Categoria Reportagem

As viagens olímpicas de Rogério Romero

Publicado em 08/08/16, aqui

Ele foi o primeiro nadador do mundo a participar de cinco edições de Jogos Olímpicos, o único brasileiro finalista em quatro e já começou a acertar suas previsões. Quando conversamos, no começo de julho, Rogério Romero cravou que Katinka Hosszú bateria recordes e conquistaria medalhas (assim mesmo, no plural) nessas Olimpíadas. No último sábado ela deu o primeiro passo para cumprir a profecia nos 400m medley. Agora é esperar para ver se as palavras de Rogério também dão sorte para os brasileiros. O ex-nadador (atual gerente de Esportes do Minas Tênis Clube) acredita que o nosso time pode levar duas medalhas na natação e ter o melhor resultado global do Brasil na Rio 2016.

Atlanta

Mas vamos falar de viagem, que é o que interessa? O esporte foi o ponto de partida de Rogério para conhecer o mundo.

Foi como atleta profissional que ele visitou a maior parte dos 40 países em que já esteve. Por isso mesmo, diz:

“Ás vezes eu fui, mas não conheci.”

A rotina pesada de treinos e competições quase não abria espaço para o turismo.

Ele saiu do Brasil pela primeira vez em 1987. Participou de uma competição em Maldonado, no Uruguai, de um campeonato universitário na Europa e foi treinar nos Estados Unidos, se preparando para a primeira Olimpíada.

Um ano depois, estava em Seul, na Coreia do Sul, numa época em que não existia internet e a globalização ainda não tinha acontecido. Foi lá que ele provou kiwi pela primeira vez e viu personalidades de pertinho.

Era mais difícil você conseguir informações sobre grandes atletas, então, eu assinava uma revista americana, mas chegava aqui com dois meses de delay.”

Rogério ficou emocionado ao se dar conta de que estava lado a lado com Matt Biondi (medalhista olímpico na natação em três Olimpíadas) e ainda encontrou Arnold Schwarzenegger, que fazia sucesso nas telas em O Predador. Nada disso tirou o foco da competição.

Você tem que estar lá no 110% naquele momento. […] Pra mim foi um sonho poder ver, curtir, todas as provas de natação e também participar de uma final olímpica.”

O ex-nadador pode não ter tido muito tempo para conhecer Seul, mas o Catraca Livre fez um post com cinco bons motivos para você ir à capital coreana. Já o Quanto Custa Viajar tem o cálculos dos valores que você vai gastar para passear por lá.

A segunda Olimpíada que Rogério disputou foi em 1992, em Barcelona. Para ele, um exemplo de Olimpíada perfeita e de bom legado dos Jogos numa cidade. O atleta tentou conhecer um pouco da capital catalã, mas o tempo livre foi curto. Em 2003, quando voltou para disputar outra competição, fez questão de tirar alguns momentos para o turismo.

Atletas de esportes muito populares não costumam ficar na Vila Olímpica para evitar o assédio. Apesar disso, às vezes, fazem visitas surpresas.  Na cidade espanhola Rogério perdeu a chance de estar com um dos times que mais admirava. A seleção americana de basquete foi à Vila. Ele até queria tietar o Dream Team, mas não estava no setor por onde eles passaram.

Se ele não encontrou com o time de basquete, pelo menos já esteve diante de um presidente americano. Em 96, em Atlanta, Rogério viu Bill Clinton.

O ex-nadador não quis eleger uma Olimpíada preferida, mas foi em 2000, em Sidney, que ele conquistou o melhor resultado.

Ficou em sétimo lugar geral na categoria nos 200m costas, depois de investir num longo treinamento, morando um tempo nos Estados Unidos.

Já em 2004, em Atenas, o clima era outro. Rogério se despedia das Olimpíadas e decidiu viver o momento de maneira relaxada, passeou bastante pela capital grega, se divertiu com o clima da Vila, aproveitou com alegria a despedida.

As histórias mais inusitadas das viagens do atleta não são de Olimpíadas. Nos Jogos, a concentração é total e o espaço para aventuras fica pequeno. Em outros torneios, há mais espaço para vivências além da esportiva.

Em 87, por exemplo, num campeonato universitário na Europa, ele resolveu adiar a volta ao Brasil e fez uma viagem de trem passando por seis países. Como o dinheiro era curto, comprava passagens noturnas e dormia nos trens.

Em Split, quando ainda existia a Iugoslávia, ele e outro nadador alugaram uma bicicleta para desbravar a cidade e acabaram numa praia de nudismo.

Em Roma a surpresa não foi boa. O técnico de Rogério teve a carteira furtada. A sensação de impotência bateu à porta.

Num campeonato na China a dieta foi à base de pizza e hambúrguer para evitar as comidas não identificadas que eram servidas.

Em Liechtenstein ele teve tempo para percorrer o país de carro, e, apesar de dizer que não viu nada muito interessante, adorou a experiência.

Boa parte desses casos é de uma época pré fotografia digital. Um tempo em que, para Rogério, era muito mais fácil para o atleta ser uma personalidade pública.

Se antes as coisas eram selecionadas naturalmente, hoje, dificilmente você seleciona. Você está sendo filmado, fotografado, ouvido, o tempo todo.”

Como dirigente esportivo, ele está sempre alertando os jovens sobre os cuidados necessários com as redes sociais e os perigos da superexposição e lembra que a imagem construída nas redes acaba moldando a visão sobre o esportista.

Ainda assim, o ex-nadador lembra que o atleta é um extrato da população, por isso, é uma ilusão esperar que todos sejam um exemplo de conduta.

Em relação à delegação brasileira de natação, ele diz que o fator casa é um diferencial e precisa ser aproveitado por quem está competindo. Para Rogério, a equipe está bem consistente e cita Ítalo Duarte, Etiene Medeiros e Thiago Pereira como alguns dos que podem ter os melhores resultados.

No quadro geral, ele diz que a seleção americana ainda é A seleção a ser batida. Atrás dela estão Austrália, Alemanha, Japão, Rússia e o próprio Brasil.

O menino de Londrina que conheceu o mundo pelas piscinas fez a gente mergulhar com ele nas viagens do esporte.

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Clube de MG quer manter tradição de formar medalhistas olímpicos

Publicado em 28/06/2016, aqui

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/edicoes/2016/06/28.html#!v/5124676

Faltam apenas 38 dias para a Olímpiada do Rio. E o Bom Dia Brasil está mostrando como os jogos movimentam todo o Brasil.

Em Belo Horizonte, um clube quer manter a tradição de formar medalhistas olímpicos. No coração de Belo Horizonte, um espaço dedicado ao lazer e ao esporte.

Ao lado da piscina do tradicional Minas Tênis Clube fica um prédio de nove andares. Um labirinto, com quadras, academias, escritórios, consultórios médicos, salas de fisioterapia e fisiologia. Um moderno centro de treinamento para a formação de atletas de alto rendimento em oito esportes olímpicos.

Dos mais novos aos profissionais que disputam os principais campeonatos de vôlei e basquete do Brasil na arena ara 3,2 mil pessoas.  Ao todo, 1,2 mil atletas encaram a rotina de treinos.

O Minas é mantido por patrocinadores, verbas da Lei de Incentivo ao Esporte e 70 mil sócios. E é administrado por ex-atletas formados pelo clube.

“Dentro dessa estrutura, você tendo pessoal que conhece o esporte, entende as necessidades, tanto técnicas quanto do atleta, eu entendo que isso colabora também, é um dos segredos do Minas”, explica Rogério Romero, ex-atleta e diretor do Minas Tênis Clube.

Oito atletas conquistaram medalhas olímpicas enquanto defendiam o Minas. Entre eles, a judoca Ketleyn Quadros, primeira brasileira a conquistar uma medalha em um esporte individual.

É do Minas uma das maiores surpresas da delegação brasileira: Ítalo Manzine, 24 anos. Tirou a vaga nos 50 metros nado livre de um colega de clube, o campeão olímpico e tricampeão mundial da prova, César Cielo.

“É uma das melhores estruturas do Brasil que o Minas Tênis Clube tem aqui hoje, eles conseguem nos dar suporte na preparação física, na piscina, mesmo, que tem blocos muito bons, trabalho psicológico, eles têm uma equipe médica muito boa, então é uma estrutura assim, uma das melhores do Brasil. na minha opinião, uma estrutura de ponta”, diz Ítalo Manzine.

O Minas tem outras três unidades na Região Metropolitana, estrutura que também está sendo usada pela Grã-Bretanha na preparação para os Jogos Olímpicos.Mais que um clube, uma tradição de desenvolver talentos que vão lutar pelo Brasil nos Jogos Olímpicos.

O Minas Tênis Clube tem, por enquanto, 13 atletas garantidos na Olimpíada do Rio e três modalidades: natação, judô e tênis.

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Mentiras mancham mais importante obra sobre atletas olímpicos brasileiros

Publicado em 01/10/15, aqui

Durante 15 anos, a jornalista Katia Rubio se dedicou a mapear todos os atletas brasileiros que já disputaram Jogos Olímpicos. O resultado está no recém-lançado livro “Atletas Olímpicos Brasileiros” (Sesi-SP, 646 páginas, R$ 120). Para chegar ao resultado, a professora da USP, uma das mais importantes pesquisadoras sobre o esporte no país, teve de driblar um obstáculo inesperado: pessoas, atletas ou não, que mentiam, diziam ter disputado uma edição dos Jogos sem que isso jamais tenha acontecido.

Um mês atrás, na edição 58 do podcast Esporte Final, Katia revelou que ela e sua equipe não conseguiram driblar um destes obstáculos, uma pessoa que nunca esteve numa Olimpíada mentiu e conseguiu aparecer no livro. Nesta terça-feira, revelou-se de quem se trata: Christiane Paquelet, diretora cultural do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e ex-nadadora do Fluminense, disse que competiu em Munique-1972. Jamais aconteceu.

Questionado sobre a situação, Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, disse que Christianeprecisa dar satisfações. “Entendemos [o comitê olímpico] que ela deve dar as explicações que entender que sejam cabíveis neste momento”, afirmou Nuzman ao blog “Bastidores F.C.”. Por envolver uma diretora do comitê, o caso é ainda mais grave. O advogado Alberto Murray Neto, figura importante do movimento olímpico brasileiro, pede a demissão de Paquelet.

Mas o caso da funcionária do COB aparentemente não foi isolado. O blog “Epichurus”, que tem a natação como tema principal, revelou mais um atleta que aparece no livro sem jamais ter disputado Jogos Olímpicos: José Claudio dos Santos, o Zequinha. O texto é assinado por Renato Cordani, que diz ser amigo do ex-nadador que disse a Katia e sua equipe que disputou o Pan-Americano de 1979, em San Juan, e a Olimpíada de Moscou, em 1980. “Meu conselho é que você [Zequinha] peça desculpas à Katia Rubio, tire seu nome do livro e siga a vida como eu, como um não-olímpico”, diz o autor do texto.

Nos comentários, dois grandes atletas da natação brasileira discordam sobre a polêmica. Rogério Romero, que disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos de 1988 a 2004, critica a autora. Para o ex-nadador, o fato “demonstra que a pesquisa não foi tão rigorosa assim, maculando a credibilidade do livro”. E completa: “Afinal, são apenas estes [erros] ou os primeiros a serem descobertos?”, questiona. Djan Madruga, bronze justamente em Moscou-1980, isenta a autora: “Trata-se de uma historiadora a quem o esporte brasileiro deve muito pelos grandes serviços acadêmicos prestados”.

Os episódios – e outras fraudes que a equipe que realizou o livro descobriu antes da publicação – mostram o que já disse Katia Rubio: o valor e a importância de ser um atleta olímpico. No podcast EF, ela relatou, sem dizer o nome, a história de um boxeador que tentou se fazer passar por outro, que havia ido aos Jogos.

É extremamente complexo um trabalho com esta quantidade de dados, envolvendo um período de quase um século, já que o Brasil estreou em Olimpíadas em 1920. E “Atletas Olímpicos Brasileiros” deverá ser uma referência para qualquer um que queira conhecer a trajetória do País no evento. Mas será preciso esperar que a segunda edição seja lançada, para que uma nova peneira seja passada pelo conteúdo e eventualmente outros personagens que mentiram sejam descobertos e retirados da obra.

Atualização: Christiane Paquelet não é mais diretora cultural do COB. Em nota, o Comitê Olímpico Brasileiro afirma que sua ex-funcionária admitiu ter mentido e que se desculpou com Katia Rubio.

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Sydney 2000, a Seleção Brasieira 15 anos depois

Publicado em 23/09/2015, aqui

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Hoje, há exatos 15 anos, terminava a natação dos Jogos Olímpicos de Sydney 2000, o primeiro deste século.

O Brasil não conseguiu repetir o sucesso da Olimpíada anterior em Atlanta 1996, considerada a melhor da história de nossa natação com três medalhas e cinco finais. Em Sydney, foram apenas duas finais, mas coroada com uma performance de “ouro” para a medalha de bronze do revezamento 4×100 livre, última vez que o Brasil chegou a uma final olímpica em provas de revezamento.

Desde então, muita coisa mudou, outras nem tanto, e todos os doze nadadores que representaram o Brasil em Sydney já se aposentaram. Quem segue na ativa, e pelo que se diz, no seu último mandato, é o Presidente da CBDA, Coaracy Nunes, na época chefe da delegação de natação.

A comissão técnica tinha a chefia de Ricardo de Moura, hoje ocupando o cargo de diretor geral da CBDA e tinha três treinadores estrangeiros: Dennis Dale da Universidade de Minnesota, Joe Goecken treinador de Bolles e Michael Lohberg.

Dennis Dale era técnico de Alexandre Massura e se aposentou há dois anos. Joe Goecken era técnico de Carlos Jayme e Gustavo Borges no Bolles School em Jacskonville, na Flórida. Atualmente, Goecken trabalha num cargo administrativo da USA Swimming. Michael Lohberg, técnico alemão radicado nos Estados Unidos, era o técnico de Rogério Romero e Fabíola Molina. Lohberg faleceu em 2013 vítima de uma doença hepática.

Os outros três treinadores eram brasileiros. Luiz Raphael, na época treinador de Luiz Lima, segue no mesmo clube, o Fluminense onde é o treinador principal até hoje. Luiz Raphael chegou a se aposentar das bordas de piscina para se dedicar a sua própria academia, mas retornou, e segue a frente do Fluminense.

Sérgio Silva era o técnico de Edvaldo Valério, o homem que fechou o revezamento de bronze do Brasil. Serjão se aposentou das bordas como treinador há quase dez anos, mas segue ligado a natação baiana. Atualment está no seu terceiro mandato como Presidente da Federação Baiana de Desportos Aquáticos.

Reinaldo Dias era o treinador do Minas Tênis Clube em 2000. Depois esteve no Flamengo até se mudar para o Perú em 2005. Lá, dirigiu por anos o Clube de Regatas Lima. Atualmente, ocupa o cargo de diretor técnico da Federação Peruana de Natação.

No grupo de doze nadadores em Sydney, apenas uma mulher. Fabíola Molina que ficou em 24o lugar nos 100 costas e 36o nos 100 borboleta. Fabíola ainda esteve em mais duas Olimpíadas depois desta. Ficou de fora de Atenas em 2004, mas nadou em Beijing 2008 e Londres 2012. Se aposentou das piscinas em 2013, é uma empresária de sucesso a frente da sua linha de maiôs e sungas. Vai inclusive lançar a linha Rio 2016 em produtos licensiados pelo Comitê Rio 2016.

Dois anos depois de Sydney, Fabíola começou a namorar com o também nadador Diogo Yabe. Em 2006, os dois estavam casados e no ano passado tiveram a primeria filha, Louise Maria.

Filhos daquele grupo de 2000 já são quinze.  Fernando Scherer, Gustavo Borges, Rodrigo Castro, Alexandre Massura, Rogério Romero, André Cordeiro tem dois cada um, mais Luiz Lima, Fabíola e Edvaldo Valério com um.

Naquele grupo de 2000, apenas Gustavo Borges, Fernando Scherer e André Cordeiro já eram pais. Gustavo era casado com a também nadadora Barbara Franco Borges, Luis Gustavo havia nascido no ano anterior. Depois, eles ainda tiveram Gabriela. Os dois filhos são atletas do Pinheiros, clube onde Gustavo conseguiu os seus maiores resultados.

Gustavo Borges segue envolvido com a natação. Comanda a Metodologia Gustavo Borges, líder do mercado nacional e atuando em quase 200 academias e escolas de natação num sistema que planifica e organiza a aprendizagem do esporte. É dono de academias de natação e faz parte do Time de Ouro da Rede Globo que vai atuar nos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Gustavo não estava bem em 2000. Por conta disso, foi para a Olimpíada no sacrifício e resumiu sua participação aos 100 livre onde parou nas semifinais em 16o lugar e no revezamento onde foi o segundo a pular na água fazendo o melhor tempo da equipe.

Fernando Scherer já tinha uma filha, Isabella Scherer, gaúcha, hoje com 19 anos de idade. Depois de atuar no reality show A Fazenda, conheceu Sheila Mello. Casou e teve a segunda filha, Brenda. Xuxa foi o nadador que abriu o revezamento de bronze em Sydney. Fora isso, ainda nadou os 50 livre não passando das eliminatórias. Sua participação foi ameaça em todos os momentos. Uma torção no pé fez Xuxa sofrer e nadar no sacrifício na Olimpíada.

Ele ainda nadou até 2004 quando fez a sua terceira e última Olimpíada. Trabalha desde 2008 na Rede Record de Televisão onde é o comentarista de natação da emissora.

O terceiro pai da equipe olímpica de 2000, André Cordeiro foi para Sydney disputar a sua segunda Olimpíada. Depois de estar no revezamento 4×100 livre de Atlanta em 1996 que terminou em quarto lugar, nesta vez foi como nadador reserva e não competiu. Tinha uma filha, Bruna, na época com seis anos, e que depois viria a se tornar uma nadadora de destaque nas categorias inferiores do Corinthians.

André segue envolvido com natação. É um dos integrantes da comissão técnica do Minas Tênis Clube e já com passagens pela Seleção Brasileira Juvenil.

O time do Brasil ainda teve outro reserva que não nadou em Sydney. Foi César Quintaes Filho, este disputando sua única Olimpíada, sem nunca ter nadado uma prova. Cesinha, era o reserva para o 4×100 livre medalha de bronze. Esteve em outras formações anteriores, mas para Sydney, foi como o quinto nadador da prova.

Médico do SAMU, Dr. César Quintaes Filho hoje salva vidas e está casado desde o ano passado.

O revezamento de bronze ainda tinha Carlos Jayme e Edvaldo Valério. Jayme já estava nos Estados Unidos de onde nunca mais voltou. Se formou na Universidade da Flórida e atualmente é empresário em Nova Iorque. Lá casou com Catherine que está grávida do seu primeiro filho.

Edvaldo Valério nunca havia saído da Bahia até os Jogos de Sydney, porém após o bronze olímpico sofreu com a falta de patrocínio e apoio local. Esteve no Minas Tênis Clube em Belo Horizonte e no Grêmio Náutico União em Porto Alegre até se aposentar. Este ano teve o lançamento da sua biografia em Salvador. O livro “Edvaldo Bala Valério, Braçada da Esperança” traz um pouco de toda a carreira do nadador.

Atualmente, Valério comanda o Centro Aquático Edvaldo Valério, uma série de piscinas arrendadas na Bahia em turmas de aprendizagem e natação masters.

Quem está preparando uma biografia é Eduardo Fischer. O nadador de peito da Seleção de 2000, Fischer ficou em 31o lugar nos 100 peito. Foi sua primeira Olimpíada. Voltaria em Atenas 2004 quando chegou as semifinais da prova.

Casado desde 2010, Eduardo Fischer é advogado e proprietário de uma loja de suplementos em Joinville. Nunca fez uma despedida oficial, mas deixou os campeonatos nacionais desde 2012. Ainda aparece em algumas disputas regionais em Santa Catarina, sempre defendendo a sua amada Joinville. Talvez seja o nadador que mais Jogos Abertos de Santa Catarina disputou em toda a história.

O revezamento 4×200 livre de Sydney ficou em 13o lugar. Gustavo Borges optou por não nadar a prova. O time tinha Rodrigo Castro, Leonardo Costa, Edvaldo Valério e Luiz Lima.

Rodrigo Castro aos 21 anos de idade fazia a sua primeira das três Olimpíadas que disputou. Naquele ano de 2000 foi o ano que Rodrigo Castro entrou para a University Southern California onde se graduou em Economia. Se aposentou em 2012 e Rodriguinho talvez seja um dos poucos, senão o único, nadador de alto nível do Brasil que defendeu apenas um clube em sua carreira: o Minas Tênis Clube.

Há dois anos, Rodriguinho é o Vice Presidente da FAM – Federação Aquática Mineira e iniciou um empreendimento na área turística, é dono do Samba Hotéis.

Leonardo Costa fez em Sydney sua primeira e última Olimpíada. Era companheiro de Rodrigo Castro na USC nos Estados Unidos e ainda teve grandes resultados nos anos seguintes. Fora dos Jogos de Atenas em 2004 ensaiou uma aposentadoria, mas tentou voltar aos treinos. Acima do peso, acabou tomando um remédio para emagrecer e testou positivo. Era o fim da sua carreira.

Leo mora em João Pessoa. Voltou a natação, agora como técnico e mantém um programa de natação no mar. Foi insipirado pelo companheiro de equipe Luiz Lima.

Luiz fez em Sydney a sua segunda e última Olimpíada. Ainda tentou sem sucesso em 2004. Ficou em atividade e segue treinando. Participa das competições de águas abertas onde foi antes da nova geração o nosso melhor representante.

O nome de Luiz segue associado as águas abertas sendo o pioneiro de programas de treinamento exclusivos para a modalidade. Seu programa social “Natação no Mar” serviu de base e inspiração para muitos no país. Há seis anos criou o Gladiadores, o primeiro clube de natação focado nas águas abertas e que tem sede na praia de Copacabana.

Em Sydney, Luiz Lima ficou em 17o lugar nos 400 livre e 18o nos 1500. Foi a última vez que o Brasil teve um nadador na prova de 1500 livre em Jogos Olímpicos.

Casado com uma ex-nadadora, Milene Comini, é pai de Luiza, atleta da equipe Mirim do Marina Barra Clube.

Aliás, a irmã de Milene, Patricia, também ex-nadadora, casou com Rogério Romero, e tem duas filhas. O Piu fez em Sydney sua quarta Olimpíada. Voltaria em Atenas 2004 para fechar a quinta, recorde na história dos atletas olímpicos do Brasil.

Nestas cinco Olimpíadas, foram duas finais. O melhor resultado foi exatamente em Sydney, sétimo lugar com 2:00.48 nos 200 costas, a sua prova favorita. Piu ainda nadou os 100 costas terminando em 23o lugar.

Depois de atuar como integrante do Governo Estadual de Minas Gerais como Secretário de Esportes, Rogério Romero iniciou esta temporada como Gerente Geral Esportivo do Minas Tênis Clube.

Alexandre Massura Neto também atuou com Rogério Romero na Secretaria de Esportes e Turismo de Mina Gerais. Depois disso, Massura esteve trabalhando para a FIFA no projeto da Copa do Mundo no Brasil. Este ano, passou a atuar na Effect Sport no Rio de Janeiro.

Massura ainda treinava nos Estados Unidos em 2000, Era atleta da Universidade de Minnesotta, então recordista da universidade e um dos principais atletas da equipe no NCAA. Sydney foi sua segunda Olimpíada. Foi para Atlanta em 96 para nadar o revezamento 4×100 livre terminando em quarto lugar. Em Sydney, chegou as semifinais dos 100 costas, terminou em 13o lugar com 56.07.

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Você Esporte Clube – Entrevista Rogério Romero – Bl. 2 – 28/06/14

 

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O dia em que envelheci

Publicado em 25/01/14, aqui

Vicente Cardoso Júnior
Aos 50 e poucos anos, Elke Maravilha, hoje com 68, decidiu que não usaria mais shorts. Amigos estranharam: “Mas suas pernas estão ótimas”. Ela retrucava: “Pelas pernas eu posso, pela alma é que não quero”. Sem uma razão muito clara, ela apenas sentiu que era hora para essa mudança. Envelhecer é um processo constante e sutil, tão natural que não é sentido a todo instante, mas há momentos em que a percepção dessa passagem do tempo é repentina. Para Elke, nada digno de lamentação; ao contrário, ela fala com humor sobre o assunto: “Hoje tenho um saco cheio de remédios para tomar, e meu médico avisou: ‘Cuidado que sua vida está aí’, então minha vida foi pro saco!”, e uma gargalhada se segue.
Perceber que não se é mais (tão) jovem e lidar com isso de forma positiva, encarando os contras e, principalmente, tirando proveito dos prós da maturidade é um grande passo num país cuja população está vivendo cada vez mais. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada recentemente, a expectativa de vida do brasileiro hoje é de 74,6 anos – um acréscimo de cinco meses e 12 dias em relação ao valor estimado para 2011 (74,1 anos).
Segundo o psicólogo José Carlos Ferrigno, autor de “Conflito e Cooperação entre Gerações” (ed. Sesc SP, 232 págs., R$ 25), a percepção do envelhecimento geralmente é despertada por um fator externo. Ferrigno remonta ao relato de um escritor que, estando em pé no metrô, percebeu que uma jovem o olhava com insistência. Sentia-se lisonjeado, por se ver atraente para uma mulher tão mais jovem, até que ela se dirige a ele e lhe oferece o lugar para sentar. “Muitas vezes a velhice vem assim, informada pelo outro”, afirma o psicólogo.
Uma das explicações possíveis, segundo o psicólogo, é que nosso inconsciente não tem idade. Sem passado ou futuro, essa instância do indivíduo vive sempre numa espécie de mesmo presente. “Como esse inconsciente é muito poderoso para determinar nosso comportamento, isso contribui para que a gente, por dentro, se sinta sempre o mesmo”, explica.
Há também a influência da imagem que cada um faz de si. Pessoas mais ativas costumam se identificar com uma imagem de juventude. Já pessoas com tendência depressiva são mais afetadas pela sensação da velhice, pois a ideia de finitude da vida as alarma. O geriatra Telmo Diniz, colunista do Pampulha, relata casos em que pacientes idosos ainda ativos no mercado de trabalho estranham suas fotografias recentes. “Eles dizem: ‘De jeito nenhum, não estou velho desse jeito’. A cara com rugas, o cabelo totalmente branco, a visão que se tem disso infelizmente é negativa”, afirma Telmo.
Natural
Elke reconhece as mudanças trazidas pela idade, mas as encara como algo natural e que não deve ser sofrido. Uma dessas situações foi o fim do ciclo menstrual. “A vida toda a gente é escrava de hormônios e do desejo sexual. Quando isso acaba, é uma libertação”, afirma a artista, que na época recusou a sugestão do médico de que realizasse reposição hormonal. “A natureza é tão sábia que sempre nos dá coisas novas, e a gente não precisa ficar vivendo as mesmas emoções. Imagina se a gente vivesse sempre nos 20 anos, que coisa horrorosa!”
Quem trabalha com a própria imagem, como é o caso da cantora Marina Machado, costuma ter um vasto registro da passagem do tempo. “Me olho nas fotos de agora e percebo que estou com mais rugas, isso incomoda”, afirma. Porém, Marina sabe que não é só isso que provém da experiência de envelhecer. “Tem também coisas boas: hoje sou mais tolerante, menos ansiosa com os resultados e também mais pontual, o que acho uma grande qualidade”, reflete.
A associação do envelhecimento às noções de decadência e fim incomoda a cartunista Laerte Coutinho. Ela, que passou a viver publicamente sua transgeneridade nos últimos anos, entende a idade de forma similar à questão de gênero, como construção cultural. “A posição do idoso é construída de forma negativa na nossa sociedade, e não tem nada de legal, traz uma característica cruel e doentia, de considerar o idoso como fonte de problemas”, declara. Negando esse estigma da velhice, Laerte prefere falar em amadurecimento. “Nesse sentido, acho que nunca me senti velha. Me senti madura, no sentido de tomar conta da minha vida, de uma autonomia, quando comecei a me compreender também como transgênero, como mulher”, afirma.
Uma vez em que tomou chá de ayahuasca (bebida utilizada em rituais religiosos de origem amazônica), Laerte teve uma reflexão que identifica como momento marcante de percepção do envelhecimento – no sentido positivo de aquisição de maturidade. “Me vi como uma árvore em certa fase da vida capaz de gerar determinados frutos. Percebi que se tratava de uma metáfora, e passei a ver os desenhistas e artistas mais novos como pessoas a quem eu teria algo que dar”, relata.
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Começar de novo
“Só o jogador de futebol morre duas vezes, a primeira quando encerra a carreira.” A frase do ex-volante da seleção e comentarista Paulo Roberto Falcão descreve bem o momento crítico de fim da vida profissional de atletas, o que, em diferentes medidas, não se aplica só ao futebol ou ao universo esportivo. O fim de uma carreira traz dúvidas, mas também novas possibilidades, até a de se reinventar.
O ex-nadador Rogério Romero, 43, já pensava em encerrar a carreira esportiva aos 23 anos, logo após disputar as Olimpíadas de Barcelona, em 1992. A mudança de cenário no esporte, com maior apoio, o fez mudar de ideia, e Rogério ainda disputou mais três Olimpíadas, deixando a natação de vez apenas em 2004. “Foi justamente aí que tive aquele alerta de que uma fase da vida estava acabando”, relata Rogério, que na época tinha 35.
Num período de dois anos, o casamento, o nascimento da filha e o convite para integrar uma equipe do governo estadual – Romero é secretário-adjunto de turismo e esportes de Minas – tiraram o peso da ‘morte’ daquela primeira vida, a do atleta. “Esse momento tão efervescente ajudou a ser menos traumático. Além disso, eu tinha interrompido minha formação educacional, e decidi correr atrás disso, o que também ajudou a começar de vez esse novo ciclo”, afirma Rogério.
Em coluna para o jornal O TEMPO, o ex-jogador Tostão fala sobre a dificuldade de muitos atletas se libertarem do passado. “Ex-atletas que trabalham em outras atividades, principalmente os que foram craques, geralmente não conseguem criar uma nova identidade profissional nem se libertar das glórias e dos fantasmas do passado. Continuam enamorados por suas imagens anteriores.”
Não é o caso de Rogério. Segundo ele, o ex-nadador e o político convivem bem. “O esporte ensina muito sobre dedicação, aceitação de derrotas, a importância de uma equipe. São valores que podem ajudar na transição para uma nova etapa e que, sem dúvida, continuam válidos para outras situações da vida”, ressalta.
Ciclos
O crescimento da expectativa de vida em todo o mundo e a universalização da previdência fizeram com que a ‘primeira morte’ de que Falcão fala também seja sentida, um pouquinho mais tarde por todo mundo que chega ao momento de se aposentar.
Após 30 anos de carreira na mesma empresa, a advogada Maria Aparecida Araújo, 52, até evita o termo ‘aposentar’. “Eu posso encerrar meu ciclo em uma empresa, o que não quer dizer que vou deixar de sempre fazer alguma coisa. Posso até aposentar legalmente, mas não quero parar nunca”, afirma.
A ideia de ‘ciclos da vida’ é valiosa para ela. Outra fase que ela vê concluindo está relacionada a suas responsabilidades como mãe. “Tenho um filho no mestrado e outra que estuda medicina. Sei que eles estão encaminhados e agora quero deixar um pouco de ser mãe e voltar a ser eu mesma”, afirma Maria Aparecida.
Entender e satisfazer esse “eu mesmo” parece tão complicado que a única resposta possível até soa simples demais: fazer aquilo de que se gosta. Uma das principais motivações para Maria Aparecida ter decidido se aposentar num momento considerado muito cedo pela maioria dos colegas é a liberdade para organizar seu tempo. “Vou continuar trabalhando, ainda não sei onde ou com o quê, mas sinto que vai ser tão bom fazer as coisas na minha vontade, no meu horário”, diz.
Assimilar e adaptar-se a uma temporalidade nova é uma das transições importantes com o envelhecimento. “Em função de características biológicas e sociais, a percepção do tempo muda de uma fase da vida para a outra”, afirma o psicólogo José Carlos Ferrigno. “A criança vive muito o presente, tem um tempo voltado para a brincadeira, o que o adulto não consegue tanto. Na terceira idade, é possível recuperar esse tempo recreativo”, completa.
Para Ferrigno, a integração entre gerações é uma das chaves para um envelhecimento mais completo. “As gerações mais velhas também podem se adaptar ao tempo acelerado dos jovens. Em vez de viver no saudosismo, há um mundo a ser descoberto”, afirma.
Nossa ideia de tempo cronológico, que marca o passar dos anos e, assim, a idade, vem do grego antigo Chronos – que era o deus do tempo e das estações. Essa mesma civilização tinha ainda a divindade Kairós, representante de um tempo oportuno, sem amarras ao passado. A advogada Maria Aparecida Araújo parece ser mais devota do segundo: “Só vou envelhecer no dia em que eu não quiser fazer mais nada, e eu sempre quero fazer alguma coisa!”
Filmes que abordam a percepção do envelhecimento
“O Curioso Caso de Benjamim Button” (2008)
Button (Brad Pitt) nasce bebê num corpo velho e rejuvenesce com o passar dos anos. A história provoca a reflexão sobre como o envelhecimento não está preso apenas ao corpo. A percepção da velhice física afeta o relacionamento de Button com Daisy (Cate Blanchett), que tem um ciclo biológico normal. Ora ele, ora a amada se sentem velhos demais para o outro.
“Up – Altas Aventuras” (2009)
Aos 78 anos, o rabugento Carl transforma a casa num dirigível para perseguir um sonho infantil, abalando a vida isolada pela qual havia optado na velhice. O prólogo da animação narra a passagem da vida de Carl ao lado da esposa, num belo retrato do envelhecimento de um casal, tecido por acontecimentos marcantes no pano de uma rotina singela.
“O Artista” (2011)
A chegada do som à sétima arte coloca a estrela do cinema mudo George Valentin (Jean Dujardin) em crise, ao perceber que seu talento talvez tenha ficado ultrapassado. A obra mostra a sensação de envelhecimento atrelada à profissão e ao contexto de mudanças sociais. Em vez do isolamento e da aceitação de sua derrocada, Valentin resolve se adaptar e se reinventa.

 

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Quinta final: recordes mundiais nos 200m peito

Desda vez não deu. Numa final muito rápida (6 nadando abaixo de 48s) Cielo finalizou em sexto. Para adicionar mais uma surpresa para estes Jogos Olímpicos: Nathan Adrian vence o australiano James Magnussen pela menor margem possível: um centésimo. Bronze para o canadense Hayden, após um vacilo que o colocaria nesta mesma posição quatro anos atrás.

Nathan Adrian: a zebra está à solta em Londres. (AFP)

Thiago Pereira passou tranquilo para a grande final de amanhã e acho que pode vir outra prata por aí. Henrique Rodrigues, nos 200m medley, e Leonardo de Deus, nos 200m costas, não conseguiram avançar.

A maldição do tri continua, e aproveito para corrigir a informação de ontem. Phelps ainda tem mais duas chances para atingir esta marca, nos 200m medley e nos 100m borboleta. Outro tri, este não seria inédito, também pode ser alcançado por Coventry nos 200m costas.

Mas os 200m peito teve emoção suficiente, pois foi necessário um recorde mundial para o húngaro Daniel Gyurta vencer o inglês Michael Jamieson que, por sua vez, não pode reclamar, afinal abaixou 2s da sua melhor marca. Como ele não é chinês, ninguém vai levantar suspeitas. Rui Tateishi deu o sexto bronze para o Japão.

Gyurta e Jamieson: os mais rápídos nos 200m peito.

Na versão feminina, na semi a favorita Rebecca Soni abaixou seu próprio recorde mundial cravando 2:20, perdendo a chance de ser a primeira a abaixar dos 2m20s. Terá outra chance amanhã, mas sua preocupação maior será chegar em primeira. Absoluta nesta prova, atual campeã olímpica, sem ninguém por perto, é considerada a grande favorita. Não acredito em surpresa aqui.

Soni: sozinha nos 200m peito. (AP)

A espanhola Mireia Belmonte está numa verdadeira maratona em Londres, parecia dominar a prova, mas a chinesa Liuyang Jiao mandou um recorde olímpico para subir uma posição de quatro anos atrás. Sim, mais um bronze para o Japão com Natsumi Hoshi.

Pódium dos 200m borboleta: primeira medalha da Espanha.

Fechando o dia, um eletrizante revezamento 4×200m feminino, onde os EUA abocanharam sua 18a. medalha (oitava dourada) batendo uma Austrália (sua oitava medalha) e França (sexta medalha).

Ao final do quinto dia, o Japão está em 13o. na natação, com 7 bronzes.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

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