Monthly Archives junho 2013

Barcelona: a nova fronteira?

Festa pela escolha pelo direito de sediamento. Festa para mostrar quem serão os embaixadores do evento. Festa faltando 100 dias. Sucesso de vendas nos ingressos – online. Apresentação oficial das medalhas com atletas saindo de dentro da piscina com elas. Patrocinadores apoiando e ativando. Produção de fotos, canção e vídeo oficial. Merchandising com vários produtos licenciados. Sucesso com a escolha de 4 mil voluntários. Concurso para escolha do Mascote. Enfim, várias ações de promoção do evento esportivo.

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Apresentação do tênis e uniforme das 17 voluntárias que farão as premiações já não é demais?

Não, não estou falando de nenhum grande evento da FIFA ou COI, e sim da FINA, ou, mais especificamente, da organização de Barcelona (sempre ela) para o Mundial de Esportes Aquáticos. Na verdade, a cidade acabou sendo beneficiada. A FINA abriu um processo de candidatura, que começou no final de 2008 e culminou com a escolha de Dubai no meio de 2009, mas esta declinou em Maio de 2010. Na correria, o novo processo foi bem mais célere (apenas dois meses) e Barcelona, que nem havia pleiteado em 2008, acabou sendo a escolhida.

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Apresentação dos embaixadores: ex-atletas continuam a serviço do esporte.

Veja aqui, a recente convocação da equipe de maratonas aquáticas brasileira.

Obviamente contou à favor da cidade catalã o fato de todos os equipamentos já estarem prontos, afinal, além das Olimpíadas de 1992, eles já foram sede a 10 anos atrás deste mesmo Mundial. Isso, e o fato deles sediarem diversos eventos em todas as áreas, deve ter colaborado um planejamento bem estruturado com todas estas ações.

Será que a russa Kazan vai manter este padrão em 2015?

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O mascote Xop, apresentado ano passado, uma gota d’água inspirada nos mosaicos de Gaudi.

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O objeto de desejo.

Acompanhe o vídeo oficial:

 

 

 

 

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Seletiva americana: cai recorde americano e de Phelps

Rachel Bootsma bateu o primeiro recorde americano na seletiva americana para o Mundial. O tempo de 27.68 nos 50 costas abaixa 12 centésimos da marca de Hayley McGregory, de 5 anos atrás.

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Bootsma, 19 com carinha de 15.

O outro recorde a mencionar da noite não veio da série dos vencedores dos 100 borboleta. Apesar de Eugene Godsoe ter derrotado Ryan Lochte e feito a 4a. marca do ano, foi na final B (disputa entre o nono e décimo-sexto) que Justin Lynch talvez comece a fazer história, ao retirar o nome de Michael Phelps do recorde da idade (15-16) na prova, com seu rápido 52.75. Lembrando que nesta idade, Phelps já disputava sua primeira olimpíada, ficando em quinto nos 200 borboleta.

Outro jovem que deseja estar no Rio daqui a 3 anos é Ryan Murphy, cujo recorde da idade (17-18) nos 100 costas é 7 décimos mais rápido que o segundo no ranking. – isso que ele ainda tem 17. Apesar de tudo isso, com o tempo de 53.38, sexta marca do ano, ficou em terceiro, perdendo a vaga para o mundial…

Acompanhe a declaração de Lynch após a prova:

 

 

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E o padrão COI?

Sei. O momento é das manifestações. Já caiu a PEC 37 (será que todos que protestaram contra, sabiam mais que: vai tirar o poder de investigação do MP?). Vão votar 100% para a Educação. Será que diminui o número de Ministérios?

Enfim, o povo deu as caras e a consequência foi uma acelerada nas SUAS prioridades.

Quem se deu mal nesta história toda? Bem, primeiro, o óbvio, a FIFA. O que era para ser uma festa, virou isso. Se esta Copa já foi assim, imaginem na Copa de verdade…

Mas a imagem do Brasil, num primeiro momento, também sai queimada. Alguns dos “legados” propagados, talvez nunca se concretizem, e a culpa agora é de ninguém mais senão das manifestações. Elas assustaram as pessoas, possíveis turistas? Sim. Enviaram imagens da parte agressiva das manifestações para fora? Sim. Talvez as prioridades baseadas na Copa vão ser revisadas? Sim.

E é aí que entra o padrão COI. Tal qual a FIFA, o Comitê Olímpico Internacional é uma grande empresa, cujo maior produto são os Jogos Olímpicos de Verão. Tal qual a Copa, o Brasil pediu para sediar as Olimpíadas e assinou um pesado caderno de encargos para tal. Não tão descarado quanto a FIFA, o COI também procura os mercados emergentes para seus grandes eventos. E tal qual o que está acontecendo agora, existe a real possibilidade de daqui a 3 anos vermos algo semelhante no Rio.

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Relógio recém inaugurado na sede do COI. Faltam mais de mil e cem dias (ou apenas?). Foto: divulgação

O que pode amenizar esta possibilidade são as mudanças neste meio tempo. De um lado, uma nova agenda política que esteja alinhada com os reais anseios da população; do outro, uma rigorosa transparência na condução dos projetos Rio 2016. Já é transparente? Torne-a límpida. Cristalina. De tal forma que até minha filha de 7 anos entenda o que está sendo feito e porque. Preferencialmente a de 4 também.

Sediar as Olimpíadas é uma grande oportunidade? Tenho convicção que sim. Mas junto com isso, vem as responsabilidades – e elas não são pequenas. Se a tendência do ambiente for para melhorar, acredito que teremos uma grata surpresa. Melhor ainda se sairmos com diversas medalhas, mas isto já é uma outra história…

 

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Campeão Mundial cai no doping

Mads Glaesner, dinamarquês que conquistou o ouro nos 1500m livre no mundial de curta em Istambul, último dezembro, perdeu esta e outro bronze do mesmo campeonato (nos 400m livre).

A FINA deu a menor sanção possível (3 meses), mas retificou os resultados do Mundial.

Mads Glaesner, Gregorio Paltrinieri, Pal Joensen

O italiano sobe para primeiro e o… bem, das Ilhas Faroé, para 2o. (coincidência que é território autônomo do país de Glaesner?).

Além dele, a polonesa Paula Zukowska também teve sua punição este semana, mas por um ano. Ambos foram pegos com estimulantes, algo que se tornou comum por ser encontrado em descongestionantes nasais (bem como em suplementos).

 

 

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O protesto (quase solitário) de Joanna Maranhão

Ela não poderia deixar de se manifestar neste momento. Joanna Maranhão acabou aderindo ao Movimento (para mim, ainda indefinido) que está nas ruas e deixou seu apoio.

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Agora, será que no meio de tantas prioridades, o Movimento vai questionar outros assuntos importantes do Esporte Nacional? E por questionar, entendam como debater democraticamente.

 

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Três para o Brasil

E o Brasil se deu bem, no Troféu Sette Colli, em Roma, saindo com 3 medalhas no primeiro dia.

Nicholas Santos e Thiago Pereira tiveram boas disputas nos 50m borboleta e 200m medley, com o ucraniano Andrey Govorov e com o húngaro Lazlo Cseh. Nicholas ainda saiu com o recorde da competição, enquanto que Thiago, que já tinha o recorde, teve a companhia de Henrique Rodrigues.

Mas o sábado também deu mais medalhas, desta vez para a natação feminina, e em Canet, com Daynara de Paula e Alessandra Marchioro, nos 100m borboleta e nos 50m livre.

Todos os 5 atletas estiveram em Londres, e estas competições servem de preparação para o Mundial de Barcelona, que começa no final do próximo mês.

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Florent Manadou também esteve lá, nadando rápido os 100m livre…

Os campeões olímpicos Camille Muffat (200 e 400m livre) e Florent Manadou (100m livre), Daniel Gyurta (200m peito) e Ranomi Kromowidjojo (50m borboleta – não tinha um sobrenome mais fácil não?) venceram na Itália.

Já na França, Jeanette Ottesen, que nadou esteve no último brasileiro, e Katinka Hosszu (que apesar de estar competindo em dezenas de provas nas últimas semanas, conseguir melhorar sua marca nos 200m medley) foram dois dos destaques.

 

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“Eu não quero nadar…”, by Beatriz Comini Romero

Hoje gostaria de compartilhar as últimas 24hs com nossa primogênita, Beatriz.

Desde ontem, aliás, desde quando soube que hoje teria uma tomada de tempo na aula de natação, ela vem repetindo a frase acima à exaustão, intensificando nas últimas 12hs anteriores (o que, na prática são umas 3, 4hs, no máximo, pois teve uma noite no meio disso).

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Será que as bordas das piscinas vão ouvir Vai Bia, novamente?

Pois bem, a psicologia infantil tenta nos ensinar alguns truques. Ainda ontem à noite, experimentei contar histórias próprias, como quando fui desclassificado em um revezamento em Londrina, por estar tão nervoso que acabei nadando as primeiras braçadas em outro estilo (faz tempo, eu estava fechando um revezamento 4 estilos). Na segunda tentativa, brincamos que a mãe de outra Bia (Lages) ficava torcendo a prova inteira – isso seria constrangedor para ela!

Já de manhã, mudei a estratégia tentando falar de outros assuntos, conseguindo até umas rápidas risadas, seguidas do temido: “Eu não quero nadar…”.

Perguntando sobre o que ela tinha medo: “Eu não quero nadar. Eu vou demorar uma hora para chegar e vocês vão ficar tristes.” Aqui friso que nunca cobramos qualquer resultado, muito pelo contrário, acho um absurdo este tipo de cobrança precoce (veja aqui a história do mais novo nadador americano a tornar-se profissional).

Então, ao final, tudo acaba bem, com uma medalha de participação (colocação? que colocação) e um grande sorriso à noite.

Uma boa noite a todos!

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Mare Nostrum: a vida esportiva continua

Apesar do monopólio (monótono?) do futebol da Copa das Confederações da FIFA, os eventos esportivos não param no mundo – e no Mundo Aquático não é diferente.

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Canet: metade da cidade pode ser vista nesta foto.

No Circuito Mare Nostrum, realizado na Europa, Barcelona é a bola da vez (foi proposital). E no primeiro dia, duas medalhas para brasileiros: Joanna Maranhão, bronze nos 400m medley (com um consistente 4:45.89) e Felipe Lima, prata nos 100m peito (com um consistente 1:00.82).

Barcelona, que vai sediar o Mundial dentro de um mês, foi a segunda etapa, que termina neste fim de semana na pequena Canet-en-Roussillon. No intervalo de uma semana, três competições com premiação = presença garantida da húngara Katinka Hosszu, que venceu os 400m medley e pegou prata nos 200m livre logo depois (mas ficou com o recorde da competição estabelecido pelas eliminatórias).

Mas o destaque maior ficou por conta da jovem lituana campeã olímpica Ruta Meylutite. Assim como em Mônaco, estabeleceu nova marca continental, desta vez nos 50m peito, sendo a primeira a abaixar dos 30s sem os trajes tecnológicos, com 29.96.

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Festa ao final de cada etapa premia os melhores.

 

 

 

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AMCE realiza reunião bimensal do Conselho Estadual de Desporto

Publicado em 04/06/13, aqui

Foi realizada nessa última segunda-feira (03), na AMCE, a reunião bimensal do Conselho Estadual de Deporto. A reunião foi dirigida pelo Secretário Adjunto de Estado de Esportes e da Juventude, Rogério Romero, e contou também com a participação da maioria dos Conselheiros da Associação Mineira de Cronistas Esportivos.

A reunião foi em homenagem a AMCE, sendo a primeira itinerante. Foram tratados vários assuntos de interesse do esporte mineiro, além da apresentação de um Projeto de Lei que será encaminhado  para a apreciação da Assembleia de Minas Gerais e que diz respeito ao esporte escolar.
Também foi apresentada uma proposta da criação em Minas do Voluntariado, a exemplo do que foi executado na Olimpíada de Londres, cujo responsável pelo programa estará  nos fazendo uma visita no próximo dia 14. Na ocasião ele irá apresentará os detalhes para que o Conselho possa formalizar uma proposta para aprovação pelo governador de Minas Gerais. Além disso, foi discutido o Projeto Doping, com a apresentação de sugestões, pois esse assunto tem sido uma preocupação do governo quanto ao esporte escolar.
Ao final do encontro, os membros presentes à reunião, tendo a frente o Secretário Adjunto, fizeram um agradecimento pela atenção que a AMCE lhes dispensou, e prometeram  realizar outras reuniões na sede da entidade.
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SEEJ apoia campanha “Movimento é Vida, Vida pede Movimento”

Publicado em 03/06/13, aqui

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O secretário-adjunto de Estado de Esportes e da Juventude, Rogério Romero, participou nessa segunda-feira, 03 de junho, da reunião multidisciplinar da campanha “Movimento é Vida, Vida pede Movimento”, realizada pela Associação Médica de Minas Gerais (AMMG) e a Sociedade Mineira de Medicina do Exercício e do Esporte (SMEXE).

A iniciativa visa levar à população, informações referentes à importância do exercício físico na promoção da saúde, prevenção e tratamento de enfermidades.  Também tem por finalidade abordar assuntos relevantes para a constituição de uma nova mentalidade sobre a prática esportiva.

De acordo com Rogério Romero, é fundamental reverter a epidemia mundial de doenças decorrentes do sedentarismo e dos desequilíbrios da vida moderna. “A proposta vai além da ampliação da rede de divulgação dos benefícios pois incentiva a pratica esportiva com foco na qualidade de vida”, ressalta.

 

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