Categoria Clipping

Vamos pegar uma carona nessa canoa

Publicado em 16/08/16, aqui

Nenhum outro esporte deve deixar um legado maior para Minas Gerais do que a canoagem de velocidade. Sede de treinamentos dos times do Brasil e da Grã-Bretanha, o Estado tem tudo para virar um polo de alto rendimento da modalidade. Casa de Isaquias Queiroz – o brasileiro favorito ao ouro olímpico hoje, na categoria C1 de 1.000 m –, Lagoa Santa foi o QG dos canoístas do país e seguirá emprestando suas águas, pelo menos, até o fim deste ano.

Ontem, no Rio de Janeiro, a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) confirmou o interesse na sequência do trabalho em terras mineiras. Inclusive, conversas já foram abertas com a prefeitura da cidade e com o Comitê Olímpico Brasileiro para renovar a parceria.

“Em Lagoa Santa, tivemos a tranquilidade, não tinha trânsito, a cidade era bastante calma. Qualquer coisa que precisava, a prefeitura ajudava, a Polícia Militar também. A gente treina dentro do quartel, que nos dá mais segurança para o nosso material. Depois dos Jogos Olímpicos, vamos entrar de férias e, depois, voltar para Lagoa Santa com certeza. Vamos continuar lá”, adiantou Isaquias, ontem, logo depois de vencer a bateria e garantir vaga na disputa por medalhas, hoje, às 9h.

Lagoa Santa foi escolhida como local de treinamento por causa das condições climáticas. A diferença é entre a água salgada, no caso do cartão-postal carioca, e a doce, no caso da paisagem mineira. “Lagoa Santa ajudou bastante por causa do vento e por causa do clima, que também era muito quente lá. Estávamos bem-adaptados para vir para cá”, explicou.

A canoagem de velocidade também é um dos esportes que podem deixar um legado para o Minas Tênis Clube. O Minas Náutico, na lagoa dos Ingleses, em Nova Lima, tem recebido investimentos e virou espaço para treinos dos ingleses antes de eles seguirem para o Rio.

“É uma cidade amável. Eu tive muitos bons treinos lá, com muito sol. É um bom lugar para performance de alto rendimento. Poderia ser mais usado pelos brasileiros”, destacou a canoísta Jess Walker, que não conseguiu a vaga na final do K1 de 200 m, ontem.

Gerente de esportes do Minas, Rogério Romero explica que o investimento no esporte depende da diretoria. “É um esporte que poderia vir a ter um investimento. É uma decisão que vem de uma diretriz. Se ele é um esporte que casa com a cultura do associado, será desenvolvido. Depois, vamos fazer um balanço dessas situações”, afirmou.

Lagoa Santa: a casa do Brasil

Desde o fim de 2014, a cidade de Lagoa Santa recebe os atletas da Confederação Brasileira de Canogem (CBCa) para os treinamentos da modalidade. Quando o treinador espanhol Jesus Morlán passou a trabalhar na equipe, em março de 2013, São Paulo havia sido a escolhida para receber os treinos do grupo. Ainda que os bons resultados tenham passado a aparecer com maior frequência, Morlán procurava uma cidade mais tranquila para a preparação dos brasileiros visando aos Jogos Olímpicos e aos Mundiais que antecediam as Olimpíadas. E foi isso que ele encontrou em Lagoa Santa. A equipe conta com uma lagoa de 6,3 km exclusiva para o treinamento, além de moradia e serviços como fisioterapia e ciências do esporte. “Pela condição do vento, características da lagoa e qualidade de vida na cidade, além de uma série de requisitos que avaliamos, como a proximidade do aeroporto de Confins, Lagoa Santa se tornou um centro muito interessante para a preparação da equipe brasileira”, comentou, à época, o superintendente geral do COB, Marcus Vinicius Freire.

Minas Náutico: sede dos britânicos

Há três anos, o Minas Tênis Clube e a British Olympic Association (Comitê Olímpico Britânico) assinaram um acordo, chamado de “protocolo de intenções”, que previa a utilização da estrutura do clube pelos atletas da Grã-Bretanha, visando à preparação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Entre as nove modalidades que optaram por se preparar em Belo Horizonte, a canoagem esteve inclusa e trouxe grandes atletas para a reta final da preparação no Minas Náutico, na lagoa dos Ingleses, em Nova Lima. Nomes como o campeão olímpico Edward Mckeever e os medalhistas de bronze Liam Heath e Jonathan Schofield, os três em Londres 2012, participaram de períodos de treinamento no clube. “Temos uma infraestrutura de Primeiro Mundo, de nível olímpico, dentro e fora da água”, comentou Schofield. Além da infraestrutura, outros fatores ainda colaboraram para a escolha dos britânicos. “Precisamos de um lugar perto dos Jogos. Aqui (Minas Náutico) é o local ideal para o treino. Você tem uma boa lagoa, com uma água limpa e muito boa. E são apenas 45 minutos de viagem de avião para o Rio de Janeiro”, avaliou Mckeever.

Raio X do menino prodígio do Brasil

Cinco curiosidades sobre Isaquias Queiroz, 22

1 – Infância dura, mas boa

Isaquias Queiroz tem cinco irmãos biológicos e quatro adotados. E eram eles que ficavam cuidando do garoto na pequena e humilde casa de três cômodos em Ubaitaba, interior da Bahia. A mãe, Dona Dilma, era servente na rodoviária da cidade baiana, mas nunca deixava faltar nada.

2 – Queimadura no corpo

Aos 3 anos de idade, Isaquias sentiu dores fortes na barriga. Sua “cuidadora”, que tinha poucos anos a mais, foi colocar água para fazer um chá. O menino esbarrou nela, e a panela virou, queimando grande parte de seu corpo. Após um mês internado, a mãe de Isaquias tentou tirá-lo do hospital e ouviu do médico que ele iria morrer em casa. Ela assinou um termo de responsabilidade e o levou de volta.

3 – Acidente e perda do rim

Isaquias colecionava torções nos braços e nas pernas enquanto ia crescendo. Com 10 anos, sofreu um acidente grave. Ao tentar subir em uma mangueira para ver uma cobra morta que estava pendurada em seu galho, ele se desequilibrou e caiu feio em cima de uma pedra, onde ficou desmaiado. Teve hemorragia interna e perdeu um de seus rins. Mas, de novo, o guerreiro se safou. Ah, claro, ele ganhou o apelido de “Sem Rim” e, por ter apenas um, até hoje precisa ingerir mais água que seus colegas.

4 – R$ 50 de patrocínio

Muito antes de se tornar bicampeão do mundo e um atleta olímpico, Isaquias precisou se dividir entre as competições de canoagem e o trabalho na feira de Ubaitaba. Para ajudar a mãe a sustentar os nove irmãos, transportava compras em um carrinho de mão às sextas-feiras e aos sábados. Ganhava R$ 1 ou R$ 2 pela ‘viagem’, quando já era campeão sul-americano. Ele só parou quando Jefferson Lacerda, pioneiro da canoagem, membro da primeira equipe olímpica do Brasil nessa modalidade em Barcelona 1992, se juntou a um colega para “patrocinar” Isaquias. O atleta, que pedia roupas emprestadas para poder competir, recebia R$ 50 mensais.

5 – Vaidoso e fã de arrocha

Geralmente, em sua folga, Isaquias sai de Lagoa Santa e volta a sua cidade natal, que, carinhosamente, chama de “Dubai City da Bahia”. Ubaitaba virou ponto de encontro dos amantes do arrocha, paixão de Isaquias, que gosta do cantor Binho Alves, seu conterrâneo, que canta arrocha romântico; ele também tem escutado muito Tinno Flow e Léo Santana.

Plano é se tornar referência

A cidade de Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte, quer se tornar referência para a canoagem de velocidade no Brasil. A pretensão do município é renovar o contrato para os treinos continuarem no ano que vem.

“Temos total interesse em continuar com a equipe brasileira aqui e investir cada vez mais nesse esporte. Vou fazer de tudo para que a equipe continue aqui por mais um ciclo olímpico”, afirmou o prefeito de Lagoa Santa, Fernando Pereira Gomes Neto (PSB).

“A ideia é, inclusive, fazer boas instalações para a equipe do Brasil aqui na cidade e estimular esse esporte olímpico em Lagoa Santa. Vamos criar escolas para incentivar as crianças e os jovens de Lagoa Santa e de cidades próximas a se inserirem na canoagem desde cedo e se tornarem também atletas brasileiros no futuro”, explicou o prefeito.

Segundo ele, como a cidade fica a apenas sete quilômetros do aeroporto de Confins, também na região metropolitana, há facilidade para os deslocamentos dos atletas para visitas familiares e viagens esportivas.

O prefeito ressalta ainda que um projeto de lei já está sendo escrito e será encaminhado, nos próximos dias, ao Legislativo para incluir a canoagem no plano de governo para o ano que vem. “Temos recursos suficientes para investir nesse esporte na cidade, e esse dinheiro vai ser muito pouco perto da visibilidade que vamos ganhar com a equipe brasileira treinando aqui e tendo o município como referência”, avalia. (Natália Oliveira)

 

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Entrevista Rogério Romero Bom Dia Minas

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As viagens olímpicas de Rogério Romero

Publicado em 08/08/16, aqui

Ele foi o primeiro nadador do mundo a participar de cinco edições de Jogos Olímpicos, o único brasileiro finalista em quatro e já começou a acertar suas previsões. Quando conversamos, no começo de julho, Rogério Romero cravou que Katinka Hosszú bateria recordes e conquistaria medalhas (assim mesmo, no plural) nessas Olimpíadas. No último sábado ela deu o primeiro passo para cumprir a profecia nos 400m medley. Agora é esperar para ver se as palavras de Rogério também dão sorte para os brasileiros. O ex-nadador (atual gerente de Esportes do Minas Tênis Clube) acredita que o nosso time pode levar duas medalhas na natação e ter o melhor resultado global do Brasil na Rio 2016.

Atlanta

Mas vamos falar de viagem, que é o que interessa? O esporte foi o ponto de partida de Rogério para conhecer o mundo.

Foi como atleta profissional que ele visitou a maior parte dos 40 países em que já esteve. Por isso mesmo, diz:

“Ás vezes eu fui, mas não conheci.”

A rotina pesada de treinos e competições quase não abria espaço para o turismo.

Ele saiu do Brasil pela primeira vez em 1987. Participou de uma competição em Maldonado, no Uruguai, de um campeonato universitário na Europa e foi treinar nos Estados Unidos, se preparando para a primeira Olimpíada.

Um ano depois, estava em Seul, na Coreia do Sul, numa época em que não existia internet e a globalização ainda não tinha acontecido. Foi lá que ele provou kiwi pela primeira vez e viu personalidades de pertinho.

Era mais difícil você conseguir informações sobre grandes atletas, então, eu assinava uma revista americana, mas chegava aqui com dois meses de delay.”

Rogério ficou emocionado ao se dar conta de que estava lado a lado com Matt Biondi (medalhista olímpico na natação em três Olimpíadas) e ainda encontrou Arnold Schwarzenegger, que fazia sucesso nas telas em O Predador. Nada disso tirou o foco da competição.

Você tem que estar lá no 110% naquele momento. […] Pra mim foi um sonho poder ver, curtir, todas as provas de natação e também participar de uma final olímpica.”

O ex-nadador pode não ter tido muito tempo para conhecer Seul, mas o Catraca Livre fez um post com cinco bons motivos para você ir à capital coreana. Já o Quanto Custa Viajar tem o cálculos dos valores que você vai gastar para passear por lá.

A segunda Olimpíada que Rogério disputou foi em 1992, em Barcelona. Para ele, um exemplo de Olimpíada perfeita e de bom legado dos Jogos numa cidade. O atleta tentou conhecer um pouco da capital catalã, mas o tempo livre foi curto. Em 2003, quando voltou para disputar outra competição, fez questão de tirar alguns momentos para o turismo.

Atletas de esportes muito populares não costumam ficar na Vila Olímpica para evitar o assédio. Apesar disso, às vezes, fazem visitas surpresas.  Na cidade espanhola Rogério perdeu a chance de estar com um dos times que mais admirava. A seleção americana de basquete foi à Vila. Ele até queria tietar o Dream Team, mas não estava no setor por onde eles passaram.

Se ele não encontrou com o time de basquete, pelo menos já esteve diante de um presidente americano. Em 96, em Atlanta, Rogério viu Bill Clinton.

O ex-nadador não quis eleger uma Olimpíada preferida, mas foi em 2000, em Sidney, que ele conquistou o melhor resultado.

Ficou em sétimo lugar geral na categoria nos 200m costas, depois de investir num longo treinamento, morando um tempo nos Estados Unidos.

Já em 2004, em Atenas, o clima era outro. Rogério se despedia das Olimpíadas e decidiu viver o momento de maneira relaxada, passeou bastante pela capital grega, se divertiu com o clima da Vila, aproveitou com alegria a despedida.

As histórias mais inusitadas das viagens do atleta não são de Olimpíadas. Nos Jogos, a concentração é total e o espaço para aventuras fica pequeno. Em outros torneios, há mais espaço para vivências além da esportiva.

Em 87, por exemplo, num campeonato universitário na Europa, ele resolveu adiar a volta ao Brasil e fez uma viagem de trem passando por seis países. Como o dinheiro era curto, comprava passagens noturnas e dormia nos trens.

Em Split, quando ainda existia a Iugoslávia, ele e outro nadador alugaram uma bicicleta para desbravar a cidade e acabaram numa praia de nudismo.

Em Roma a surpresa não foi boa. O técnico de Rogério teve a carteira furtada. A sensação de impotência bateu à porta.

Num campeonato na China a dieta foi à base de pizza e hambúrguer para evitar as comidas não identificadas que eram servidas.

Em Liechtenstein ele teve tempo para percorrer o país de carro, e, apesar de dizer que não viu nada muito interessante, adorou a experiência.

Boa parte desses casos é de uma época pré fotografia digital. Um tempo em que, para Rogério, era muito mais fácil para o atleta ser uma personalidade pública.

Se antes as coisas eram selecionadas naturalmente, hoje, dificilmente você seleciona. Você está sendo filmado, fotografado, ouvido, o tempo todo.”

Como dirigente esportivo, ele está sempre alertando os jovens sobre os cuidados necessários com as redes sociais e os perigos da superexposição e lembra que a imagem construída nas redes acaba moldando a visão sobre o esportista.

Ainda assim, o ex-nadador lembra que o atleta é um extrato da população, por isso, é uma ilusão esperar que todos sejam um exemplo de conduta.

Em relação à delegação brasileira de natação, ele diz que o fator casa é um diferencial e precisa ser aproveitado por quem está competindo. Para Rogério, a equipe está bem consistente e cita Ítalo Duarte, Etiene Medeiros e Thiago Pereira como alguns dos que podem ter os melhores resultados.

No quadro geral, ele diz que a seleção americana ainda é A seleção a ser batida. Atrás dela estão Austrália, Alemanha, Japão, Rússia e o próprio Brasil.

O menino de Londrina que conheceu o mundo pelas piscinas fez a gente mergulhar com ele nas viagens do esporte.

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Grandes participantes e boas palestras marcaram o Congresso de Ciência do Esporte e Legado Olímpico

Publicado em 10/06/2016, aqui

O Congresso de Ciência do Esporte e Legado Olímpico reuniu pesquisadores, palestrantes internacionais e autoridades, como o Secretário de Estado de Esportes, Carlos Henrique Alves, o reitor da UFMG, Jaime Ramírez, o diretor do Minas Tênis Clube, Carlos Antônio da Rocha e o Cônsul Geral do Reino Unido no Brasil, Jonatan Dunn.

O evento que aconteceu nos últimos dias 8 e 9 de junho, no CAD 1, tinha como objetivo intensificar contatos acadêmicos na área de Ciência do Esporte, através da participação de especialistas e pesquisadores da área.

PRIMEIRO DIA

As palestras do primeiro dia do Congresso abordaram temas variados. As sessões da manhã foram iniciadas por Bryan Clift, da University of Bath, que destacou diferentes formas de legado que uma Olimpíada traz para um país: legados esportivo, social, ambiental, urbano, econômico e político. Bryan apontou mudanças já ocorridas no Rio de Janeiro, como melhorias na qualidade do ar, transporte e segurança, preservação da floresta urbana e plantação de novas árvores.

O Diretor de Esporte de base e Alto rendimento do Ministério do Esporte, Guilherme Angelo Raso, apresentou diversos programas do Governo Federal de incentivo ao esporte, como “Atleta na Escola”, “Esporte na Escola”, “Segundo Tempo” e “Mais Educação”. Guilherme também destacou os Centros de iniciação esportivas (CIES), criados em todo o País, os investimentos a clubes formadores de atletas e o Bolsa Atleta. Rogério Romero, atual gerente de esportes do Minas Tênis Clube, contribuiu com uma apresentação do MTC, falando sobre sua estrutura e atual gestão.

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A contradição entre os patrocinadores de atletas e times olímpicos (como marcas de refrigerante e redes de fast-food) e o estilo de vida saudável que o evento deveria incentivar foi a chave do debate proposto por Joe Piggin, neozelandês da Loughborough University. Joe questionou como seria uma publicidade ideal para o incentivo da prática de esportes.

Ricardo Leyser, ministro do Esporte do governo Dilma Roussef, deu prosseguimento às discussões tratando da questão dos investimentos governamentais para os esportes olímpicos. A meta, para estes jogos, é que o Brasil fique entre os 10 primeiros países na classificação olímpica e entre os cinco primeiros no ranking paralímpico.

Finalizando o primeiro dia do Congresso, Sakis Pappous, professor de Ciências do Esporte da University of Kent (Inglaterra), abordou a necessidade em se ultrapassar os estereótipos na representação de atletas paralímpicos. Na mídia, segundo ele, é comum esportistas serem fotografados de forma a esconder o corpo deficiente, passivos – deixando a cena – ou apelando para o lado emocional.  Atualmente, Sakis está desenvolvendo um projeto de análise das coberturas dos Jogos Paralímpicos de 1992 a 2012, para o posterior desenvolvimento de um guia de mídia para jornalistas que transformem essa relação estereotipada.

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SEGUNDO DIA

Na manhã da última quinta-feira, 9 de junho, o Congresso contou com a realização de duas mesas redondas. A primeira delas, aberta com a palestra do professor da Anglia Ruskin University, Dan Gordon, trazia como tema central “Overtraining e Recuperação”. O “Overtraining” acontece quando é exigido muito do corpo do atleta sem que haja tempo para recuperação. No entanto, o processo é mais complexo, como explicou o professor e ex-atleta britânico. Para identificar o overtraining é necessária a análise de uma combinação dos fatores, como o hormonal, psicológico, biológico e sobre a performance do atleta.

O palestrante que apresentou a perspectiva profissional e prática dos estudos na área de Ciências do Esporte foi Roberto Chiari Quintão, graduado em Educação Física pela UFMG e atual fisiologista do Clube Atlético Mineiro. Roberto expôs os desafios para profissionais do futebol causados pelo overtraining e pela fadiga mental, principalmente no intenso calendário esportivo nacional. Além disso, o fisiologista apresentou uma série de dados comparativos realizados em duas temporadas, que demonstraram como o rendimento da equipe relaciona-se com o tempo de recuperação, a faixa etária, o tipo de treinamento e o nível de competitividade em cada partida.

Ainda nesta mesa, palestrou o professor da EEFFTO, Marco Túlio de Mello, referência mundial em pesquisas do sono e coordenador do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE), do Instituto do Sono, relatou a importância do sono para a potencialização e o desenvolvimento do rendimento do atleta. A ação de dormir também atua como um elemento essencial para a recuperação do profissional e para a prevenção de lesões.

A segunda mesa da manhã abordou a otimização do treinamento de resistência. Nela estiveram presentes Samuele Marcora, professor da University of Kent, Dr. Fábio Nakamura, professor da Universidade Estadual de Londrina e Eduardo Almeida, treinador da equipe de natação do Minas Tênis Clube.

Os palestrantes apresentaram as vertentes acadêmicas e práticas das Ciências do Esporte aplicadas ao treinamento de resistência,. O professor Samuele Marcora, da University of Kent, apresentou as especificidades do modelo fisiológico moderno, a relação da fadiga mental com a performance esportiva e métodos para potencializar o treinamento do atleta. Já o professor Fábio Nakamura questionou a indução do “overreaching” sob a lógica do treinamento, e em sua pesquisa, propõe a utilização de ferramentas para otimizar o treino do esportista, como o uso da variabilidade da frequência cardíaca. Eduardo Almeida encerrou a segunda mesa debatendo o uso profissional dos conhecimentos da área de Ciências do Esporte para o desenvolvimento do treinamento e dos atletas, através dos treinos específicos realizados pela equipe de natação do Minas Tênis Clube.

A tarde do dia 9 foi aberta com a mesa “O efeito do engajamento publico para Jogos Paralímpicos e Olímpicos em atividade física”. Luciano Sales, diretor do CTE, Lisa Hodgson, da University of Nottingham, e Dan Gordon apontaram o esporte como importante ferramenta de combate à obesidade em países em que ela é uma epidemia. Eles refletiram sobre o legado dos últimos jogos olímpicos para a prática de esportes das populações e apontaram que, a longo prazo, incentivos à saúde por meio de atividade física não estão sendo efetivados. O Comitê Olímpico Internacional estabelece que países, para se tornarem sedes dos Jogos, precisam comprovar sua capacidade de promover melhorias a cidades, cidadãos e comunidades por meio do evento.

Na mesa seguinte, “Exercício, Nutrição e Desempenho”, Javier Gonzáles, pesquisador da University of Bath, se apresentou brevemente por ligação no Skype e comentou sobre ingestão de carboidratos antes, durante e depois de atividades físicas. Já o ex-professor da EEFFTO, Emerson Silami, atual professor da UFMA, focou na abordagem da reposição hídrica na prática de esportes. Ele explicou que a reposição hídrica tem que estar em concordância com o gasto no treino, ou seja, a ingestão de bebidas deve ser mensurada. Por último, Felipe Shang, nutricionista do Centro de Treinamento Esportivo (CTE), falou sobre avaliação física de atletas de diferentes idades e em como ela se diferencia em função da faixa etária.

Em “Estratégias para a Prevenção de Lesões”, Lisa Hodgson apresentou estratégias para evitar lesões em competições e mostrou vídeos de atletas lesionados. Ela também explicou que a maioria dos órgãos gestores, como a FIFA, têm políticas para prevenção de lesões.

O diretor da EEFFTO, Sérgio Teixeira, em sua contribuição para a mesa, disse que fisioterapeutas não tratam de doenças, mas de indivíduos suscetíveis a elas. Sérgio criticou o modelo linear de observação do surgimento da lesão, no qual o fator de risco tem consequência direta no ferimento. O diretor disse que esse sistema busca repostas por meio de uma suposição equivocada e apontou a existência de outros fatores a serem considerados. Ao lado de Natalia Bittencourt, do Departamento de Integração das Ciências do Esporte do MTC, e outros pesquisadores, Sérgio realiza um estudo que propõe pensar num sistema complexo, onde fatores que levam à lesão são como uma teia. Natália ressaltou o papel do fisioterapeuta de prevenção e não apenas de caráter combativo.

Finalizando o Congresso, Luciano Sales participou da mesa “Treinamento para crianças e jovens”. Luciano apontou que o treinamento de crianças depende do nível maturacional e que elas perdem calor mais fácil que os adultos. Ele também disse que crianças não são menos treináveis, porém a intensidade do treino deve ser considerada. Segundo ele, crianças adoram vencer, mas não gostam da pressão para fazê-lo. Dan Gordon contribuiu com a mesa falando sobre as adaptações que devem ser feitas em treinos de crianças. Mauro Dinis, coordenador das categorias de base do MTC, fechou a palestra falando sobre treinos variados de acordo com as categorias (petizes, infantil, juvenil e juniores).

O evento foi finalizado com uma visita ao CTE na noite do dia 9.

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CREF6/MG é parceiro na realização de Conferência Internacional sobre Ciências do Esporte e Legado Olímpico

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“Temos a responsabilidade de discutir os valores que não são tangíveis neste Legado Olímpico”, disse o Reitor da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Jaime Arturo, em sua fala de abertura da Conferência Internacional sobre Ciências do Esporte e Legado Olímpico. Nos dias 8 e 9 de Junho, Estudantes, Professores, Pesquisadores, Atletas e Técnicos se reuniram para o Evento Científico realizado pela UFMG com o apoio do Conselho Regional de Educação Física da 6ª Região Minas Gerais – CREF6/MG, do Consulado Britânico, do Minas Tênis Clube e da Secretaria de Estado de Esportes.

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“Ser parceiro na realização de Eventos como este, que possui enorme grandeza e compromisso com o Esporte, é uma honra e, ao mesmo tempo, um dever do CREF6/MG”, declarou o Vice-Presidente do CREF6/MG, Adailton Eustáquio.

As discussões contaram com a participação de Pesquisadores de quatro Universidades Britânicas, além de outras Universidades brasileiras e técnicos de diferentes Equipes e Seleções. Todas as apresentações tiveram tradução simultânea.

O Secretário de Estado de Esportes de Minas Gerais e coordenador do Núcleo de Articulação Minas 2016, Carlos Henrique Alves da Silva cumprimentou o CREF6/MG pela parceria de longa data e apoio na realização da Conferência. “O Conselho tem sido um parceiro fundamental, ao somar-se aos outros órgãos na realização deste importante Evento Científico Internacional e divulgar junto aos Profissionais de Educação todo esse conhecimento”.

O objetivo da Conferência foi intensificar os contatos acadêmicos na área de Ciência do Esporte, Esportes Olímpicos e Paraolímpicos. O Evento também foi realizado em função da preparação dos Atletas Britânicos para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, que será realizada em Belo Horizonte, no Centro de Treinamento Esportivo – CTE da UFMG.

“O Conselho tem uma função importante de estar nas discussões e influenciar no direcionamento das conversas, pra onde podemos levar esse trabalho, identificar quais são as demandas de Minas na área da Educação Física e explorar as potenciais parcerias”, explicou o Cônsul Geral do Reino Unido em Belo Horizonte, Thomas Nemes.

O Minas Tênis Clube, parceiro na realização do Evento e parceiro do CREF6/MG em outras ações, classificou a Conferência como uma das ações previstas nos quatro pilares do Clube: “Cultura, Educação, Lazer e Esporte”. De acordo com o Gerente de Esportes do Clube, Rogério Romero, o Evento foi crucial para a formação profissional. “Aproveitar esses momentos para divulgar aos Profissionais de Educação Física a importância de estar sempre atualizado, de buscar esse conhecimento continuado. O Minas está sempre contando com o apoio do Conselho neste sentido”.

Relatório do evento

 

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Clube de MG quer manter tradição de formar medalhistas olímpicos

Publicado em 28/06/2016, aqui

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/edicoes/2016/06/28.html#!v/5124676

Faltam apenas 38 dias para a Olímpiada do Rio. E o Bom Dia Brasil está mostrando como os jogos movimentam todo o Brasil.

Em Belo Horizonte, um clube quer manter a tradição de formar medalhistas olímpicos. No coração de Belo Horizonte, um espaço dedicado ao lazer e ao esporte.

Ao lado da piscina do tradicional Minas Tênis Clube fica um prédio de nove andares. Um labirinto, com quadras, academias, escritórios, consultórios médicos, salas de fisioterapia e fisiologia. Um moderno centro de treinamento para a formação de atletas de alto rendimento em oito esportes olímpicos.

Dos mais novos aos profissionais que disputam os principais campeonatos de vôlei e basquete do Brasil na arena ara 3,2 mil pessoas.  Ao todo, 1,2 mil atletas encaram a rotina de treinos.

O Minas é mantido por patrocinadores, verbas da Lei de Incentivo ao Esporte e 70 mil sócios. E é administrado por ex-atletas formados pelo clube.

“Dentro dessa estrutura, você tendo pessoal que conhece o esporte, entende as necessidades, tanto técnicas quanto do atleta, eu entendo que isso colabora também, é um dos segredos do Minas”, explica Rogério Romero, ex-atleta e diretor do Minas Tênis Clube.

Oito atletas conquistaram medalhas olímpicas enquanto defendiam o Minas. Entre eles, a judoca Ketleyn Quadros, primeira brasileira a conquistar uma medalha em um esporte individual.

É do Minas uma das maiores surpresas da delegação brasileira: Ítalo Manzine, 24 anos. Tirou a vaga nos 50 metros nado livre de um colega de clube, o campeão olímpico e tricampeão mundial da prova, César Cielo.

“É uma das melhores estruturas do Brasil que o Minas Tênis Clube tem aqui hoje, eles conseguem nos dar suporte na preparação física, na piscina, mesmo, que tem blocos muito bons, trabalho psicológico, eles têm uma equipe médica muito boa, então é uma estrutura assim, uma das melhores do Brasil. na minha opinião, uma estrutura de ponta”, diz Ítalo Manzine.

O Minas tem outras três unidades na Região Metropolitana, estrutura que também está sendo usada pela Grã-Bretanha na preparação para os Jogos Olímpicos.Mais que um clube, uma tradição de desenvolver talentos que vão lutar pelo Brasil nos Jogos Olímpicos.

O Minas Tênis Clube tem, por enquanto, 13 atletas garantidos na Olimpíada do Rio e três modalidades: natação, judô e tênis.

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Revezamento de tocha marca final da Semana da Prevenção às Drogas

Publicado em 27/06/2016, aqui

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O Revezamento da Prevenção às Drogas, realizado no domingo, dia 26, marcou o encerramento da Semana de Prevenção ao Uso/ Abuso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas, que reuniu diversas ações voltadas para a mobilização e a sensibilização de vários segmentos da sociedade sobre o tema. A tocha, uma alusão aos Jogos Olímpicos, acesa na segunda, dia 20, esteve nas mãos de várias pessoas no trajeto entre a Avenida Bias Fortes e a Praça Raul Soares. A concentração foi na Praça da Liberdade.
O revezamento começou com Carlos Alberto Silva, técnico da Seleção Brasileira de futebol que conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988. Participaram na sequência o atleta de tênis de mesa Luiz Henrique Vilani, que disputou os Jogos Paralímpicos de 2008, e Ana Flávia, bonze no vôlei nas Olimpíadas de 1996, em Atlanta. “É importante conscientizar todos que as drogas não levam a lugar nenhum e que os jovens vejam no esporte uma saída saudável. Não sigam as drogas, sigam o esporte”, disse Ana Flávia. Participaram ainda Wander do Prado e Carluxo, acompanhados por crianças e adolescentes de escolas municipais, estaduais e da rede privada de ensino. Giovani, do vôlei paralímpico, e o nadador Rogério Romero levaram a chama até a Praça Raul Soares.

O encerramento foi concluído com o city manager dos Jogos Olímpicos Rio 2016 em Belo Horizonte, Renato Paes, que abriu simbolicamente as portas da cidade para receber os jogos. “Queremos mobilizar BH inteira para adotar uma postura de prevenção no cotidiano da cidade. Além disso, é mais barato prevenir do que remediar. A cada dólar gasto com prevenção, o governo deixa de gastar 10 dólares em tratamento e reinserção social”, afirmou Soraya Romina, presidente do Conselho Municipial de Políticas Sobre Drogas.

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Os nadadores olímpicos mais olímpicos da história

Publicado  em 08/06/2016, aqui

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Joanna Maranhão, Thiago Pereira e Kaio Márcio Almeida, os três juntos desde 2004 vão completar quatro participações olímpicas no Rio 2016. Na história da participação olímpica da natação brasileira, se igualam a outro gigante, Gustavo Borges, olímpico de 1992 a 2004.

Joanna se isola, passa a ser de forma solitária a nadadora mais olímpica do Brasil deixando Fabíola Molina (2000, 2008, 2012) e Piedade Coutinho (1936, 1948, 1952) para trás com três participações nos Jogos. Entre os homens, Rogério Romero (1988, 1992, 1996, 2000, 2004) com cinco Olimpíadas é nosso recordista.

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Therese Alshammar da Suécia nadou os 50 livre no Mare Nostrum de Canet para 24.75, abaixo do índice olímpico de 25.28, mas sua classificação ainda não foi oficializada pelo Comitê Olímpico da Suécia. Se confirmarem, Alshammar vai fazer história se igualando a dois outros nadadores com o maior número de participações olímpicas, seis Jogos.

Os nadadores são Derya Buyukuncu da Turquia e o sueco Lars Froelander, os dois completaram sua sexta Olimpíada nos Jogos de Londres em 2012. Froelander de forma bem mais destacada com três medalhas, um ouro nos 100 borboleta em Sydney 2000 e pratas no 4×200 livre em 1992 Barcelona e repetido em Atlanta 1996.

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Buyukuncu estreou junto com Froelander nos Jogos de 1992 em Barcelona. Tinha apenas 16 anos e nas suas seis participações olímpicas nunca passou das eliminatórias. O melhor resultado foi nos Jogos de 2000 em Sydney quando ficou em 17o lugar nos 100 costas, apenas dois centésimos lhe separaram daquela que seria sua primeira semifinal olímpica.

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Froelander, além das três medalhas ainda esteve em sete finais sendo duas em provas individuais e cinco em revezamento. Tanto Buyuncu e Froelander se despediram da natação competitiva em Londres. O turco Buyuncu com 36 anos ficou em 33o nos 200 costas com 2:01.68.Froelander aos 38 anos foi 20o nos 100 borboleta com 52.47.

Os dois, apenas os dois com seis Olimpíadas e Therese Alshammar, se confirmada, igualando. Porém, junto com Rogério Romero existem outros nove nadadores somando cinco participações olímpicas. Destes 10 nadadores, três obtiveram medalhas. A mais medalhada do grupo é a americana Dara Torres 12 medalhas, quatro de cada cor. Detalhe que Dara Torres foi olímpica aos 15 anos em 1984, e esteve nos Jogos de 1988 e 1992, mas ficou oito anos afastada do esporte voltando em 2000. Martina Moravcova foi duas vezes medalhista, duas medalhas de prata e Nina Zhivanevskaya também com duas medalhas, sendo que as duas foram de bronze.

Zhivanevskaya é do grupo a única que defendeu mais de um país. Nascida em Samara, na Rússia, estreou nos Jogos de 1992 em Barcelona nadando pelo Time Unificado. Na época, a União Soviética se desfez e a Rússia ainda não tinha o seu Comitê Olímpico formado com os atletas representando uma equipe que competia pela bandeira do Comitê Olímpico Internacional. Depois disso, foi as Olimpíadas de 1996 e 2000 pela Rússia, e as duas últimas em 2004 e 2008 pela Espanha por onde se naturalizou em 2001.

Lista dos nadadores com 5 Jogos Olímpicos:
Alison Sheppard, Grã-Bretanha, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004
Carl Probert, Fiji, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Dara Torres, Estados Unidos, 1984, 1988, 1992, 2000, 2004, 2008
María Peláez, Espanha, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Mark Foster, Grã-Bretanha, 1988, 1992, 1996, 2000, 2008
Martina Moravcová, Eslováquia, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Mette Jacobsen, Dinamarca, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004
Nina Zhivanevskaya, Rússia/Espanha, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Peter Mankoc, Eslovênia, 1996, 2000, 2004, 2008, 2012
Rogério Romero, Brasil, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004

Existem outros dois atletas que também acumulam cinco participações olímpicas, mas somando suas atuações na natação e no polo aquático. Um deles é brasileiro, João Gonçalves Filho, nadou nos Jogos de 1952 e 1956, e jogou polo aquático nas Olimpíadas de 1960, 1964 e 1968. O outro é o britânico Paul Radmilovic que nadou nos Jogos de 1908 e 1912, e jogou polo aquático nas Olimpíadas de 1908, 1912, 1920, 1924 e 1928.

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IX JORNADA CIENTÍFICA Presidente do Minas, Luiz Gustavo Lage, fala dos desafios após dois anos de sua gestão

Publicado em 25/01/2016, aqui

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Nesta segunda-feira, as Gerências de Esporte, Educação e Multidisciplinar de Apoio ao Esporte do Minas Tênis Clube deram início à nona edição da Jornada Científica, que tem como tema “Preparação integral do atleta olímpico: fase final”. As palestras são realizadas no Teatro Bradesco, na Unidade I.

A abertura do evento contou com a presença do presidente do Minas, Luiz Gustavo Lage; do superintendente do Clube, Marcos Jerry; além de diretores e gerentes. A IX Jornada Científica contará ainda com mesas redondas, palestras e workshops. O evento terá a presença de importantes profissionais da área. Nesta segunda-feira, os principais palestrantes foram Rogério Romero, gerente de Esportes do Minas, e Carlos Antonio da Rocha Azevedo, diretor adjunto de Natação e da Parceria MTC-BOA/BPA).

O presidente Luiz Gustavo Lage mandou o recado aos participantes do evento. “Temos grandes desafios e muitas expectativas em 2016. Não vamos aqui falar de crise, embora seja impossível esquecê-la. Que 2016 seja um ano ainda melhor para o Clube. Conto e preciso de todos. É um ano único, um ano olímpico, cheio de oportunidades. Quero, neste momento, agradecer a todos desse grande time. O Minas se resume a algumas palavras: valores, família, sonhos e pessoas. Todos são cobrados por resultados, inclusive eu. Sonhar é bom, mas realizar é muito mais importante”.

Realizada anualmente, a Jornada Científica  tornou-se um evento tradicional do calendário das áreas de Esporte, Educação e Multidisciplinar de Apoio ao Esporte do Minas, que visa capacitar os profissionais que atuam no desenvolvimento dos alunos e atletas, além de promover a troca de experiências entre os participantes.

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Veja a programação

Terça-feira – 26/1/2016

Manhã

Tema: Planejamento de treinamento
Local: Teatro Bradesco
– 8h – Credenciamento
– 8h30 às 9h30 – Planejamento de Treinamento Visando a Fase Final de Preparação do Atleta para Competição-Alvo – Steve Harris (British Canoeing – Paracanoe Program Manager / Team Leader)
– 9h30 às 9h45 – Coffee Break e exposição de pôsteres MTC
– 9h45 às 11h15 – Mesa redonda – Planejamento de Treinamento Visando a Fase Final de Preparação do Atleta para Competição-Alvo, com Scott Volkers (Técnico de Ponta da Natação), Prof. Ms. Pedro Valadão (Preparado Físico), Steve Harris (British Canoeing – Paracanoe Program Manager / Team Leader) e a coordenação da Profa. Ms. Caroline Wilke (Analista Técnico Científico)
– 11h15 – Encerramento

Tarde

Tema: Metodologia de treinamento
Local: Teatro Bradesco
– 14h – Credenciamento
– 14h30 às 15h30 – Métodos de Treinamento Técnico-Tático – Prof. Ms. Ricardo Leão (Técnico da Equipe Profissional do Guarani Esporte Clube)
– 15h30 às 15h45 – Coffee Break e exposição de pôsteres MTC
– 15h45 às 17h15 – Mesa redonda – Treinamento Técnico-Tático, com Nery Tambeiro (Técnico de Ponta do Vôlei Masculino), Alfredo Dornelles (Técnico Principal do Judô), Francisco Azra Teixeira (Técnico de Base da Ginástica Artística Masculina), Prof. Ms. Ricardo Leão (Técnico da Equipe Profissional do Guarani Esporte Clube) e a coordenação do Prof. Ms. Cláudio Olívio (Chefe de Departamento de Integração das Ciências do Esporte)
– 17h15 – Encerramento

Quarta-feira – 27/1/2016

Manhã

Tema: Monitoramento de treinamento
Local: Teatro Bradesco
– 8h – Credenciamento
– 8h30 às 9h30 – Preparação Final do Atleta Olímpico: Monitoramento e Otimização da Recuperação do Atleta – Prof. Dr. Rob Duffield (University of Technology Sydney)
– 9h30 às 9h45 – Coffee Break e exposição de pôsteres MTC
– 9h45 às 11h15 – Mesa redonda – Monitoramento do Treinamento, com Paulo Coco (Técnico de Ponta do Vôlei Feminino), Prof. Ms. José Ricardo (Chefe de Departamento de Preparação Física), Prof. Dr. Rob Duffield (University of Technology Sydney) e a coordenação do Prof. Esp. Sergio Falci (Analista Técnico Científico)
– 11h15 – Encerramento

Tarde

Tema: Psicologia do Esporte
Local: Teatro Bradesco
– 14h – Credenciamento
– 14h30 às 14h50 – Apresentação das Diretrizes da Psicologia do Esporte, com a Dra. Regina Capanema (Coordenadora da Psicologia do Esporte)
– 14h50 às 15h35 – Estresse do Treinador, com a Profa. Ms. Marisa Santiago (Psicóloga do Esporte)
– 15h35 às 15h50 – Coffee Break e exposição de pôsteres MTC
– 15h50 às 16h35 – Preparação Psicológica de Atletas Olímpicos Brasileiros, com o Prof. Dr. Franco Noce (Psicólogo do Esporte – CTE/UFMG)
– 16h35 às 17h15 – Discussão, com a coordenação da Dra. Regina Capanema (Coordenadora da Psicologia do Esporte)
– 17h15 – Encerramento

Quinta-feira – 28/1/2016

Manhã

Tema: Gerência de Educação
Local: Salão de Festas CF6
– 8h30 – Credenciamento
– 9h às 10h – Apresentação da Lei do Bullying (Lei nº 13.185), com Estagiários do Programa do Acompanhamento Escolar
– 10h às 10h15 – Coffee Break
– 10h15 às 11h45 – Dinâmica em Grupo para Discussão e Apresentação de Casos, com Suporte e Discussão da Assessoria Jurídica e Coordenação da Psicologia do Esporte e do Prof. Ms. Cláudio Olívio (Chefe de Departamento de Integração das Ciências do Esporte)
– 11h45 – Encerramento

Tarde

Planejamento interno

Sexta-feira – 29/1/2016

Manhã

Tema: Matriz
Local: Salão de Festas CF6
– 8h – Credenciamento
– 8h30 às 9h – Palavra do Presidente
– 9h às 9h30 – Apresentação da Matriz de Desempenho Esportivo do MTC e do “Boletim”, com Fábio Cânfora (Gerente Multidisciplinar de Apoio ao Esporte)
– 9h30 às 10h – Apresentação da RD e Proposta da NA, com Rogério Romero (Gerente de Esportes)
– 10h às 10h15 – Coffee Break
– 10h15 às 11h45 – Dinâmica em Grupo para Definição dos Processos da Matriz, com coordenação do Prof. Esp. Daniel Freitas (Analista Técnico Científico)
– 11h45 – Encerramento

Tarde

Planejamento interno

Sábado – 30/1/2016

Manhã

Tema:
Departamento de academia
Local: Sala Multimeios
– 8h30 – Credenciamento
– 9h às 9h30 – Abertura, com Márcia Reis (Gerente de Educaçã)
– 9h30 às 10h30 – Estratégias para Retenção de Clientes, com Gilva Silva (Presidente da International Coach Federation – ICF – Capítulo Minas)
– 10h30 às 10h45 – Coffee Break
– 10h45 às 11h30 – Discussão, com a coordenação da Profa. Esp. Maria Lúcia Avelino (Chefe de Departamento da Academia do Minas)
– 11h30 – Encerramento

Tarde

Local: Sala Multimeios
– 14h – Credenciamento
– 14h30 às 16h – Elaboração de Programa, Condicionamento Físico e Saúde x Estética Corporal, com Eduardo aspareto Haddad (Membro da IFBB Academy) e a coordenação da Profa. Esp. Fernanda Queiroz (Coordenadora Atividades Coletivas)

Local: Sala de Pilates – Academia Minas I
– 14h – Credenciamento
– 14h30 às 16h – Aplicação Prática dos Princípios do Pilates, com Ana Paula Braga e a coordenação da Profa. Ms. Cristiane Melo (Coordenadora do Curso de Pilates)
– 16h – Encerramento

 

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Encontro com o presidente

Publicado em 07/10/15, aqui

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Nesta quarta-feira (7/10), o presidente do Minas Tênis Clube, Luiz Gustavo Lage, recebeu atletas e técnicos da Ginástica Artística, no Minas I. Participaram também do encontro o diretor de Ginástica Artística e Trampolim Ricardo Assis Fonseca; Rogério Romero, gerente de Esportes do Minas; e Edmara Colombo, chefe do departamento de Ginástica Artística e Trampolim.

No encontro, que contou com vários atletas medalhistas das categorias de base da ginástica artística, foram discutidos assuntos como as provas disputadas pelas equipes minastenistas até outubro de 2015, as conquistas dos ginastas do Clube e a expectativa para o calendário de provas de 2016. Ricardo Assis Fonseca comemorou a oportunidade de poder mostrar os resultados dos jovens competidores. “Para nós, é uma satisfação muito grande poder mostrar nossos resultados, que, na ginástica, não são fáceis de conquistar. O nosso grupo de atletas brilhou, e o nosso corpo técnico pôde concentrar a nata do esporte. Nossas equipes estão em uma evolução muito grande”, comentou o diretor de Ginástica Artística e Trampolim.

Os recentes resultados alcançados pelos atletas da Sitran/Minas também foram comemorados pela comissão técnica. No Campeonato Brasileiro de ginástica artística Infantil, realizado no Minas Tênis Clube, entre os dias 3 e 6 de setembro, Camila Almeida ficou com o quarto lugar no individual geral. Na competição por equipes, as jovens ginastas da Sitran/Minas conquistaram o bronze. No individual por aparelhos, Júlia Gonçalves ficou com o bronze no salto; Letícia da Silva terminou em sexto lugar nas paralelas; e Camila Almeida conquistou bronze no solo e na trave. No masculino, categoria Sub-12, Gustavo Pereira ficou em quarto lugar no individual geral, e Lucas de Souza conquistou a prata no individual geral da categoria Sub-14. Também no Sub-14, Mateus da Silva ficou em quarto. Na competição por equipes, a Sitran/Minas foi a grande vencedora. No individual por aparelhos, Lucas Souza faturou a medalha de ouro no solo, nas argolas e nas paralelas, e bronze na barra (Sub-14); Gustavo Pereira foi ouro nas argolas, prata nas paralelas e bronze na barra (Sub-12); Mateus da Silva conquistou prata na barra e bronze no cavalo (Sub-14); e Diego Oliveira foi medalha de prata na prova do salto (Sub-12). Na última semana, no Campeonato Sul-americano, disputado na Argentina, Bernardo Actos foi vice-campeão no individual geral da categoria Juvenil. No individual por aparelhos, conquistou o ouro nas paralelas e nas argolas, o vice-campeonato no solo e o 3º lugar no salto. No masculino Infantil, Mateus Silva, ficou com o vice-campeonato nas barras. O técnico Antonio Lameira, comemorou os resultados conquistados pelos atletas da Sitran/Minas. “Fico muito satisfeito com o quadro técnico e os resultados gerais que tivemos em todas as categorias. Os resultados falam por si só, estamos no caminho certo. Os resultados estão vindo pelo empenho e dedicação de todos. Nós, por exemplo, viemos do sul-americano e tivemos grandes resultados”, disse o treinador.

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Francisco Azra, técnico da equipe masculina da base da Sitran/Minas, agradeceu ao apoio recebido. “É muito bom termos a tranquilidade e a segurança que o Minas nos dá para representar o Clube no cenário nacional e o Brasil no cenário internacional”.

O presidente do Minas Tênis Clube, Luiz Gustavo Lage, elogiou a comissão técnica e parabenizou a equipe minastenista. Para ele, a responsabilidade e disciplina que o esporte exige dos jovens atletas é muito importante. Uma coisa que eles vão levar para o resto da vida. “Eu estou muito feliz de receber vocês aqui. Agradeço, do fundo do meu coração, a dedicação e o comprometimento de vocês com o Minas Tênis Clube. Muito obrigado, vocês estão de parabéns”, disse o presidente.

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