Categoria Natação

Ex-Nadador Rogério Romero visita Secretaria de Esportes e Lazer de Itaúna

 

 

rogerio-300x300

Publicado em 27/01/15, aqui

Encontro teve como objetivo avaliar a implantação de projetos de natação em Itaúna

Na manhã desta terça-feira, 27/01, o Ex-Nadador Rogério Romero esteve em Itaúna para uma reunião com o Secretário de Esportes e Lazer, Faiçal Chequer Filho, e com o Diretor de Esportes, Pedro Almeida. O encontro serviu para apresentar e avaliar a viabilidade de implantação de um projeto de natação no município, tendo em vista a estrutura esportiva de destaque no cenário estadual, uma vez que a cidade conta com cinco Praças de Esportes em atividade.

 

Leia o texto completo

Quebrando barreiras

Sem dúvidas, hoje foi um dia muito especial para a natação brasileira. Ouvir o hino nacional por 3 vezes em uma mesma tarde durante as cerimônias de um campeonato mundial, definitivamente é para comemorar, tanto que até o JN mencionou o feito. Digo mencionou porque uma vaga para as quartas daquele esporte que é o mais discutido neste país teria mais espaço, com reportagem ao vivo nos caríssimos links diretos.

No portal UOL, pouco mais de 6 horas da façanha, não havia mais nenhuma chamada sobre as medalhas brasileiras em Doha, Qatar. As manchetes “esportivas” iam de: Federer vai se mudar para uma nova casa até Dirigente tenta vender nome do Itaquerão.

1522896_951330521562738_6290699819404656608_o

Quarteto fantástico II. (Crédito Satiro Sodré/SSPRESS)

Felipe Lima (3 ouros), Nicholas dos Santos (2 ouros), Cesar Cielo, Guilherme Guido, Etiene Medeiros (quase outro recorde mundial!!) e Larissa Oliveira tem sim que comemorar.

Agora… pessoalmente o que mais me impressionou foram os resultados de ontem pela espanhola Mireia Belmonte. Além de derreter a Dama de Ferro, a húngara Katinka Hosszu, foi a primeira a abaixar das barreiras de 4m20s nos 400m medley e dos 2m nos 200 borboleta. Animal!

Impressionante estes tempos. Fico imaginando daqui a dois anos no Rio de Janeiro…

1417653797_extras_mosaico_noticia_1_g_0

Enquanto isso, no país que teve as Olimpíadas há 22 anos…

 

Leia o texto completo

Thorpe: será que ele é? É, e dai?

Um dos nadadores mais badalados na sua época, o australiano Ian Thorpe, assim como outros compatriotas, teve problemas de adaptação fora das piscinas. Depressão, remédios, bebidas culminaram com uma tentativa mal sucedida de retorno ao seu ambiente de conforto e ao episódio de ser encontrado vagando sem rumo nas ruas. Triste, para quem tem tantas glórias no esporte, ser lembrado agora mais por estes motivos.

thorpe_wideweb__430x277

Narigudo, eu?

Semana passada, ele finalmente assumiu sua homossexualidade em público. Após anos negando, inclusive em sua autobiografia, confirmou a suspeita da comunidade aquática e da imprensa mundial. Sugeriu que isto contribuiu para seus problemas pessoais após aposentar. Acredito que sim, mas a falta de reconhecimento a que estava acostumado pode ter afetado também.

Independente disso, seus resultados continuarão sendo lembrados. Apenas, como ele mesmo admitiu, sua reputação sai manchada. Afinal, com seu sucesso, veio a responsabilidade de servir de modelo – principalmente para os mais jovens. Além dos problemas já mencionados, mentir por tanto tempo certamente não é algo que deva ser repassado às novas gerações.

O medo de não ser compreendido quando ainda jovem, até faz algum sentido. Temer piadas, por exemplo, nem tanto. Não penso em preconceito quando ouço algo sobre alguém de nariz grande, careca ou de voz fina. São características pessoais.

Por fim, rumores dizem que Thorpe ganhou uma bolada por esta entrevista exclusiva no Canal que – coincidentemente, claro – vai comentar os Jogos da Comunidade Britânica que iniciam na próxima semana.

Leia o texto completo

Você Esporte Clube – Entrevista Rogério Romero – Bl. 2 – 28/06/14

 

Leia o texto completo

Natação em alta

Recentemente Missy Franklin apareceu entre os 10 atletas com maior potencial de retorno a patrocinadores (leia mais no Blog do Coach). Não entendo a metodologia, uma vez que a multi-campeã oferece com sua simpatia ímpar – e sorriso idem – realmente uma boa imagem para praticamente qualquer segmento. No entanto, ela optou por abrir mão dos contratos milionários para poder participar da experiência de ser uma nadadora universitária. Segundo o regulamento do NCAA, ela não pode ter nenhum patrocinador, sob pena de perder sua elegibilidade, ou seja, não competir nem treinar pela equipe da universidade da Califórnia.

malaysia_laureus_awards_yus04

Missy: poderosa, toda poderosa.

Na sua programação, deve perder milhões por mais um ano,  quando vai se dedicar exclusivamente para o Rio – as olimpíadas. Após esta pesquisa, ela terá uma ideia melhor dos milhões que está sacrificando em torno de uma carreira esportiva universitária.

Leia no Blog Esporte Fino porque ela foi considerada a melhor atleta de 2013.

Além dela, os nadadores aparecem no topo de outra pesquisa. Um site de relacionamento virtual (namoro) considerando o corpo de esportistas, o dos nadadores sobressaiu. Eles estão atrás dos jogadores de futebol e, no imaginário feminino, são os surfistas quem tem os melhores corpos.

Jesus-Casanova2

Casanova: medalhas na piscina, troféus fora.

Mais, o nadador Jesus Casanova venceu o Mister Venezuela e vai disputar o Mister World no próximo mês.

Por fim, a emocionante resposta de Beatriz Nantes a um crítico australiano. Vale a leitura do melhor esporte do mundo.

Leia o texto completo

Nadadores: mais é melhor?

Muitos já sabem da minha admiração pela natação japonesa. A equipe teve um desempenho muito bom em Londres, mas foi ofuscada pela frieza do quadro de medalhas. Além das 11 medalhas olímpicas, muitas finais significam um time forte.

Mês passado, o Japão mostrou porque está neste atual estágio. Ao contrário da situação precária dos nossos campeonatos , com poucos clubes e atletas, a 36a. edição do XXX teve impressionantes 884 clubes com quase 3.600 atletas. Não é difícil de imaginar que alguns resultados surjam com esta massa de nadadores. E com a confirmação de Tóquio 2020, a tendência é isso melhorar ainda mais. Um resumão com os melhores resultados pode ser encontrado aqui.

wp_pc_plusk_1920x1080-968x544

Meses especiais para a natação japonesa, mas não para o bicampeão olímpico.

Logo depois, tiveram a seletiva nacional para vários torneios internacionais, entre os quais o Pan Pacífico, e simplesmente mudaram o ranking mundial deste ano. Arrisco dizer que não teve ter nenhuma prova hoje sem ao menos um japonês entre os 10 melhores de 2014 (quem tiver mais tempo para pesquisa, depois comenta, OK?). Destaque para o recorde asiático nos 50m livre para Shinri Shioura e seu 21.88. Phelps, além de Ryan Lochte, deve encontrar em Kosuke Hagino um adversário de peso.

Em contraponto, estes últimos dias o Blog do Coach preparou um estudo sobre a participação em um dos nossos principais campeonatos. Num primeiro retrato, a estatística dava  menos atletas a cada edição nos últimos 4 anos, mas depois pegou o hiato de 15 anos e vemos que, com uma média de 366 atletas, os 342 deste ano não fogem muito ao padrão. Mas o pior é a concentração destes nadadores em poucos clubes (5), as várias agremiações (19) com apenas um atleta e a decadência da cidade olímpica na modalidade com melancólicos 17 atletas de 3 clubes.

 

Leia o texto completo

Phelps: qual Michael ele vai seguir, Jordan ou Schumacher?

Não podemos dizer que foi exatamente uma surpresa, afinal ele deu os dois passos necessários para a “desaposentadoria”: avisou o controle de doping há um ano atrás e voltou a treinar (não nadar apenas) regularmente.

phelps-crop-1280x960

O que? Meus tempos estariam em primeiro em 2014? Vou voltar…

Agora é oficial, ele está inscrito em uma competição da Federação americana e, como bem lembrou Daniel Takata no blog Swim Channel, sua intenção e do seu técnico deve ser a preparação para participar do Mundial de 2015, outra parada quase obrigatória para um retorno de sucesso.

Será que ele vai conseguir igualar a Michael Jordan, que dobrou seu número de títulos na NBA na sua volta às quadras, ou vai se contentar com vagas e medalhas quase garantidas dos revezamentos?

Jordan Slam Dunk Competition

A volta vai ser aquela enterrada nos segundos finais…

Mas, a pergunta que não quer calar é: porque voltou? Para ajudar mais o esporte e, especificamente, a natação? Como consequência, trazer mais atenção e patrocínios, para ele e para os nadadores? Está é a resposta politicamente correta e parece ser a mais coerente. Não que ele precise do dinheiro, mas sua volta deve ter desenfreado um boom de novas propostas comerciais. O exemplo mais americano disso, foi a fracassada tentativa de Mark Spitz (se fosse Mike Spitz, diria que era síndrome de Michael).

Ele quer mais? Mais medalhas, mais recordes? Para uma carreira superlativa como a dele e com a concorrência atual, seria a mais nobre resposta. Pessoalmente temo por uma frustração Schumi neste sentido.

1703321-7989-atm14

… ou vai rodar e bater?

Para atender aos apelos da mãe e conhecer vir para o Rio? Embora talvez esta seja a resposta mais desejada de 10 entre 10 mães de esportistas, é a mais improvável. Afinal, ele já esteve aqui, curtindo como ex-atleta e sua mãe pode muito bem vir a qualquer momento conhecer a cidade maravilhosa (sugiro pós-2016).

Por fim, tivemos no ciclo de 2012 uma avalanche de australianos tirando seus calções do armário, inclusive outro Michael (Klim) e outro ícone do esporte, Ian Thorpe, entre outros nomes. A estratégia não funcionou para eles (ao menos em termos de resultados nas piscinas), mas definitivamente Phelps é incomparável.

Leia o texto completo

E o Missil falhou de novo

Ninguém pode negar que ele é hoje o velocista mais regular do mundo. Com 18 marcas na casa dos 47s, James Magnussen já tinha chegado a Londres em 2012 com uma credencial impressionante, a melhor marca sem os trajes tecnológicos: 47.10. Como ainda na natação quem ganha é quem chega na frente, ele amargou uma prata por apenas um centésimo do americano Nathan Adrian.

art-swimmers-620x349

McEvoy, desfocado ao lado de Magnussen e Sullivan, que é o mais rápido deste ano nos 50m livre. (ABC)

2014 parecia ser a redenção do australiano. Iniciou o ano com performances arrasadoras e parecia estar absoluto para mais uma vitória no campeonato nacional. Parecia… Como ainda na natação quem ganha é quem chega na frente, ele amargou mais uma prata. Desta vez para o jovem mais rápido da história: Cameron McEvoy e seu 47.65.

Vamos às teorias:
1. Ele pipoca. Simples assim. Tempos rápidos em torneios com pouco expressão, mas na hora que o bicho pega, ele não absorve bem a pressão;
2. Ele guardou o melhor para as competições internacionais. Seus tempos foram tão bons na temporada, que ele relaxou e passou por cima do campeonato nacional, crente que seria convocado. Não vi nenhuma declaração neste sentido, mas quem sabe pode ser alguma estratégia para deixar os adversários mais confiantes;
3. Errou o polimento, ou seja, acabou descansando demais (ou de menos) para esta competição. Se for isso, melhor ele e seu técnico acertarem na medida para o Pan Pacífico.

Descoberto.

Descoberto.

Não é nenhum desmérito perder para outro grande talento, mas realmente esperava mais dele. Agora as fichas podem estar migrando para McEvoy… Filho de psicóloga (será que é esta a vantagem?), ganhou muita musculatura no último ano (mas ainda está longe de seus concorrentes), deu a segunda marca australiana nos 200m livre (perdendo apenas de um tal de Ian Thorpe)… enfim, o garoto certamente vai dar o que falar.

 

 

Leia o texto completo

João de Lucca: o novo Borges ou Cielo?

Atualizado em 02/04/14

O seu debut olímpico não foi avassalador como seus precursores, sendo reserva do revezamento 4x100m livre em Londres. Gustavo Borges saiu com uma prata nos 100m livre enquanto, 16 anos mais tarde, Cesar Cielo conquistava o bronze na mesma prova antes do inédito ouro nos 50m livre.

Mas as façanhas de João de Lucca dentro do NCAA (o famoso campeonato universitário americano) trazem uma expectativa grande quanto ao seu desempenho na olimpíada caseira daqui a pouco mais de dois anos.

João-de-Lucca

De Lucca: dobradinha que só Borges e Biondi fizeram na história do NCAA.

Ele conseguiu o bi nas 200 jardas livre (100 jardas = 91,4 metros) e, assim como Gustavo Borges, último a alcançar a façanha quase 20 anos atrás, venceu as 100 jardas. O pódio viu ainda outro brasileiro na segunda posição, Marcelo Chireghini.

Em 2016 poderemos ter 3 campeões  do NCAA (Cielo, de Lucca e outro que surgir…) no mesmo revezemento 4x 100m livre, que já nos deu o bronze em Sydney e um honroso 4o em Atlanta, quando fomos o único pais a colocar dois na final da prova individual.

Nadar nas ultra-velozes piscinas de jardas é diferente da olímpica, sem dúvida, mas as estatísticas jogam a favor. Vários medalhistas olímpicos passaram pelo sistema e conseguiram uma carreira dourada.

Leia o texto completo

Recorde de Cielo ameaçado

O campeonato australiano começou hoje na bonita Brisbane.  Sendo seletiva para o Pan Pacífico, Olimpíada da Juventude e Commonwealth Games, os ausies mostraram já no primeiro dia que estão dispostos a colocar um ponto final nas polêmicas de seus (ex)atletas e voltar a ser a potência respeitada e temida que todos conhecemos.

w1200_h678_fcrop

McKeon: a Austrália não para de produzir novos nomes.

Recorde nacional e melhor marca do ano graças aos irmãos David e Emma McKeon, 400m livre com 3:43.72 e 1:55.69, respectivamente, além de outro primeiro do ranking mundial nos 200m peito com os 2:08.63 de Christian Sprenger, foram os destaques deste primeiro dia.

Mas a expectativa é para o que sua estrela maior, James Magnussen,tem para mostrar. Após um início de temporada irrepreensível, seu técnico holandês (sinais da globalização) aguarda nada menos que o recorde mundial nos 100m livre, marca que pertence a Cesar Cielo desde 2009, último ano dos trajes tecnológicos.

Leia o texto completo