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E o Missil falhou de novo

Ninguém pode negar que ele é hoje o velocista mais regular do mundo. Com 18 marcas na casa dos 47s, James Magnussen já tinha chegado a Londres em 2012 com uma credencial impressionante, a melhor marca sem os trajes tecnológicos: 47.10. Como ainda na natação quem ganha é quem chega na frente, ele amargou uma prata por apenas um centésimo do americano Nathan Adrian.

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McEvoy, desfocado ao lado de Magnussen e Sullivan, que é o mais rápido deste ano nos 50m livre. (ABC)

2014 parecia ser a redenção do australiano. Iniciou o ano com performances arrasadoras e parecia estar absoluto para mais uma vitória no campeonato nacional. Parecia… Como ainda na natação quem ganha é quem chega na frente, ele amargou mais uma prata. Desta vez para o jovem mais rápido da história: Cameron McEvoy e seu 47.65.

Vamos às teorias:
1. Ele pipoca. Simples assim. Tempos rápidos em torneios com pouco expressão, mas na hora que o bicho pega, ele não absorve bem a pressão;
2. Ele guardou o melhor para as competições internacionais. Seus tempos foram tão bons na temporada, que ele relaxou e passou por cima do campeonato nacional, crente que seria convocado. Não vi nenhuma declaração neste sentido, mas quem sabe pode ser alguma estratégia para deixar os adversários mais confiantes;
3. Errou o polimento, ou seja, acabou descansando demais (ou de menos) para esta competição. Se for isso, melhor ele e seu técnico acertarem na medida para o Pan Pacífico.

Descoberto.
Descoberto.

Não é nenhum desmérito perder para outro grande talento, mas realmente esperava mais dele. Agora as fichas podem estar migrando para McEvoy… Filho de psicóloga (será que é esta a vantagem?), ganhou muita musculatura no último ano (mas ainda está longe de seus concorrentes), deu a segunda marca australiana nos 200m livre (perdendo apenas de um tal de Ian Thorpe)… enfim, o garoto certamente vai dar o que falar.

 

 

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Quem quer ver o melhor do mundo? De graça?

Quem quiser ver Cristiano Ronaldo ou Messi, mesmo num campeonato nacional polarizado entre as duas equipes que representam, vai ter que pagar no mínimo 224 reais até mais de 5 mil! Alguém pode justificar que um jogo entre os melhores do mundo vale a pena e pelo jeito apenas 200 sócios não pensam assim e preferem colocar seus ingressos à venda (fora os cambistas, claro).

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Camp Nou: onde está a vaga ?

As Olimpíadas de Londres tiveram uma procura de 1,8 milhão para a final dos 100m rasos (leia-se: Usain Bolt). Estádios lotam para ver os astros das ligas americanas. F1 (Nascar, Stock Car e outras corridas) e UFC também tem o seu glamour, atraindo uma legião de fãs fiéis.

Diria que a natação está em um estágio intermediário dentro do interesse do brasileiro comum, muito por conta dos resultados nas últimas olimpíadas, quando saímos com medalhas. Thiago Pereira e Cesar Cielo são conhecidos e reconhecidos, mas a seleção não depende apenas dos resultados deles. Temos atletas treinando nos Estados Unidos sim, como sempre, e fazendo sucesso lá, mas nadadores espalhados por clubes (poucos) em alguns estados auxiliam no disseminação do interesse.

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Será este o futuro de competições com a presença de Cielo?

E assim chegamos ao melhor tempo do mundo nos 50m livre feito no Campeonato Metropolitano, no Minas Tênis Clube, entrada gratuita. Quem diria? Não posso acreditar nem que o próprio Cielo imaginava algo assim logo nos seus primeiros dias em Belo Horizonte. Talvez uma boa esperança após o bom resultado nos 100m livre no dia anterior, mas brindar o público que compareceu ao Parque Aquático com 21.74 foi demais. Ninguém poderia prever um início mais promissor.

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Cielo: público ainda não condizente com seus resultados.

A FAM, para ficar apenas na Federação, tem condições de capitalizar um pouco também neste momento único da entidade. Quem sabe até conseguir alguns patrocinadores para alavancar a modalidade no estado? Afinal, apesar do resultados de nível internacional, a competição não oferecia nem medalhas para os melhores colocados…

Veja aqui o melhor tempo do mundo.

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Delegação olímpica de canoagem destaca Minas como melhor local já visitado para treinos

Publicado em 13/02/2014, aqui

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Há muitos anos o esporte une o estado de Minas Gerais e o Reino Unido. Na Copa do Mundo da FIFA de 1950, a seleção da Inglaterra se hospedou em Nova Lima e protagonizou um jogo histórico no gramado do  Independência. No próximo dia 24 de junho, às 13h, a seleção inglesa volta ao solo mineiro para enfrentar a Costa Rica, no Mineirão, na segunda edição do Mundial no Brasil. E a parceria continua até pelo menos 2016. Nesta quinta-feira (13), a delegação olímpica de canoagem do Reino Unido não poupou elogios à dependência do Minas Náutico, em Nova Lima, escolhida pelos britânicos como sua base de treinamento nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Atualmente, Minas Gerais oferece a melhor estrutura para a prática de canoagem em relação a centros de treinamento da Europa, África e Austrália. Essa foi a constatação do diretor de performance da delegação olímpica do Reino Unido, John Anderson, em coletiva realizada nesta manhã, na Lagoa dos Ingleses, em Nova Lima, local onde o grupo se prepara para os Jogos Olímpicos Rio 2016. A delegação, formada por 23 profissionais, fica em Minas Gerais até o dia 23 de fevereiro. É formada por 11 membros da comissão técnica e 12 atletas, entre eles os medalhistas nas Olimpíadas de Londres, em 2012, Ed McKeever (ouro) e Liam Heath (bronze).

Minas Gerais saiu na frente e é o primeiro estado brasileiro a receber uma delegação olímpica para iniciar os treinos oficiais preparatórios para as Olimpíadas do Rio 2016.

Durante o encontro, organizado pela Secretaria de Estado de Turismo e Esportes (Setes) e pelo Minas Tênis Clube,  John Anderson destacou os diferenciais mineiros que fizeram com que o estado fosse o escolhido. Ele veio quatro vezes ao Brasil para analisar, junto com outros membros da equipe técnica, opções de infraestrutura em diferentes localidades e conta que, ao conhecer Belo Horizonte e as instalações do Minas Náutico, na Lagoa dos Ingleses, ficou impressionado com a cidade e com as instalações do Centro de Treinamento. “Depois de visitar Austrália, África do Sul e muitos países europeus, tive quase que imediatamente a certeza que era aqui que ficaríamos. É o melhor lugar visto nos últimos 20 anos”, relata.

Um dos primeiros critérios analisados pelo grupo foi a qualidade da água, que por aqui foi encontrada limpa e clara. O vento não muito forte e a temperatura amena encontrados na Lagoa dos Ingleses também foram outras características que atraíram os britânicos. “O lago é absolutamente perfeito e, com as outras visitas, fui me familiarizando com as pessoas e local”, relembra o diretor no processo de adaptação do espaço.

As condições climáticas encontradas em terras mineiras, explica Anderson, são favoráveis e otimizam os resultados nos trabalhos. “Como é inverno agora em meu país, precisamos sair para outros lugares para treinar. Antes, íamos para Austrália e África. Uma vez que escolhemos Nova Lima como base, pretendemos ficar nessa época no Brasil. Quando saí do Reino Unido a temperatura era de -3 graus, com vento e neve”, conta. Para felicidade dos ingleses, o clima tropical faz com que o ritmo de treino seja mais intenso e, por aqui, eles conseguem treinar 3 x por dia. “Lá não conseguiríamos realizar nem mal um treino completo. Aqui o ambiente ideal. É maravilhoso”, justifica o diretor sobre a decisão de ficar em Minas Gerais.

A infraestrutura da academia oferecida pelo Minas Tênis Clube, a comida e as acomodações  também motivaram a escolha por Minas Gerais. O medalhista Ed McKeever (ouro) reiterou os critérios para a escolha de Minas Gerais. Além da qualidade do lago e da infraestrutura, o atleta olímpico destaca a hospitalidade do povo mineiro como a principal referência encontrada. “As pessoas são amigáveis, acolhedoras e têm ótimo bom-humor”, comenta.

Ao pensar no legado a ser deixado por esses grandes eventos esportivos, o secretário de Estado de Turismo e Esportes (Setes), Tiago Lacerda, reforça que  “devemos aproveitá-los nesse processo de promoção internacional de Minas Gerais e consolidar uma ação continuada para mostrar ao mundo as nossas riquezas e capacidades, além de desenvolver políticas públicas de desenvolvimento dos nossos atletas”, afirma o secretário.

Para o secretário de Estado Adjunto de Turismo e Esportes, Rogério Romero, outro benefício está relacionado ao intercâmbio técnico-administrativo. “No caso da delegação de canoagem, a 3ª potência mundial, podemos aproveitar de sua expertise para agregar valor aos trabalhos desenvolvidos no estado”.

A previsão é que o grupo retorne a Minas Gerais em fevereiro de 2015, quando ficam por um mês. No ano seguinte, desembarcam novamente em terras mineiras em fevereiro, para ficar por igual período, e depois em junho, há duas semanas dos Jogos Olímpicos.

Acordo. Minas Gerais foi o primeiro estado do Brasil a assinar protocolo de intenções com um comitê olímpico estrangeiro para ser local de preparação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Em outubro de 2013, o governador Antonio Anastasia assinou, no Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte, protocolo de intenções com a British Olympic Association (BOA) – Associação Olímpica Britânica – para que delegações de diversas modalidades olímpicas da Grã-Bretanha possam se preparar em Minas Gerais para os jogos em 2016.

O protocolo de intenções prevê a formação de um grupo de trabalho entre o Governo de Minas, a Prefeitura de Belo Horizonte e os Centros de Treinamento selecionados para prestar assessoria ao Comitê Olímpico Britânico enquanto estiverem em Minas Gerais. O acordo também prevê foco especial em áreas como esportes e atividades físicas, amplo legado social, incluindo educação, legado econômico e na área de ligações de educação e universidades, além de outras áreas nas quais os participantes possam trocar experiências.

A escolha das instalações esportivas do Minas Tênis Clube, do Centro de Treinamento Esportivo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Clube Mineiro de Caçadores (CMC) de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), como locais de preparação dos atletas britânicos foi fruto de uma série de negociações.

Canoagem em Minas. O estado tem hoje 200 competidores de canoagem, paracanoagem e rafting, que juntos, colocam o estado entre os cinco primeiros em número de atletas inscritos em provas dessa natureza.

Segundo o presidente da Federação Mineira de Canoagem, Helmer Nogueira, 50% dessa parcela se encontra nas cidades de Buritizeiro, Governador Valadares, Lavras, Muzambinho e Pirapora, polos celeireiros de grandes atletas. “Na atualidade temos cerca de oito canoístas entre  as melhores  colocações  nacionais de  descida como Alexandre  Toso , Willian Douglas , Pablo Gusmão, Zdzlaw Reis”, informa o presidente.

Do passado, o atleta que marcou história por aqui foi o argentino naturalizado brasileiro Sebastian Cuattrin.  Ele participou de  três  olimpíadas e Pan americanos e Sul americanos , chegando a conquistar, centenas de títulos. Hoje ele é treinador e diretor  da  canoagem e velocidade  nacional  e coordenador  da canoagem para  as Olimpíadas do Rio    2016. Considerado o maior canoísta do nosso país, ele começou a treinar em Governador Valadares quando tinha 13 anos.

Sobre o número de amantes desse esporte radical, que praticam a modalidade apenas por hobby, o presidente da federação diz que os números passam da casa dos mil.

Parte disso se explica por Minas Gerais ser considerada a caixa d’água do Brasil e possuir 8,3% de rios e lagos naturais e artificiais e 17 bacias hidrográficas federais. “Nossas águas são propícias e ideais.Oferecem todos os  níveis e classe de rios e mananciais como lagos e lagoas que favorecem inúmeras modalidades incluídas na canoagem. Provas de velocidade, de rodeio, futebol de caiaque, de descida, slalom,paracanoagem e canoa havaiana são algumas delas”, justifica Helmer sobre  importância de Minas no cenário esportivo de canoagem.

Para Helmer, a vinda da seleção britânica, uma das melhores do mundo, trará visibilidade internacional e poderá fazer com outras equipes se interessem pelos rios mineiros. Um convite para que diferentes nacionalidades conheçam outros espaços com grande característica de canoagem olímpica e com infraestrutura necessária para receber uma equipe internacional. Uma delas, sugerida pelo presidente é a Lagoa do Bispo, no Parque Estadual Dom Elvécio, situada entre os municípios de Timoteo, Dionísio e Marliéria. Trata-se da maior lagoa do Parque Estadual do Rio Doce com 700 hectares de espelho d’água, profundidade de 32 m e 6 km2 de área.

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Lagoa dos Ingleses recebe equipe britânica de canoagem

Publicado em 06/02/2014, aqui

A delegação oficial de canoagem da Grã-Bretanha chegou a Minas Gerais para treinar nas dependências do Minas Tênis  Náutico Clube, no Alphaville, em Nova Lima, onde deve ficar até dia 23 de fevereiro. Essa é uma das muitas visitas que a equipe britânica fará por aqui antes de vir definitivamente – escolheu o condomínio Lagoa dos Ingleses para treinar – na época das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

Entre os atletas que participam dos treinamentos no Alphaville estão o medalhista de ouro nos Jogos de Londres de 2012, Ed McKeever, e o dono do bronze na mesma olimpíada, Liam Heath. Além deles, podem ser vistos por aqui Richard Jefferies, Kristian Reeves, Lani Belcher, Angela Hannah, Louisa Sawers, Hayleigh Mason, Hannah Brown, Rachel Cawthorn, Jess Walker e Coral Burkill. Da comissão técnica, estão no Minas Náutico John Anderson, Alan Williams, Scott Gardner, Dawn Keall, Michael Mazonowicz, Alex Nikonorov, Ginny Coyles, Jonathan Smith, Michael Knott e Paul Darby-Dowman.

Entre entre as vantagens encontradas durante a estadia em terras mineiras, os britânicos encontraram a facilidade de acesso ao local dos treinos, uma vez que a comitiva está hospedada ao lado do Minas Náutico. O clima foi outro fator que agradou a todos. “Normalmente é muito frio no Reino Unido nesta época, chega a nevar. Aqui não. Está calor e muito adequado para os treinos”, destaca a canoísta Coral Burkill.

Para Rogério Romero, secretário de estado adjunto de Turismo e Esportes, a presença da delegação britânica em Minas traz benefícios para o esporte mineiro: “Temos aqui medalhistas olímpicos de um esporte com potencial de se desenvolver ainda mais em nosso estado. A expectativa é de que os jovens, percebendo a presença de atletas reconhecidos mundialmente, busquem a prática esportiva nas mais diversas modalidades e se inspirem nos exemplos de sucesso que estarão por aqui se preparando para os jogos do Rio”.

Minas Gerais foi o primeiro estado do Brasil a ser escolhido por uma delegação esportiva como local de preparação para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Em 2013, o governador Antonio Anastasia assinou, no Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte, protocolo de intenções com a British Olympic Association – Comitê Olímpico Britânico – para que as equipes olímpicas da Grã-Bretanha possam se preparar por aqui, para as duas competições.

A escolha das instalações esportivas do Minas Tênis Clube, do Centro de Treinamento Esportivo da Universidade Federal de Minas Gerais e do Clube Mineiro de Caçadores de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, como locais de preparação dos atletas britânicos foi fruto de uma série de negociações.

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O Dinheiro e a Natação

Frequentemente ouvimos ou lemos a falta de apoio para os nadadores brasileiros, com a grande maioria fazendo um paralelo com os Estados Unidos, onde o esquema escola x esporte funciona. Em tese.

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Quem nunca quis ser o Tio Patinhas e nadar em dinheiro?

Mas hoje vamos ficar apenas no dinheiro, patrocínios, apoios. Arrisco dizer que um nadador de elite hoje no Brasil deve ser um dos mais bem remunerados do mercado (aquático, claro). O custo-benefício (medalha x $) aqui é muito maior que a potência americana e de grande parte dos países europeus. E pode até ter melhorado nestes últimos anos por conta do fator sede olímpica.

Não tenho dados para comprovar isso (algum jornalista poderia ajudar), mas existem alguns indícios neste sentido:

  1. Porque atletas europeus e americanos vem frequentemente competir por clubes brasileiros?
  2. Nadador que quiser participar do campeonato universitário americano não pode ter patrocínios (explícitos).
  3. Os EUA tem tantos medalhistas olímpicos, que estes atletas acabam caindo numa vala não tão rara quanto no Brasil.
  4. Porque nadadores consagrados como James Magnussen e Chad le Clos, em vez de voltarem com seus ouros para casa, descansarem das piscinas enquanto capitalizam em propagandas em cima dos seus feitos, preferem ir para uma etapa da Copa do Mundo?
  5. Qual a razão da húngara Katinka Hosszu nadar tantas provas no circuito Copa do Mundo?

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A resposta para as perguntas é: dinheiro. Pode ter até outra razão (como vir nadar no Rio, por exemplo), mas as bonificaçõe$ chamam estes atletas, muito profissionais. Não que os brasileiros não precisem de grana (se eles voltaram depois do Mundial, foi também para competir no Finkel pelos seus clubes – que lhes garante um salário no final do mês), mas acredito que somados: patrocínios + propagandas + clube + bolsa atleta + COB + CBDA + Ministério + Secretaria estadual + Prefeitura +… dão uma vantagem para nossos atletas.

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Não, Phelps não ganha 20 milhões em um ano…

E a premiação da natação está começando a chegar próximo do seu “primo” atletismo (ao menos no Mundial). Os valores de 60 mil para o Mundial de Atletismo que começa amanhã em Moscou vale 60 mil dólares, enquanto Barcelona 39 mil (não me pergunte porque não 40) para cada um dos seus vencedores.

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Rio 2016 sem outras provas de velocidade

E o Comitê Olímpico Internacional bateu o martelo: não vai incluir as provas de 50m estilos nas Olimpíadas. Os motivos são claros: mais provas, mais gente, mais custos (se bem que estes são bem relativos, afinal não são mais 18-20 medalhas que vai quebrar o COI…).

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Cinquentinha: sem margem para erro, saiu mal, perdeu.

A decisão é ruim para o Brasil, já que temos muitos nadadores bem posicionados no ranking mundial nestas provas. Claro que se houvesse a inclusão, haveria uma movimentação de atletas para a velocidade, para aprimorar ainda mais os fundamentos, e o ranking naturalmente ia mudar.

Os que defendem as provas dizem que são mais atrativas que as de fundo (800 e 1500 além do revezamento 4×200). O outro lado diz que são provas tradicionais e, sim, temos provas emocionantes nestes 8-15 minutos de disputa.

Eu, particularmente, acho polêmico colocar provas no Mundial que não serão disputadas nos Jogos Olímpicos, mas entendo que isso é para tornar o mix mais interessante, principalmente para a mídia e para o público que ainda não segue a natação. Mas pensando em uma partida de tênis que dura mais de duas horas, entre duas ou quatro pessoas, ainda prefiro mais atletas, finais, mais medalhas, mais países, no mesmo intervalo.

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Vai dizer que uma maratona aquática é monótona e sem apenas de mídia?
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Assuntos Gerais Política Rio 2016

E o padrão COI?

Sei. O momento é das manifestações. Já caiu a PEC 37 (será que todos que protestaram contra, sabiam mais que: vai tirar o poder de investigação do MP?). Vão votar 100% para a Educação. Será que diminui o número de Ministérios?

Enfim, o povo deu as caras e a consequência foi uma acelerada nas SUAS prioridades.

Quem se deu mal nesta história toda? Bem, primeiro, o óbvio, a FIFA. O que era para ser uma festa, virou isso. Se esta Copa já foi assim, imaginem na Copa de verdade…

Mas a imagem do Brasil, num primeiro momento, também sai queimada. Alguns dos “legados” propagados, talvez nunca se concretizem, e a culpa agora é de ninguém mais senão das manifestações. Elas assustaram as pessoas, possíveis turistas? Sim. Enviaram imagens da parte agressiva das manifestações para fora? Sim. Talvez as prioridades baseadas na Copa vão ser revisadas? Sim.

E é aí que entra o padrão COI. Tal qual a FIFA, o Comitê Olímpico Internacional é uma grande empresa, cujo maior produto são os Jogos Olímpicos de Verão. Tal qual a Copa, o Brasil pediu para sediar as Olimpíadas e assinou um pesado caderno de encargos para tal. Não tão descarado quanto a FIFA, o COI também procura os mercados emergentes para seus grandes eventos. E tal qual o que está acontecendo agora, existe a real possibilidade de daqui a 3 anos vermos algo semelhante no Rio.

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Relógio recém inaugurado na sede do COI. Faltam mais de mil e cem dias (ou apenas?). Foto: divulgação

O que pode amenizar esta possibilidade são as mudanças neste meio tempo. De um lado, uma nova agenda política que esteja alinhada com os reais anseios da população; do outro, uma rigorosa transparência na condução dos projetos Rio 2016. Já é transparente? Torne-a límpida. Cristalina. De tal forma que até minha filha de 7 anos entenda o que está sendo feito e porque. Preferencialmente a de 4 também.

Sediar as Olimpíadas é uma grande oportunidade? Tenho convicção que sim. Mas junto com isso, vem as responsabilidades – e elas não são pequenas. Se a tendência do ambiente for para melhorar, acredito que teremos uma grata surpresa. Melhor ainda se sairmos com diversas medalhas, mas isto já é uma outra história…

 

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Phelps: volta ou não volta?

Sem dúvida, a dúvida da semana foi o rumor da volta de Michael Phelps (ou seu plano para) às piscinas. Seria, sem dúvida, uma oportunidade única para o Rio de Janeiro!

Mas tenho uma lista das possibilidades que fariam o maior nome da natação mundial estar planejando um retorno:

1. Grana. Sinceramente, não acredito que isto possa ser uma motivação para ele pois, apesar de alguns episódios tristes (fumando o que não devia e dirigindo como não deveria), seus patrocinadores deram (dão) uma condição muito confortável. A não ser que torrou toda sua grana no pôquer – aí merece TER que treinar e ainda para os 200m borboleta e 400m medley (as provas mais duras que existem). Não seria o o primeiro nem o último a fazer um show para volta. Os australianos sempre tentam. Talvez o mais famoso a anunciar isso foi justamente aquele que detinha o título de melhor nadador de todos os tempos antes da era Phelps: Mark Spitz. Aos 41, o bigodudo e falante Spitz nem chegou a pegar o índice para participar da seletiva americana.

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Phelps, antes de perder seu relógio de ouro.

2. Recordes. Sim, ele poderia ampliar ainda mais sua galeria mas, novamente, depois do que ele fez nestas duas últimas olimpíadas, se esta for sua motivação… Quer ser campeão mundial dos 100m costas? Ganhar medalha nas olimpíadas nos 100m livre? Vencer pela quarta vez os 100m borboleta? Faz sentido num possível planejamento ele voltar agora, pois mesmo sendo provas de 100m, as chances dele alcançar novamente seus melhores resultados ficam proporcionalmente menores conforme sua demora em voltar. Além disso, ele já ressaltou inúmeras vezes que está aproveitando sua aposentadoria.

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Phelps no Rio: enjoying não é enjoar.

3. Atenção. Sim, ele ainda atrai multidões, especialmente fora do seu país, mas nada se compara a histeria de quando nadava. Alguns atletas parecem sentir falta da pressão, da adrenalina da competição, ou mesmo do lactato dos treinamentos, e acabam voltando e, quase sempre, se arrependendo posteriormente. Aliada a outra hipótese de cima, pode ser sua vontade de dar ainda mais popularidade à natação, um dos seus objetivos para alcançar suas façanhas.

Em todo caso, que ninguém duvide de sua capacidade, afinal ele cansou de fazer história nas piscinas.

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Phelps: “Peraí que eu ainda tenho mais um monte destas.”

 

 

 

 

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Competição Rio 2016

Omaha: parada olímpica obrigatória

Casa cheia, shows, música empolgante, competição acirrada? Pela terceira vez a cidade de Omaha, no estado de Nebraska, servirá de palco para seletiva americana. Vejam as imagens e vídeos para perceber: a organização do Troféu Maria Lenk deu um passo para que a competição fique cada vez mais atrativa.

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Rio 2016

O primeiro dia: muitos brasileiros na água

O primeiro dia de eliminatórias vai ser um bom termômetro de como o Brasil vai ser representado na natação em Londres.

Thiago: deseja estar nesta histórica final dos 400m medley, se possível fazendo história. (Agif)

Começamos logo com Thiago Pereira nos 400m medley, prova que vai ver o primeiro duelo Lochte x Phelps e também a primeira possibilidade de um inédito tri-campeão olímpico. Thiago abriu mão de outras provas para poder concentrar-se nas duas de medley, está otimista e confiante em um bom resultado.

Daynara de Paula entra em seguida, nos 100m borboleta, onde o Brasil teve sua melhor colocação feminina com Gabriella Silva em Pequim. Quem sabe Daynara não surpreende também?

Daynara: os 100m borboleta vai dar duas finalistas em seguida? (Agif)

Depois temos outra finalista olímpica, também nos 400m medley, Joanna Maranhão. Apesar de sua consistência nos resultados uma nova final para a pernambucana seria um ótimo resultado.

Para fechar bem nossa primeira eliminatória, os Felipes Silva e Lima nadam os 100m peito, outra prova que pode ter um tri-campeão com Kitajima. Ela é uma das mais disputadas desde 1968, com o campeão sempre ficando a menos de meio segundo na frente.

França: a primeira chance real de medalha só vai ser no segundo dia. (Agif)

Lembrando que final no mesmo dia, apenas para os 400m medley, pois provas até 200m tem semifinal.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero