Monthly Archives julho 2014

Belo Horizonte faz ajustes para entrar na rota olímpica

Publicado em 20/07/2014, aqui

Em 2016, o Brasil receberá a Olimpíada, que será disputada no Rio de Janeiro. Apesar de não ser a cidade-sede da competição, Belo Horizonte também está na reta final de preparação para participar do evento, mesmo que de forma secundária.

Escolhida para ser a base de treinamento das equipes da Grã-Bretanha, BH receberá aproximadamente 350 atletas olímpicos e 165 paralímpicos. A Associação Olímpica Britânica (BOA) usará as instalações do Centro Esportivo da UFMG e do Minas Tênis Clube (unidades 1, 2, Clube Náutico e Country Clube). O Sesc Venda Nova também estará à disposição.

“Ter a equipe britânica em Minas é uma grande chancela. Eles ainda não definiram o local de hospedagem, estão vindo frequentemente avaliar o andamento das obras do Centro de Treinamento da UFMG e outros detalhes da futura aclimatação”, afirma o secretário-adjunto de Estado de Turismo e Esportes, Rogério Romero.

A cidade também está se preparando para receber outras delegações. “Tive ciência da Austrália, Itália, Portugal, China, Canadá, Bélgica, Japão e Estados Unidos, enfim, grandes potências esportivas com interesse em virem para cá”, diz o secretário.

Ex-nadador com cinco Olimpíadas no currículo, Rogério sabe que não vão faltar oportunidades para disputas na capital mineira. “Estamos falando de muitas modalidades olímpicas e paralímpicas, e de quase 200 países envolvidos”.

Esportes Aquáticos

Apesar de estarem confirmadas para o Rio de Janeiro, as provas de vela e remo da Olimpíada de 2016 ainda podem ser transferidas para longe da cidade-sede. O motivo é a poluição da Lagoa Rodrigo de Freitas e da Baía de Guanabara, que preocupa tanto o Comitê Olímpico Internacional (COI) quanto os atletas.

Para que as competições não sejam prejudicadas, será preciso criar um plano emergencial. Palco de diversas disputas em campeonatos mundiais de esportes aquáticos, a Lagoa dos Ingleses, em Nova Lima, pode ser uma alternativa.

Rogério Romero afirma não ter conhecimento de que a Lagoa dos Ingleses seja o plano B para as provas. “Esta possibilidade não foi aventada, até onde sei, pelo Comitê Organizador Rio 2016”, garante o secretário.

lagoa ingleses

Gigante da Pampulha volta a entrar em cena

Além de oferecer centros de treinamentos, Belo Horizonte terá um dos palcos para partidas de futebol na Olimpíada de 2016. O Mineirão receberá disputas femininas e masculinas.

Também foram confirmadas pela Comissão de Coordenação do Comitê Olímpico Internacional jogos de futebol no Rio de Janeiro, Salvador, Brasília e São Paulo.

Os duelos no Rio serão no Maracanã, a Fonte Nova recebe as partidas na capital baiana e o Mané Garrincha no Distrito Federal. Apenas São Paulo ainda não decidiu em qual estádio haverá duelos.

Caso se repitam as fórmulas de disputas da Olimpíada de 2012, em Londres, serão 58 jogos nas duas modalidades de futebol, o que dá uma média de 11 partidas por estádio. Na capital inglesa, o torneio masculino contou com 16 equipes, enquanto o feminino teve 12.

Com isso, aumenta a possibilidade de mais equipes virem treinar em Belo Horizonte e região, usando as estruturas de Cruzeiro, Atlético e América. Foi o que ocorreu na Copa do Mundo, quando o Chile ficou na Toca da Raposa II e a Argentina na Cidade do Galo, em Vespasiano.

“Há a possibilidade de os clubes mineiros de futebol receberem delegações estrangeiras. Alguns países inclusive já fizeram contatos diretamente com eles”, garante Rogério Romero, secretário- adjunto de Estado de Turismo e Esportes.

Uberlândia garante participação

Outra cidade mineira que já garantiu participação na Olimpíada de 2016 é Uberlândia. O município do Triângulo receberá a delegação irlandesa, com atletas de nove modalidades: atletismo, badminton, ciclismo, pentatlo moderno, remo, natação, triatlo e canoagem. Três visitas técnicas já foram feitas na cidade, com o objetivo de conhecer as estruturas esportivas, hospitalares e hoteleiras. A quarta visita deve acontecer no mês que vem.

Leia o texto completo

BH receberá o Rally dos Sertões 2014

Publicado em 21/07/2014, aqui

Pela primeira vez na história de 22 anos do principal rali do país, Belo Horizonte receberá uma chegada do Rally dos Sertões no dia 30 de agosto. O anúncio foi feito na semana passada pela Dunas Race, organizadora do evento. A chegada na capital mineira acontecerá na Praça Geralda Damata Pimentel, em frente à Lagoa da Pampulha e próxima a um dos principais cartões postais da cidade, a Igreja de São Francisco de Assis.

Depois de sete dias de disputas, partindo do Goiânia (GO) e passando por belas regiões do país, o encerramento em Belo Horizonte também terá ações especiais. A organização vai preparar uma arena para o público acompanhar a chegada dos competidores, além de contar com um agradável ambiente com música e espaço gastronômico, coordenado pelo renomado chef Eduardo Maya, com as delícias da culinária mineira. Também será montado um camarote para 300 convidados.
“É com enorme satisfação que receberemos em Minas Gerais, em Belo Horizonte, o encerramento da 22ª edição do Rally dos Sertões. Ter um evento deste porte em nossa cidade, além de atrair desportistas e visitantes, é uma oportunidade de disseminação e incentivo à prática do esporte a motor. É uma chance também de impulsionar o turismo de aventura, uma vez que o percurso contempla importantes cidades mineiras, como Paracatu, São Francisco e Diamantina”, comenta o secretário de Estado Adjunto de Turismo e Esportes, Rogério Romero.

“Belo Horizonte já recebeu o Sertões em duas oportunidades, mas já faz muitos anos e nunca foi o palco da chegada do rali. Por isso, estamos muito felizes em anunciar que teremos um grande evento de encerramento, para que todos possam se divertir e comemorar com todos os competidores e os grandes campeões de 2014”, destaca Roque Mendes, Diretor Comercial da Dunas Race.

Além de Goiânia e Belo Horizonte, mais cinco cidades irão receber a caravana do Sertões. Dessas cinco, três serão sede do rali pela primeira vez. A goiana Catalão e as mineiras Paracatu e São Francisco. Completam o percurso, Caldas Novas (GO) e Diamantina (MG), que já receberam o Sertões em outras edições.

Antes de partir para as especiais, os competidores ainda disputarão o prólogo em Goiânia no dia 23 de agosto, com a largada promocional neste mesmo dia à noite, no reformado autódromo internacional de Goiânia. Cinco categorias disputam o Sertões: carros, motos, quadriciclos, UTVs e caminhões.

Confira a programação do Rally dos Sertões 2014:

23/08 – Prólogo – Goiânia (GO)
24/08 – 1ª etapa – Goiânia (GO)/Caldas Novas (GO)
Deslocamento inicial: 40 km
Trecho especial: 155 km
Deslocamento final: 21 km
Total do dia: 216 km

25/08 – 2ª etapa – Caldas Novas (GO)/Catalão (GO)
Deslocamento inicial: 39 km
Trecho especial: 201 km
Deslocamento final: 20 km
Total do dia: 260 km

26/08 – 3ª etapa – Catalão (GO)/Paracatu (MG)
Deslocamento inicial: 22 km
Trecho especial: 206 km
Deslocamento final: 132 km
Total do dia: 356 km

27/08 – 4ª etapa – Paracatu (MG)/São Francisco (MG)
Deslocamento inicial: 135 km
Trecho especial: 364 km
Deslocamento final: 86 km
Total do dia: 585 km

28/08 – 5ª etapa – São Francisco (MG)/Diamantina (MG) – MARATONA
Deslocamento inicial: 223 km
Trecho especial: 335 km
Deslocamento final: 81 km
Total do dia: 718 km

29/08 – 6ª etapa – Diamantina (MG)/Diamantina (MG)
Deslocamento inicial: 23 km
Trecho especial: 159 km
Deslocamento final: 30 km
Total do dia: 213 km

30/08 – 7ª etapa – Diamantina (MG)/Belo Horizonte (MG)
Deslocamento inicial: 59 km
Trecho especial: 125 km
Deslocamento final: 146 km
Total do dia: 331 km

Leia o texto completo

Hora de atrair mais delegações

Publicado em 21/07/2014, aqui

principe

A Copa do Mundo acabou, mas as Olimpíadas são logo ali, em 2016. Embora a competição seja realizada no Rio de Janeiro, Minas Gerais também participará do evento recepcionando delegações para treinamentos pré-jogos. Por todo o país, os próximos meses serão marcados pela intensificação do trabalho de captação de comitês nacionais e modalidades esportivas pelos Estados.

 

Depois do anúncio das parcerias com as associações olímpica e paralímpica britânicas (que utilizarão as instalações do Minas Tênis Clube e da Universidade Federal de Minas Gerais) e com o Comitê Olímpico Irlandês (que ficará em Uberlândia), a Secretaria de Estado de Turismo e Esportes (Setes) tem conversas avançadas com o Comitê Olímpico Belga. As modalidades e o local ainda não podem ser divulgados. Há tratativas para que Minas seja a base de treinos de uma equipe brasileira, cujo esporte também não pode ser revelado, pois ainda encontra-se em negociação.

Ainda em 2012, o Comitê Olímpico Internacional (COI) listou 172 instalações esportivas no Brasil aptas a receber delegações. Em Minas são 15 em nove cidades (veja abaixo). “Temos uma série de ações para captar o máximo possível de delegações. Mas não há uma obrigatoriedade de seguir esses centros credenciados”, explicou o secretário adjunto de Turismo e Esporte, Rogério Romero.

O trabalho do governo é fazer a ponte entre as associações e as entidades proprietárias dos equipamentos esportivos. Pode acontecer de um local agradar determinado país, mas o espaço precise de uma reforma. Nesse momento, é avaliado o custo-benefício. Chegou-se a ser estudada a construção de um centro para a prática de hóquei sobre grama no Estado – algo raro no país –, o que foi descarado justamente por causa da sua pouca utilidade após a competição.

Diferentemente do que aconteceu com as seleções pouco antes da Copa do Mundo, não há datas estabelecidas pelo COI para a chegada das delegações ao país, em 2016. Uma associação talvez queira passar por um período de ambientação ou chegar apenas na véspera dos torneios. “Os pedidos vêm de todas as formas. Mas nós temos que ser pró-ativos. Participamos de dois encontros no Rio neste ano. Só havia nós de outros Estados por lá”, destacou Romero.

Procura. No ano passado, a delegação de atletismo da China visitou as instalações da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Em abril desta ano, foi a vez das associações olímpica e paralímpica do Canadá. Utilizados na Copa, os centros de treinamento de Atlético e Cruzeiro, o Sesc Venda Nova, o Independência e a Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, são espaços de excelência no Estado que também podem se aproveitados.

Se na Copa o Mineirão recebeu seis jogos, na Olimpíada de 2016 a quantidade será bem maior. O estádio irá receber 16 partidas de futebol masculino e feminino em um período de duas semanas. Belo Horizonte será uma das subsedes, ao lado de São Paulo, Brasília e Salvador.

A tabela ainda não foi divulgada pelo Comitê Olímpico Internacional mas, se forem mantidos os critérios da edição passada, serão um total de 58 partidas (32 masculinas e 26 femininas). Em 2012, as disputas do bronze foram realizadas em subsedes e não em Londres, que recebeu apenas as brigas pelo ouro. Assim como aconteceu na Copa, as subsedes devem pleitear entre si as melhores partidas.

Mundial. Outra disputa política entre unidades da Federação também deve ocorrer nos próximos meses. Em dezembro, a Fifa decidirá que país receberá as edições de 2017 e 2018 do Mundial de Clubes. O Brasil, elogiado pela organização da Copa, concorre com Índia e Emirados Árabes.

A competição, normalmente, é realizada em duas cidades. Templo do futebol, o Maracanã possivelmente será um dos estádios. Em São Paulo, a vice-prefeita, Nádia Campeão, já disse que quer a competição, mas o Mineirão também vai brigar. “Tecnicamente, somos capazes de receber. Politicamente, vamos trabalhar também”, avisou o secretário ajunto de Turismo e Esportes, Rogério Romero.

 

Leia o texto completo

Thorpe: será que ele é? É, e dai?

Um dos nadadores mais badalados na sua época, o australiano Ian Thorpe, assim como outros compatriotas, teve problemas de adaptação fora das piscinas. Depressão, remédios, bebidas culminaram com uma tentativa mal sucedida de retorno ao seu ambiente de conforto e ao episódio de ser encontrado vagando sem rumo nas ruas. Triste, para quem tem tantas glórias no esporte, ser lembrado agora mais por estes motivos.

thorpe_wideweb__430x277

Narigudo, eu?

Semana passada, ele finalmente assumiu sua homossexualidade em público. Após anos negando, inclusive em sua autobiografia, confirmou a suspeita da comunidade aquática e da imprensa mundial. Sugeriu que isto contribuiu para seus problemas pessoais após aposentar. Acredito que sim, mas a falta de reconhecimento a que estava acostumado pode ter afetado também.

Independente disso, seus resultados continuarão sendo lembrados. Apenas, como ele mesmo admitiu, sua reputação sai manchada. Afinal, com seu sucesso, veio a responsabilidade de servir de modelo – principalmente para os mais jovens. Além dos problemas já mencionados, mentir por tanto tempo certamente não é algo que deva ser repassado às novas gerações.

O medo de não ser compreendido quando ainda jovem, até faz algum sentido. Temer piadas, por exemplo, nem tanto. Não penso em preconceito quando ouço algo sobre alguém de nariz grande, careca ou de voz fina. São características pessoais.

Por fim, rumores dizem que Thorpe ganhou uma bolada por esta entrevista exclusiva no Canal que – coincidentemente, claro – vai comentar os Jogos da Comunidade Britânica que iniciam na próxima semana.

Leia o texto completo

Você Esporte Clube – Entrevista Rogério Romero – Bl. 2 – 28/06/14

 

Leia o texto completo

De olho em 2016

Publicado em 12/07/2014, aqui

image

PUBLICADO EM 11/07/14 – 10h32
O desfecho melancólico da seleção canarinho na Copa do Mundo e o sentimento de terra devastada que tomou conta dos milhares de torcedores brasileiros que viram uma derrota acachapante diante da seleção alemã, em pleno Mineirão, por 7 a 1, ficou apenas dentro campo.
O sucesso do Mundial em Belo Horizonte foi notório e já deixa saudades. Mas não por muito tempo. Terminada a Copa, os olhares se voltam para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, que contará com BH como uma das subsedes do torneio de futebol olímpico (masculino e feminino), ao lado de São Paulo, Salvador e Brasília.
Os Jogos Olímpicos de 2016 receberão cerca de 200 delegações internacionais de atletas, 11 mil atletas olímpicos, 4,5 mil paralímpicos, 40 mil jornalistas e 70 mil voluntários e, parte dessa fatia, pode ser destinada a Belo Horizonte e outras oito cidades do interior mineiro que foram habilitadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) a receber as comitivas esportivas. Será mais uma grande possibilidade de intercâmbio cultural, fomento da economia e turismo local e, principalmente, a troca de experiências entre atletas locais e internacionais e entre equipes multidisciplinares.
Por oferecer excelentes opções de locais de treinamentos para atletas de alto rendimento, Belo Horizonte foi a primeira cidade do Brasil a assinar um memorando de entendimento com um comitê olímpico estrangeiro para ser local de preparação e aclimatização de atletas para a disputa dos Jogos. Além disso, há possibilidades de o Mineirão ser palco de partidas de futebol masculino e feminino durante a Rio 2016. “Termos Belo Horizonte como uma das cidades que receberão jogos de futebol para as Olimpíadas contribui para movimentar a economia local e incentiva o turismo, assim como vimos na Copa”, afirma Rodrigo Zuquim Macedo, superintendente de Esporte e Lazer do Sesc Venda Nova, cujo Campo Oficial de Treinamento (COT) já recebeu as seleções do Brasil, Chile e Bélgica e vive a expectativa de receber novas delegações daqui a dois anos.  “Agora, a expectativa é continuar trabalhando para que esse nível de visibilidade positiva que adquirimos na Copa continue elevado e produza resultados em termos de atração de turistas e novos negócios para estimular ainda mais o desenvolvimento da cidade e do Estado”, destacou Camillo Fraga, secretário municipal extraordinário da Copa do Mundo.
Intercâmbios e legados
Ainda durante a Copa, antes de assistir ao jogo Inglaterra x Costa Rica, no Mineirão, o príncipe Harry, quarto na linha de sucessão ao trono britânico, junto aos representantes da Associação Olímpica Britânica (British Olympic Association) e da Associação Paralímpica Britânica (British Paralympic Association), esteve no Minas Tênis Clube e no Centro de Treinamento Esportivo da UFMG para ratificar o acordo de cooperação.
A parceria com as delegações britânicas olímpicas e paralímpicas abre precedentes para possíveis legados sociais, econômicos e educacionais. O acordo inclui o compromisso de criar programas de intercâmbio e de compartilhar expertise e conhecimento nas áreas de ciências do esporte e medicina, educação e treinamento, marketing, mídia e áreas comerciais para o benefício mútuo e desenvolvimento do esporte olímpico brasileiro e britânico. “Criamos uma relação de confiança com o comitê britânico e o fato de serem a terceira maior potência olímpica nos aproximou muito dessas pessoas para trocarmos experiência e nos espelharmos nos resultados alcançados por eles. O grande legado é a troca de experiência, o intercâmbio de atletas e o aprendizado”, afirma o presidente do Minas Tênis Clube, Luiz Gustavo Lage.
De acordo com ele, o clube – que conta com oito modalidades com profissionais de alto rendimento esportivo, 1.200 jovens na base e tem tradição na formação de atletas – já possui instalações físicas e aparelhagem que atenderão os mais de 80 atletas olímpicos britânicos e paralímpicos. “Alguma coisa eles irão trazer e, caso haja necessidade de melhoramentos, eles seriam feitos pelos britânicos e ficariam para o nosso clube. Porém, o mais importante é o impulso que isso nos traz no sentido do trabalho sistêmico e integrado também com outras esferas para o esporte crescer”, conta.
Inspiração para a garotada
O prata da casa Otávio, central da equipe de vôlei do Minas, que já disputou jogos pela seleção brasileira, destaca a vinda dos britânicos. “Esse intercâmbio será importante para todos dentro do clube. Principalmente para a garotada da base, que terá oportunidade de ver de perto atletas olímpicos e com uma experiência internacional, motivando cada vez mais esses novos talentos a acreditar nos sonhos e treinar mais para alcançá-los”.
Assim como o jovem atleta, o secretário adjunto de Esporte de Minas Gerais, Rogério Romero, único nadador brasileiro a disputar cinco Olimpíadas (de 1988 a 2004), vê com bons olhos a vinda de comitivas do esporte para cá. “Para os atletas mirins que estão começando, é uma oportunidade única presenciar uma Olimpíada no país e ver grandes atletas treinando no Estado. Eles perceberão que a distância não é tão grande assim com os atletas de alto rendimento e poderão ver de perto esses profissionais. Outro ponto chave será o intercâmbio de atletas e das equipes especializadas e multidisciplinares”.
Além do Minas, o Centro de Treinamento Esportivo (CTE) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) receberá parte dos atletas olímpicos e paralímpicos britânicos. O local tem uma pista de atletismo com certificação internacional e possui aparato para receber atletas de alto rendimento. O seu parque aquático deve estar pronto no fim de 2014 e terá uma piscina de 50m, além de um projeto de criação de um pavilhão esportivo.  “Com o restante das obras concluídas, teremos um dos melhores e mais bem equipados CTs do país. Por isso, a perspectiva é que fechemos pelo menos com mais uma delegação tanto olímpica quanto paralímpica. Isso será fundamental para que nossos atletas cresçam nesse intercâmbio com os profissionais do esporte de outros países”, declara o diretor do CTE da UFMG, Bruno Pena Couto. Outro espaço que também será utilizado por atletas britânicos de tiro esportivo no período preparatório dos jogos olímpicos será o Clube Mineiro de Caçadores (CMC) de Santa Luzia, Região Metropolitana de BH.
INTERIOR TAMBÉM ATRAI COMITÊS
Com centros de excelência no esporte de alto rendimento, não é só a capital mineira que se destaca para receber comitivas de atletas estrangeiros. Minas Gerais aparece entre os cinco Estados mais bem preparados para serem anfitriões de delegações olímpicas de outros países. E comitês e associações olímpicas de outros países, como França, Japão, Austrália, Canadá, Itália e até a China, teriam sinalizado interesse em ficar em cidades do Estado, segundo o secretário adjunto de Esporte de Minas Gerias, Rogério Romero.
Das 73 cidades brasileiras selecionadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) no processo para cadastramento e seleção de locais de treinamento pré-jogos nas Olimpíadas, as cidades mineiras de Uberlândia, Juiz de Fora, São Sebastião do Paraíso, Varginha, Barbacena, Governador Valadares, Poços de Caldas e Viçosa, além da capital BH, foram credenciadas para receber delegações estrangeiras.
De olho nessa possibilidade, Juiz de Fora e Uberlândia pularam na frente, visando o intercâmbio cultural de seus atletas com profissionais do esporte de outros países e, ainda, o impulso econômico e a expansão do comércio, hotéis, bares e restaurantes locais.
E a localização de Juiz de Fora pode ser um diferencial para a escolha da cidade por uma delegação estrangeira. “Geograficamente, estamos muito próximos do Rio e isso facilita a vinda de atletas estrangeiros para cá no período pré-olimpíada. Outro fator que pode nos ajudar são as obras da BR–040, que têm previsão de estarem prontas antes de 2016. Com a nova pavimentação, estaremos a 1 hora e 40 minutos de carro dos locais onde haverá as competições”, afirma o secretário de Esporte e Lazer de Juiz de Fora, Francisco Canalli.
Ainda segundo Canalli, a cidade está se preparando para 2016 e tem ótimas expectativas. “Acredito que teremos um aquecimento das conversas com alguns comitês esportivos após o término da Copa. Temos ótimos espaços, como as instalações esportivas do Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, o Ginásio do Colégio Metodista, o Poliesportivo Antônio Marcos Nazaré Campos, que está em construção, e o Complexo Esportivo da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Outro parceiro é o clube Tupinambás, que tem quadras de vôlei, basquete e handebol. Nosso objetivo também é fomentar intercâmbios da Associação Desportiva de Juiz de Fora, para levarmos nossos atletas para fora para aprenderem e melhorarem os seus desempenhos”, ressalta.
China e Canadá
De acordo com o diretor da Faculdade de Educação Física (Faefid) da UFJF, Maurício Bara, a universidade acredita que pelo menos uma delegação seja direcionada para a instituição, já que foi procurada pela delegação de atletismo da China e associações olímpicas e paralímpicas do Canadá.  “Estamos muito empenhados para trazer delegações estrangeiras para a Rio 2016. Em 2010, foi feita uma reforma completa de nossa pista de atletismo, colocamos um piso sintético e foram construídas outras quadras. Há também projetos em andamento de construção de andares específicos para lutas e ginástica. O nosso foco é o atletismo e temos conversas adiantadas com a delegação olímpica chinesa de atletismo. Outra delegação que nos procurou foi a canadense, tanto a olímpica como a paralímpica, que nos informou que as comitivas teriam no total mais de 120 atletas de alto nível”, diz.
Irlandeses fecham com Uberlândia
A cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, já firmou um memorando de entendimento com as delegações olímpicas e paralímpicas da Irlanda e se prepara para receber cem atletas olímpicos e 80 paralímpicos, além das comissões técnicas e equipes multidisciplinares. A cidade conta com estruturas esportivas de excelência, com destaques para a estrutura da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e para o complexo do Parque do Sabiá e Arena Tancredo Neves. Além disso, há um parque aquático previsto para ser entregue no fim de 2014, e a cidade tem ainda como referências locais como o Sesi Gravatás e o Praia Clube, um dos maiores clubes desportivos da América Latina. “Poderemos oferecer estrutura adequada para a comitiva irlandesa no atletismo, na canoagem, no ciclismo, na natação, no pentatlo moderno, no remo, no rugby e no triatlo para os esportes olimpicos. Para os paralímpicos, há estrutura adequada para o atletismo, a canoagem, o ciclismo, o futebol, a natação, o remo, o tênis de mesa, o tiro esportivo e o triatlo”, esclarece Pedro Castro Mendes, diretor de turismo de Uberlândia.
Outro aspecto dos preparativos para receber as delegações olímpicas e paralímpicas da Irlanda são os possíveis investimentos em aparelhagem esportiva por parte dos irlandeses e, ainda, a troca de experiências entre atletas locais. “De acordo com o que foi firmado, haverá um aporte financeiro para melhoramentos e investimentos em nossas aparelhagens que ficarão como legado para a cidade. Estamos preconizando a permuta de serviços também, ou seja, intercâmbio de nossos atletas – receberemos e enviaremos atletas mirins. Temos previsão para cursos e um legado cultural. Há, inclusive, negociações sobre treinamentos compartilhados com outras delegações e isso pode atrair mais países que podem fazer aqui amistosos preparatórios para os Jogos Olímpicos”, diz Mendes.
Segundo Rogério Romero, a captação de delegações estrangeiras para treinarem nos centros esportivos da capital e outras cidades do Estado pode alavancar investimentos em aparelhagem desportiva. “Tudo vai depender das demandas e o Estado poderá ter projetos de investimentos. Mas acredito que os equipamentos e aparelhagens para os atletas de altíssimo nível precisariam de poucas mudanças, salvo em algumas modalidades, com por exemplo, a de saltos ornamentais, que necessita de um grande tanque e que poderia ser realizado na Academia de Polícia do Estado”, conta

Outras cidades candidatas a receber delegações

Barbacena O Centro de Treinamento da Escola Preparatória de Cadetes (Epcar) poderá receber delegações estrangeiras nas modalidades de esgrima e judô.

Santa Luzia Clube Mineiro dos Caçadores – atletas da delegação britânica do tiro esportivo usarão as dependências do clube para treinamento.
Poços de Caldas A Sociedade Hípica Chácara Flora poderá receber atletas internacionais do hipismo. Já o Clube de Remo de Poços de Caldas tem prevista a construção de uma raia olímpica de 2000 m até o fim de 2015 e já tiveram sondagens de atletas estrangeiros do remo.
São Sebastião do Paraíso A Arena Olímpica João Mambrini, que já sediou a Copa América de Basquete sub-18 masculino, possui estrutura completa para receber mais de cem atletas. Possui quadras para esportes coletivos e academias estruturadas. Algumas delegações estrangeiras já procuraram o executivo municipal para visitação da Arena.
Varginha O Clube Campestre de Varginha poderá receber atletas estrangeiros do tênis. O clube conta com 11 quadras de tênis sendo cinco cobertas.
Governador Valadares A Estação Conhecimento Governador Valadares é composta por piscinas, quadras, campos de futebol, pista de atletismo com seis raias, academias e vestiários completos. O centro de treinamento poderá receber uma delegação estrangeira inteira.
Viçosa O Centro de Treinamento Esportivo da Universidade Federal de Viçosa possui alojamentos adequados, academias e ampla área para exercícios ao ar livre. Além disso, o CTE de Viçosa conta com a melhor e mais completa estrutura para a modalidade de levantamento de peso no país. Toda a aparelhagem foi importada recentemente da Suécia e, agora, dirigentes do CTE esperam fechar com atletas estrangeiros do levantamento de peso.

 

 

Leia o texto completo