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200m costas masculino

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Jogos Pan-Americanos – Lima 2019 – Natação – 200m costas masculino

Calendário e resultados

De acordo com o calendário oficial dos Jogos Pan-Americanos, as competições de natação em Lima 2019 acontecerão entre os dias 6 e 10 de agosto.

Chances do Brasil

Apesar de correr por fora em relação aos rivais diretos e ter melhores desempenhos em outras provas, o jovem Brandonn Almeida, do Corinthians, pode surpreender na capital peruana. Na temporada, ele registra a segunda melhor marca brasileira da categoria no ranking mundial, atrás apenas de Leonardo de Deus, que não foi convocado para o Pan. Aos 22 anos, o nadador paulista deve flertar com a possibilidade de pódio.

Local da competição

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Centro Aquático Pan-Americano
Local: Videna – Vila Deportiva Nacional (Lima)
Capacidade: 4.000 torcedores

A estrela dos Jogos

Rogério Romero é o grande destaque dos 200m nado costas dos Jogos Pan-Americanos. O brasileiro foi o primeiro a conquistar dois títulos na competição (Havana 1991 e Santo Domingo 2003), além de ter faturado a medalha de bronze em Mar del Plata 1995. O retrospecto positivo na carreira não para por aí. Romero também garantiu o feito de participar de cinco Olimpíadas e disputar quatro finais da categoria.

Nossos pódios

Entre 2007 e 2011, Thiago Pereira igualou o feito do compatriota, mas foi o único até aqui a levar dois ouros consecutivos para casa na história do evento. Em Winnipeg 1999, Leonardo Costa voltou do Canadá também com a primeira colocação geral. Djan Madruga (bronze em 1979), Ricardo Prado (prata em 1983 e 1987), Lucas Salatta (bronze em 2007) e Leonardo de Deus (bronze em 2015) completam a lista vitoriosa do Brasil.

Medalhistas

ANO Medalha de ouro TEMPO Medalha de prata TEMPO Medalha de bronze TEMPO
1967 Ralph Hutton
Canada Canadá
2:12.55 Charlie Hickcox
United States EUA
2:13.05 Charles Goettsche
United States EUA
2:15.94
1971 Charlie Campbell
United States EUA
2:07.09 Tim McKee
United States EUA
2:07.87 John Hawes
Canada Canadá
2:14.72
1975 Dan Harrigan
United States EUA
2:06.69 Mike Scarth
Canada Canadá
2:09.20 Bob Jackson
United States EUA
2:10.18
1979 Peter Rocca
United States EUA
2:00.98 Jesse Vassallo
United States EUA
2:02.07 Djan Madruga
Brazil Brasil
2:04.74
1983 Rick Carey
United States EUA
1:59.34 Ricardo Prado
Brazil Brasil
2:02.85 Mike West
Canada Canadá
2:03.11
1987 Mike O’Brien
United States EUA
2:02.29 Ricardo Prado
Brazil Brasil
2:03.75 Raymond Brown
Canada Canadá
2:04.28
1991 Rogério Romero
Brazil Brasil
2:01.07 Dan Veatch
United States EUA
2:01.14 Manuel Guzmán
Puerto Rico Porto Rico
2:01.68
1995 Brad Bridgewater
United States EUA
2:00.79 Rodolfo Falcón
Cuba Cuba
2:00.98 Rogério Romero
Brazil Brasil
2:01.13
1999 Leonardo Costa
Brazil Brasil
1:59.33 Aaron Peirsol
United States EUA
1:59.77 Dan Shevchik
United States EUA
2:00.27
2003 Rogério Romero
Brazil Brasil
1:59.92 Luke Wagner
United States EUA
2:00.74 Joey Faltraco
United States EUA
2:01.31
2007 Thiago Pereira
Brazil Brasil
1:58.42 Scott Clary
United States EUA
1:59.24 Lucas Salatta
Brazil Brasil
1:59.51
2011 Thiago Pereira
Brazil Brasil
1:57.19 Omar Pinzón
Colombia Colômbia
1:58.31 Ryan Murphy
United States EUA
1:58.50
2015 Sean Lehane
United States EUA
1:57.47 Carter Griffin
United States EUA
1:58.18 Leonardo de Deus
Brazil Brasil
1:58.27

Quadro de medalhas

Posição País Medalha de ouro Medalha de prata Medalha de bronze Total
1 United States EUA 7 8 5 20
2 Brazil Brasil 5 2 4 11
3 Canada Canadá 1 1 3 5
4 Colombia Colômbia 0 1 0 1
  Cuba Cuba 0 1 0 1
6 Puerto Rico Porto Rico 0 0 1 1

O esporte

Nesta prova, os competidores devem se alinhar dentro da água, mantendo-se de frente para a cabeceira de saída, com as duas mãos colocadas nos suportes de agarre do bloco de saída. Os pés podem ficar acima do nível da água.  No sinal de partida, o nadador impulsiona seu corpo para trás, tentando obter o maior avance possível. Ao atleta, é permitido ficar completamente submerso após a saída e em virada por uma distância de até 15 metros. Até esta marca, a cabeça do competidor deverá retornar a superfície. O nadador deverá percorrer toda a distância que determina a prova no menor tempo possível. Na virada, os ombros podem girar além da vertical na direção do peito e, a seguir, uma contínua braçada ou uma contínua e simultânea dupla braçada podem ser usadas para iniciar o movimento. Assim que o nadador tocar a parede e a deixá-la na virada, deve voltar imediatamente na posição de costas. No final da prova, o nadador toca com a ponta dos dedos, na posição de costas, o painel de pontuação ou a parede.

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Assuntos Gerais Livro Natação

Mindset: a Nova Psicologia do Sucesso

Recomeçando o meu desafio de fazer resenhas sobre livros que venho lendo e o mundo dos esportes (especialmente), Mindset, da pesquisadora Carol Dweck.

mindset

Para iniciar, um pequeno desabafo. Parece que não consigo acompanhar a tecnologia. Hoje, escrever não é comum. Talvez pelo risco de ter erros gramaticais, registrar alguma besteira, publicar algo politicamente incorreto (existe este termo ainda?), não sei ao certo. Mas, pelo que tenho visto, a moda é vídeos (Youtube) de coaching (e suas diversas variações) ou fotos (Instagram) com alguns textos reflexivos. Nada contra, sou um consumidor (baixo para moderado, imagino) e gosto de compartilhar aqueles que me fazem refletir ou lembrar de coisas importantes. 

Dito isto, não me vejo hoje fazendo vídeos e acho um pouco complicado achar as coisas legais que vi uma vez no Instagram (Facebook já desisti), então vou manter este hábito antigo e, quem sabe, com meu mindset de crescimento eu não avance? Sim, a premissa do livro é que todos nós podemos melhorar, depende basicamente do seu mindset que, resumidamente, pode ser fixo ou de crescimento. Fixo é daqueles atletas, por exemplo, que por não terem diferenciais de biotipo para um certo esporte, acreditam que não podem ser bons (muitas vezes excelentes) nele. Claro, o mindset fixo de treinadores que insistem em ver quase que exclusivamente o biotipo em futuros atletas de basquete também não ajuda.

https://www.youtube.com/watch?v=1NTRGin5bXU

O alto pode desenvolver o jogo, mas o baixo não pode ficar mais alto, é a desculpa oficial desta turma

E Dweck tem um capítulo inteiro para o esporte. Bem, o esporte americano, já que temos o beisebol e futebol americano entre os mencionados. Mas grandes referências mundiais estão lá, como Ali, McEnroe e Jordan. Elogiar ou privilegiar o talento (ou inteligência) não é a melhor estratégia, segundo a autora (e concordo com ela), de desenvolver o máximo do seu potencial.

Para deixar o esporte ainda mais em evidência, ela ainda dedica um outro capítulo para os treinadores, compartilhado com pais e professores (que responsa, heim coaches?). E aqui, não poderia faltar o lendário John Wooden. A autora descreve o criador da pirâmide do sucesso como sábio e interessante, mas não complicado. Wooden dedicava tempo e atenção idênticos a todos os seus jogadores, independentemente das qualidades demonstradas inicialmente.

piramide do sucesso

Desafio enorme para todos nós, tanto em trabalhar para ter a melhoria contínua, mas também para auxiliarmos os demais (minhas filhas em particular) a criarem o mindset de crescimento!

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Clipping Competição

Etapa nacional dos Jubs reunirá mais de 3 mil atletas

Publicado aqui, em 17/06/2019

Salvador e Lauro de Freitas, na região metropolitana (RMS), vão sediar a fase final dos Jogos Universitários Brasileiros (Jubs), entre os dias 20 e 27 de outubro deste ano. Considerado o maior evento da América Latina, esse festival de esportes foi lançado nesta segunda-feira, 17, no Grand Hotel Stella Maris, com a presença de atletas, dirigentes esportivos e representantes do governo do estado.

De acordo com o secretário estadual Davidson Magalhães, titular da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), o Jubs marcará a confirmação da Bahia na agenda dos grandes eventos esportivos interrompendo uma lacuna de 51 anos fora do estado.

“Nós tivemos aqui jogos da Copa do Mundo, agora a Copa América, Olimpíadas. O Jubs vem a fortalecer isso. Serão três mil atletas disputando 14 modalidades, representando 26 estados e o DF”, pontuou o secretário, referindo à competição com tradição de 78 anos de história e que costuma revelar grandes talentos.

“No judô, tirando Rafaela Silva (ouro na Rio-2016), que veio de uma comunidade do Rio, todos os outros medalhistas passaram pelos esportes universitários. Temos Rogério Sampaio, Aurélio Miguel, Douglas Vieira, Flávio Canto”, resgatou Luciano Cabral, presidente da Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU), sediada em Brasília.

Ele lembrou ainda de nomes da natação como Xuxa, Rogério Romero e Gustavo Borges. Além de metade do time de voleibol campeão olímpico masculino na Rio-2016 como exemplos de atletas que passaram necessariamente pelo Jubs. No momento, as referências são as jogadoras Debinha e a goleira Bárbara, que defendem o Brasil no Mundial de Futebol Feminino.

As duas jogadoras participaram do Universíade, que vem a ser os Jogos Mundiais Universitários cuja seletiva é o próprio Jubs. “Nós somos tricampeões mundiais no futebol feminino no Universíade. Esses títulos a gente tem bastante carinho porque o futebol feminino vem tentando se desenvolver no Brasil e o esporte universitário abraçou essa causa faz muito tempo”, destacou Cabral.

Este ano, o Unirsíade será realizado na Itália, no mês de julho, tendo como seletiva o Jubs. Para o Universíade, o Brasil contará com uma delegação formada por 180 pessoas, segundo antecipou o presidente da CBDU. Ele lembroui que a fase final do Jubs deveria chegar a 15 modalidade, se o atletismo não tivesse ficado de fora devido à falta de pista em condições adequadas de competição.

“Em alguns momentos que gente passou por aqui havia uma deficiência de piscina, agora já tem. Alguns ginásios precisavam ser melhorados. Agora tem o de Cajazeiras que recebeu os Jogos do NBB. A Bahia está em um processo de desenvolvimento, mas carece ainda de uma pista de atletismo. Por isso, não teremos essa modalidade”, explicou Cabral.

O programa da CBDU reúne 36 modalidades esportiva, mas apenas 15 entram para o Jubs. O elenco completo de modalidades é disputado nas seletivas estaduais pelo país ou de forma independente durante a temporada. Excepcionalmente, por ter ficado de fora devido a falta de equipamento, o atletismo deverá acontecer em setembro, em outra cidade.

Segundo as estatísticas divulgadas pela CBDU, cerca de 80 mil universitários brasileiros disputam as fases estaduais e regionais. Apenas três mil deles se classificam para o Jubs, como está previsto para a final programada para a Bahia em 2019.

“Nos jogos da Rio-2016, 53% das medalhas que o Brasil conquistou foram atletas que passaram por esse jogos universitários. Então, estamos falando de atletas diferenciados, formação superior, nível crítico apurado e nível de conhecimento maior”, referendou o presidente da CBDU.

Modelo olímpico

O formato da competição e espaço de convivência são nos moldes de uma olimpíada. Para Salvador, a ideia é acomodar os 3 mil atletas em locais os mais próximo possível do outro e criar em um dos hotéis de porte maior um espaço de convivência. “Não se constrói uma ‘vila olímpica’, mas a gente monta uma estrutura que é o centro de convivência onde tem o boulevard dos atletas. Eles fazem as refeições, encontro e ações participando de algumas ações que a gente coloca dentro do boulevard”, afirmou Cabral.

Simon Vasconcellos, presidente da Federação Universitária Baiana de Esportes (FUBE), calcula receber no período dos jogos atletas representantes de 50 instituições de ensino do país. Um dos destaques e favorito ao título, segundo ele, representa o judô. “O judoca baiano Diego Santos é um dos candidatos da Bahia à conquista de medalha. O nosso futsal é fortíssimo. Também vamos bem no basquete, vôlei e handebol. Dá para pensar em medalhas”, garantiu.

Juba

Como explicou os organizadores do evento, a etapa nacional dos JUBs é antecedida pelas seletivas estaduais – Jogos Universitários da Bahia (Juba). A responsável é Fube, em parceria o Governo do Estado. Este ano, a etapa estadual acontecerá de 14 a 18 de agosto, com provas também disputadas em equipamentos esportivos de Salvador e Lauro de Freitas.

Neste ano, o Juba será realizado como evento teste da etapa nacional, servindo para avaliar e testar parte importante da operação e logística que serão implantadas para atender ao JUBs em outubro.

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Beatriz Comini Romero Clipping Minas Tênis Clube

O Brasileiro das famílias

Fonte: https://sportv.globo.com/site/blogs/blog-do-coach/post/2019/05/28/o-brasileiro-das-familias.ghtml

Por Alexandre Pussieldi, SporTV — Rio de Janeiro

 

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Juro que não lembro de tantos reunidos ao mesmo tempo. O que tinha de filhos e filhas de nadadores que integraram a Seleção Brasileira Principal na disputa do Campeonato Brasileiro Infantil de Inverno, é impressionante. Tenho como procedimento evitar a menção aos pais, especialmente quando são de nadadores de muita relevância e expressão. A pressão e a cobrança vão ser ainda maiores.

De qualquer forma, faço questão de mencionar aqui o número bem expressivo que abrilhantou a piscina e as arquibancadas.

Em Belo Horizonte estava a filha do casal Rogério Romero e Patricia Comini que nada pelo Minas, no Marina Barra Clube, a filha de Luiz Lima e Milene Comini, a filha de Paula Renata Aguiar é atleta da Associação Esportiva São José. Ainda no Minas, o filho de Teófilo Laborne.

Das águas abertas, o integrante da Seleção Brasileira em vários Campeonatos Mundiais, Carlos Eduardo Pavão acompanhava sua filha que representa a AABB de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Outro maratonista, Marcelo Romanelli Soares integrante do time Brasil nos Jogos Pan Americanos de 2007, torcia para o seu filho, atleta do União.

Que todos tenham vida longa no esporte e consigam brilhar tanto quanto seus pais que fizeram muito pela natação brasileira.