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SEEJ recebe Comitê Olímpico Canadense

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Representantes do Comitê Olímpico do Canadá visitaram Belo Horizonte nessa quarta-feira, 10 de abril, com o intuito de conhecer os locais de treinamentos esportivos que foram selecionados para a fase pré-Jogos Olímpicos Rio 2016. Dentre as instituições esportivas vistoriadas estão o Centro de Treinamento Esportivo (CTE) – uma parceria entre a Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (SEEJ) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – e o Minas Tênis Clube.

A recepção da delegação iniciou com apresentações de vídeos institucionais elaborados pela SEEJ sobre as conexões de Minas Gerais no século XXI, do CTE, e dos centros de treinamentos mineiros, bem como as infraestruturas hoteleiras e hospitalares de Belo Horizonte. Ao final da reunião, uma visita guiada foi realizada nos locais de treinamentos escolhidos.

Segundo o secretário de Estado Adjunto de Esportes e da Juventude de Minas Gerais, Rogério Romero, o papel da secretaria é recepcionar bem as comitivas e mostrar todo o potencial disponível para treinamento de atletas, não só aqui em Belo Horizonte, mas nas cidades do interior de Minas. “Tenho certeza que as delegações que passaram por aqui tiveram ótimas impressões”, ressaltou.

O diretor de Preparação Olímpica e Planejamento Integrado do Comitê Olímpico Canadense, Dereck Covington, ficou impressionado com a modernidade e excelência de infraestrutura do CTE para formação de atletas de alta performance. “Além das condições técnicas, o centro tem muitas facilidades, como departamentos médicos, fisioterápicos, massagem, vestiários e praça de alimentação”, frisou.

Também estiveram presentes na comissão, o diretor de Atletismo de Alto Desempenho, Scott MacDonald; o diretor de Canoagem e Caiaque de Alto Desempenho, Scott Logan; a gerente de Canoagem e Caiaque, Christine Bain; o coordenador da Equipe Nacional de Remo, Adam Parfitt, e o assessor do Comitê Olímpico Canadense, Brian Edey.

Os municípios mineiros selecionados pelo comitê organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016™ para subsedes são: Barbacena, Belo Horizonte, Governador Valadares, Juiz de Fora, Poços de Caldas, São Sebastião do Paraíso, Uberlândia, Varginha e Viçosa. A lista completa pode ser acessada no sítio: http://www.rio2016.com/pregamestraining/pt.

A Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude de Minas Gerais já recebeu comitivas da Austrália, Espanha, Inglaterra, Itália, Suíça e Portugal. A Irlanda e, agora, o Canadá, são frutos da parceria com a Federação Convention & Visitors Bureaux do Estado de Minas Gerais, que tem por finalidade auxiliar na captação dos comitês de vários países para as olimpíadas Rio-2016™. Na oportunidade, Romero agradeceu ao BH Convention & Visitors Bureau a viabilização da hospedagem e o jantar das delegações.

Matéria: Filipe Diniz

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Cinco olimpíadas e o objetivo de ser feliz

Publicado em Memória Olímpica
12/04/2012

Por Nayara Barreto e Thyago Mathias

“A natação brasileira tem evoluído muito, mas, por outro lado, houve uma decadência dos clubes que investiam nesses atletas. Hoje, menos clubes disputam os campeonatos regionais, estaduais e até nacionais. Além disso, o esporte ficou muito caro.”

Em 30 anos dedicados à natação, o paranaense Rogério Romero tornou-se o primeiro nadador no mundo a participar de cinco edições dos Jogos Olímpicos, de 1988 a 2004. Em quatro delas (Seul 1988, Barcelona 1992, Atlanta 1996 e Sydney 2000), foi finalista olímpico. Trata-se do único nadador brasileiro a conseguir este feito.

Detentor de 29 recordes sul-americanos e 41 brasileiros, bicampeão pan-americano, 15 vezes campeão dos 200m costas no Troféu Brasil de Natação e 10 vezes campeão sul-americano na mesma modalidade, Romero compartilha um pouco de sua história com o Memória Olímpica nesta entrevista. Secretário adjunto da Secretaria de Esportes e da Juventude do Estado de Minas Gerais, casado com a ex-nadadora Patricia Comini da Silva Romero, ele diz que, além do desafio de desenvolver políticas públicas para o esporte, só tem como objetivo o de ser feliz.

Memória Olímpica: Você começou a praticar esporte muito cedo. Começou mesmo pela natação ou por outras modalidades?

Rogério Romero: Comecei realmente muito cedo, com cinco para seis anos. Meus três irmãos mais velhos já nadavam, então acabei seguindo um pouco a carreira deles. Naquela época, houve um incentivo maior dos meus pais, mas, ao fim, acabei gostando muito e me apaixonando pela natação, mas praticava outros esportes, sim. Na escola ou com os amigos… nada muito sério ou profissional. Comecei minha carreira na Associação Cultural Esportiva de Londrina (Paraná), onde fiquei até 1985. Depois, fui para Curitiba, onde fiquei até 1990 no Clube do Golfinho. Na minha primeira olimpíada, em 1988, em Seul (Coreia do Sul), ainda estava no Clube do Golfinho. Depois, vim para Belo Horizonte, para o Minas Tênis Clube, e participei das olimpíadas de 1992 em Barcelona. O esporte sempre esteve muito presente na minha vida.

MO: Depois de de dois Jogos Olímpicos, como ficou sua força de vontade para participar de outras competições?

RR: Quando participei dos Jogos de 1992, pra mim já tinham acabado os ciclos olímpicos. Naquela época, começava-se cedo e acabava-se cedo também. Então, na minha cabeça, já tinha dado minha carreira por encerrada. Meu técnico conversou comigo e resolvi ficar mais um pouco. Esse pouco se prolongou por mais um ciclo olímpico que me levou, em 1996, a Atlanta… como meu desempenho não foi muito interessante nessa Olimpíada, pensei que não haveria mais o que fazer. Acreditava que já tinha alcançado meu ápice e não queria acabar mal. Nesse ano, foi feita até uma despedida, mas depois disso consegui um índice para um campeonato mundial, resolvi participar e isso me deu um estímulo a mais e acabei tendo um horizonte muito mais próspero, podendo participar de cinco olimpíadas.

MO: Como você começou muito cedo, poderia dar uma opinião sobre a importância do esporte na vida de uma criança?

RR: O esporte pode sim fazer muita coisa na vida de uma criança, mas não faz nada sozinho. Precisa ser bem administrado e encaminhado. Além disso, é uma alavanca de valores, ensina muitas questões relacionadas com competição, dedicação, responsabilidade e companheirismo. Mesmo em um esporte individual como a natação, o atleta não faz nada sozinho, o resultado não é só do atleta, é de toda uma equipe que o acompanha. Então, digo que o esporte fez a diferença na minha vida, sim, e pode fazer na vida de todos. Todo esse arcabouço de aprendizagem eu tenho levado para minha vida profissional e pessoal. A natação me deu tudo, até minha esposa (risos)… como ela também é ex-nadadora, compartilha valores iguais aos meus. Além disso, a natação me deu um leque de oportunidades. Só estou hoje na Secretaria de Esporte e Juventude de Minas Gerais graças à visibilidade que tive como atleta. Como no esporte sempre se tem alguma coisa a aprender, o atleta acaba transpondo essa vontade de aprender para outros aspectos de sua vida. Além disso, a vida é uma competição constante e nem sempre você é o primeiro. Por isso, acho que o esporte consegue te dar uma visão clara de que com dedicação você pode sim alcançar todos os seus objetivos, além de ter um senso de justiça muito grande.

MO: Como você tem essa consciência social do esporte, como vê o papel do atleta na sociedade?

RR: O atleta que tem destaque e visibilidade tem que ter a consciência de que, na sociedade, as pessoas estão olhando para ele. Estão se espelhando para o bem e para o mal, a partir da imagem do atleta… esse é um ponto muito importante: entender que o sucesso nas quadras ou nas pistas traz consigo uma responsabilidade muito grande. O atleta não existe só dentro de quadra, ele é uma pessoa que, a qualquer momento de sua vida, pode estar sendo visto e observado e servindo de exemplo. O papel do atleta é o de referência para os jovens, principalmente. O atleta precisa encarar o esporte como algo vital para a sociedade. Na época do Guga, por exemplo, ele foi um espelho em que os jovens se inspiraram e houve uma grande procura pelo tênis. Espero, então, que os atletas, a partir, principalmente, de 2016, também proporcionem um boom de investimentos no país, para estimular não só o esporte de competição, mas principalmente o esporte por prazer.

MO: Nesse sentido, como você encara o apoio e o patrocínio ao esporte no Brasil?

RR: O patrocínio é o lado mercadológico do esporte. Essa questão do patrocinador ser um cara bonzinho que quer ajudar não é verdade. O patrocinador está sempre pensando no que é bom para ele, na captação de um cliente, na imagem da empresa que é socialmente responsável. A gente tem que esclarecer isso: ninguém é “bonzinho” porque está patrocinando um atleta, estão também olhando pelo lado da empresa. Devemos lembrar, porém, que o desenvolvimento do esporte precisa de dinheiro assim como qualquer outra área, dessa forma um patrocinador é bem vindo desde que tenha alguns limites e respeite os limites dos atletas. As exigências não podem ser extrapoladas. Não pode haver uma exigência, por exemplo, de que o atleta vire um garoto propaganda. As figuras precisam ser respeitadas. Se a pessoa esta sendo patrocinada para ser um atleta, tem que ser respeitado o que é prioritário. Ou seja, sua carreira esportiva e seu plano de treinamento.

MO: Você acha que no Brasil isso é respeitado e é feito profissionalmente?

RR: Existem os dois lados. Às vezes, existe um abuso tanto da parte do patrocinador quanto da parte do atleta. Às vezes um atleta acha que o patrocinador esta fazendo uma caridade e não é isso. Essa compreensão tem que existir. Claro que ainda temos muito a caminhar, existe um longo caminho para uma profissionalização maior dessa lógica do patrocínio… é preciso ter mais parâmetros. Existe muito dinheiro envolvido, mas isso por si só não vai acarretar em uma profissionalização sem que cada um saiba exatamente seu papel nesse sistema. Talvez falte um pouco de transparência em tudo isso e a falta de informação é um pouco danosa. Mas em geral, acho que o respeito acontece sim no país.

MO: Você se tornou o único nadador brasileiro a participar de cinco edições dos Jogos Olímpicos. Qual é o impulso que isso dá à carreira de um atleta? Pode também contar como é a experiência de participar dos jogos e se há muita diferença entre as edições?

RR: Entendo que a olimpíada é o ápice para os atletas na maior parte das modalidades esportivas. A própria participação já traz uma aura de vencedor, independente de medalhas e resultado, porque se trata de um evento que acontece a cada quatro anos. Há toda uma preparação e expectativa em torno disso. Não é algo corriqueiro. O atleta tem que estar bem na hora certa e no momento certo. Além disso, a experiência olímpica é fascinante e cada edição, cada sede, tem um fascínio diferente, uma particularidade própria do momento, da cidade, do país, do desempenho… tudo isso contribui muito para as lembranças. O atleta poder participar de uma olimpíada é muito bacana, mas ele tem que ter consciência do que é a cobrança. Cada um encara de uma maneira, mas é importante entender que o fato de não levar uma medalha não quer dizer que o atleta seja um perdedor. O atleta precisa entender essa filosofia. Do contrário, vai se desgastar muito. Tem que saber aproveitar o momento, mas sabendo qual é o objetivo, e treinar muito para participar da melhor forma possível e se preparar bem. Saber que o atleta deu o seu melhor e que o resultado foi justo proporciona um grande conforto e confiança. Vale à pena dar tudo de si, pois as olimpíadas representam a maior competição para um atleta

MO: Você também foi Campeão Pan-Americano em Havana 1991 e Santo Domingo 2003. Qual a importância dessas vitórias em sua carreira? E qual a maior diferença entre participar de uma olimpíada e vencer um Pan?

RR: O Pan para o Brasil é muito bom, pois consegue dar ao atleta a perspectiva de chegar entre os primeiros. Para a natação, são duas competições muito distintas. Nos jogos olímpicos existem mais de uma centena de países competindo e a disputa acaba sendo muito mais pulverizada, ao contrário do Pan, em que podemos ver algo muito canalizado, especialmente pelos americanos, que têm um potencial sempre muito grande. Além disso, atletas de outros países também treinam ou já treinaram nos Estados Unidos. Então, temos que ver esse cenário também, de supremacia americana. Mas dizer que ganhar o Pan-Americano é mais especial do que participar de uma olimpíada eu não posso. Diria que é diferente. A sensação de subir em um pódio e ouvir o Hino Nacional é sublime, não dá para falar que não, e não tive a oportunidade de sentir isso em uma olimpíada. Mesmo assim, pude vibrar muito quando outros brasileiros subiram do pódio. São, então, experiências bem diferentes, não tem como comparar. São muito distintas e muito especiais.

MO: A que você atribui ter conquistado tantas vitórias em sua carreira? Quem foi sua maior inspiração e incentivo?

RR: Fonte de incentivo sem dúvida foi minha mãe. A Dona Odete ia a todos os lugares. Sempre ali do meu lado, quando fui campeão Pan-Americano pela primeira vez e em todos os outros momentos, ela foi a grande incentivadora. Não só ela, mas toda a minha família. O núcleo familiar é muito importante na carreira de um atleta, a família é um porto seguro que está sempre apoiando independente do resultado. Para o atleta, ter esse apoio, principalmente nos momentos difíceis, é extremamente importante. E inspiração… foram diversas. Principalmente, a do grande nome da natação que foi o Ricardo Prado, nunca escondi de ninguém. Ele me mostrou que o empenho pode gerar resultados muito positivos. Pra mim, ele foi a referência no início. E além disso, me inspiro em todo e qualquer grande atleta que luta com talento e dignidade, pois cada um a sua maneira tem alguma coisa que o faz o melhor do mundo e buscar referências de atletas que têm atitudes certas é muito positivo. O Oscar (Schmidt), por exemplo, ficava depois dos treinos praticando seu lance livre e isso fazia a diferença. Busco sempre acompanhar isso tudo para me inspirar.

MO: Você foi 15 vezes campeão dos 200m costas no Troféu Brasil de Natação. Como você avalia o cenário brasileiro de competições de natação?

RR: Hoje, o cenário é fortíssimo. Fico impressionado com tantos nomes que estão surgindo das mais diversas regiões do Brasil e nos mais diversos estilos. São nadadores de alto nível como César Cielo e o Tiago Pereira, que estão entre os dez melhores das suas provas no ranking mundial. A natação brasileira tem evoluído muito. A competição esta muito forte e o nível esta se elevando muito. Mas, por outro lado, devemos salientar também que houve sim uma decadência dos clubes que investiam nesses atletas. Hoje, menos clubes disputam os campeonatos regionais, estaduais e até nacionais, essa é uma grande preocupação. Acredito que não há o interesse que havia anteriormente e, além disso, o esporte ficou muito caro. Nesse sentido, não vejo tanta sustentabilidade no cenário brasileiro. O poder público deveria sim dar um auxílio, mas isso tem que ser feito em conjunto com a família, com os próprios atletas e com toda a comunidade.

MO: Quais os objetivos que você traça no atual estágio da sua carreira? E quais são seus planos futuros?

RR: Um dos principais objetivos é tentar, dentro do contexto político, implementar algumas coisas que são muito importantes para o esporte, buscar meus objetos dentro de toda essa realidade política que nós conhecemos, na qual há muita restrição orçamentária, procurando sempre adequar essa realidade às necessidades. Mas o maior objetivo mesmo é continuar construindo minha família. Agora, com as minhas duas filhas, quero fazer uma família saudável que se respeite, incentivar o esporte e dar todo o apoio de que precisarem. Caso elas queiram fazer carreira na natação, ótimo, mas elas é que irão decidir o futuro. No fim, meu grande objetivo é ser feliz.

MO: Como você avalia o problema do doping nos esportes e que mensagem você deixaria para os jovens atletas?

RR: Doping é algo que vai estar sempre junto com as competições esportivas. Infelizmente, isso é uma guerra sem fim e o combate a isto precisa continuar, sem dúvida nenhuma.  A responsabilidade quanto ao doping deve ser não só do atleta, mas de toda a equipe. Ou seja, do treinador, do médico e de toda a equipe multidisciplinar que esteja envolvida com o desempenho do atleta. Esse cuidado deve ser tomado de forma mais responsável e cada vez mais veemente. Acredito que, quanto mais o atleta vai progredindo, mais neurótico, de certa forma, ele precisa ficar, pois o doping ronda e o atleta tem que estar sempre alerta para cuidar de sua saúde. E, claro, não vale à pena destruir tanto a saúde e a carreira, ter o nome exposto e ligado a algo tão ruim por conta de uma glória momentânea.

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Minas se prepara para aclimatar atletas estrangeiros

Projetar Minas para o mundo, bem como valorizar as potencialidades econômicas e culturais a partir da constituição de legados esportivos – estas foram algumas das perspectivas que motivaram o encontro realizado ontem, 02 de abril, com, aproximadamente, 30 representantes municipais e gestores da Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude.

A proposta é oferecer apoio aos municípios interessados em acolher, com eficiência, equipes estrangeiras no período que antecede os Jogos Olímpicos e Paralímpicos programados para 2016.

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De acordo com o secretario-adjunto da SEEJ, Rogério Romero, é imprescindível estimular o diálogo e fomentar o engajamento nos mais variados setores. “É fundamental fortalecer as identidades regionais possibilitando a aclimatação tanto de modalidades coletivas quanto individuais. Os olhos do mundo vão estar voltados para o Brasil, assim, precisamos nos pautar em preceitos de excelência”, salientou.

Segundo a coordenadora de projetos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Uberlândia, Tatiana Flores, a meta é otimista.  “Pretendemos habilitar cerca de dez centros. Recentemente, fomos visitados pela comissão Irlandesa e vamos nos adequar em alguns quesitos sugeridos mas, considerando que temos pouco tempo, acredito que conseguiremos superar nossos limites”,  explicou.

Em Minas, 13 instalações já foram aprovadas e a proposta é estimular outros municípios a aderir à iniciativa.  Vale lembrar que as inscrições vão até 19 de abril e o formulário encontra-se disponível no endereço eletrônico treinamentoprejogos@rio2016.com .
Detalhes sobre infraestrutura, cadastramento, transporte e hospedagem, poderão ser conferidos por meio do sitio http://www.rio2016.com .

 Matéria: Carolina Souza

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SEEJ fecha parceria com a ARDOCE para realização de Campeonato de Futebol

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Hoje, 27 de março, pela manhã, o secretário de Estado de Esportes e da Juventude, Eros Biondini, juntamente com o secretário-adjunto, Rogério Romero, receberam a Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Doce (ARDOCE) na Cidade Administrativa. A reunião teve como objetivo conhecer os projetos e programas da Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (SEEJ), bem como apresentar a proposta da ARDOCE de realização do Campeonato de Futebol entre os 25 municípios que integram a região atendida pela Associação.

De acordo com Alvanir Cássia Letizio Vieira, secretária-executiva da ARDOCE, o encontro foi muito produtivo, viabilizou que o Campeonato, que está em sua 4ª edição, recebesse o apoio da SEEJ, bem como apresentou novas expectativas de parcerias esportivas entre os municípios e a Secretaria de Estado. “A Secretaria de Estado foi muito receptiva e o secretário-adjunto Rogério nos explicou os programas, tal como o ICMS Esportivo, e considerou muito consistente o nosso Campeonato. Saímos muito satisfeitos deste encontro”, ressalta.
Previsto para iniciar em maio, o Campeonato de Futebol dos Municípios da ARDOCE terá 28 partidas divididas em quatro sedes que serão definidas por meio de sorteios e, posteriormente, mediante disponibilidade do Município em termos de estrutura de realização.
Mais informações sobre o evento poderá ser visualizado através do site da Associação: www.ardoce.org.br.

Fonte: http://esportes.mg.gov.br/comunicacao/noticias/marco/3529-seej-fecha-parceria-com-a-ardoce-para-realizacao-de-campeonato-de-futebol

 

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SEEJ participa da reunião preparatória do MINEPS

Discutir sobre os grandes eventos esportivos, os seus benefícios socioeconômicos e a integridade no esporte – estes são os propósitos da Reunião preparatória para o MINEPS V – V Encontro de Ministros e Secretários de Esporte, que está sendo realizada na Fundação João Pinheiro, ontem, 25, e hoje, 26 de fevereiro.

Ontem, primeiro dia reunião, o grupo formado por representantes da Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (SEEJ); da Secretaria Especial para a Copa do Mundo (SECOPA); autoridades da Fundação João Pinheiro; da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO); do Ministério do Esporte e da Universidade Federal do Paraná, receberam a delegação do Ministério do Interior da Alemanha (IMC) – Karl-Heinz Schneider, Sven Persch,Pedro Steck, Torsten Weiden; o cônsul honorário da Alemanha, Sr. Vitor Sterzik e o professor da Universidade de Mainz, Alemanha, Dr. Holger Preuss.

De forma muito produtiva, os participantes apresentaram os principais eventos esportivos e benefícios socioeconômicos de esportes e discutiram a relevância regional de projetos de recomendações, a crescente necessidade de preservar a integridade do esporte, particularmente no que diz respeito aos casos de manipulação do resultado de competições.

De acordo com o secretário adjunto da SEEJ, Rogério Romero, este encontro tem enorme importância para Brasil, porque somente três Grupos Internacionais de Trabalho foram estabelecidos como encontros preparatórios para o MINEPS, sendo o único brasileiro este em Minas Gerais. “Estamos muito lisonjeados em participar deste encontro que tem uma importância estratégica para o governo de Minas Gerais, um dos estados a sediar a Copa do mundo de 2014”, explica.

O encontro está cumprindo o propósito de reunir e sintetizar informações existentes, produzir recomendações baseadas nas tendências globais e de assegurar que a V MINEPS atenderá às expectativas e aos contextos regionais de todos os estados membros da UNESCO.

Participantes

Durante os dois dias do encontro, participam:

Delegação do Ministério do Interior da Alemanha (IMC) – Karl-Heinz Schneider, Sven Persch,Pedro Steck, Torsten Weiden

Cônsul honorário da Alemanha – Sr. Vitor Sterzik

Universidade de Mainz, Alemanha – professor Dr. Holger Preuss.
Fundação João Pinheiro – a diretora geral, Dra. Luciana Raso; o diretor do Centro de Pesquisa Aplicada, Roberto Marinho; a diretora do Centro de Estudos de Políticas Públicas, Juliana Chiari, os professores Dr. Claudio Burian, Dr. Eduardo Leite, Dra. Letícia Godinho e Dr. Eduardo Batitucci.
UNESCO – Luciana Homrich Cecco e Fabio Eon.
SEEJ – secretário adjunto Rogério Romero, a relações internacionais, Anna Pimenta e o administrator público, Diego Jardim.
SECOPA – o chefe de gabinete, Mário Guimarães.
Ministério do Esporte – os embaixadores Carlos e Vilmar Coutinho.
Ministério da Justiça – o Prof Dr. Guaracy Mingardi (Brasil).
Universidade de São Paulo – Dr. Waldenyr Caldas e Dra. Katia Rubio.
Universidade Federal do Paraná – Dr. Wanderley Marchi Jr.
Polícia Federal – Dr. José Roberto Vieira e Dr. Marcílio Manfré.
Escritório Estratégico Prioridades para o Estado de Minas Gerais – Rodrigo Alisson e Geórgia Ribeiro Rocha.
IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Dr. Almir Oliveira
Universidade Federal de Minas Geras – UFMG – Cássio Barbosa
Jornal Hoje em Dia – Bruno Moreno

http://www.esportes.mg.gov.br/comunicacao/noticias/fevereiro/3482-seej-participa-da-reuniao-preparatoria-do-mineps

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Sétima final: recorde mundial e bronze para Cielo

Não deu. Cesar Cielo não conseguiu imprimir seu ritmo usual e dominar a prova. Não sei até que ponto que atrapalhou, mas a saída demorou um pouco para ser dada. De qualquer modo, foi demorada para todos os oito finalistas, inclusive para o campeão olímpico. Florent Manadou, o mais novo de uma série muito experiente (média de 27 anos, 9 medalhas olímpicas, apenas os dois mais novos, ele e Bruno, não tinham…) melhorou na hora certa.

Jones, Manadou e Cielo: mais uma surpresa vinda de Londres.

Jones, Manadou e Cielo: a cor da medalha não era o que todos esperavam.

Agora, ele e sua irmã Laure, devem ser os primeiros irmãos nadadores campeões dos Jogos Olímpicos. Além disso, já dão uma campanha inédita para a França, colocando o país na terceira posição no quadro de medalhas da natação, com 4 ouros, 2 pratas e um bronze.

A prata ficou com Cullen Jones, com o mesmo tempo da semi. Fratus ficou a dois centésimos de Cielo. Pelas redes sociais, os nadadores brasileiros que estavam torcendo reclamaram do barulho da torcida. Ouvi o vídeo, mas entre o “take your marks” e a saída, não pude ouvir nada demais (para não falar nada).

Missy e Beisel: que fofas, 6 medalhas em Londres.

A tarde começou com um incrível recorde mundial nos 200m costas, com Missy Franklin. Depois viu outro tri, provavelmente a última vitória (de 17 ouros, não percam a conta) individual de Michael Phelps, mesmo ele tendo nadado pior que ontem e errando um pouco. Em segundo, o Rei da Copa do Mundo, Chad le Clos, e o russo Evgeny Korotyshkin (com este nome, não podia ser japonês).

Le Clos e Phelps: felizes com seus resultados.

E na última final, apesar de toda torcida para o bi da inglesa Becky Adligton, ela acabou mais uma vez com o bronze. Vencendo, a menina de 15 anos (não, não é chinesa) Katie Ledecky, quase estabelecendo nova marca mundial. Entre elas, a espanhola Mireia Belmonte, que sai com duas pratas nas seis provas que ela nadou.

Ledecky: "oh my God". Como é americana, um talento.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

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Terceira eliminatória

Os dois brasileiros não fizeram o que era esperado, nadarem melhor ou perto de suas marcas da temporada passada para garantir a semi nos 200m borboleta. Leonardo de Deus, campeão no Pan do ano passado, e Kaio Márcio, finalista olímpico em Pequim, acabaram fora das 16 primeiras posições. Kaio, que ficou empatado em 17o., ainda abriu mão de disputar a 1a. vaga no caso de alguém não nadar à tarde. As chances disso acontecer são remotas, uma vez que não temos revezamento, que é a justificativa maior para um atleta preferir não nadar sua prova individual.

A classificação acabou surpreendendo Joanna.

A notícia boa foi para a classificação de Joanna Maranhão. Depois de um episódio triste que a retirou de sua melhor prova, os 400m medley, ela foi para a versão mais curta, os 200m, sem muita pretensão, já sabendo que sua melhor chance seria nos 200m borboleta. Marcando um tempo próximo de sua melhor marca sem os maiôs tecnológicos, Joanna ainda tem margem para melhorar um pouco à tarde. Quem sabe não nos surpreende novamente?

Coventry: chegar na frente da chinesa não dá, mas outra medalha…

Outra que veio forte, além da chinesinha, favoritíssima em cima da campeã olímpica (Rice) e da recordista mundial (Kukors), é Coventry que parece disposta a aumentar sua coleção de medalhas olímpicas (já são sete! para o Zimbábue).

Nos 200m livre, podemos ter amanhã uma nova disputa entre Muffat e Schmitt: emoção à vista.


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A previsão de medalhas do Brasil

Uma de cada cor. Esta é a previsão da revista Sports Illustrated de medalhas brasileiras. Seria a melhor campanha, graças ao ouro e bronze de Cielo (50 e 100m, respectivamente) e prata para Felipe França (100m peito).

Não, não errei, sei que é a Time e não a SI, mas a capa desta não trazia nadador…

Concordo com a revista, mas ainda torço para surpresas agradáveis com Thiago Pereira, Bruno Fratus e o revezamento 4×100m livre, por exemplo.

A mesma revista está colocando os 100 melhores momentos olímpicos (dos atletas americanos). Ainda faltam 6, mas a natação já apareceu em 14 momentos. Entre eles, os óbvios Phelps, Biondi e Weissmuller (não me digam que não conhecem o Tarzan, por favor), mas falta Mark Spitz (certamente estará nos próximos).

Morales: ainda nadava sem óculos e touca.

Além deles, conta sobre menos famosos mas com histórias facinantes, como a de Pablo Morales. Filho de imigrantes cubanos, ele havia acabado de bater o recorde mundial na seletiva americana antes de Los Angeles-1984, mas acabou perdendo para o Albatroz alemão, Michael Gross.

Quatro anos mais tarde, a decepção foi ainda maior. Chegou à seletiva vencendo tudo e estabelecendo um recorde que só cairia 10 anos depois, mas nem se classificou para Seul. Aposentado, voltou um ano antes de Barcelona, quando tornou-se o campeão olímpico de natação mais velho.

E o ouro não veio de forma fácil, pois quem estava naquela final era Anthony Nesty (aquele que havia vencido por 1 centésimo o favorito Matt Biondi 4 anos antes), seu compatriota Melvin Stewart (recordista mundial dos 200m) e o espanhol (bem, nem tanto) Martin Lopez-Zubero, nadando em casa.


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Campeonato Europeu: o festival de empates

A 31a. edição do campeoanto Europeu começou mal e terminou com dúvidas quanto à cronometragem eletrônica.

Cseh: segunda marca mundial da temporada na prova de Pereira.

A crise europeia fez com que a Antuérpia abrisse mão do sediamento, que acabou sendo em Debrecen, na Hungria. Até aí, compreensível. Mas a data escolhida (semana passada) fez a piscina húngara ficar um pouco vazia de ídolos e de bons resultados. Quem acabou fazendo a festa mesmo foram os donos da casa, que lideraram o quadro de medalhas. Laszlo Cseh (adversário de Thiago Pereira no medley), por exemplo, aumentou sua coleção de medalhas nesta competição para 15, sendo 11 de ouro.

Mas fora um ou outro recorde de campeonato, não tivemos a qualidade esperada do continente europeu, até pelos fatores de cima e que a prioridade na temporada é a Oimpíada.

Mas o site da revista Swimming World é quem pontuou uma estatística incrível sobre o número de empates, questionando a probabilidade disso acontecer. Foram, até o penultimo dia, 7 empates apenas nas semi-finais. Acrescente ai que nos 100m borboleta tivemos 6 empates e veremos que tem algo de errado.

Importante notar que, sim, os empates existem. Apesar da cronometragem eletrônica existir até os milésimos, é contabilizado até o centésimo de segundo (tente cronometrar isso…). Fernando Scherer mesmo empatou com mais dois atletas, nas eliminatórias dos 50m livre em Atlanta-96 e teve que nadar novamente para então garantir o bronze na final. Agora, estatisticamente falando, o que aconteceu em Debrecen é quase impossível. Sinal amarelo para os equipamentos eletrônicos…

O recordista mundial Paul Biederman compareceu – e venceu – no Europeu esvaziado.

Por fim, gostaria de justificar minha ausência nestes últimos dias. Acabei viajando e na volta encontrei um problema no meu computador que não consegui resolver. Espero compensar respondendo comentários e postando com mais frequencia nesta semana.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

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Dash for cash: CBDA e Correios anunciam seleção e grana para medalha olímpica

No anúncio oficial de sua equipe olímpica a CBDA e seu longevo patrocinador, os Correios, divulgaram duas novidades: a premiação para os medalhistas em Londres e que a parceria vai se estender até Rio-2016 (nada mais que natural).

Esqueçam os números milionários da final da Champions League. As medalhas de ouro, prata e bronze valem, respectivamente, 100, 50 e 30 mil reais. É a primeira vez que a Confederação oferece oficialmente este tipo de incentivo, algo já recorrente na Confederação Brasileira de Atletismo. Num ato de justiça, 20% da premiação vai para o(s) técnico(s).

Marcelo Chierighini: seu técnico comemorou a vaga olímpica logo após a seletiva. (twitter)

A seleção foi confirmada com a presença de Nicholas Santos, reserva no nosso forte revezamento 4×100m livre, e Poliana Okimoto, na maratona aquática. Nesta última modalidade, o Brasil ainda tem chance até 10 de junho para garantir alguma vaga no masculino.

Segue a lista dos convocados:

MASCULINO (15)
BRUNO FRATUS – 50M LIVRE
CESAR CIELO – 50M LIVRE / 100M LIVRE
DANIEL ORZECHOWSKI – 100M COSTAS
FELIPE FRANÇA SILVA – 100M PEITO
FELIPE LIMA – 100M PEITO
GLAUBER SILVA – 100M BORBOLETA
HENRIQUE BARBOSA – 200M PEITO
HENRIQUE RODRIGUES – 200M MEDLEY
KAIO MÁRCIO – 100M BORBOLETA / 200M BORBOLETA
LEONARDO DE DEUS – 200M BORBOLETA / 200M COSTAS
MARCELO CHIERIGHINI – 4X100M LIVRE
NICHOLAS SANTOS – 4×100M LIVRE (RESERVA)
NICOLAS OLIVEIRA – 100M LIVRE
TALES CERDEIRA – 200M PEITO
THIAGO PEREIRA – 200M MEDLEY / 400M MEDLEY

FEMININO (5)
DAYNARA DE PAULA – 100M BORBOLETA
FABIOLA MOLINA – 100M COSTAS
GRACIELE HERRMANN – 50M LIVRE
JOANNA MARANHÃO – 400M MEDLEY
POLIANA OKIMOTO – MARATONA AQUÁTICA


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

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