Categoria marketing esportivo

Marketing de Emboscada

Como estamos em 2015?

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Bem, dentro das minhas (poucas) resoluções está ler um pouco mais neste ano. Até o momento estou conseguindo manter um bom ritmo, mas a estratégia é esta mesmo, aproveitar esta época e até algumas viagens comerciais, quando consigo ter um tempo mais tranquilo e pegar algum livro. Espero que o ritmo não caia muito ao longo do ano. E vou tentar, na medida do possível, fazer uma pequena ligação entre a leitura e o mundo da natação.

Vou começar por um fácil. Afinal, Marketing de Emboscada, do Dr Leonardo Andreotti Paulo de Oliveira, tem um episódio da natação – e dos antigos. Entre diversas citações e exemplos, o livro menciona que em Munique-72, o super astro Mark Spitz competiu, como todos os demais americanos, com a Speedo. Mas seu sucesso inédito nas piscinas acabou fazendo com que sua patrocinadora Arena (uma subsidiária da Adidas, que também tem muita história boa…) fizesse algumas fotos com Spitz, inclusive com as 7 medalhas de ouro recém conquistadas.

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Não, peraí, este era ícone dos anos 80, Magnum.

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Spitz, o melhor de todos os tempos (pré-Phelps).

 

No final, levou milhares de nadadores e fãs a acreditarem que este era o traje que vestiu o atleta mais completo da época. E você pensou que o ambush marketing nasceu com as loiras da Heineken, não?

 

 

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O poder das homenagens II – Troféu Best Swimming

O Troféu Best Swimming 2013 está aí. Fui convidado para fazer parte do Painel de Especialistas e auxiliar na difícil tarefa de escolher os melhores da natação em 2013. Grande iniciativa do Coach Alex, mas será que a Confederação e as Federações estaduais não poderiam fazer algo parecido?

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Homenagem do Minas para a campeã mundial.

Sim, tivemos recentemente o tradicional Prêmio Brasil Olímpico, este ano em São Paulo e aparentemente mais rápido que a versão carioca, mas ali apenas um nadador ou nadadora é indicado. Aliás, para terminar bem o ano, Cesar Cielo e Poliana Okimoto disputaram o título de melhor de 2013, sendo que nossa multi-medalhista das maratonas aquáticas venceu!

Mas, voltando à provocação e sabendo das dificuldades deste tipo de cerimônia (troféus e/ou placas, eventualmente transporte e hospedagem), mesmo que simples, este reconhecimento tem um grande impacto sobre o atleta e também naqueles que o cercam. Se alguém do interior leva o título, digamos, de melhor Infantil, isso repercute não apenas no clube onde este menino treina, mas também na sua cidade e região.

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Além de tudo, ajuda a divulgar os parceiros.

Ele acaba virando referência, assim como seu técnico. Aí temos duas situações: eles aguentam e progridem juntos ou acabam tomando rumos distintos. Faz parte.

Os críticos de plantão não vão gostar, mas acho bacana a iniciativa do Coaracy Nunes Filho, presidente da CBDA, de pré-convocar nadadores iniciantes para olimpíadas futuras. É marketing? Sim, mas e aí? Quantos pais orgulhosos exibem o pomposo diploma? Ouro de tolo, alguns poderão dizer. Pois é uma iniciativa que vem de anos (alguém sabe quando começou?) e está até hoje porque tem respaldo.

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A melhor revista cita os melhores de 2013.

Além das óbvias premiações para as melhores performances e técnicos, como a da Swimming World, temos outras nem tão comuns assim, mas que valem como uma retrospectiva, como estas da SwimVortex. O importante é deixar a natação na pauta!

 

 

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Inovação na natação?

No mundo corporativo, existem aquelas empresas que focam em negócios e públicos específicos, se especializam para pode atender melhor seus clientes.

A FINA vem tentado inovar nos últimos anos. Impulsionada pelo COI, que criou as Olimpíadas da Juventude com algumas provas não convencionais, a Federação internacional de Natação começou a experimentar em seu calendário o revezamento misto. Com isso, marcas mundiais começaram a ser estabelecidas e quebradas em uma velocidade incrível.

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Revezamento misto: assim vai?

A prova tem suas vantagens – vamos voltar ao corporativo – competitivas. Primeiro, ao contrário de um revezamento 4×100 medley onde obviamente o melhor de cada estilo é automaticamente convocado, num 4×50 medley a soma dos tempos das nadadoras com a dos nadadores é apenas um dos fatores na estratégia. Além disso, a provável alternância de liderança também é desejável em qualquer disputa esportiva. Em tese, os melhores vão continuar ganhando, mas a chance de errar na ordem do revezamento é maior aqui, pois os técnicos ainda não atingiram a maturidade nesta prova.

Então acerta a FINA? Segundo o holandês voador, Pieter vd Hoogenband, não. O campeão olímpico fez duras críticas ao dizer que enviou algumas contribuições para a entidade máxima da natação, mas não teve qualquer retorno (especificamente sobre este assunto, voltarei a falar mais tarde). Uma delas era justamente enxugar a programação. Quem sabe assim, mais dinâmico e apropriado para a – principalmente – televisão, não ajudasse a popularizar ainda mais o esporte?

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Popov e Hoogenband: podem ajudar a natação fora das piscinas também.

Quem está certo? Só o tempo dirá. Mas o mais importante é que o debate está aberto, as propostas estão sendo colocadas em prática e existem pessoas dispostas a colaborar.

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O Dinheiro e a Natação 2

Esqueci do Exército! Sim, além dos apoios já citados anteriormente, temos o Exército Brasileiro, que desde o Mundial Militar de 2011, tem em seus quadros vários atletas ligados à entidade – e recebendo o soldo, claro.

Mas não é só no Brasil que o dinheiro rola – também as brigas entre dirigentes e atletas. Na Itália, a Federação divulgou que pagou 750 mil euros para Federica Pellegrini de 2006 a 2012, 147 mil apenas pelos resultados do Mundial de Roma 2009. Os valores vieram à tona diante da crítica realizada pela nadadora pelo Twitter, dizendo que havia recebido apenas 3 mil euros pelos seus dois ouros e três recordes mundiais no campeonato em solo italiano. a discussão continuou com outros depoimentos das partes.

Enquanto isso na África do Sul… O campeão mundial Cameron van der Burgh acredita que os resultados do Mundial, quando saíram com 5 medalhas, sendo 3 ouros, possa ajudar a natação sul-africana a buscar um patrocinador privado e dar mais condições aos atletas.

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Fede: polêmica italiana

 

 

 

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O Dinheiro e a Natação

Frequentemente ouvimos ou lemos a falta de apoio para os nadadores brasileiros, com a grande maioria fazendo um paralelo com os Estados Unidos, onde o esquema escola x esporte funciona. Em tese.

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Quem nunca quis ser o Tio Patinhas e nadar em dinheiro?

Mas hoje vamos ficar apenas no dinheiro, patrocínios, apoios. Arrisco dizer que um nadador de elite hoje no Brasil deve ser um dos mais bem remunerados do mercado (aquático, claro). O custo-benefício (medalha x $) aqui é muito maior que a potência americana e de grande parte dos países europeus. E pode até ter melhorado nestes últimos anos por conta do fator sede olímpica.

Não tenho dados para comprovar isso (algum jornalista poderia ajudar), mas existem alguns indícios neste sentido:

  1. Porque atletas europeus e americanos vem frequentemente competir por clubes brasileiros?
  2. Nadador que quiser participar do campeonato universitário americano não pode ter patrocínios (explícitos).
  3. Os EUA tem tantos medalhistas olímpicos, que estes atletas acabam caindo numa vala não tão rara quanto no Brasil.
  4. Porque nadadores consagrados como James Magnussen e Chad le Clos, em vez de voltarem com seus ouros para casa, descansarem das piscinas enquanto capitalizam em propagandas em cima dos seus feitos, preferem ir para uma etapa da Copa do Mundo?
  5. Qual a razão da húngara Katinka Hosszu nadar tantas provas no circuito Copa do Mundo?

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A resposta para as perguntas é: dinheiro. Pode ter até outra razão (como vir nadar no Rio, por exemplo), mas as bonificaçõe$ chamam estes atletas, muito profissionais. Não que os brasileiros não precisem de grana (se eles voltaram depois do Mundial, foi também para competir no Finkel pelos seus clubes – que lhes garante um salário no final do mês), mas acredito que somados: patrocínios + propagandas + clube + bolsa atleta + COB + CBDA + Ministério + Secretaria estadual + Prefeitura +… dão uma vantagem para nossos atletas.

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Não, Phelps não ganha 20 milhões em um ano…

E a premiação da natação está começando a chegar próximo do seu “primo” atletismo (ao menos no Mundial). Os valores de 60 mil para o Mundial de Atletismo que começa amanhã em Moscou vale 60 mil dólares, enquanto Barcelona 39 mil (não me pergunte porque não 40) para cada um dos seus vencedores.

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Cielo já levou uma dourada

Antes mesmo de entrar para as disputas que iniciam amanhã em Barcelona, o recordista mundial Cesar Cielo já levou uma laranja, no caso uma máquina. Ela atende pelo nome de TT.

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Velozes e furiosos.

A Audi deu o carro ao atleta-embaixador da marca como parte da comemoração dos 15 anos do modelo no Brasil.

Ele ainda fechou recentemente patrocínio com outra marca alemã, a Adidas, que vai até 2016. Assim ele se junta a Kaio Márcio e Bruno Fratus nas campanhas promocionais.

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Cielo saindo (ou tentando) de um treino em Barcelona. As 3 listras estão lá, perceberam? (FB)

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Austrália: medalha dá dinheiro; remédio tira medalha

Embora o favorito para levar os 100m livre, James Magnussen, diga que a premiação por medalha olímpica  não é sua percepção de sucesso em Londres, admite que, se a Austrália quiser voltar para o topo da natação mundial, esta é uma boa iniciativa.

O ouro vale 35 mil dólares australianos, pouco mais de 70 mil reais. No Brasil, vale 100 mil.

Mas a decisão controversa veio do Comitê Olímpico Australiano, ao banir o remédio de dormir Stilnox, após o bi-campeão olímpico Grant Hackett anunciar que era viciado na substância.

Nadadores e outros atletas ficaram revoltados, afinal o mega-campeão Michael Phelps faz uso da substância e uma noite bem dormida faz grande diferença nos Jogos Olímpicos!

O Comitê se defende, dizendo que a prioridade é a saúde de seus atletas.

Leisel Jones na sua quarta olimpíada: grana, sim; sono garantido, não. (crédito: Gregg Porteous)


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

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