou a necessidade de qualificação técnica do projeto. “Até mesmo um carimbo com a tinta fraca pode fazer o projeto ser recusado”, afirmou. Para Tatiana, um assessor de imprensa para a divulgação do projeto – e patrocinadores – e um contador para a correta prestação de contas são profissionais fundamentais para o sucesso do projeto.

Flavia Romagnoli, representante da Agência de Fomento do Estado, falou sobre as diversas linhas de crédito do órgão que podem ser destinadas à área esportiva. Ela lembrou que todos os municípios têm representantes da agência que podem auxiliar os municípios, pessoas físicas e jurídicas no processo de obtenção de crédito.

O último case de sucesso apresentado aos gestores foi de gestão compartilhada. Presidente da Federação Paranaense de Tae Kwon Do e técnico da seleção brasileira, Fernando Madureira falou sobre o projeto Tae Kwon Do nas UPSs. Realizado em parceria pela federação, Fiep e secretarias de Segurança, Educação e Esporte e Turismo, além de prefeituras, o projeto leva aulas da arte marcial às escolas em que estão instaladas as Unidades Paraná Seguro, postos da polícia militar localizados em regiões com altos índices de violência. Durante o encontro, cerca de 15 prefeituras se interessaram em levar o projeto para seus municípios.

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Rogério Romero
Na principal palestra do evento, o ex-nadador Rogério Romero, que participou de cinco olimpíadas e é o único brasileiro quatro vezes finalista dos jogos, falou sobre sua trajetória e a necessidade de se enfrentar as dificuldades impostas aos atletas brasileiros. Tendo também trabalhado com gestão pública de esporte no governo de Minas Gerais, Romero destacou o planejamento e a iniciativa como armas dos gestores para vencer os desafios do esporte. “O esporte permeia as áreas de saúde, educação e segurança”, ressaltou. “Cabe a cada um de nós fazer a valorização do esporte”, concluiu.

Lei de Incentivo
Marcelo Seixas, vice-presidente de Fomento do Instituto Cultural Ingá (ICI), instituição da sociedade civil de Maringá, falou sobre Lei de Incentivo e Elaboração de Projetos para Captação de Recursos. Para o gestor, o país está num bom momento para o esporte. As olimpíadas de 2016 farão o tema estar cada vez mais presente na mídia e na vida das pessoas. “É o momento de apresentarmos bons projetos”, disse. O presidente da Paraná Turismo, órgão da SEET, Jacó Gimennes, encerrou as atividades falando sobre a interligação entre esporte e turismo.

Para o secretário do Esporte e do Turismo, deputado Douglas Fabrício, o encontro cumpriu o objetivo. “Tivemos ampla participação dos municípios e temos convicção de que os gestores levarão não só boas ideias, mas projetos executáveis em suas cidades”, afirmou. “Conforme orientação do governador Beto Richa, estamos trabalhando sempre em busca de parcerias”, concluiu.

COM/SEET
Marcus Vinicius Schroeder
marcusviniciuss@outlook.com
Paulo Galvez da Silva
paulo_silva@seet.pr.gov.br
(41)3361-7708

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Ex-atleta olímpico participa de evento em Campo Mourão

Publicado em 26/04/15, aqui

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O ex-atleta olímpico brasileiro Rogério Aoki Romero, que participou de cinco olimpíadas defendendo o Brasil na modalidade natação, esteve em Campo Mourão na sexta-feira (24/04) e proferiu palestra no 3º Encontro de Gestores Públicos do Esporte do Paraná,  promovido pelo Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria do Esporte e Turismo, no Teatro Municipal.
Romero falou para um número expressivo de dirigentes, vindos de cidades de todas as regiões paranaenses, sobre o tema “Gestão Pública Esportiva: Um Desafio Olímpico”.
Após encerrar a carreira como atleta, o paranaense de Londrina, radicado desde 1991 em Belo Horizonte, foi Secretário Adjunto de Turismo e Esportes do Estado de Minas Gerais. Inclusive recentemente recebeu Título de Cidadania Honorária da Capital Mineira. Atualmente trabalha como consultor de negócios na área esportiva, mais precisamente na natação, onde competiu por tantos anos e fez sua história no esporte.
Romero avaliou positivamente o evento, a iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria do Esporte e Turismo, por unir os gestores municipais e estar compartilhando um pouco dos projetos, aproximando-se da realidade de cada município na área esportiva.
“Foram repassadas informações que podem gerar uma expectativa muito positiva no que diz respeito ao trabalho em cada município, por meio principalmente da alternativa da busca de recursos para a manutenção dos trabalhos esportivos. Muitas vezes um município faz muito mais com muito menos, falando-se em valores dependendo da formação de boas parcerias”, destaca Romero.
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Novo comando – Rogério Romero é o novo gerente de Esportes do Minas

Publicado em 07/05/15, aqui

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O ex-atleta olímpico e ex-secretário-adjunto de Turismo e Esportes de Minas Gerais Rogério Romero é o novo gerente de Esportes do Minas Tênis Clube. Com extenso currículo e sólida experiência na área esportiva, que inclui graduação em Gestão Empresarial, MBA em Gerenciamento de Projetos e especialização em Gestão de Negócios Esportivos, além de reconhecida atuação como atleta profissional, Rogério assume, a partir da próxima segunda-feira (11/5), o desafio de comandar os nove esportes do Minas.

“Acredito que meu principal desafio como gerente de Esportes do Minas será lidar com uma organização que já tem a excelência em tudo que faz, principalmente no esporte, e manter esse patamar. Essa será uma cobrança natural, já que é sempre esperado que as equipes esportivas do Minas estejam entre as principais do País. Tenho como meta dar continuidade a essa trajetória de sucesso”, destacou Rogério Romero.

Rogério Aoki Romero nasceu em 22 de novembro de 1969, em Londrina (PR), e acumulou importantes conquistas como atleta profissional. Como nadador, ele é o único brasileiro a participar de cinco Olimpíadas, sendo finalista em Seul (1988), Barcelona (1992), Atlanta (1996) e Sydney (2000), e semifinalista em Atenas (2004). Em 27 anos de carreira como atleta, o novo gerente de Esportes do Minas garantiu 29 recordes sul-americanos e 41 recordes brasileiros, foi campeão pan-americano em Havana (1991) e Santo Domingo (2003), recordista mundial máster nos 200m costas em piscina olímpica, decacampeão sul-americano, 15 vezes campeão do Troféu Brasil de Natação e participou de dez Campeonatos Mundiais. Ele defendeu o Minas Tênis Clube, de 1991 a 2000 e de 2001 a 2004, e passou também por Associação Cultural e Esportiva de Londrina, Clube do Golfinho, Coral Springs Swim Club e Clube de Regatas do Flamengo.

Como gestor, Rogério acumula experiências como subsecretário de Esportes, secretário-adjunto da Secretaria de Esportes e da Juventude e secretário adjunto da Secretaria de Turismo e Esportes de Minas Gerais; conselheiro nacional do Esporte; presidente do Fórum Nacional dos Secretários e Gestores Estaduais de Esporte e Lazer; consultor de negócios da Myrtha Pools Brasil; e consultor de negócios da Metodologia Gustavo Borges.

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Sudesb define planejamento estratégico para o PPA 2016 -2019 do Estado

Publicado em 30/04/15, aqui

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Em reunião realizada nesta quinta-feira 30 (manhã e tarde), na tribuna de honra do Estádio Metropolitano de Pituaçu, dirigentes, assessores e técnicos da Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) definiram as linhas-mestras do planejamento estratégico para o Plano Pluriaanual (PPA 2016-2019) do Estado.

Autarquia vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), a Sudesb contratou para orientar esta ação o consultor Rogério Romero ex-secretário de Estado-Adjunto de Turismo e Esportes e ex-presidente do Fórum de Secretários e Gestores Estaduais de Esporte e Lazer (Fonseel).

Proposta – Secretário estadual do Trabalho e Esporte, Álvaro Gomes abriu os trabalhos falando da sua proposta em tratar o esporte na Bahia “como fator de inclusão, justiça social e desenvolvimento humano” e sugeriu que as propostas sistematizadas no encontro sejam preparadas para ser apresentadas na próxima semana ao governador Rui Costa.

Diretor geral da Sudesb, Elias Dourado destacou o balanço positivo do esporte na gestão anterior que “ampliou a infraestrutura com mais oportunidades de atividades esportivas e de lazer nos municípios baianos”. Chefe de gabinete da Setre, Jorge Wilton exortou o grupo “a produzir uma boa política pública, que atenda aos anseios da população”.

Metodologia – Com base em uma metodologia de planejamento estratégico, o consultor Rogério Romero orientou a equipe da Sudesb a definir prioridades, objetivos e traçar o mapa estratégico da autarquia nos próximos quatro anos. “A partir das análises de cenários internos e externos (com dados e fatos) foi possível dar uma configuração visual de tudo que foi definido  e, em especial, a visão e a missão da Sudesb”, conclui.

Consultor Rogério Romero é o único nadador brasileiro finalista em quatro edições dos Jogos Olímpicos (Seul, Barcelona, Atlanta e Sidney); e primeiro nadador no mundo a participar de cinco edições dos Jogos Olímpicos (1988, 1992, 1996, 2000 e 2004).

Ascom Setre

 

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Sonhos não têm limites?

A segunda resenha que tenho é sobre Carlos “Wizard” (mudou o sobrenome em uma jogada de marketing muito agressiva). Este empreendedor nato, soube passar por diversas dificuldades, muitas relatadas no livro Sonhos não têm limites. O caminho percorrido, de percalços, sacrifícios, foram superados por uma vontade incomum de ter sucesso nos negócios. Qual? Não importa, o empreendedor estava destinado a, junto com muito esforço, sua grande família e sua fé inabalável, chegar lá.

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Fé, muita fé.

 

Pois não é que atleta tem disso também? Contrariando todas as previsões, algum garoto do interior, entra em um clube sem a estrutura ideal; com uma equipe formada por nadadores amadores e atletas buscando algum espaço; seu técnico teve outros bons nadadores, inclusive alguns medalhistas estaduais, mas nada que o credenciasse a formar um atleta olímpico; tem que dividir seu tempo entre os estudos, treinos de madrugada, algum tempo no ônibus (ou a carona de algum amigo), abrir mão da diversão das noites com sua turma; nadar, enquanto todos estão pulando o Carnaval; bem, você já pegou o espírito.

O episódio que mais me impressionou no livro foram os 3 anos que Wizard se afastou dos negócios para atender a um chamado de sua igreja. Isto quase custou o trabalho de uma vida, mas, novamente, sua fé inabalável o fez acreditar que aquilo era o melhor para aquele momento. Os anos seguintes mostraram que ele (e seus filhos) estava certo, mas a história poderia facilmente ser outra e ele estaria reerguendo algum outro império.

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Solidão, muita solidão.

 

Gostamos de assistir ou ler sobre a infância de atletas desfavorável, mas e aqueles que têm à sua disposição as melhores condições desde o início? Aprenderam a nadar da maneira correta, com boa técnica, com poucos vícios para corrigir no futuro. Tiveram uma nutrição boa, um preparador físico que respeitou a maturação e na piscina uma equipe coesa, onde o técnico dava estímulos e conduzias os treinamentos de maneira acertada. Estes não têm mérito? Afinal, apesar de tudo isso, se ele não treinar, se dedicar, o resultado não vem…

Veja aqui 6 maneiras de levar sua natação ao limite.

Mas parece que é justamente por ser difícil que há a valorização. Cada conquista significa um avanço. Cada melhoria no ambiente significa um novo desafio, a inovação necessária no mundo corporativo, para continuar a progredir.

E os limites? Ou realmente não há limites? O minuto nos 100m livre foi quebrado pelo Tarzan, depois os 50s, 49s e já estamos em 46s com o brasileiro Cesar Cielo! Alguém aposta qual seria?

Bom Carnaval a todos!

Para aqueles que tem familiaridade com uma matemática mais avançada.

 

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Marketing de Emboscada

Como estamos em 2015?

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Bem, dentro das minhas (poucas) resoluções está ler um pouco mais neste ano. Até o momento estou conseguindo manter um bom ritmo, mas a estratégia é esta mesmo, aproveitar esta época e até algumas viagens comerciais, quando consigo ter um tempo mais tranquilo e pegar algum livro. Espero que o ritmo não caia muito ao longo do ano. E vou tentar, na medida do possível, fazer uma pequena ligação entre a leitura e o mundo da natação.

Vou começar por um fácil. Afinal, Marketing de Emboscada, do Dr Leonardo Andreotti Paulo de Oliveira, tem um episódio da natação – e dos antigos. Entre diversas citações e exemplos, o livro menciona que em Munique-72, o super astro Mark Spitz competiu, como todos os demais americanos, com a Speedo. Mas seu sucesso inédito nas piscinas acabou fazendo com que sua patrocinadora Arena (uma subsidiária da Adidas, que também tem muita história boa…) fizesse algumas fotos com Spitz, inclusive com as 7 medalhas de ouro recém conquistadas.

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Não, peraí, este era ícone dos anos 80, Magnum.

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Spitz, o melhor de todos os tempos (pré-Phelps).

 

No final, levou milhares de nadadores e fãs a acreditarem que este era o traje que vestiu o atleta mais completo da época. E você pensou que o ambush marketing nasceu com as loiras da Heineken, não?

 

 

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Quebrando barreiras

Sem dúvidas, hoje foi um dia muito especial para a natação brasileira. Ouvir o hino nacional por 3 vezes em uma mesma tarde durante as cerimônias de um campeonato mundial, definitivamente é para comemorar, tanto que até o JN mencionou o feito. Digo mencionou porque uma vaga para as quartas daquele esporte que é o mais discutido neste país teria mais espaço, com reportagem ao vivo nos caríssimos links diretos.

No portal UOL, pouco mais de 6 horas da façanha, não havia mais nenhuma chamada sobre as medalhas brasileiras em Doha, Qatar. As manchetes “esportivas” iam de: Federer vai se mudar para uma nova casa até Dirigente tenta vender nome do Itaquerão.

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Quarteto fantástico II. (Crédito Satiro Sodré/SSPRESS)

Felipe Lima (3 ouros), Nicholas dos Santos (2 ouros), Cesar Cielo, Guilherme Guido, Etiene Medeiros (quase outro recorde mundial!!) e Larissa Oliveira tem sim que comemorar.

Agora… pessoalmente o que mais me impressionou foram os resultados de ontem pela espanhola Mireia Belmonte. Além de derreter a Dama de Ferro, a húngara Katinka Hosszu, foi a primeira a abaixar das barreiras de 4m20s nos 400m medley e dos 2m nos 200 borboleta. Animal!

Impressionante estes tempos. Fico imaginando daqui a dois anos no Rio de Janeiro…

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Enquanto isso, no país que teve as Olimpíadas há 22 anos…

 

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Thorpe: será que ele é? É, e dai?

Um dos nadadores mais badalados na sua época, o australiano Ian Thorpe, assim como outros compatriotas, teve problemas de adaptação fora das piscinas. Depressão, remédios, bebidas culminaram com uma tentativa mal sucedida de retorno ao seu ambiente de conforto e ao episódio de ser encontrado vagando sem rumo nas ruas. Triste, para quem tem tantas glórias no esporte, ser lembrado agora mais por estes motivos.

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Narigudo, eu?

Semana passada, ele finalmente assumiu sua homossexualidade em público. Após anos negando, inclusive em sua autobiografia, confirmou a suspeita da comunidade aquática e da imprensa mundial. Sugeriu que isto contribuiu para seus problemas pessoais após aposentar. Acredito que sim, mas a falta de reconhecimento a que estava acostumado pode ter afetado também.

Independente disso, seus resultados continuarão sendo lembrados. Apenas, como ele mesmo admitiu, sua reputação sai manchada. Afinal, com seu sucesso, veio a responsabilidade de servir de modelo – principalmente para os mais jovens. Além dos problemas já mencionados, mentir por tanto tempo certamente não é algo que deva ser repassado às novas gerações.

O medo de não ser compreendido quando ainda jovem, até faz algum sentido. Temer piadas, por exemplo, nem tanto. Não penso em preconceito quando ouço algo sobre alguém de nariz grande, careca ou de voz fina. São características pessoais.

Por fim, rumores dizem que Thorpe ganhou uma bolada por esta entrevista exclusiva no Canal que – coincidentemente, claro – vai comentar os Jogos da Comunidade Britânica que iniciam na próxima semana.

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Natação em alta

Recentemente Missy Franklin apareceu entre os 10 atletas com maior potencial de retorno a patrocinadores (leia mais no Blog do Coach). Não entendo a metodologia, uma vez que a multi-campeã oferece com sua simpatia ímpar – e sorriso idem – realmente uma boa imagem para praticamente qualquer segmento. No entanto, ela optou por abrir mão dos contratos milionários para poder participar da experiência de ser uma nadadora universitária. Segundo o regulamento do NCAA, ela não pode ter nenhum patrocinador, sob pena de perder sua elegibilidade, ou seja, não competir nem treinar pela equipe da universidade da Califórnia.

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Missy: poderosa, toda poderosa.

Na sua programação, deve perder milhões por mais um ano,  quando vai se dedicar exclusivamente para o Rio – as olimpíadas. Após esta pesquisa, ela terá uma ideia melhor dos milhões que está sacrificando em torno de uma carreira esportiva universitária.

Leia no Blog Esporte Fino porque ela foi considerada a melhor atleta de 2013.

Além dela, os nadadores aparecem no topo de outra pesquisa. Um site de relacionamento virtual (namoro) considerando o corpo de esportistas, o dos nadadores sobressaiu. Eles estão atrás dos jogadores de futebol e, no imaginário feminino, são os surfistas quem tem os melhores corpos.

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Casanova: medalhas na piscina, troféus fora.

Mais, o nadador Jesus Casanova venceu o Mister Venezuela e vai disputar o Mister World no próximo mês.

Por fim, a emocionante resposta de Beatriz Nantes a um crítico australiano. Vale a leitura do melhor esporte do mundo.

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