Monthly Archives agosto 2014

ROGÉRIO ROMERO É CIDADÃO HONORÁRIO DE BELO HORIZONTE

Publicado em 21/08/2014, aqui

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Em cerimônia emocionante, que contou com a presença de amigos, familiares e companheiros das piscinas, o ex-nadador e secretário adjunto de Turismo e Esportes de Minas Gerais, Rogério Romero recebeu, das mãos do vereador Pelé do Vôlei, o Título de Cidadania Honorária de Belo Horizonte.

A solenidade aconteceu na noite desta quarta-feira (20/8) e contou com as presenças de presidentes de Federações Esportivas, do secretário de Estado de Turismo e Esporte, Tiago Lacerda, o secretário de Governo do Estado de Minas Gerais, Márcio Eli Almeida Leandro e o presidente do Minas Tênis Clube, Luis Gustavo Lage, além de representantes de outras autoridades.

Entre as muitas conquistas nos 27 anos de trajetória esportiva, Rogério Romero foi 15 vezes campeão do Troféu Brasil de Natação, decacampeão sul-americano, bicampeão pan-americano e é o único nadador brasileiro a disputar cinco Olimpíadas.

Foto: Orlando Bento.

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Entrevista com Rogério Romero

Publicado em 08/2014, aqui

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Ex-atleta e atual gestor público, Rogério receberá título de Cidadão Honorário de Belo Horizonte

Cinco participações em Jogos Olímpicos, dez em Campeonatos Mundiais, detentor de dois ouros nos Jogos Pan-Americanos (Havanna 1991 e Santo Domingo 2003) e de dez no Campeonato Sul-Americano. Esses são apenas alguns dos feitos esportivos de Rogério Aoki Romero, atual Secretário Adjunto da Secretaria de Turismo e Esportes de Minas Gerais, que receberá o título de Cidadão Honorário de Belo Horizonte da Câmara Municipal na quarta-feira, 20 de agosto, às 19:30, no Palácio Francisco Bicalho.

A justa homenagem reflete o reconhecimento da importante atuação de Rogério no esporte de Minas Gerais. Com ampla experiência como atleta, Romero, hoje gestor, planeja, acompanha e incentiva de perto o esporte em Minas Gerais e na capital mineira.

A Assessoria de Comunicação da Federação Mineira de Vôlei conversou com o ex-nadador olímpico para levar ao fãs do vôlei mineiro um pouco de sua visão e pensamentos.

FMV: Quais lições e aprendizado foram possíveis observar como sede da Copa do Mundo FIFA 2014?
ROGÉRIO ROMERO: Como não fiquei pessoalmente ligado ao evento dentro do Governo, posso opinar apenas como cidadão. Parece ter ficado uma sensação de dever cumprido, além de uma grande mobilização em prol da festividade em si. O aprendizado com o planejamento realizado certamente será utilizado a favor dos Jogos Olímpicos. Pena que a festa fora dos campos não se repetiu até a grande final.

FMV: Quais os principais desafios por você identificados em sua trajetória na gestão pública no esporte?
RR: Os desafios foram os mais diversos, mas acredito que são semelhantes na administração privada, como lidar com prazos, orçamento e equipes exíguos e a alta rotatividade do funcionalismo. O princípio foi difícil, pois tudo era novo, com muita responsabilidade. Felizmente pude encontrar uma equipe compromissada que me auxiliou a entender o funcionamento da máquina pública, que é próprio.

FMV: Como Minas Gerais está se preparando para colher os frutos dos Jogos Olímpicos Rio 2016?
RR: Primeiro, é bom lembrar que Minas Gerais irá receber jogos de futebol das Olimpíadas no Mineirão. Segundo, o estado tem muitos equipamentos esportivos preparados para recepcionar equipes estrangeiras para seu treinamento final antes de entrarem na Vila Olímpica. Terceiro, a cultura esportiva está sendo disseminada através do Programa Minas Olímpica, lançado em 2005, com os Jogos Escolares e atividades no contra turno escolar no Geração Esporte, por exemplo. Então, acredito sim que estamos no caminho certo, mas ainda há espaço para aperfeiçoamento e outros avanços.

FMV: Como gestor público, o que você vislumbra para o cenário esportivo de Minas Gerais nos próximos anos, tendo como ápice de exposição os jogos de 2016?
RR: Sendo muito sucinto, gostaria de mais competições em todas as regiões. Claro que para isso, é necessário aproveitar as estruturas já existentes, ter técnicos motivados, eventos empolgantes e rápidos, caso contrário estaremos perdendo terreno para outras atividades concorrentes. Tendo uma rede de apoiadores, dá uma garantia mais forte da sustentabilidade.

FMV: Como atleta, você esteve em cinco Jogos Olímpicos. Com essa experiência, como você avalia a importância que os Jogos Rio 2016 terão em inspirar crianças e adolescentes a praticarem esporte?
RR: Certamente  o desfile de grandes atletas e toda a divulgação criam o ambiente propício para alavancar e inspirar nossa juventude. No entanto, é necessário estar preparado para aproveitar ao máximo esta grande oportunidade.

FMV: Suas Expectativas para os Jogos Olímpicos Rio 2016.
RR: Será uma enorme confraternização entre os povos, que serão recebidos com os braços abertos do tamanho do Cristo Redentor. Independente dos recordes e medalhas que virão, no fim das contas, o que importa é a satisfação do dever cumprido e curtir este momento único do esporte mineiro e brasileiro.

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Dinheiro para políticas públicas é gargalo no turismo

Publicado em 11/08/14, aqui

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Transformar as políticas públicas voltadas para o fomento do turismo em prioridade no Estado e assim garantir os recursos necessários para financiá-las. Essa foi a tônica das discussões no segundo painel da tarde do Debate Público Diretrizes para o Desenvolvimento do Turismo em Minas Gerais, realizado ao longo de toda esta segunda-feira (11/8/14) pela Comissão de Turismo, Indústria, Comércio e Cooperativismo da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

O evento teve a finalidade de debater as diretrizes e bases para a reformulação da Política Estadual de Turismo, bem como da legislação vigente, e foi realizado atendendo a requerimento dos deputados Rômulo Veneroso, que comandou os debates do segundo painel, e de Agostinho Patrus Filho, ambos do PV.

Em uma ponta, o presidente da Santa Catarina Turismo S.A. (Santur), Valdir Rubens Walendowsky, apresentou a iniciativa bem-sucedida daquele Estado, que criou um fundo para o setor, algo que Minas ainda não tem, como modelo a ser seguido por outros Estados brasileiros. Na outra ponta, o assessor da Subsecretaria do Tesouro Estadual, José Márcio Rocha de Oliveira, ressaltou a pouca mobilidade orçamentária do Estado, descartando a criação de um fundo como uma solução para todos os problemas do setor.

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No meio termo, o secretario-adjunto de Estado de Turismo e Esportes, Rogério Romero, relatou a experiência do programa Minas Olímpica – que incentiva o esporte com recursos da dívida de ICMS das empresas – como alternativa que pode ser replicada no fomento ao turismo mineiro.

Turismo representa 12% do PIB catarinense

A apresentação do presidente da Santur foi a que mais impressionou os participantes do debate público, que lotaram o Plenário da ALMG ao longo de toda a tarde. Ele traçou um raio x do potencial turístico catarinense, representado não apenas pelos seus 700 quilômetros de litoral, mas por novos polos pelo interior. Lá, o turismo representa 12% do PIB e gera 600 mil postos de trabalho, número relevante para uma população em torno de 6 milhões de habitantes.

“Diante desse cenário, cabe ao Estado a obrigação de manter o fluxo turístico elevado com investimentos, sempre dialogando com a iniciativa privada. E fizemos nossa lição de casa, inclusive com muitas leis aprovadas em nossa Assembleia Legislativa. Com os recursos do nosso fundo, a Santur é um dos braços operacionais das politicas publicas da nossa secretaria de Estado, que também tem fundos para a cultura e o esporte. Quem trabalha no meio público sabe que tirar recursos da área da Fazenda não é fácil, por isso a ideia de criar fundos específicos”, explicou.

O fundo catarinense foi criado em 2005 voltado para contribuintes de ICMS que podem aportar até 5% da sua contribuição mensal. São esperados R$ 150 milhões em recursos neste ano, montante que já beirou os R$ 200 milhões em anos anteriores. Com esses recursos, de acordo com Walendowsky, Santa Catarina desenvolve um modelo que engloba dez regiões turísticas e financia mais de 350 projetos anualmente. “Temos um plano de marketing estadual até 2020 e outros planos regionalizados. Essa é a nossa Bíblia, que fica sempre do lado para ditar nosso rumo em tudo o que vamos fazer”, apontou.

Minas Gerais tem receita comprometida

Mas para o assessor do Subsecretaria do Tesouro Estadual, José Oliveira, Minas vem sofrendo com os revezes da economia mundial, agravados sobretudo pelo fato de ser um Estado exportador de produtos primários. Esses revezes impactam diretamente, segundo ele, as receitas do ICMS, que representam aproximadamente 80% de tudo o que o Estado arrecada. Somado a isso, de acordo com ele, 85% das receitas já surgem com algum tipo de vinculação quanto à sua aplicação, além de Minas sofrer com a interferência prejudicial de medidas da União.

“No Brasil, como no mundo todo, há um clamor imenso contra a criação de novos tributos. A criação de fundos não resolve todos os problemas. É apenas uma ilusão se não tivermos a garantia da receita para eles. Um caso de sucesso, por exemplo, é o Fundo da Infância e da Juventude, que recebe recursos do Imposto de Renda. Temos que discutir esse assunto melhor para encontrar soluções”, ponderou.

Recursos do ICMS podem ser alternativa de financiamento

Uma dessas soluções pode vir do modelo do projeto Minas Olímpica, segundo o secretario-adjunto Rogério Romero. Criado há cerca de um ano e meio, após oito anos de negociações, ele recebe recursos do saldo devedor do ICMS das empresas. Após explicar em linhas gerais o funcionamento da iniciativa, ele ressaltou que é esperada a captação de R$ 13 milhões neste ano para 324 projetos já validados, sendo 124 deles de prefeituras que encontraram no modelo uma fonte de recursos para implementar projetos de estímulo à prática esportiva.

“Temos mais cerca de 100 projetos em análise. A orientação é desburocratizar ao máximo, mas não podemos abrir mão de algumas garantias mínimas de segurança. Entendo que o setor turístico merece a mesma atenção, por meio de uma lei de incentivo ou um fundo, e estou disposto a ajudar nessa luta”, destacou o secretário-adjunto.

Esperança – No fechamento do debate público, a subsecretária de Estado de Turismo, Silvana Melo do Nascimento, reforçou a importância econômica desse segmento. “Espero que descubramos novos caminhos para financiar o setor. Com o trabalho participativo dos cidadãos e dos empresários, poderemos criar ações mais perenes e definitivas. Afinal, o turismo é uma industria de desenvolvimento que pertence mais ao mercado do que a uma gestão”, avaliou.

Por fim, a presidente da Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais, Daly Coelho Batista, ressaltou que um novo esforço de mobilização para obter novas fontes de recursos vai ser iniciado pelo interior ainda este mês. “Os circuitos sempre venceram grandes desafios. Vamos encontrar uma solução para termos um fundo estadual do turismo, mas só vamos conseguir resultados com o empenho de todos. O segredo do sucesso é a mobilização”, disse.

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http://sportv.globo.com/platb/blogdocoach/2014/08/08/finalista-olimpico-campeao-e-recordista-continental-e-nacional-agora-cidadao-de-bh/

Publicado em 08/08/14, aqui

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Mais do que merecida a homenagem a Rogério Romero, Secretário Adjunto de Esporte e Turismo do Governo do Estado de Minas Gerais e agora vai ser Cidadão Honorário de Belo Horizonte. Cidade que Piu escolheu para chegar a seus melhores resultados na natação competitiva, cidade onde formou sua família e onde cria suas filhas. Cidade que lhe recebeu de braços abertos e agora lhe dá este reconhecimento.

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Recursos do ICMS são alternativa

Publicado em 15/08/14, aqui

 

A experiência mineira também esteve presente no debate “Diretrizes para o Desenvolvimento do Turismo em Minas Gerais”, realizado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no dia 11. O secretário adjunto de Turismo e Esportes de Minas Gerais, Rogério Romero, apresentou a Lei de Incentivo ao Esporte, o Minas Olímpica, que pode ser um modelo aplicado ao turismo. Criado há um ano e meio, depois de uma negociação que durou oito anos, o fundo recebe recursos do saldo devedor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) das empresas. Do que é captado por cada executor (proponente do projeto), 10% são retidos para a criação do fundo que se destina a apoiar projetos considerados importantes mas que não tiveram mérito para aprovação.

“O incentivo fiscal foi uma forma de abrir o diálogo com os empresários. A orientação é desburocratizar ao máximo, mas não podemos abrir mão de algumas garantias mínimas de segurança. Entendo que o setor turístico merece a mesma atenção, por meio de uma lei de incentivo ou um fundo, e estou disposto a ajudar nessa luta”, afirmou Romero.

A captação esperada para 2014 é de R$ 13 milhões, para 324 projetos já validados. 124 deles são de prefeituras que usam o Minas Olímpica como fonte de recursos para implementar projetos de estímulo à prática esportiva. Mais de 100 outros projetos estão em análise.

O executor é o responsável pelo planejamento e pela execução do projeto. O processo começa pelo cadastro eletrônico no endereço www.incentivo.esportes.mg.gov.br. As próximas etapas são as análises documental e técnica. Se aprovado o projeto recebe um certificado que dá direito à captação de recursos e obriga à posterior prestação de contas. O subsecretário ressaltou, entretanto, que 97% dos projetos indeferidos não conseguiram a aprovação por falhas na documentação.

O Estado é dividido em 46 regiões turísticas batizadas como circuitos turísticos. De acordo com a presidente da Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur), Daly Coelho Batista, a missão de organizar e profissionalizar o turismo, especialmente no interior, não é fácil. “Começamos agora uma nova rodada de visitas a todos os circuitos. A mobilização precisa ser permanente. Os circuitos sempre venceram grandes desafios. Vamos encontrar uma solução para termos um fundo estadual do turismo, mas só vamos conseguir resultados com o empenho de todos”, destacou Daly Batista.

Para subsecretária de Estado de Turismo, Silvana Melo do Nascimento, é necessário mais cooperação entre as iniciativas pública e privada. Para ela, é imprescindível discutir mais o papel de cada entidade, melhorar a regulamentação e dar mais atenção aos receptivos no interior.

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