Categoria Política

Revezamento de tocha marca final da Semana da Prevenção às Drogas

Publicado em 27/06/2016, aqui

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O Revezamento da Prevenção às Drogas, realizado no domingo, dia 26, marcou o encerramento da Semana de Prevenção ao Uso/ Abuso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas, que reuniu diversas ações voltadas para a mobilização e a sensibilização de vários segmentos da sociedade sobre o tema. A tocha, uma alusão aos Jogos Olímpicos, acesa na segunda, dia 20, esteve nas mãos de várias pessoas no trajeto entre a Avenida Bias Fortes e a Praça Raul Soares. A concentração foi na Praça da Liberdade.
O revezamento começou com Carlos Alberto Silva, técnico da Seleção Brasileira de futebol que conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988. Participaram na sequência o atleta de tênis de mesa Luiz Henrique Vilani, que disputou os Jogos Paralímpicos de 2008, e Ana Flávia, bonze no vôlei nas Olimpíadas de 1996, em Atlanta. “É importante conscientizar todos que as drogas não levam a lugar nenhum e que os jovens vejam no esporte uma saída saudável. Não sigam as drogas, sigam o esporte”, disse Ana Flávia. Participaram ainda Wander do Prado e Carluxo, acompanhados por crianças e adolescentes de escolas municipais, estaduais e da rede privada de ensino. Giovani, do vôlei paralímpico, e o nadador Rogério Romero levaram a chama até a Praça Raul Soares.

O encerramento foi concluído com o city manager dos Jogos Olímpicos Rio 2016 em Belo Horizonte, Renato Paes, que abriu simbolicamente as portas da cidade para receber os jogos. “Queremos mobilizar BH inteira para adotar uma postura de prevenção no cotidiano da cidade. Além disso, é mais barato prevenir do que remediar. A cada dólar gasto com prevenção, o governo deixa de gastar 10 dólares em tratamento e reinserção social”, afirmou Soraya Romina, presidente do Conselho Municipial de Políticas Sobre Drogas.

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Projetos municipais receberão apoio técnico da Secretaria do Esporte e do Turismo

Publicado em 27/04/15, aqui

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Setenta projetos de fomento ao esporte elaborados por municípios de todas as regiões do estado apresentados durante o III Encontro de Gestores do Esporte, em Campo Mourão, região Centro-Oeste, nas últimas quinta e sexta-feiras, entram agora em fase de estruturação técnica para enquadramento à lei de incentivo ao esporte do governo federal. Discutidos durante o evento, realizado pelo governo do estado por meio da Secretaria do Esporte e do Turismo (SEET) e Sanepar, com apoio do Conselho Regional de Educação Física (CREF), Faculdade Integrado, Unespar e prefeituras, além do mourãoense Nelson Teodoro de Oliveira, os projetos receberão a consultoria de técnicos da SEET para adequação à lei.

Os projetos que se adequarem a todas as exigências técnicas também receberão apoio do governo do estado no momento da captação de recursos, numa parceria entre a SEET e a Secretaria do Planejamento, que atuarão como intermediárias entre as prefeituras e as empresas interessadas em investir no esporte paranaense.

“Pretendemos atingir com nosso projeto toda a população de assentados e acampados localizados em Rio Bonito do Iguaçu, cerca de 12 mil pessoas”, disse Rudney Brecailo, que apresentou a proposta do município durante as câmaras temáticas. Rio Bonito tem o maior assentamento da reforma agrária do país. Para Brecailo, o encontro superou as expectativas. “Estamos debatendo e participando”, disse.

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Palestras
Além das discussões específicas dos projetos, o encontro recebeu ainda palestras sobre vários temas ligados ao esporte. Antônio Eduardo Branco, presidente do CREF, falou sobre a importância da capacitação profissional de gestores e professores. Já o atleta Marcos Juliano Ofenbock, criador do Futsac, primeiro esporte 100% paranaense, apresentou a modalidade aos gestores.

Cases de sucesso

O secretário de Esportes de Campo Mourão, Ricardo Echelmeier, falou sobre a lei de incentivo municipal. Em vigor há mais de dez anos, a lei permite que pessoas físicas e jurídicas destinem parte do IPTU e ISS (Imposto Sobre Serviços) devidos ao município para o financiamento de projetos esportivos. Os projetos podem ser de formação esportiva; auxílio a equipes que representem Campo Mourão; atletas que morem na cidade e realização de eventos ou recuperação de espaços destinados à prática esportiva. Em 2015, os 22 projetos enquadrados na lei podem captar até R$ 795 mil.

Já a professora Tatiana Pedroso, de Toledo, falou sobre o Mais Vôlei, primeiro projeto do município aprovado pela lei federal de incentivo ao esporte. Ela destacou a necessidade de qualificação técnica do projeto. “Até mesmo um carimbo com a tinta fraca pode fazer o projeto ser recusado”, afirmou. Para Tatiana, um assessor de imprensa para a divulgação do projeto – e patrocinadores – e um contador para a correta prestação de contas são profissionais fundamentais para o sucesso do projeto.

Flavia Romagnoli, representante da Agência de Fomento do Estado, falou sobre as diversas linhas de crédito do órgão que podem ser destinadas à área esportiva. Ela lembrou que todos os municípios têm representantes da agência que podem auxiliar os municípios, pessoas físicas e jurídicas no processo de obtenção de crédito.

O último case de sucesso apresentado aos gestores foi de gestão compartilhada. Presidente da Federação Paranaense de Tae Kwon Do e técnico da seleção brasileira, Fernando Madureira falou sobre o projeto Tae Kwon Do nas UPSs. Realizado em parceria pela federação, Fiep e secretarias de Segurança, Educação e Esporte e Turismo, além de prefeituras, o projeto leva aulas da arte marcial às escolas em que estão instaladas as Unidades Paraná Seguro, postos da polícia militar localizados em regiões com altos índices de violência. Durante o encontro, cerca de 15 prefeituras se interessaram em levar o projeto para seus municípios.

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Rogério Romero
Na principal palestra do evento, o ex-nadador Rogério Romero, que participou de cinco olimpíadas e é o único brasileiro quatro vezes finalista dos jogos, falou sobre sua trajetória e a necessidade de se enfrentar as dificuldades impostas aos atletas brasileiros. Tendo também trabalhado com gestão pública de esporte no governo de Minas Gerais, Romero destacou o planejamento e a iniciativa como armas dos gestores para vencer os desafios do esporte. “O esporte permeia as áreas de saúde, educação e segurança”, ressaltou. “Cabe a cada um de nós fazer a valorização do esporte”, concluiu.

Lei de Incentivo
Marcelo Seixas, vice-presidente de Fomento do Instituto Cultural Ingá (ICI), instituição da sociedade civil de Maringá, falou sobre Lei de Incentivo e Elaboração de Projetos para Captação de Recursos. Para o gestor, o país está num bom momento para o esporte. As olimpíadas de 2016 farão o tema estar cada vez mais presente na mídia e na vida das pessoas. “É o momento de apresentarmos bons projetos”, disse. O presidente da Paraná Turismo, órgão da SEET, Jacó Gimennes, encerrou as atividades falando sobre a interligação entre esporte e turismo.

Para o secretário do Esporte e do Turismo, deputado Douglas Fabrício, o encontro cumpriu o objetivo. “Tivemos ampla participação dos municípios e temos convicção de que os gestores levarão não só boas ideias, mas projetos executáveis em suas cidades”, afirmou. “Conforme orientação do governador Beto Richa, estamos trabalhando sempre em busca de parcerias”, concluiu.

COM/SEET
Marcus Vinicius Schroeder
marcusviniciuss@outlook.com
Paulo Galvez da Silva
paulo_silva@seet.pr.gov.br
(41)3361-7708

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Ex-atleta olímpico participa de evento em Campo Mourão

Publicado em 26/04/15, aqui

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O ex-atleta olímpico brasileiro Rogério Aoki Romero, que participou de cinco olimpíadas defendendo o Brasil na modalidade natação, esteve em Campo Mourão na sexta-feira (24/04) e proferiu palestra no 3º Encontro de Gestores Públicos do Esporte do Paraná,  promovido pelo Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria do Esporte e Turismo, no Teatro Municipal.
Romero falou para um número expressivo de dirigentes, vindos de cidades de todas as regiões paranaenses, sobre o tema “Gestão Pública Esportiva: Um Desafio Olímpico”.
Após encerrar a carreira como atleta, o paranaense de Londrina, radicado desde 1991 em Belo Horizonte, foi Secretário Adjunto de Turismo e Esportes do Estado de Minas Gerais. Inclusive recentemente recebeu Título de Cidadania Honorária da Capital Mineira. Atualmente trabalha como consultor de negócios na área esportiva, mais precisamente na natação, onde competiu por tantos anos e fez sua história no esporte.
Romero avaliou positivamente o evento, a iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria do Esporte e Turismo, por unir os gestores municipais e estar compartilhando um pouco dos projetos, aproximando-se da realidade de cada município na área esportiva.
“Foram repassadas informações que podem gerar uma expectativa muito positiva no que diz respeito ao trabalho em cada município, por meio principalmente da alternativa da busca de recursos para a manutenção dos trabalhos esportivos. Muitas vezes um município faz muito mais com muito menos, falando-se em valores dependendo da formação de boas parcerias”, destaca Romero.
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Sudesb define planejamento estratégico para o PPA 2016 -2019 do Estado

Publicado em 30/04/15, aqui

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Em reunião realizada nesta quinta-feira 30 (manhã e tarde), na tribuna de honra do Estádio Metropolitano de Pituaçu, dirigentes, assessores e técnicos da Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) definiram as linhas-mestras do planejamento estratégico para o Plano Pluriaanual (PPA 2016-2019) do Estado.

Autarquia vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), a Sudesb contratou para orientar esta ação o consultor Rogério Romero ex-secretário de Estado-Adjunto de Turismo e Esportes e ex-presidente do Fórum de Secretários e Gestores Estaduais de Esporte e Lazer (Fonseel).

Proposta – Secretário estadual do Trabalho e Esporte, Álvaro Gomes abriu os trabalhos falando da sua proposta em tratar o esporte na Bahia “como fator de inclusão, justiça social e desenvolvimento humano” e sugeriu que as propostas sistematizadas no encontro sejam preparadas para ser apresentadas na próxima semana ao governador Rui Costa.

Diretor geral da Sudesb, Elias Dourado destacou o balanço positivo do esporte na gestão anterior que “ampliou a infraestrutura com mais oportunidades de atividades esportivas e de lazer nos municípios baianos”. Chefe de gabinete da Setre, Jorge Wilton exortou o grupo “a produzir uma boa política pública, que atenda aos anseios da população”.

Metodologia – Com base em uma metodologia de planejamento estratégico, o consultor Rogério Romero orientou a equipe da Sudesb a definir prioridades, objetivos e traçar o mapa estratégico da autarquia nos próximos quatro anos. “A partir das análises de cenários internos e externos (com dados e fatos) foi possível dar uma configuração visual de tudo que foi definido  e, em especial, a visão e a missão da Sudesb”, conclui.

Consultor Rogério Romero é o único nadador brasileiro finalista em quatro edições dos Jogos Olímpicos (Seul, Barcelona, Atlanta e Sidney); e primeiro nadador no mundo a participar de cinco edições dos Jogos Olímpicos (1988, 1992, 1996, 2000 e 2004).

Ascom Setre

 

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Ministério do Esporte recebe secretarias municipais e estaduais em Brasília

publicado em 19/05/14, aqui

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O secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, e o diretor de Esporte de Base e de Alto Rendimento, André Arantes, receberam nesta segunda-feira (19.05), no Ministério do Esporte, em Brasília, representantes de 16 secretarias de esporte estaduais e municipais.

 O encontro representou a primeira etapa de um processo que tem como objetivo fortalecer algumas ações da pasta, entre elas o programa Atleta na Escola e o Centro de Iniciação ao Esporte (CIE), junto às secretarias de Esporte de diversos estados e municípios. Em sua apresentação, Ricardo Leyser aproveitou a ocasião para reforçar os legados e avanços do esporte brasileiro desde que o país foi escolhido, em 2009, como sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.
“É uma primeira reunião, principalmente de troca de experiências. Nós estamos contando o que foi feito nos municípios e isso dá as ideias para que outros municípios e estados façam igual. Estamos mostrando algumas boas iniciativas e compartilhando entre todos para dar uma orientação geral de como proceder”, explicou Leyser.
Durante a apresentação, o secretário exaltou a importância do momento esportivo favorável que vive o país — sede da Copa do Mundo da FIFA 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro 2016. Para ele, é crucial “aproveitar uma oportunidade histórica” para, no futuro, tirar o máximo de proveito da estrutura de ponta que o país terá à disposição.
“Estamos orientando a montagem das parcerias com essas secretarias e principalmente associando o investimento de infraestrutura ao investimento em programas, para que todas essas estruturas que estão sendo construídas tenham uma lógica de funcionamento e atendam realmente uma parcela grande da nossa população esportiva”, acrescentou Ricardo Leyser.
Responsável por apresentar o programa Atleta na Escola para as secretarias municipais e estaduais presentes ao encontro, André Arantes ressaltou a importância do esporte no âmbito escolar para a descoberta de novos talentos e detalhou o plano de ação do programa.
“O Atleta na Escola prevê duas ações: uma de Jogos Escolares, com quatro fases (escolar, municipal, estadual e nacional) e outra com os núcleos do esporte de base, que desenvolverão os talentos que vão aparecer nessas competições. Para ser estruturada, a base tem que ter início na escola”, explicou o diretor de Esporte de Base e de Alto Rendimento do ministério.
Secretário municipal de Indaiatuba (SP) e presidente da Associação Brasileira dos Secretários Municipais de Esporte e Lazer, Humberto Panzetti esteve na reunião e comentou a importância das escolas no processo de descobrimento de novos atletas.
“A escola tem que passar a ser o primeiro contato dos jovens com o esporte, seja na área educacional, no caráter de participação ou no alto rendimento. É lá que temos que descobrir o talento. Esse momento é importante porque a gente define uma política clara, principalmente no que diz respeito à política pública da área educacional e esportiva.”
Rogério Romero, secretário adjunto da Secretaria de Estado de Turismo e Esportes de Minas Gerais, destacou o momento como chave para a interação entre o ministério e as secretarias. “A perspectiva é muito promissora com os dois grandes eventos batendo à porta, tanto a Copa do Mundo quanto os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. O Ministério do Esporte abre este espaço para as secretarias e isso vai otimizar os recursos que estão sendo colocados dentro do esporte”, previu Romero.
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Corinthians vence após quase meio século

Não, o Timão não demorou 48 anos para ganhar do Flamengo. Falo do Troféu Brasil de Natação, hoje mais conhecido como Maria Lenk. O Corinthians venceu com autoridade, com 2.875,5 pontos, quase mil (!!) à frente do Minas e Pinheiros. A diferença foi basicamente no feminino, com suas duas grandes contratações: Katinka Hosszu (420 pontos!) e Jeanette Ottesen, tanto que disputa mesmo ficou no masculino, com a equipe mineira levando a melhor.

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Corinthians: foto comportada da equipe campeã (crédito: Satiro Sodré)

O campeonato começou com a polêmica do Pinheiros entrando na justiça contra a participação dos estrangeiros. O clube paulista, que já fez várias destas contratações no passado, teve seu pedido indeferido. Mas afinal, o que é nadar com 100% dos atletas brasileiros? A competição não fica com índice técnico melhor? Temos duas reações: uma com atleta reclamando da competição “desleal” e outros animados com a presença e não se intimidando, falando até em vencer em futuro próximo. Ainda temos a maior visibilidade para o esporte. Com campeãs mundiais e vários top 10 durante o Troféu Maria Lenk (grande maioria graças a brasileiros, diga-se de passagem), acredito que tenha mais benefícios. Detalhe: a melhor performance feminina brasileira, Graciele Hermann e seu recorde sul-americano nos 50m livre, ficou atrás de 13 provas das estrangeiras.

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Super revezamento do Pinheiros, com atletas que treinam… pelo mundo. (crédito: Satiro Sodré)

Esta polêmica à parte, a outra se concretizou com apenas 9 clubes subindo ao pódio (com dois apenas uma única vez). Finais B com poucos atletas (algumas sendo até canceladas) na longa competição mostraram que o TML é realmente para poucos. A concentração me poucos clubes competitivos também pode trazer discussões acaloradas. Nada mais justo nadadores e técnicos buscarem a melhor estrutura para o seu desenvolvimento, mas e a formação? Será que não estamos matando a galinha dos ovos de ouro, os clubes do interior e sua capilaridade única, que pode dar oportunidade aos talentos espalhados pelo Brasil?

A grana que está indo para a Confederação Brasileira de Clubes poderia ir, em parte, para isso? A CBDA poderia criar algum programa de estímulo, premiando aqueles que mais formam e chegam à seleção adulta (evitando assim o overtraining dos infantis)? Estes técnicos estão recebendo capacitações e oportunidades para seu desenvolvimento? Seus clubes tem as condições mínimas de treinamento adequado? Bem, alternativas para o atual modelo existem, então algo pode ser feito.

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Santana e Cielo: de olho em 2016.

Os resultados da competição em si foram excelentes. O ápice foram os dois recordes mundiais júnior de Matheus Santana, do Unisanta, nos 100m livre. A prova, já tradicionalmente sendo bem representada pelo Brasil, deu esperança de um revezamento que vai disputar medalha em 2016.

O outro recorde brasileiro veio com Leonardo de Deus, nos 400m livre, em 3:50.90.

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Greciele, ou GraSienna: quanto mais estrangeira, melhor.

 

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Thiago Pereira político

Não, ele (ainda) não vai se lançar a cargo eletivo, embora talvez sua mãe já pense nesta possibilidade. Mas o medalhista olímpico Thiago Pereira continua surpreendendo. Após a medalha de prata nos 400 medley em Londres, o atleta já compõe duas importantes instâncias políticas do esporte. Primeiro fez parte da comissão da FINA (vice-presidente), e agora da recém criada Comissão de atletas do COB. E para aqueles que pensavam ser uma maneira de controlar suas críticas, ledo engano.

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Thiago: conciliando treinos e competições com declarações fortes. (crédito: Satiro Sodré/SSPress)

Em dois comentários nestes últimos dias, por ocasião dos Jogos Sul-americanos, Thiago foi nas feridas ao criticar a ausência da televisão do país olímpico durante o campeonato e ainda mostrou-se preocupado com o esporte brasileiro na ressaca olímpica.

Na primeira cutucada, defendeu mais visibilidade aos atletas (e consequentemente de seus patrocinadores), afinal fica difícil de torcer sem conhecer a modalidade esportiva e quem está competindo.

Neste ponto é importante ressaltar que a imprensa verde amarela avançou, mas ainda enfrenta o grande problema do monopólio, onde um VT de um jogo regional tem mais espaço que as demais modalidades.

A outra dedada é sobre o futuro pós-2016. Não é surpresa para ninguém que sim, os investimentos vão cair – só não sabemos quanto. Mas o que todos anseiam é que parte do legado seja sustentável. Fica difícil de fechar algumas equações.

Como manter os diversos centros esportivos que foram (serão) inaugurados sem o financiamento público? Será que a cultura esportiva vai pegar? Teremos mais gente praticando esporte, seja lá em qual nível? Nossos treinadores, árbitros, dirigentes, pesquisadores, jornalistas e arquitetos (sempre esquecidos nesta conta) vão estar com experiência suficiente? Ou vamos ter que aguardar a próxima olimpíada em solo brasileiro?

Vai Thiago!

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E se Tinga fosse nadador?

Cena 1: Anthony Tinga vem de um pequeno país e vai para a final dos 100m borboleta contra um branquelo que é do país mais poderoso do mundo. Já na saída, sem nenhuma surpresa, o grande favorito consegue uma vantagem. Após a virada dos 50m, ele surge ainda mais imponente, estilo perfeito, pernadas vigorosas. Chegando aos 25m finais, ele tem quase um corpo (o seu, de quase 2m) de vantagem sobre os demais competidores. Últimos 12-15m e ele começa a sentir, seu estilo cai, mas ainda mantém uma vantagem confortável a não ser que… uma chegada deslizante e um final sensacional dão a vitória a Tinga pela menor margem possível na natação: UM centésimo. A plateia vai ao delírio frente a um desacreditado favorito que vê sua meta de igualar o melhor dos melhores fugir logo na sua primeira prova. Isso tudo, num país de amarelos.

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O Tinga brazuca mostrando o resultado do seu feito.

Cena 2: Edvaldo Tinga foi um nadador de sucesso improvável. Pobre, vindo de um país do terceiro mundo (quase em desenvolvimento), ele nadou contra tudo e todos – e chegou a uma histórica final olímpica com seus 3 companheiros. Dois deles já tinham sentido o gosto da medalha olímpica e buscavam, logo no primeiro dia de competição, mais uma. Ao nosso Tinga foi dada uma responsabilidade enorme: a de fechar o revezamento 4x100m livre. Mas ele não se intimidou. Apesar de cair em quinto, o improvável acabou virando inacreditável. Com sua famosa volta fortíssima, ela superou representantes de países que já tinham tido problemas em período passado para reconhecer cidadãos de sua cor. Embora a atenção tenha ficado para a sensacional disputa pelo ouro com recorde mundial, um pequeno grupo presente do seu país se abraçava e pulava tanto quanto os vencedores (e ainda se emociona com a lembrança).

PS: qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência.

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O futuro Governo e o Esporte

Permitam-me entrar em uma seara em que, se não me sinto confortável como quando nadava, ao menos já não sou um neófito, afinal no segundo semestre vou fazer bodas de estanho no Governo de Minas.

Hoje, no trajeto para o trabalho, acabei passando os olhos na íntegra das diretrizes do plano de um eventual governo de Eduardo Campos e Marina Silva e fiquei triste ao notar apenas uma vez a palavra Esporte. Chegando em casa, quis verificar com precisão, afinal ler na tela de um smartphone pode não ser a melhor maneira de tirar conclusões. Pois bem, num volume de quase 70 páginas e um universo de quase 15 mil palavras, o Esporte foi mencionado apenas 7 vezes.Todos eles com cultura e lazer.

Não deixa de ser incrível que a década dos grandes eventos esportivos, com Pan, Mundial Militar, Copa das Confederações, Copa do Mundo, Olimpíada e Paralimpíada, para ficar apenas nos maiores, não foi capaz de tirar o Esporte do ostracismo político.

Sinto-me culpado, de certa forma, neste fracasso. Mesmo com investimento maior, conquistas importantes na legislação esportiva e até algum apoio da iniciativa privada (não me venham mencionar dos “patrocínios” baseados em lei de incentivo, este é o meu e seu dinheiro), não conseguimos colocar o Esporte efetivamente na agenda política. Esporte, cultura e lazer é o que sobrar. Se sobrar.

Não importa o potencial econômico, do turismo esportivo, da cadeia produtiva. Precisamos de mais estudos para demonstrar o quanto isso impacta no PIB e na geração de empregos? Talvez. Diria, muito provavelmente. Mas a comunidade científica também não viu aqui uma oportunidade de confirmar o que empiricamente já é conhecido.

Desenvolver um programa de qualidade de vida, onde o esporte seja uma alavanca importante? Será que dá voto? As pessoas vão tomar menos remédios e procurar menos médicos (com o perdão do trocadilho). Vão viver mais – e menos dependentes.

Enfim, já comentei aqui sobre o melhor planejamento que já vi, que foi o britânico. Alguns resultados não foram alcançados, mas outros, como o desempenho olímpico, teve seu ápice em Londres-2012. Mas talvez a maior vitória foi que eles conseguiram um envolvimento significativo governamental E da sociedade civil.

Voltando às diretrizes do PSB e Rede, o termo sustentável? Sete vezes mais que esporte.

 

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Conselho Nacional do Esporte

Publicado em 23/10/13, aqui

O Diário Oficial da União desta quarta-feira (23.10) publica portaria do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, com a nomeação de integrantes do Conselho Nacional do Esporte (CNE). Entre os novos membros, estão Ronaldo Nazário, ex-jogador de futebol e atual integrante do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo, e Bernard Rajzman, ex-atleta de vôlei e recém-eleito membro do Comitê Olímpico Internacional (COI).

O CNE é um órgão colegiado de deliberação, normatização e assessoramento, diretamente vinculado ao Ministro do Esporte e parte integrante do Sistema Brasileiro de Desporto. O objetivo do conselho é buscar o desenvolvimento de programas que promovam a democratização da atividade física para todos os setores da população, bem como a melhoria do padrão de organização, gestão, qualidade e transparência do desporto nacional.

O ministro destacou a presença de ex-atletas na nova composição, citando como exemplo Ronaldo Fenômeno: “Não tínhamos no CNE um ex-jogador do esporte mais popular do Brasil e do mundo. Ronaldo é o maior artilheiro da história das Copas e membro do Comitê Organizador do Mundial de 2014. É um grande representante do futebol e terá papel importante no conselho”.

Outros esportistas que fazem parte da nova composição do CNE são Marcus Vinícius Freire – ex-jogador de vôlei e atual diretor executivo de Esportes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) – e Rogério Romero – nadador que disputou cinco Olimpíadas e hoje exerce as funções de secretário de Estado Adjunto de Esportes e da Juventude de Minas Gerais e presidente do Fórum Nacional dos Secretários e Gestores Estaduais de Esporte e Lazer.

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