Monthly Archives outubro 2011

Adeus Guadalajara, até Toronto 2015 (ou Londres 2012)

Mantendo a boa campanha do Rio, o Brasil se despede da cidade mexicana mantendo a terceira colocação Foi atropelado por Cuba nas modalidades de lutas (25 ouros) e atletismo (18 ouros). Do lado brasileiro, apesar das boas apresentações dos esportes individuais tradicionais (natação, judô e atletismo, que juntas sairam com mais da metade das vitórias e 40 e tantos por cento das medalhas), ainda temos muita atenção e resultados para os esportes coletivos, notadamente para o vôlei, com sua melhor atuação. Para o COB, o balanço foi positivo.

Toronto, última parada importante antes do Rio-2016.

Na polêmica conta de quem fica na frente, temos: a) O COI que não divulga quem “ganhou” as olimpíadas; b) a imprensa em geral, que contabiliza as melhores performances pelo número de ouros; e c) uma tentativa que se conte as medalhas por atleta. Nesta última conta, o Brasil seria beneficiado pelas várias medalhas dos esportes de quadra e demais de equipe. Mas parece que o movimento ganhou pouca aderência e, ao menos para Londres, ainda teremos o topo sendo disputado por aqueles países que conquistam várias medalhas nos esportes individuais. Assim, além daqueles em que o Brasil saiu bem no México, o tiro, ciclismo e as lutas, por exemplo, mudam radicalmente o quadro final.

Para Bernard, os mexicanos fizeram uso do jeitinho brasileiro para resolver os problemas. Foto: Vipcomm

Esta é uma diferença fundamental entre Cuba e Brasil, mas não é a única. Volta e meia há comparações sobre os desempenhos esportivos destes países. Se, por um lado, somos obrigados a admitir que há algo dando certo, por outro, devemos admitir que a política de uma ilha não funciona em um continente, para ficar apenas em uma grande dificuldade.

A Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa) destacou que do mais de mil testes antidoping, apenas um atleta foi pego. Então tá…

No mais, queria agradecer a oportunidade do iG e as visitas e os comentários. Até uma próxima!!


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

Leia o texto completo

Pan: a natação, a organização e as dúvidas (2)

As provas (e medalha) de nataçãojá começam a ficar na memória antes mesmo do final destes Jogos Pan Americanos de Guadalajara.Para não finalizar, vamos a mais alguma dúvidas e minhas respostas/hipóteses:

Leonardo de Deus: glória-desespero-glória em meia hora. Foto: Vipcomm

A desclassificação de Leonardo de Deus (ouro nos 200m borboleta) deveria ter acontecido?
Não. Esta foi uma entre as várias falhas da organização. A profissionalização dos campeonatos mundiais mundiais, regulou o (pouco) espaço para os patrocinadores. (entenda-se: os uniformes e as toucas dos nadadores). Por conta disso, as toucas, que são um dos poucos locais aonde a marca pode aparecer durante as provas, teve uma dimensão máxima permitida, tanto para as marcas esportivas quanto para o patrocinador (não do atleta, não do país, mas sim da Federação Internacional). Mas a Organização Desportiva Pan-americana faz seu próprio show e no Pan não podia aparecer nenhum patrocinador. A falha, como expliquei no dia, foi da própria organização e o atleta ser penalizado por isso foi demais. Além do mais, o fair play prevaleceu, e quem chegou na frente, venceu.

Record: além dos próximos 2 Pan, as Olimpíadas de Londres e Rio de Janeiro.

A Globo boicotou as transmissões?
Não. Ela simplesmente não tinha os direitos, estes foram adquiridos pela Record. E, apesar de todas as críticas, a Record, que já tinha o Pan também de 2015, levou o de 2019 (parece que a Globo nem entrou na negociação, se é que houve).

Palmas para a piscina de Guadalajara. O Brasil não tem um complexo destes.

O piscina do Centro Aquático Scotiabank era boa?
Sim. Esta foi uma unanimidade. Não vi nenhuma declaração contrária na estrutura que faz a maior diferença no resultado final.

A mudança no Ministério do Esporte vai influenciar os resultados futuros?
Muito provavelmente não. A crise política não é motivo (não era?) de conversa entre os atletas, até porque a preocupação maior deve ser com o treinamento em si. As condições para competir e o acesso à tecnologia de ponta (entre outros) avançaram ao longo dos anos e dos governos.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

Leia o texto completo

Enfim, descanso!

Thiago sentiu na pele o que é defender um clube de futebol. Foto: Érico Leonan/iG

Os nadadores estão de volta, alguns até antes do fim das provas de natação, e a grande maioria já tem um objetivo na cabeça: descansar! A temporada foi longa, com Mundial, competições nacionais e agora o Pan. Então, para aqueles que tem ou não a vaga olímpica, uns dias fazendo algo diferente é o que a cabeça precisa. Depois? Bem, aí não tem mais parada não, provavelmente apenas poucos dias no fim de ano e no restante treino – muito treino.

Os objetivos serão diferentes. Enquanto Gracielle Herman necessita de míseros 3 centésimos para garantir Londres, outros como Cielo buscam nada menos que o ouro (no caso, o bi olímpico). Aproveitam o momento para visitar famílias, fazer campanhas publicitárias, coletivas nos seus clubes novos, etc.

Joanna, Leonardo, Henrique e Cesar: Flamengo voltou com muitas medalhas. Foto: Renan Rodrigues

O que ninguém espera ou se prepara é ter uma organização como a mexicana. Pelo contrário, a famosa pontualidade britânica será cobrada.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

Leia o texto completo

Pan: a natação, a organização e as dúvidas

Diante do tom de alguns comentários no blog, resolvi fazer este post de maneira diferente, com perguntas e respostas. Antes que os críticos de plantão venham explorar um novo fim do mundo, são apenas opiniões e comentários, baseados em fatos e experiência deste ex-atleta.

No Pan pegamos um monte de medalhas, porque nas olimpíadas não?
Bem, isso é um pouco de culpa da cultura, misturada com exposição e expectativa. Cultura porque, mesmo os que sabem da diferença entre as competições, ou sobrevalorizam os resultados, ou minimizam. Exposição pela mídia, sempre ávida de ídolos, notícias, o que traz a (falsa) expectativa. Dica: passem no ranking mundial, vejam as colocações dos brasileiros nas provas olímpicas e pronto, lá estão os melhores. Preto no branco. Surpresas sempre vão acontecer, mas esta é a beleza do esporte.

Os brasileiros amarelam nos Jogos Olímpicos?
Parte já foi respondida na primeira, mas preferi separar para ficar mais claro. Não. Principalmente hoje em dia, quando os nossos atletas tem competido periodicamente entre os melhores do mundo. Obviamente cada um reage de uma maneira. Pelo fato das Olimpíadas serem de 4 em 4 anos, a pressão fica maior para cima do atleta que pensa: “É agora, ou senão só daqui a 4 anos.” Nas devidas proporções, seria como ter apenas um vestibular, e este apenas a cada quadrênio. Não é difícil de imaginar a situação de bons estudantes tendo o famoso branco na hora da prova.

E os nadadores que nem pegaram medalha no Pan, o desempenho foi ruim?
Depende. Vamos novamente fazer um pequeno exercício de comparação. Pense na sua profissão. Pois bem, imagine (provavelmente não tem) em que lugar estaria no ranking da sua cidade, nas vendas, por exemplo. Pois é. Você, leitor, está entre os melhores professores do seu estado? Talvez seja o melhor médico de sua especialidade no Brasil? Do mundo?? A verdade é que estamos acostumados a valorizar apenas a vitória e os que vem atrás são apenas perdedores. Além disso, nossa memória esportiva é péssima.

Tivemos muitas falhas na organização, certo?
Sim. No meu entendimento, falhas existem, mas nos casos deste Pan, a maioria poderia ser evitada.

Alguns nadadores estavam usando doping?
Muito provavelmente sim. Embora os exames tenham se aperfeiçoado, não conseguem testar todos os atletas e, principalmente, testá-los fora de competição. E a tendência no Brasil e cada vez mais fazerem uso deste artifício.

A cobertura foi ruim?
Sim. No entanto, existiram muitas alternativas para quem queria acompanhar. Para este assunto, achei um comentário bem bacana.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

Leia o texto completo

Cielo bate mais um recorde

Como quem não quer nada, Cielo dava sempre um golinho no seu patrocinador.

Atendendo a um pedido de um de seus vários patrocinadores, Cesar Cielo fez uma bateria de testes com os técnicos do Gatorade Sports Science Institute. O novo recorde estabelecido foi de reação, símbolo dos velocistas. Embora não tenha sido divulgado para a imprensa os resultados (apenas o atleta teve acesso), a intenção era claramente de marketing. Assim mesmo, a nutrição esportiva ainda é um tema importante para quem depende de centésimos de segundo para chegar na frente.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

Leia o texto completo

EUA x Brasil, um balanço

Atendendo a uma solicitação do leitor Rafael, vou ver se consigo consolidar algumas estatíticas e informações sobre os dois países que juntos conquistaram 2/3 das medalhas no Pan de Guadalajara.

EUA: a força feminina fez a diferença. Crédito: US Swimming

Antes de tudo, vamos lembrar que os EUA não vieram com sua equipe principal, estratégia acentuada com a diversidade e multiplicação de Mundiais;

  • Em termos de recordes de campeonato, os americanos sairam com 11 contra 4 dos brasileiros (o único a quebrar este monopólio foi Brett Fraser);
  • As vitórias do americanos já não foram tão dominantes quanto os recordes. O placar ficou em 18 contra 10;
  • Não consegui contabilizar, mas raros foram os pódiuns sem uma americano (a). Já do lado brasileiros, os nosso meio-fundistas e fundistas (de 200m a 1500 livre) não tiveram o gosto da medalha, assim como a maioria das provas femininas, que continua sem a dourada;
  • Ao contrário das brasileiras, o domínio americano veio claramente das mulheres. Das 18 vitórias, 14 (das 17 possíveis) vieram das braçadas femininas.

Então é isso: enquanto o Pan é uma competição importante no calendário brasileiro, os americanos encaram como um evento de acesso, de experiência, o que acaba acontecendo de fato, pois alguns deles estarão em Londres no ano que vem.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

Leia o texto completo

Mais medalha na Maratona Aquática

A modalidade é recente, mas antes mesmo de se tornar olímpica, já trazia muita atenção (e dinheiro), pelo seu visual, sua democracia e sua premiação. Agora as Maratona Aquáticas querem ter o mesmo sucesso do seu irmão das ruas. Difícil missão, uma vez que correr é extremamente natural e também os riscos de uma prova (embora também existam) são menores e mais fáceis de controlar.

Em Guadalajara, aliás, Puerto Vallarta, saiu mais uma medalha para a natação brasileira. Veio com o repeteco da prata do Rio-2007 de Poliana Okimoto. A argentina Cecilia Biagioli, que competiu no Centro Aquático Scotiabank também, dominou e venceu com certa tranquilidade. Ambas já tem a vaga olímpica. Ana Marcela Cunha, campeã mundial dos 25km, ficou em 5a. na distância olímpica de 10km, mas chegou a ser anunciada como vice-campeã. Nada de anormal: mais um erro de cronometragem

Poliana: no pulso, o chip que não funcionou. Foto: Satiro Sodré

Por conta do calor da água, os americanos até anunciaram um boicote, mas acabaram competindo. Não sem razão. A temperatura da água foi uma das justificativas da morte do americano Francis Crippen (exatamente neste mesmo dia em 2010) durante a Copa do Mundo de Dubai. A temperatura estava em 31 graus e o regulamento permitia a prova nas água mexicanas.

No masculino, praticamente todos os primeiros colocados foram ao Mundial de Xangai, e as colocações seguiram um pouco a lógica de lá. Destaques para a Argentina, com o bronze de Guillermo Bertola, e para a disputa pelo ouro, que acabou com a vitória do canadense Richard Weinberger em cima do americano Arthur Frayler, por apenas 3 décimos em quase 2 horas de prova. Frayler, 17, é treinado pelo mesmo técnico de Crippen e saiu ainda com o ouro nos 1500m. Os brasileiros Allan Carmos e Samuel de Bona ficaram em 7o. e 12o, respectivamente.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

Leia o texto completo

Recorde Mundial para Melissa Franklin!

Não, não foi no Pan. Até porque as provas de natação acabaram ontem no Centro Aquático Scotibank. A competição é a Copa do Mundo. A piscina é a rápida de Berlim.  O circuito é de 25m. O recorde é mundial.

Reação típica: "Oh my God." Crédito: AFP

Um dos primeiros da era pós-maiôs polêmicos, a americana Melissa Franklin, apenas 16, abaixou o recorde da japonesa Shiho Sakai em 15 centésimos, nadando os 200m costas em 2:00.03, ficando próxima de ser a primeira a abaixar dos dois minutos. Com o recorde, ela volta para casa com 10 mil dólares no bolso (pouco, comparado aos milhares distribuídos no circuito de tênis da ITF, mas OK para os parâmetros da natação mundial). Com potencial (pela sua versatilidade – já havia ganhado um bronze nos 200m livre) para ser uma Phelps de maiô, a menina deve antes passar pelas fortes eliminatórias americanas se quiser um lugar em Londres.

Phelps teve companhia do japonês até 3/4 da prova.

Os demais destaques deste dia foram: as vitórias de Michael Phelps nos 100 e 400m medley, o recorde de campeonato nos 200m livre para Allison Schmitt (USA), e a longa fila para fazer o exame de doping, já que havia apenas uma pessoa para pegar as assinaturas dos atletas.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

Leia o texto completo

Brasil é 10, Thiago é 12

O último dia da natação no Centro Aquático Scotiabank terminou com o maior número de ouro e prata da história para o Brasil. Poderia ser um pouco melhor ainda por 11 centésimos. Três da gaúcha Gracielle Herman para pegar o índice olímpico e 8 para o revezamento feminino ficar com a prata. Mas a natação é exatemente feita de detalhes.

Gracielle, da manhã para tarde, fechou uma mão e ficou apenas 3 para Londres. Foto: Satiro Sodré.

A noite começou bem com Herman ficando ainda mais próxima de Londres. Feliz com seu desempenho, com apenas 19 anos ela sabe que sua carreira está em plena ascenção. Não será surpresa se alcançar a marca já na próxima competição importante. Apenas aperfeiçoando sua saída e ela chega fácil a este objetivo. A ex-recordista americana, Lara Jackson, ficou com o ouro e com o novo recorde.

Thiago Pereira fez sua melhor prova do Pan, os 200m costas, por incrível que pareça, em sua última caída na piscina de Guadalajara. Aquela história de cansaço, altitude, ficou tudo para trás quando ele viu a chance real de contabilizar 11 ouros nas suas edições panamericanas (seriam 12 ao final do revezamento). Deu sua melhor marca; abaixou seu próprio recorde de campeonato, conquistando com isso o bi; deixou para trás o recordista sul-americano, o colombiano Omar Pinzón, que deu ao seu país a única medalha na natação (queria a dourada) e foi companheiro de treino de Thiago na Califórnia; tudo isso em um tempo que o deixaria em 5o. no último Mundial de Xangai. Tudo bem que com seu tempo nos 200 medley em Guadalajara (até hoje sua maior especialidade) também alcançaria a 5a. posição, mas talvez fosse interessante ele pensar em investir mais nesta que era minha especialidade.

Thiago fez seu merchand na sua 20a. entrevista pós prova.

O revezamento 4×100 medley feminino bem que tentou, mas o Canadá acabou chegando apenas 8 centésimos na frente. Foi uma disputa bem interessante pela prata, pois os EUA quebraram o recorde mais uma vez (já o haviam feito pela manhã).

Logo após, a versão masculina dominou a última prova do programa, ficando perto, ainda, do fortíssimo recorde que os americanos estabeleceram no Rio. Guilherme Guido fez as honras de substituir o medalhado Thiago, Felipe França adicionou mais um ouro ao seu dos 100m peito, Gabriel Mangabeira redimiu-se do desempenho dos 100m borboleta e Cesar Cielo fechou sua participação sem saber o que é perder.

Daynara de Paula, Tatiane Sakemi, Tatiana Barbosa e Fabíola Molina: descanso merecido para todas agora. Foto: Vipcomm

Saimos com 25% das medalhas em disputa (24/96), contribuindo, até o momento, para metade das medalhas brasileiras e 10 das 17 de ouro. Nada mal, nada mal. Parabéns a todos!!


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

Leia o texto completo

Cielo imbatível

A grande sensação da manhã foi o placar falhando novamente, e justamente no dia da prova mais rápida da natação: os 50m livre. Claro que os técnicos e a organização tiveram tempo suficiente para consertar tudo para que nas finais… falhasse novamente! Estamos falando do México, vamos lembrar de alguns países-sede do Pan: República Dominicana, Argentina e Cuba. Não recordo do placar tendo estes problemas todos. Havana foi há 20 anos atrás!

Cielo: 7 provas em Pan, 6 ouros. Foto: Vipcomm

Mas voltando aos resultados. Albertinho (técnico de Cielo) vai ficar com aquela barba enorme mesmo. O Brasil fez a dobradinha esperada, mas não comemorou na piscina (obrigado, placar). Tanto Cielo, quanto Bruno Fratus sairam da água decepcionados com suas marcas. Pode? Pode, mas ambos deram justificativas: o primeiro disse que o bloco diferente talvez tenha influenciado, além de ter dado uma respirada (quando seu normal é nenhuma); já o prata disse que seu calção estourou de novo e teve que emprestar um de Cielo.

Absoluto, desde a saída, Cielo não teve nenhuma dificuldade em vencer, abaixando sua própria marca de 4 anos atrás. Completou o pódium o cubano Hanser García. Para se ter ideia da superioridade do brasileiro, o cubano, que havia ficado em 2o. nos 100m livre, chegou mais longe nos 50m do que nos 100m.

McGregor abraça sua compatriota Hanna Pierse. Crédito: Reuters

Ashley McGregor salvou a lavoura canadense, conquistando o primeiro ouro para o país que está fazendo uma campanha inferior ao seu potencial. Duas americanas completaram o pódium que não teve brasileiras disputando medalhas.

E estamos ficando mal acostumados. Apenas um ouro e uma prata e parece que fomos muito mal. Está certo, a expectativa de medalha existia com Gabriel Mangabeira e Kaio Márcio nos 100m borboleta. Tinham feito a dobradinha no Rio e poderiam repetir em Guadalajara sim. Mas, com um Mundial de esportes aquático e um Mundial Militar no caminho, as melhores performances do ano ficaram para estes campeonatos. A prova foi do venezuelano Albert Subirats, que não participou de nenhuma destas competições. Sem surpresa, uma vez que este é o quinto mais rápido nesta prova em todos os tempos. Quem completa o pódium? Sim, dois americanos.

Gabriel Mangabeira não esconde sua tristeza. Foto: Vipcomm

O dia acabou com um recorde panamericano com a americana Elizabeth Pelton nos 200m costas e, para felicidade do público, o bronze de Fernanda González (seu terceiro em Guadalajara). Fernanda Alvarenga ficou em 8a.

Vamos para o último dia com 20 medalhas, muito próximo das 24 do Rio-2007 e quase metade das conquistadas pelo Brasil até o momento pelo Brasil (41).

A bronzeada Gonzáles. Crédito:GETTY IMAGES SPORT


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

Leia o texto completo