Monthly Archives fevereiro 2012

E o Oscar de melhor drama vai para… Nick D’Arcy!

Nesta semana, o Comitê Olímpico Australiano (COA) liberou Nick D’Arcy para nadar as seletivas olímpicas. Mas afinal, liberou quem, de quê?

D’Arcy é o recordista nacional dos 200m borboleta e tinha conseguido sua vaga olímpica já 4 anos atrás, quando se envolveu em briga com seu compatriota num  bar e acabou (em menos de 3 semanas do incidente, é bom frisar) tendo sua vaga retirada pelo COA. Ele ainda apelou para a Corte Arbitral do Esporte, que acabou ratificando a decisão do seu Comitê. Foi condenado, por ter quebrado a cara de Simon Cowley, por 14 meses e 12 dias (?? sabe-se lá porque), mas ficou solto por boa conduta.

D'Arcy e Cowley, o primeiro não pediu desculpas até hoje. Crédito: Liam Kidston

Em 2010, foi pego em um teste antidoping fora de competições. Aparentemente, estava autorizado a tomar a substância por ter asma, mas esta autorização sumiu…

Seu inferno astral continuou com Cowley processando – e ganhando – 180 mil dólares, em 2011. D’Arcy acabou declarando falência para não ter que pagar, mas esta estratégia ainda está sendo avaliada.

Ok, mas o fim pode não ser tão trágico assim, uma vez que o australiano fez Michael Phelps sofrer uma das poucas derrotas nos 200m borboleta, batendo o americano em casa. Se fora das piscinas o enredo é um, o protagonista pode triunfar, apesar de todos seus problemas, na piscina olímpica de Londres em pouco mais de 150 dias.


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E no Carnaval, nada? Nada!

Estamos a 144 dias do início das Olimpíadas de Londres. Quem tinha que descansar, já o fez. Para aqueles nadadores que anda em busca de centésimos para pegar o índice olímpico, pequenos detalhes podem garantir a desejada vaga olímpica. Parar 4,5 dias pode ser o fim de um sonho. Mas como será que o pessoal se comporta? Acha que o descanso do Carnaval é um direito adquirido e não querem “perder” esta festa? E os técnicos? E a piscina do clube, que fica lotada de sócios querendo pular na água, independente do número de piscinas à disposição (a olímpica – ou semi – é melhor…)?

Dá para treinar aqui?

Pois é, ninguém gosta de passar um feriado longo destes longe dos familiares ou com opções mais atrativas que acordar cedo em pleno sábado de carnaval e encarar dois treinos pesado. Também não são todos que fazem este sacrifício que vão encontrar a glória apenas por isso. Muito pelo contrário, o caminho do sucesso é feito com uma série de fatores, mas dedicação certamente deve ser um dos facilitadores.

Henrique Barbosa, Cielo e Priscila Machado, apenas ela vai curtir o Carnaval. (crédito: Ângelo Santos)

Quem não ouviu falar dos treinos carrascos de Bernadinho? Pois isso por muito tempo virou uma vantagem competitiva para o Brasil. Um equipe que chega de uma longa viagem e vai direto para o ginásio treinar, talvez não tenha tanta justificativa técnica, mas mais psicológica. Não é diferente na natação. Treinar, mesmo que não de uma maneira formal ou tão intensa quanto nos outros dias, se bem conduzido, dá a segurança necessária ao atleta na hora H.

Pois é, para alguns nadadores, Carnaval significa pular – pular na água. Bloco, só de partida.

Bom feriado a todos!


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Quero ser Grand Prix

O P.R.O. 2016, e mais alguns brasileiros e outros tantos estrangeiros, competiram no último final de semana no GP de Missouri. Não foi nenhuma seleção nacional, mas eles trouxeram 10 medalhas, sendo 5 de ouro. Mas o que fez Cielo e cia. baixarem do treinamento em altitude para esta competição?

Jogo dos sete erros.

Não, não é a mesma foto. (crédito: Best Swimming)

Bem, o Grand Prix Series são sete competições que começou em Mineápolis, em novembro, e vai até Santa Clara, no início de Junho, organizadas pela US Swimming. Os números são impressionantes. Em provas com pouco apelo no Brasil, como os 400m livre feminino, por exemplo, atraíram nada menos que 76 atletas! Teremos um mínimo de 8 séries eliminatórias em intervalos de 7 minutos (rápido, mas possível). Uma hora apenas nesta prova. Aqui começa uma grande diferença com o Brasil. Primeiro que este número de atletas é alcançado apenas em provas de velocidade, 50m (lá, os 50m livre masculino teve meros 5 atletas a mais que os 400m livre fem). Segundo que o tempo de disputa seria adicionado de meia hora, ao menos, pelos sistemas distintos.

OK, nem tudo é perfeito. O placar aí não está atualizado.

Fora este diferencial técnico competitivo, temos ainda a organização americana em todos os quesitos: inscrição e venda online, inscrição de voluntários, informações sobre o evento, horário das provas, transmissão via web, resultados bem organizados, pontuação dos melhores no circuito, pesquisa de satisfação, etc. Isso que a natação nos EUA arrisca em não estar nem entre os 10 mais populares.

Porque não aprender com quem faz bem?


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Campeonato (de um estado) Australiano

News South Wales é apenas um estado australiano, mas seu campeonato mostrou força, até porque teve a presença de alguns estrangeiros. E foram dois deles que deram as melhores marcas, juntamente com o campeão mundial James Magnussen. O “Míssil” agora tem uma invencibilidade de 14 vezes nos 100m livre. Sua última derrota, alías, foi neste mesmo evento, em 2011! Vamos ver o que acontece em Londres…

Um pouco de geografia.

Os outros destaques foram a inglesa Ellen Gandy e o sul-coreano Tae Hwan Park. A primeira tem grandes motivos para nadar bem, afinal acabou 2011 como a 4a. melhor nos 200m borboleta e vai competir em casa contra sua compatriota Jemma Lowe.

Gandy, mostrando a prata do último Mundial (crédito: APA)

Park parece ter encontrado uma boa estrada para Londres na Austrália. Numa prova que nem figurou entre as 25 melhores marcas em 2011, pulou para a 15a. da história nos 1500m livre. E , inacreditavelmente, está em todas – TODAS – as provas do nado livre entre os melhores do ano, incluindo a liderança nos 200 e 800m (além dos 1500m).

Sim, estamos em meados de fevereiro ainda e o ano olímpico promete, mas não deixa de ser uma grande feito. Campeão olímpico nos 400m livre, ele tem pela frente dois chineses para atrapalhar seu bi.

50, 100, 200, 400, 800 e 1500m livre – Park coloca seu nome entre os melhores de 2012.


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Nadador pede nadadora em casamento… no pódium

Além de vencer os 100m costas ontem, prova em que Thiago Pereira ficou em 3o, o americano Matt Grevers ganhou uma noiva, a atmbém nadadora Annie Chandler. Vejam a inusitada cena (já pensaram se ela fala não?):

E parece que eles fazem tudo junto, inclusive este incentivo à natação, capitaneado pela Federação Americana de Natação (US Swimming):


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Crise mundial afeta campeonato europeu

O Campeonato Europeu de Natação, programado para 16 a 27 de maio, na Antuérpia/Bégica, ainda não foi confirmado. Prova maior disso, é a suspensão e a falta de mais informações sobre ingressos para o evento. Tradicionalmente, o Europeu serve de eliminatórias dos países menores, e um grande teste para os demais.

Por enquanto, nenhum comunicado oficial, nem mesmo na Liga Européia de Natação. A cidade já garantiu 100 mil euros mas, segundo um jornal local, seriam necessários mais 300 mil euros. Os rumores dizem que os organizadores já estão sondando a cidade holandesa de Eindhoven, que sediará o Europeu de saltos ornamentais na mesma época.

Outras notas da semana:

Quem também passa por uma grande crise fora das piscinas é o Japão, mas isso não parece ter afetado o ânimo de seus nadadores que, no primeiro dia do campeonato nacional de piscina curta, estabeleceram 5 novas marcas. Abram os olhos para eles…

Phelps: vamos ver o que o Photoshop é capaz… (crédito: Metro)

Phelps admite que não é mais garoto e lança mão de uma câmara hipóbárica para similar altitude e melhorar sua recuparação. O mesmo passou ainda por uma sessão de fotos para sair em uma propaganda de shampoo.

Logo após Mark Spitz criticar o retorno dos nadadores (logo ele, que foi muito mal sucedido em seu retorno aos 40 anos), a australiana Libby Trickett parece ser mais uma com chances reais de aumentar sua coleção olímpica, após um bom tempo nos 100m livre, prova em que foi recordista mundial. A chance seria em pegar a vaga no revezamento 4×100m livre.

Libby, será que ela vai mostrar a língua para Spitz?

A nota triste vai para o falecimento do ex-técnico da seleção brasileira, Denir de Freitas. Seu maior pupilo foi Djan Garrido Madruga, medalhista olímpico que chegou a ser, por um breve período, recordista olímpico. Em nota oficial, a CBDA lamenta o fato.

E continuem acompanhando os brasileiros no GP de Missouri, aqui; e os comentários dos resultados das eliminatórias do primeiro dia aqui e das finais aqui. Neste meio tempo, babemos com o complexo aquático de lá.

O P.R.O. 16 está na Universidade de Missouri.


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Olho neles!

O ano mal começou e já temos algumas boas performances pelo mundo. Abaixo, um primeiro apanhado de quem devemos prestar atenção.

O italiano Fabio Scozzoli fez a melhor marca da temporada na prova não olímpica dos 50m peito. Mas nossos peitistas ainda não tem com se preocupar com o 1:01.13 que o terceiro melhor atleta de 2011 nos 100m peito fez, se bem que para meio de temporada é respeitável. No Troféu Cidade de Milão os destaques ficaram para as mulheres.

Scozzoli que subir ao pódium em Londres.

Ainda mais respeitável foi o tempo da francesa Camille Muffat, acabando os 400m livre com a 8a. marca de todos os tempos (all-time). Muffat é recordista nacional das provas de medley, mas parece ter abandonado e não deve ser adversária de Joanna Maranhão. No mesmo Open de Montpellier, a holandesa Inge Dekker fez a segunda marca do ano nos 50m livre, e quer manter a tradição do país em grandes velocistas como sua xará de Brujin e o bi-campeão olímpico Peter van den Hoogenband.

Dekker quer repetir a medalha da China.

Ervin, Hall Jr e vd Hoogenband, medalhistas dos 50m livre em Sydney-2000.

Por fim, nos 50m temos aquele que pode ser o retorno olímpico mais sucedido. Apesar de não ser tão conhecido como Thorpe ou Evans, o americano Anthony Ervin também é campeão olímpico e alcançou este feito na piscina australiana, juntamente com seu compatriota Gary Hall Jr (veja outros retornos aqui).

Ficou famoso por ser o primeiro afro-americano a entrar na seleção olímpica; vender sua medalha pelo Ebay e doar para a Unicef; além de se aposentar precocentemente aos 22, em 2003. Agora, mais maduro, mandou um 22:27 que o coloca em quinto neste ano – mas terá que nadar bem mais rápido se quiser a vaga para Londres. Ainda tem chances (reais) de se classificar para o poderoso revezamento 4×100m livre.

Para quem não acredita que o cara era bom, olha ele aí no meio com Thorpe e Phelps, em 2002. (crédito: Reuters)


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