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Grandes participantes e boas palestras marcaram o Congresso de Ciência do Esporte e Legado Olímpico

Publicado em 10/06/2016, aqui

O Congresso de Ciência do Esporte e Legado Olímpico reuniu pesquisadores, palestrantes internacionais e autoridades, como o Secretário de Estado de Esportes, Carlos Henrique Alves, o reitor da UFMG, Jaime Ramírez, o diretor do Minas Tênis Clube, Carlos Antônio da Rocha e o Cônsul Geral do Reino Unido no Brasil, Jonatan Dunn.

O evento que aconteceu nos últimos dias 8 e 9 de junho, no CAD 1, tinha como objetivo intensificar contatos acadêmicos na área de Ciência do Esporte, através da participação de especialistas e pesquisadores da área.

PRIMEIRO DIA

As palestras do primeiro dia do Congresso abordaram temas variados. As sessões da manhã foram iniciadas por Bryan Clift, da University of Bath, que destacou diferentes formas de legado que uma Olimpíada traz para um país: legados esportivo, social, ambiental, urbano, econômico e político. Bryan apontou mudanças já ocorridas no Rio de Janeiro, como melhorias na qualidade do ar, transporte e segurança, preservação da floresta urbana e plantação de novas árvores.

O Diretor de Esporte de base e Alto rendimento do Ministério do Esporte, Guilherme Angelo Raso, apresentou diversos programas do Governo Federal de incentivo ao esporte, como “Atleta na Escola”, “Esporte na Escola”, “Segundo Tempo” e “Mais Educação”. Guilherme também destacou os Centros de iniciação esportivas (CIES), criados em todo o País, os investimentos a clubes formadores de atletas e o Bolsa Atleta. Rogério Romero, atual gerente de esportes do Minas Tênis Clube, contribuiu com uma apresentação do MTC, falando sobre sua estrutura e atual gestão.

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A contradição entre os patrocinadores de atletas e times olímpicos (como marcas de refrigerante e redes de fast-food) e o estilo de vida saudável que o evento deveria incentivar foi a chave do debate proposto por Joe Piggin, neozelandês da Loughborough University. Joe questionou como seria uma publicidade ideal para o incentivo da prática de esportes.

Ricardo Leyser, ministro do Esporte do governo Dilma Roussef, deu prosseguimento às discussões tratando da questão dos investimentos governamentais para os esportes olímpicos. A meta, para estes jogos, é que o Brasil fique entre os 10 primeiros países na classificação olímpica e entre os cinco primeiros no ranking paralímpico.

Finalizando o primeiro dia do Congresso, Sakis Pappous, professor de Ciências do Esporte da University of Kent (Inglaterra), abordou a necessidade em se ultrapassar os estereótipos na representação de atletas paralímpicos. Na mídia, segundo ele, é comum esportistas serem fotografados de forma a esconder o corpo deficiente, passivos – deixando a cena – ou apelando para o lado emocional.  Atualmente, Sakis está desenvolvendo um projeto de análise das coberturas dos Jogos Paralímpicos de 1992 a 2012, para o posterior desenvolvimento de um guia de mídia para jornalistas que transformem essa relação estereotipada.

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SEGUNDO DIA

Na manhã da última quinta-feira, 9 de junho, o Congresso contou com a realização de duas mesas redondas. A primeira delas, aberta com a palestra do professor da Anglia Ruskin University, Dan Gordon, trazia como tema central “Overtraining e Recuperação”. O “Overtraining” acontece quando é exigido muito do corpo do atleta sem que haja tempo para recuperação. No entanto, o processo é mais complexo, como explicou o professor e ex-atleta britânico. Para identificar o overtraining é necessária a análise de uma combinação dos fatores, como o hormonal, psicológico, biológico e sobre a performance do atleta.

O palestrante que apresentou a perspectiva profissional e prática dos estudos na área de Ciências do Esporte foi Roberto Chiari Quintão, graduado em Educação Física pela UFMG e atual fisiologista do Clube Atlético Mineiro. Roberto expôs os desafios para profissionais do futebol causados pelo overtraining e pela fadiga mental, principalmente no intenso calendário esportivo nacional. Além disso, o fisiologista apresentou uma série de dados comparativos realizados em duas temporadas, que demonstraram como o rendimento da equipe relaciona-se com o tempo de recuperação, a faixa etária, o tipo de treinamento e o nível de competitividade em cada partida.

Ainda nesta mesa, palestrou o professor da EEFFTO, Marco Túlio de Mello, referência mundial em pesquisas do sono e coordenador do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE), do Instituto do Sono, relatou a importância do sono para a potencialização e o desenvolvimento do rendimento do atleta. A ação de dormir também atua como um elemento essencial para a recuperação do profissional e para a prevenção de lesões.

A segunda mesa da manhã abordou a otimização do treinamento de resistência. Nela estiveram presentes Samuele Marcora, professor da University of Kent, Dr. Fábio Nakamura, professor da Universidade Estadual de Londrina e Eduardo Almeida, treinador da equipe de natação do Minas Tênis Clube.

Os palestrantes apresentaram as vertentes acadêmicas e práticas das Ciências do Esporte aplicadas ao treinamento de resistência,. O professor Samuele Marcora, da University of Kent, apresentou as especificidades do modelo fisiológico moderno, a relação da fadiga mental com a performance esportiva e métodos para potencializar o treinamento do atleta. Já o professor Fábio Nakamura questionou a indução do “overreaching” sob a lógica do treinamento, e em sua pesquisa, propõe a utilização de ferramentas para otimizar o treino do esportista, como o uso da variabilidade da frequência cardíaca. Eduardo Almeida encerrou a segunda mesa debatendo o uso profissional dos conhecimentos da área de Ciências do Esporte para o desenvolvimento do treinamento e dos atletas, através dos treinos específicos realizados pela equipe de natação do Minas Tênis Clube.

A tarde do dia 9 foi aberta com a mesa “O efeito do engajamento publico para Jogos Paralímpicos e Olímpicos em atividade física”. Luciano Sales, diretor do CTE, Lisa Hodgson, da University of Nottingham, e Dan Gordon apontaram o esporte como importante ferramenta de combate à obesidade em países em que ela é uma epidemia. Eles refletiram sobre o legado dos últimos jogos olímpicos para a prática de esportes das populações e apontaram que, a longo prazo, incentivos à saúde por meio de atividade física não estão sendo efetivados. O Comitê Olímpico Internacional estabelece que países, para se tornarem sedes dos Jogos, precisam comprovar sua capacidade de promover melhorias a cidades, cidadãos e comunidades por meio do evento.

Na mesa seguinte, “Exercício, Nutrição e Desempenho”, Javier Gonzáles, pesquisador da University of Bath, se apresentou brevemente por ligação no Skype e comentou sobre ingestão de carboidratos antes, durante e depois de atividades físicas. Já o ex-professor da EEFFTO, Emerson Silami, atual professor da UFMA, focou na abordagem da reposição hídrica na prática de esportes. Ele explicou que a reposição hídrica tem que estar em concordância com o gasto no treino, ou seja, a ingestão de bebidas deve ser mensurada. Por último, Felipe Shang, nutricionista do Centro de Treinamento Esportivo (CTE), falou sobre avaliação física de atletas de diferentes idades e em como ela se diferencia em função da faixa etária.

Em “Estratégias para a Prevenção de Lesões”, Lisa Hodgson apresentou estratégias para evitar lesões em competições e mostrou vídeos de atletas lesionados. Ela também explicou que a maioria dos órgãos gestores, como a FIFA, têm políticas para prevenção de lesões.

O diretor da EEFFTO, Sérgio Teixeira, em sua contribuição para a mesa, disse que fisioterapeutas não tratam de doenças, mas de indivíduos suscetíveis a elas. Sérgio criticou o modelo linear de observação do surgimento da lesão, no qual o fator de risco tem consequência direta no ferimento. O diretor disse que esse sistema busca repostas por meio de uma suposição equivocada e apontou a existência de outros fatores a serem considerados. Ao lado de Natalia Bittencourt, do Departamento de Integração das Ciências do Esporte do MTC, e outros pesquisadores, Sérgio realiza um estudo que propõe pensar num sistema complexo, onde fatores que levam à lesão são como uma teia. Natália ressaltou o papel do fisioterapeuta de prevenção e não apenas de caráter combativo.

Finalizando o Congresso, Luciano Sales participou da mesa “Treinamento para crianças e jovens”. Luciano apontou que o treinamento de crianças depende do nível maturacional e que elas perdem calor mais fácil que os adultos. Ele também disse que crianças não são menos treináveis, porém a intensidade do treino deve ser considerada. Segundo ele, crianças adoram vencer, mas não gostam da pressão para fazê-lo. Dan Gordon contribuiu com a mesa falando sobre as adaptações que devem ser feitas em treinos de crianças. Mauro Dinis, coordenador das categorias de base do MTC, fechou a palestra falando sobre treinos variados de acordo com as categorias (petizes, infantil, juvenil e juniores).

O evento foi finalizado com uma visita ao CTE na noite do dia 9.

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CREF6/MG é parceiro na realização de Conferência Internacional sobre Ciências do Esporte e Legado Olímpico

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“Temos a responsabilidade de discutir os valores que não são tangíveis neste Legado Olímpico”, disse o Reitor da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Jaime Arturo, em sua fala de abertura da Conferência Internacional sobre Ciências do Esporte e Legado Olímpico. Nos dias 8 e 9 de Junho, Estudantes, Professores, Pesquisadores, Atletas e Técnicos se reuniram para o Evento Científico realizado pela UFMG com o apoio do Conselho Regional de Educação Física da 6ª Região Minas Gerais – CREF6/MG, do Consulado Britânico, do Minas Tênis Clube e da Secretaria de Estado de Esportes.

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“Ser parceiro na realização de Eventos como este, que possui enorme grandeza e compromisso com o Esporte, é uma honra e, ao mesmo tempo, um dever do CREF6/MG”, declarou o Vice-Presidente do CREF6/MG, Adailton Eustáquio.

As discussões contaram com a participação de Pesquisadores de quatro Universidades Britânicas, além de outras Universidades brasileiras e técnicos de diferentes Equipes e Seleções. Todas as apresentações tiveram tradução simultânea.

O Secretário de Estado de Esportes de Minas Gerais e coordenador do Núcleo de Articulação Minas 2016, Carlos Henrique Alves da Silva cumprimentou o CREF6/MG pela parceria de longa data e apoio na realização da Conferência. “O Conselho tem sido um parceiro fundamental, ao somar-se aos outros órgãos na realização deste importante Evento Científico Internacional e divulgar junto aos Profissionais de Educação todo esse conhecimento”.

O objetivo da Conferência foi intensificar os contatos acadêmicos na área de Ciência do Esporte, Esportes Olímpicos e Paraolímpicos. O Evento também foi realizado em função da preparação dos Atletas Britânicos para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, que será realizada em Belo Horizonte, no Centro de Treinamento Esportivo – CTE da UFMG.

“O Conselho tem uma função importante de estar nas discussões e influenciar no direcionamento das conversas, pra onde podemos levar esse trabalho, identificar quais são as demandas de Minas na área da Educação Física e explorar as potenciais parcerias”, explicou o Cônsul Geral do Reino Unido em Belo Horizonte, Thomas Nemes.

O Minas Tênis Clube, parceiro na realização do Evento e parceiro do CREF6/MG em outras ações, classificou a Conferência como uma das ações previstas nos quatro pilares do Clube: “Cultura, Educação, Lazer e Esporte”. De acordo com o Gerente de Esportes do Clube, Rogério Romero, o Evento foi crucial para a formação profissional. “Aproveitar esses momentos para divulgar aos Profissionais de Educação Física a importância de estar sempre atualizado, de buscar esse conhecimento continuado. O Minas está sempre contando com o apoio do Conselho neste sentido”.

Relatório do evento

 

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Clube de MG quer manter tradição de formar medalhistas olímpicos

Publicado em 28/06/2016, aqui

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/edicoes/2016/06/28.html#!v/5124676

Faltam apenas 38 dias para a Olímpiada do Rio. E o Bom Dia Brasil está mostrando como os jogos movimentam todo o Brasil.

Em Belo Horizonte, um clube quer manter a tradição de formar medalhistas olímpicos. No coração de Belo Horizonte, um espaço dedicado ao lazer e ao esporte.

Ao lado da piscina do tradicional Minas Tênis Clube fica um prédio de nove andares. Um labirinto, com quadras, academias, escritórios, consultórios médicos, salas de fisioterapia e fisiologia. Um moderno centro de treinamento para a formação de atletas de alto rendimento em oito esportes olímpicos.

Dos mais novos aos profissionais que disputam os principais campeonatos de vôlei e basquete do Brasil na arena ara 3,2 mil pessoas.  Ao todo, 1,2 mil atletas encaram a rotina de treinos.

O Minas é mantido por patrocinadores, verbas da Lei de Incentivo ao Esporte e 70 mil sócios. E é administrado por ex-atletas formados pelo clube.

“Dentro dessa estrutura, você tendo pessoal que conhece o esporte, entende as necessidades, tanto técnicas quanto do atleta, eu entendo que isso colabora também, é um dos segredos do Minas”, explica Rogério Romero, ex-atleta e diretor do Minas Tênis Clube.

Oito atletas conquistaram medalhas olímpicas enquanto defendiam o Minas. Entre eles, a judoca Ketleyn Quadros, primeira brasileira a conquistar uma medalha em um esporte individual.

É do Minas uma das maiores surpresas da delegação brasileira: Ítalo Manzine, 24 anos. Tirou a vaga nos 50 metros nado livre de um colega de clube, o campeão olímpico e tricampeão mundial da prova, César Cielo.

“É uma das melhores estruturas do Brasil que o Minas Tênis Clube tem aqui hoje, eles conseguem nos dar suporte na preparação física, na piscina, mesmo, que tem blocos muito bons, trabalho psicológico, eles têm uma equipe médica muito boa, então é uma estrutura assim, uma das melhores do Brasil. na minha opinião, uma estrutura de ponta”, diz Ítalo Manzine.

O Minas tem outras três unidades na Região Metropolitana, estrutura que também está sendo usada pela Grã-Bretanha na preparação para os Jogos Olímpicos.Mais que um clube, uma tradição de desenvolver talentos que vão lutar pelo Brasil nos Jogos Olímpicos.

O Minas Tênis Clube tem, por enquanto, 13 atletas garantidos na Olimpíada do Rio e três modalidades: natação, judô e tênis.

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Revezamento de tocha marca final da Semana da Prevenção às Drogas

Publicado em 27/06/2016, aqui

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O Revezamento da Prevenção às Drogas, realizado no domingo, dia 26, marcou o encerramento da Semana de Prevenção ao Uso/ Abuso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas, que reuniu diversas ações voltadas para a mobilização e a sensibilização de vários segmentos da sociedade sobre o tema. A tocha, uma alusão aos Jogos Olímpicos, acesa na segunda, dia 20, esteve nas mãos de várias pessoas no trajeto entre a Avenida Bias Fortes e a Praça Raul Soares. A concentração foi na Praça da Liberdade.
O revezamento começou com Carlos Alberto Silva, técnico da Seleção Brasileira de futebol que conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988. Participaram na sequência o atleta de tênis de mesa Luiz Henrique Vilani, que disputou os Jogos Paralímpicos de 2008, e Ana Flávia, bonze no vôlei nas Olimpíadas de 1996, em Atlanta. “É importante conscientizar todos que as drogas não levam a lugar nenhum e que os jovens vejam no esporte uma saída saudável. Não sigam as drogas, sigam o esporte”, disse Ana Flávia. Participaram ainda Wander do Prado e Carluxo, acompanhados por crianças e adolescentes de escolas municipais, estaduais e da rede privada de ensino. Giovani, do vôlei paralímpico, e o nadador Rogério Romero levaram a chama até a Praça Raul Soares.

O encerramento foi concluído com o city manager dos Jogos Olímpicos Rio 2016 em Belo Horizonte, Renato Paes, que abriu simbolicamente as portas da cidade para receber os jogos. “Queremos mobilizar BH inteira para adotar uma postura de prevenção no cotidiano da cidade. Além disso, é mais barato prevenir do que remediar. A cada dólar gasto com prevenção, o governo deixa de gastar 10 dólares em tratamento e reinserção social”, afirmou Soraya Romina, presidente do Conselho Municipial de Políticas Sobre Drogas.

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Os nadadores olímpicos mais olímpicos da história

Publicado  em 08/06/2016, aqui

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Joanna Maranhão, Thiago Pereira e Kaio Márcio Almeida, os três juntos desde 2004 vão completar quatro participações olímpicas no Rio 2016. Na história da participação olímpica da natação brasileira, se igualam a outro gigante, Gustavo Borges, olímpico de 1992 a 2004.

Joanna se isola, passa a ser de forma solitária a nadadora mais olímpica do Brasil deixando Fabíola Molina (2000, 2008, 2012) e Piedade Coutinho (1936, 1948, 1952) para trás com três participações nos Jogos. Entre os homens, Rogério Romero (1988, 1992, 1996, 2000, 2004) com cinco Olimpíadas é nosso recordista.

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Therese Alshammar da Suécia nadou os 50 livre no Mare Nostrum de Canet para 24.75, abaixo do índice olímpico de 25.28, mas sua classificação ainda não foi oficializada pelo Comitê Olímpico da Suécia. Se confirmarem, Alshammar vai fazer história se igualando a dois outros nadadores com o maior número de participações olímpicas, seis Jogos.

Os nadadores são Derya Buyukuncu da Turquia e o sueco Lars Froelander, os dois completaram sua sexta Olimpíada nos Jogos de Londres em 2012. Froelander de forma bem mais destacada com três medalhas, um ouro nos 100 borboleta em Sydney 2000 e pratas no 4×200 livre em 1992 Barcelona e repetido em Atlanta 1996.

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Buyukuncu estreou junto com Froelander nos Jogos de 1992 em Barcelona. Tinha apenas 16 anos e nas suas seis participações olímpicas nunca passou das eliminatórias. O melhor resultado foi nos Jogos de 2000 em Sydney quando ficou em 17o lugar nos 100 costas, apenas dois centésimos lhe separaram daquela que seria sua primeira semifinal olímpica.

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Froelander, além das três medalhas ainda esteve em sete finais sendo duas em provas individuais e cinco em revezamento. Tanto Buyuncu e Froelander se despediram da natação competitiva em Londres. O turco Buyuncu com 36 anos ficou em 33o nos 200 costas com 2:01.68.Froelander aos 38 anos foi 20o nos 100 borboleta com 52.47.

Os dois, apenas os dois com seis Olimpíadas e Therese Alshammar, se confirmada, igualando. Porém, junto com Rogério Romero existem outros nove nadadores somando cinco participações olímpicas. Destes 10 nadadores, três obtiveram medalhas. A mais medalhada do grupo é a americana Dara Torres 12 medalhas, quatro de cada cor. Detalhe que Dara Torres foi olímpica aos 15 anos em 1984, e esteve nos Jogos de 1988 e 1992, mas ficou oito anos afastada do esporte voltando em 2000. Martina Moravcova foi duas vezes medalhista, duas medalhas de prata e Nina Zhivanevskaya também com duas medalhas, sendo que as duas foram de bronze.

Zhivanevskaya é do grupo a única que defendeu mais de um país. Nascida em Samara, na Rússia, estreou nos Jogos de 1992 em Barcelona nadando pelo Time Unificado. Na época, a União Soviética se desfez e a Rússia ainda não tinha o seu Comitê Olímpico formado com os atletas representando uma equipe que competia pela bandeira do Comitê Olímpico Internacional. Depois disso, foi as Olimpíadas de 1996 e 2000 pela Rússia, e as duas últimas em 2004 e 2008 pela Espanha por onde se naturalizou em 2001.

Lista dos nadadores com 5 Jogos Olímpicos:
Alison Sheppard, Grã-Bretanha, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004
Carl Probert, Fiji, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Dara Torres, Estados Unidos, 1984, 1988, 1992, 2000, 2004, 2008
María Peláez, Espanha, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Mark Foster, Grã-Bretanha, 1988, 1992, 1996, 2000, 2008
Martina Moravcová, Eslováquia, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Mette Jacobsen, Dinamarca, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004
Nina Zhivanevskaya, Rússia/Espanha, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Peter Mankoc, Eslovênia, 1996, 2000, 2004, 2008, 2012
Rogério Romero, Brasil, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004

Existem outros dois atletas que também acumulam cinco participações olímpicas, mas somando suas atuações na natação e no polo aquático. Um deles é brasileiro, João Gonçalves Filho, nadou nos Jogos de 1952 e 1956, e jogou polo aquático nas Olimpíadas de 1960, 1964 e 1968. O outro é o britânico Paul Radmilovic que nadou nos Jogos de 1908 e 1912, e jogou polo aquático nas Olimpíadas de 1908, 1912, 1920, 1924 e 1928.

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IX JORNADA CIENTÍFICA Presidente do Minas, Luiz Gustavo Lage, fala dos desafios após dois anos de sua gestão

Publicado em 25/01/2016, aqui

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Nesta segunda-feira, as Gerências de Esporte, Educação e Multidisciplinar de Apoio ao Esporte do Minas Tênis Clube deram início à nona edição da Jornada Científica, que tem como tema “Preparação integral do atleta olímpico: fase final”. As palestras são realizadas no Teatro Bradesco, na Unidade I.

A abertura do evento contou com a presença do presidente do Minas, Luiz Gustavo Lage; do superintendente do Clube, Marcos Jerry; além de diretores e gerentes. A IX Jornada Científica contará ainda com mesas redondas, palestras e workshops. O evento terá a presença de importantes profissionais da área. Nesta segunda-feira, os principais palestrantes foram Rogério Romero, gerente de Esportes do Minas, e Carlos Antonio da Rocha Azevedo, diretor adjunto de Natação e da Parceria MTC-BOA/BPA).

O presidente Luiz Gustavo Lage mandou o recado aos participantes do evento. “Temos grandes desafios e muitas expectativas em 2016. Não vamos aqui falar de crise, embora seja impossível esquecê-la. Que 2016 seja um ano ainda melhor para o Clube. Conto e preciso de todos. É um ano único, um ano olímpico, cheio de oportunidades. Quero, neste momento, agradecer a todos desse grande time. O Minas se resume a algumas palavras: valores, família, sonhos e pessoas. Todos são cobrados por resultados, inclusive eu. Sonhar é bom, mas realizar é muito mais importante”.

Realizada anualmente, a Jornada Científica  tornou-se um evento tradicional do calendário das áreas de Esporte, Educação e Multidisciplinar de Apoio ao Esporte do Minas, que visa capacitar os profissionais que atuam no desenvolvimento dos alunos e atletas, além de promover a troca de experiências entre os participantes.

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Veja a programação

Terça-feira – 26/1/2016

Manhã

Tema: Planejamento de treinamento
Local: Teatro Bradesco
– 8h – Credenciamento
– 8h30 às 9h30 – Planejamento de Treinamento Visando a Fase Final de Preparação do Atleta para Competição-Alvo – Steve Harris (British Canoeing – Paracanoe Program Manager / Team Leader)
– 9h30 às 9h45 – Coffee Break e exposição de pôsteres MTC
– 9h45 às 11h15 – Mesa redonda – Planejamento de Treinamento Visando a Fase Final de Preparação do Atleta para Competição-Alvo, com Scott Volkers (Técnico de Ponta da Natação), Prof. Ms. Pedro Valadão (Preparado Físico), Steve Harris (British Canoeing – Paracanoe Program Manager / Team Leader) e a coordenação da Profa. Ms. Caroline Wilke (Analista Técnico Científico)
– 11h15 – Encerramento

Tarde

Tema: Metodologia de treinamento
Local: Teatro Bradesco
– 14h – Credenciamento
– 14h30 às 15h30 – Métodos de Treinamento Técnico-Tático – Prof. Ms. Ricardo Leão (Técnico da Equipe Profissional do Guarani Esporte Clube)
– 15h30 às 15h45 – Coffee Break e exposição de pôsteres MTC
– 15h45 às 17h15 – Mesa redonda – Treinamento Técnico-Tático, com Nery Tambeiro (Técnico de Ponta do Vôlei Masculino), Alfredo Dornelles (Técnico Principal do Judô), Francisco Azra Teixeira (Técnico de Base da Ginástica Artística Masculina), Prof. Ms. Ricardo Leão (Técnico da Equipe Profissional do Guarani Esporte Clube) e a coordenação do Prof. Ms. Cláudio Olívio (Chefe de Departamento de Integração das Ciências do Esporte)
– 17h15 – Encerramento

Quarta-feira – 27/1/2016

Manhã

Tema: Monitoramento de treinamento
Local: Teatro Bradesco
– 8h – Credenciamento
– 8h30 às 9h30 – Preparação Final do Atleta Olímpico: Monitoramento e Otimização da Recuperação do Atleta – Prof. Dr. Rob Duffield (University of Technology Sydney)
– 9h30 às 9h45 – Coffee Break e exposição de pôsteres MTC
– 9h45 às 11h15 – Mesa redonda – Monitoramento do Treinamento, com Paulo Coco (Técnico de Ponta do Vôlei Feminino), Prof. Ms. José Ricardo (Chefe de Departamento de Preparação Física), Prof. Dr. Rob Duffield (University of Technology Sydney) e a coordenação do Prof. Esp. Sergio Falci (Analista Técnico Científico)
– 11h15 – Encerramento

Tarde

Tema: Psicologia do Esporte
Local: Teatro Bradesco
– 14h – Credenciamento
– 14h30 às 14h50 – Apresentação das Diretrizes da Psicologia do Esporte, com a Dra. Regina Capanema (Coordenadora da Psicologia do Esporte)
– 14h50 às 15h35 – Estresse do Treinador, com a Profa. Ms. Marisa Santiago (Psicóloga do Esporte)
– 15h35 às 15h50 – Coffee Break e exposição de pôsteres MTC
– 15h50 às 16h35 – Preparação Psicológica de Atletas Olímpicos Brasileiros, com o Prof. Dr. Franco Noce (Psicólogo do Esporte – CTE/UFMG)
– 16h35 às 17h15 – Discussão, com a coordenação da Dra. Regina Capanema (Coordenadora da Psicologia do Esporte)
– 17h15 – Encerramento

Quinta-feira – 28/1/2016

Manhã

Tema: Gerência de Educação
Local: Salão de Festas CF6
– 8h30 – Credenciamento
– 9h às 10h – Apresentação da Lei do Bullying (Lei nº 13.185), com Estagiários do Programa do Acompanhamento Escolar
– 10h às 10h15 – Coffee Break
– 10h15 às 11h45 – Dinâmica em Grupo para Discussão e Apresentação de Casos, com Suporte e Discussão da Assessoria Jurídica e Coordenação da Psicologia do Esporte e do Prof. Ms. Cláudio Olívio (Chefe de Departamento de Integração das Ciências do Esporte)
– 11h45 – Encerramento

Tarde

Planejamento interno

Sexta-feira – 29/1/2016

Manhã

Tema: Matriz
Local: Salão de Festas CF6
– 8h – Credenciamento
– 8h30 às 9h – Palavra do Presidente
– 9h às 9h30 – Apresentação da Matriz de Desempenho Esportivo do MTC e do “Boletim”, com Fábio Cânfora (Gerente Multidisciplinar de Apoio ao Esporte)
– 9h30 às 10h – Apresentação da RD e Proposta da NA, com Rogério Romero (Gerente de Esportes)
– 10h às 10h15 – Coffee Break
– 10h15 às 11h45 – Dinâmica em Grupo para Definição dos Processos da Matriz, com coordenação do Prof. Esp. Daniel Freitas (Analista Técnico Científico)
– 11h45 – Encerramento

Tarde

Planejamento interno

Sábado – 30/1/2016

Manhã

Tema:
Departamento de academia
Local: Sala Multimeios
– 8h30 – Credenciamento
– 9h às 9h30 – Abertura, com Márcia Reis (Gerente de Educaçã)
– 9h30 às 10h30 – Estratégias para Retenção de Clientes, com Gilva Silva (Presidente da International Coach Federation – ICF – Capítulo Minas)
– 10h30 às 10h45 – Coffee Break
– 10h45 às 11h30 – Discussão, com a coordenação da Profa. Esp. Maria Lúcia Avelino (Chefe de Departamento da Academia do Minas)
– 11h30 – Encerramento

Tarde

Local: Sala Multimeios
– 14h – Credenciamento
– 14h30 às 16h – Elaboração de Programa, Condicionamento Físico e Saúde x Estética Corporal, com Eduardo aspareto Haddad (Membro da IFBB Academy) e a coordenação da Profa. Esp. Fernanda Queiroz (Coordenadora Atividades Coletivas)

Local: Sala de Pilates – Academia Minas I
– 14h – Credenciamento
– 14h30 às 16h – Aplicação Prática dos Princípios do Pilates, com Ana Paula Braga e a coordenação da Profa. Ms. Cristiane Melo (Coordenadora do Curso de Pilates)
– 16h – Encerramento

 

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Encontro com o presidente

Publicado em 07/10/15, aqui

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Nesta quarta-feira (7/10), o presidente do Minas Tênis Clube, Luiz Gustavo Lage, recebeu atletas e técnicos da Ginástica Artística, no Minas I. Participaram também do encontro o diretor de Ginástica Artística e Trampolim Ricardo Assis Fonseca; Rogério Romero, gerente de Esportes do Minas; e Edmara Colombo, chefe do departamento de Ginástica Artística e Trampolim.

No encontro, que contou com vários atletas medalhistas das categorias de base da ginástica artística, foram discutidos assuntos como as provas disputadas pelas equipes minastenistas até outubro de 2015, as conquistas dos ginastas do Clube e a expectativa para o calendário de provas de 2016. Ricardo Assis Fonseca comemorou a oportunidade de poder mostrar os resultados dos jovens competidores. “Para nós, é uma satisfação muito grande poder mostrar nossos resultados, que, na ginástica, não são fáceis de conquistar. O nosso grupo de atletas brilhou, e o nosso corpo técnico pôde concentrar a nata do esporte. Nossas equipes estão em uma evolução muito grande”, comentou o diretor de Ginástica Artística e Trampolim.

Os recentes resultados alcançados pelos atletas da Sitran/Minas também foram comemorados pela comissão técnica. No Campeonato Brasileiro de ginástica artística Infantil, realizado no Minas Tênis Clube, entre os dias 3 e 6 de setembro, Camila Almeida ficou com o quarto lugar no individual geral. Na competição por equipes, as jovens ginastas da Sitran/Minas conquistaram o bronze. No individual por aparelhos, Júlia Gonçalves ficou com o bronze no salto; Letícia da Silva terminou em sexto lugar nas paralelas; e Camila Almeida conquistou bronze no solo e na trave. No masculino, categoria Sub-12, Gustavo Pereira ficou em quarto lugar no individual geral, e Lucas de Souza conquistou a prata no individual geral da categoria Sub-14. Também no Sub-14, Mateus da Silva ficou em quarto. Na competição por equipes, a Sitran/Minas foi a grande vencedora. No individual por aparelhos, Lucas Souza faturou a medalha de ouro no solo, nas argolas e nas paralelas, e bronze na barra (Sub-14); Gustavo Pereira foi ouro nas argolas, prata nas paralelas e bronze na barra (Sub-12); Mateus da Silva conquistou prata na barra e bronze no cavalo (Sub-14); e Diego Oliveira foi medalha de prata na prova do salto (Sub-12). Na última semana, no Campeonato Sul-americano, disputado na Argentina, Bernardo Actos foi vice-campeão no individual geral da categoria Juvenil. No individual por aparelhos, conquistou o ouro nas paralelas e nas argolas, o vice-campeonato no solo e o 3º lugar no salto. No masculino Infantil, Mateus Silva, ficou com o vice-campeonato nas barras. O técnico Antonio Lameira, comemorou os resultados conquistados pelos atletas da Sitran/Minas. “Fico muito satisfeito com o quadro técnico e os resultados gerais que tivemos em todas as categorias. Os resultados falam por si só, estamos no caminho certo. Os resultados estão vindo pelo empenho e dedicação de todos. Nós, por exemplo, viemos do sul-americano e tivemos grandes resultados”, disse o treinador.

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Francisco Azra, técnico da equipe masculina da base da Sitran/Minas, agradeceu ao apoio recebido. “É muito bom termos a tranquilidade e a segurança que o Minas nos dá para representar o Clube no cenário nacional e o Brasil no cenário internacional”.

O presidente do Minas Tênis Clube, Luiz Gustavo Lage, elogiou a comissão técnica e parabenizou a equipe minastenista. Para ele, a responsabilidade e disciplina que o esporte exige dos jovens atletas é muito importante. Uma coisa que eles vão levar para o resto da vida. “Eu estou muito feliz de receber vocês aqui. Agradeço, do fundo do meu coração, a dedicação e o comprometimento de vocês com o Minas Tênis Clube. Muito obrigado, vocês estão de parabéns”, disse o presidente.

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Mentiras mancham mais importante obra sobre atletas olímpicos brasileiros

Publicado em 01/10/15, aqui

Durante 15 anos, a jornalista Katia Rubio se dedicou a mapear todos os atletas brasileiros que já disputaram Jogos Olímpicos. O resultado está no recém-lançado livro “Atletas Olímpicos Brasileiros” (Sesi-SP, 646 páginas, R$ 120). Para chegar ao resultado, a professora da USP, uma das mais importantes pesquisadoras sobre o esporte no país, teve de driblar um obstáculo inesperado: pessoas, atletas ou não, que mentiam, diziam ter disputado uma edição dos Jogos sem que isso jamais tenha acontecido.

Um mês atrás, na edição 58 do podcast Esporte Final, Katia revelou que ela e sua equipe não conseguiram driblar um destes obstáculos, uma pessoa que nunca esteve numa Olimpíada mentiu e conseguiu aparecer no livro. Nesta terça-feira, revelou-se de quem se trata: Christiane Paquelet, diretora cultural do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e ex-nadadora do Fluminense, disse que competiu em Munique-1972. Jamais aconteceu.

Questionado sobre a situação, Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, disse que Christianeprecisa dar satisfações. “Entendemos [o comitê olímpico] que ela deve dar as explicações que entender que sejam cabíveis neste momento”, afirmou Nuzman ao blog “Bastidores F.C.”. Por envolver uma diretora do comitê, o caso é ainda mais grave. O advogado Alberto Murray Neto, figura importante do movimento olímpico brasileiro, pede a demissão de Paquelet.

Mas o caso da funcionária do COB aparentemente não foi isolado. O blog “Epichurus”, que tem a natação como tema principal, revelou mais um atleta que aparece no livro sem jamais ter disputado Jogos Olímpicos: José Claudio dos Santos, o Zequinha. O texto é assinado por Renato Cordani, que diz ser amigo do ex-nadador que disse a Katia e sua equipe que disputou o Pan-Americano de 1979, em San Juan, e a Olimpíada de Moscou, em 1980. “Meu conselho é que você [Zequinha] peça desculpas à Katia Rubio, tire seu nome do livro e siga a vida como eu, como um não-olímpico”, diz o autor do texto.

Nos comentários, dois grandes atletas da natação brasileira discordam sobre a polêmica. Rogério Romero, que disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos de 1988 a 2004, critica a autora. Para o ex-nadador, o fato “demonstra que a pesquisa não foi tão rigorosa assim, maculando a credibilidade do livro”. E completa: “Afinal, são apenas estes [erros] ou os primeiros a serem descobertos?”, questiona. Djan Madruga, bronze justamente em Moscou-1980, isenta a autora: “Trata-se de uma historiadora a quem o esporte brasileiro deve muito pelos grandes serviços acadêmicos prestados”.

Os episódios – e outras fraudes que a equipe que realizou o livro descobriu antes da publicação – mostram o que já disse Katia Rubio: o valor e a importância de ser um atleta olímpico. No podcast EF, ela relatou, sem dizer o nome, a história de um boxeador que tentou se fazer passar por outro, que havia ido aos Jogos.

É extremamente complexo um trabalho com esta quantidade de dados, envolvendo um período de quase um século, já que o Brasil estreou em Olimpíadas em 1920. E “Atletas Olímpicos Brasileiros” deverá ser uma referência para qualquer um que queira conhecer a trajetória do País no evento. Mas será preciso esperar que a segunda edição seja lançada, para que uma nova peneira seja passada pelo conteúdo e eventualmente outros personagens que mentiram sejam descobertos e retirados da obra.

Atualização: Christiane Paquelet não é mais diretora cultural do COB. Em nota, o Comitê Olímpico Brasileiro afirma que sua ex-funcionária admitiu ter mentido e que se desculpou com Katia Rubio.

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O orgulho do avô

Publicado em 28/09/15, aqui

Carlos Alberto Chitão, treinador da natação olímpica do Brasil em 1988, vive em Belo Horizonte. Aposentado das bordas, ainda dá aulas de natação em classes particulares, mas nada parecido com aquele treinador que levou Rogério Romero a sua primeira final olímpica nos Jogos de Seul.

Na semana passada, Chitão teve um momento de orgulho, agora como avô. O seu neto, Carlos Felipe Severo Chitão, de 23 anos, foi notícia ao encontrar dinheiro em um caixa eletrônico do Banco Banrisul em Porto Alegre onde vive. Carlos, o neto, deixou um recado por escrito afim de encontrar o dono da quantia esquecida no terminal. Sem sucesso no contato, retornou ao banco, e graças ao controle da agência foi possível encontrar a senhora que havia esquecido a quantia.

A quantia não era grande coisa, apenas 30 reais, mas a lição que o jovem Carlos Felipe nos deu foi enorme. Imagina a alegria do avô.

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Sydney 2000, a Seleção Brasieira 15 anos depois

Publicado em 23/09/2015, aqui

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Hoje, há exatos 15 anos, terminava a natação dos Jogos Olímpicos de Sydney 2000, o primeiro deste século.

O Brasil não conseguiu repetir o sucesso da Olimpíada anterior em Atlanta 1996, considerada a melhor da história de nossa natação com três medalhas e cinco finais. Em Sydney, foram apenas duas finais, mas coroada com uma performance de “ouro” para a medalha de bronze do revezamento 4×100 livre, última vez que o Brasil chegou a uma final olímpica em provas de revezamento.

Desde então, muita coisa mudou, outras nem tanto, e todos os doze nadadores que representaram o Brasil em Sydney já se aposentaram. Quem segue na ativa, e pelo que se diz, no seu último mandato, é o Presidente da CBDA, Coaracy Nunes, na época chefe da delegação de natação.

A comissão técnica tinha a chefia de Ricardo de Moura, hoje ocupando o cargo de diretor geral da CBDA e tinha três treinadores estrangeiros: Dennis Dale da Universidade de Minnesota, Joe Goecken treinador de Bolles e Michael Lohberg.

Dennis Dale era técnico de Alexandre Massura e se aposentou há dois anos. Joe Goecken era técnico de Carlos Jayme e Gustavo Borges no Bolles School em Jacskonville, na Flórida. Atualmente, Goecken trabalha num cargo administrativo da USA Swimming. Michael Lohberg, técnico alemão radicado nos Estados Unidos, era o técnico de Rogério Romero e Fabíola Molina. Lohberg faleceu em 2013 vítima de uma doença hepática.

Os outros três treinadores eram brasileiros. Luiz Raphael, na época treinador de Luiz Lima, segue no mesmo clube, o Fluminense onde é o treinador principal até hoje. Luiz Raphael chegou a se aposentar das bordas de piscina para se dedicar a sua própria academia, mas retornou, e segue a frente do Fluminense.

Sérgio Silva era o técnico de Edvaldo Valério, o homem que fechou o revezamento de bronze do Brasil. Serjão se aposentou das bordas como treinador há quase dez anos, mas segue ligado a natação baiana. Atualment está no seu terceiro mandato como Presidente da Federação Baiana de Desportos Aquáticos.

Reinaldo Dias era o treinador do Minas Tênis Clube em 2000. Depois esteve no Flamengo até se mudar para o Perú em 2005. Lá, dirigiu por anos o Clube de Regatas Lima. Atualmente, ocupa o cargo de diretor técnico da Federação Peruana de Natação.

No grupo de doze nadadores em Sydney, apenas uma mulher. Fabíola Molina que ficou em 24o lugar nos 100 costas e 36o nos 100 borboleta. Fabíola ainda esteve em mais duas Olimpíadas depois desta. Ficou de fora de Atenas em 2004, mas nadou em Beijing 2008 e Londres 2012. Se aposentou das piscinas em 2013, é uma empresária de sucesso a frente da sua linha de maiôs e sungas. Vai inclusive lançar a linha Rio 2016 em produtos licensiados pelo Comitê Rio 2016.

Dois anos depois de Sydney, Fabíola começou a namorar com o também nadador Diogo Yabe. Em 2006, os dois estavam casados e no ano passado tiveram a primeria filha, Louise Maria.

Filhos daquele grupo de 2000 já são quinze.  Fernando Scherer, Gustavo Borges, Rodrigo Castro, Alexandre Massura, Rogério Romero, André Cordeiro tem dois cada um, mais Luiz Lima, Fabíola e Edvaldo Valério com um.

Naquele grupo de 2000, apenas Gustavo Borges, Fernando Scherer e André Cordeiro já eram pais. Gustavo era casado com a também nadadora Barbara Franco Borges, Luis Gustavo havia nascido no ano anterior. Depois, eles ainda tiveram Gabriela. Os dois filhos são atletas do Pinheiros, clube onde Gustavo conseguiu os seus maiores resultados.

Gustavo Borges segue envolvido com a natação. Comanda a Metodologia Gustavo Borges, líder do mercado nacional e atuando em quase 200 academias e escolas de natação num sistema que planifica e organiza a aprendizagem do esporte. É dono de academias de natação e faz parte do Time de Ouro da Rede Globo que vai atuar nos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Gustavo não estava bem em 2000. Por conta disso, foi para a Olimpíada no sacrifício e resumiu sua participação aos 100 livre onde parou nas semifinais em 16o lugar e no revezamento onde foi o segundo a pular na água fazendo o melhor tempo da equipe.

Fernando Scherer já tinha uma filha, Isabella Scherer, gaúcha, hoje com 19 anos de idade. Depois de atuar no reality show A Fazenda, conheceu Sheila Mello. Casou e teve a segunda filha, Brenda. Xuxa foi o nadador que abriu o revezamento de bronze em Sydney. Fora isso, ainda nadou os 50 livre não passando das eliminatórias. Sua participação foi ameaça em todos os momentos. Uma torção no pé fez Xuxa sofrer e nadar no sacrifício na Olimpíada.

Ele ainda nadou até 2004 quando fez a sua terceira e última Olimpíada. Trabalha desde 2008 na Rede Record de Televisão onde é o comentarista de natação da emissora.

O terceiro pai da equipe olímpica de 2000, André Cordeiro foi para Sydney disputar a sua segunda Olimpíada. Depois de estar no revezamento 4×100 livre de Atlanta em 1996 que terminou em quarto lugar, nesta vez foi como nadador reserva e não competiu. Tinha uma filha, Bruna, na época com seis anos, e que depois viria a se tornar uma nadadora de destaque nas categorias inferiores do Corinthians.

André segue envolvido com natação. É um dos integrantes da comissão técnica do Minas Tênis Clube e já com passagens pela Seleção Brasileira Juvenil.

O time do Brasil ainda teve outro reserva que não nadou em Sydney. Foi César Quintaes Filho, este disputando sua única Olimpíada, sem nunca ter nadado uma prova. Cesinha, era o reserva para o 4×100 livre medalha de bronze. Esteve em outras formações anteriores, mas para Sydney, foi como o quinto nadador da prova.

Médico do SAMU, Dr. César Quintaes Filho hoje salva vidas e está casado desde o ano passado.

O revezamento de bronze ainda tinha Carlos Jayme e Edvaldo Valério. Jayme já estava nos Estados Unidos de onde nunca mais voltou. Se formou na Universidade da Flórida e atualmente é empresário em Nova Iorque. Lá casou com Catherine que está grávida do seu primeiro filho.

Edvaldo Valério nunca havia saído da Bahia até os Jogos de Sydney, porém após o bronze olímpico sofreu com a falta de patrocínio e apoio local. Esteve no Minas Tênis Clube em Belo Horizonte e no Grêmio Náutico União em Porto Alegre até se aposentar. Este ano teve o lançamento da sua biografia em Salvador. O livro “Edvaldo Bala Valério, Braçada da Esperança” traz um pouco de toda a carreira do nadador.

Atualmente, Valério comanda o Centro Aquático Edvaldo Valério, uma série de piscinas arrendadas na Bahia em turmas de aprendizagem e natação masters.

Quem está preparando uma biografia é Eduardo Fischer. O nadador de peito da Seleção de 2000, Fischer ficou em 31o lugar nos 100 peito. Foi sua primeira Olimpíada. Voltaria em Atenas 2004 quando chegou as semifinais da prova.

Casado desde 2010, Eduardo Fischer é advogado e proprietário de uma loja de suplementos em Joinville. Nunca fez uma despedida oficial, mas deixou os campeonatos nacionais desde 2012. Ainda aparece em algumas disputas regionais em Santa Catarina, sempre defendendo a sua amada Joinville. Talvez seja o nadador que mais Jogos Abertos de Santa Catarina disputou em toda a história.

O revezamento 4×200 livre de Sydney ficou em 13o lugar. Gustavo Borges optou por não nadar a prova. O time tinha Rodrigo Castro, Leonardo Costa, Edvaldo Valério e Luiz Lima.

Rodrigo Castro aos 21 anos de idade fazia a sua primeira das três Olimpíadas que disputou. Naquele ano de 2000 foi o ano que Rodrigo Castro entrou para a University Southern California onde se graduou em Economia. Se aposentou em 2012 e Rodriguinho talvez seja um dos poucos, senão o único, nadador de alto nível do Brasil que defendeu apenas um clube em sua carreira: o Minas Tênis Clube.

Há dois anos, Rodriguinho é o Vice Presidente da FAM – Federação Aquática Mineira e iniciou um empreendimento na área turística, é dono do Samba Hotéis.

Leonardo Costa fez em Sydney sua primeira e última Olimpíada. Era companheiro de Rodrigo Castro na USC nos Estados Unidos e ainda teve grandes resultados nos anos seguintes. Fora dos Jogos de Atenas em 2004 ensaiou uma aposentadoria, mas tentou voltar aos treinos. Acima do peso, acabou tomando um remédio para emagrecer e testou positivo. Era o fim da sua carreira.

Leo mora em João Pessoa. Voltou a natação, agora como técnico e mantém um programa de natação no mar. Foi insipirado pelo companheiro de equipe Luiz Lima.

Luiz fez em Sydney a sua segunda e última Olimpíada. Ainda tentou sem sucesso em 2004. Ficou em atividade e segue treinando. Participa das competições de águas abertas onde foi antes da nova geração o nosso melhor representante.

O nome de Luiz segue associado as águas abertas sendo o pioneiro de programas de treinamento exclusivos para a modalidade. Seu programa social “Natação no Mar” serviu de base e inspiração para muitos no país. Há seis anos criou o Gladiadores, o primeiro clube de natação focado nas águas abertas e que tem sede na praia de Copacabana.

Em Sydney, Luiz Lima ficou em 17o lugar nos 400 livre e 18o nos 1500. Foi a última vez que o Brasil teve um nadador na prova de 1500 livre em Jogos Olímpicos.

Casado com uma ex-nadadora, Milene Comini, é pai de Luiza, atleta da equipe Mirim do Marina Barra Clube.

Aliás, a irmã de Milene, Patricia, também ex-nadadora, casou com Rogério Romero, e tem duas filhas. O Piu fez em Sydney sua quarta Olimpíada. Voltaria em Atenas 2004 para fechar a quinta, recorde na história dos atletas olímpicos do Brasil.

Nestas cinco Olimpíadas, foram duas finais. O melhor resultado foi exatamente em Sydney, sétimo lugar com 2:00.48 nos 200 costas, a sua prova favorita. Piu ainda nadou os 100 costas terminando em 23o lugar.

Depois de atuar como integrante do Governo Estadual de Minas Gerais como Secretário de Esportes, Rogério Romero iniciou esta temporada como Gerente Geral Esportivo do Minas Tênis Clube.

Alexandre Massura Neto também atuou com Rogério Romero na Secretaria de Esportes e Turismo de Mina Gerais. Depois disso, Massura esteve trabalhando para a FIFA no projeto da Copa do Mundo no Brasil. Este ano, passou a atuar na Effect Sport no Rio de Janeiro.

Massura ainda treinava nos Estados Unidos em 2000, Era atleta da Universidade de Minnesotta, então recordista da universidade e um dos principais atletas da equipe no NCAA. Sydney foi sua segunda Olimpíada. Foi para Atlanta em 96 para nadar o revezamento 4×100 livre terminando em quarto lugar. Em Sydney, chegou as semifinais dos 100 costas, terminou em 13o lugar com 56.07.

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