Hora de atrair mais delegações

Publicado em 21/07/2014, aqui

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A Copa do Mundo acabou, mas as Olimpíadas são logo ali, em 2016. Embora a competição seja realizada no Rio de Janeiro, Minas Gerais também participará do evento recepcionando delegações para treinamentos pré-jogos. Por todo o país, os próximos meses serão marcados pela intensificação do trabalho de captação de comitês nacionais e modalidades esportivas pelos Estados.

 

Depois do anúncio das parcerias com as associações olímpica e paralímpica britânicas (que utilizarão as instalações do Minas Tênis Clube e da Universidade Federal de Minas Gerais) e com o Comitê Olímpico Irlandês (que ficará em Uberlândia), a Secretaria de Estado de Turismo e Esportes (Setes) tem conversas avançadas com o Comitê Olímpico Belga. As modalidades e o local ainda não podem ser divulgados. Há tratativas para que Minas seja a base de treinos de uma equipe brasileira, cujo esporte também não pode ser revelado, pois ainda encontra-se em negociação.

Ainda em 2012, o Comitê Olímpico Internacional (COI) listou 172 instalações esportivas no Brasil aptas a receber delegações. Em Minas são 15 em nove cidades (veja abaixo). “Temos uma série de ações para captar o máximo possível de delegações. Mas não há uma obrigatoriedade de seguir esses centros credenciados”, explicou o secretário adjunto de Turismo e Esporte, Rogério Romero.

O trabalho do governo é fazer a ponte entre as associações e as entidades proprietárias dos equipamentos esportivos. Pode acontecer de um local agradar determinado país, mas o espaço precise de uma reforma. Nesse momento, é avaliado o custo-benefício. Chegou-se a ser estudada a construção de um centro para a prática de hóquei sobre grama no Estado – algo raro no país –, o que foi descarado justamente por causa da sua pouca utilidade após a competição.

Diferentemente do que aconteceu com as seleções pouco antes da Copa do Mundo, não há datas estabelecidas pelo COI para a chegada das delegações ao país, em 2016. Uma associação talvez queira passar por um período de ambientação ou chegar apenas na véspera dos torneios. “Os pedidos vêm de todas as formas. Mas nós temos que ser pró-ativos. Participamos de dois encontros no Rio neste ano. Só havia nós de outros Estados por lá”, destacou Romero.

Procura. No ano passado, a delegação de atletismo da China visitou as instalações da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Em abril desta ano, foi a vez das associações olímpica e paralímpica do Canadá. Utilizados na Copa, os centros de treinamento de Atlético e Cruzeiro, o Sesc Venda Nova, o Independência e a Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, são espaços de excelência no Estado que também podem se aproveitados.

Se na Copa o Mineirão recebeu seis jogos, na Olimpíada de 2016 a quantidade será bem maior. O estádio irá receber 16 partidas de futebol masculino e feminino em um período de duas semanas. Belo Horizonte será uma das subsedes, ao lado de São Paulo, Brasília e Salvador.

A tabela ainda não foi divulgada pelo Comitê Olímpico Internacional mas, se forem mantidos os critérios da edição passada, serão um total de 58 partidas (32 masculinas e 26 femininas). Em 2012, as disputas do bronze foram realizadas em subsedes e não em Londres, que recebeu apenas as brigas pelo ouro. Assim como aconteceu na Copa, as subsedes devem pleitear entre si as melhores partidas.

Mundial. Outra disputa política entre unidades da Federação também deve ocorrer nos próximos meses. Em dezembro, a Fifa decidirá que país receberá as edições de 2017 e 2018 do Mundial de Clubes. O Brasil, elogiado pela organização da Copa, concorre com Índia e Emirados Árabes.

A competição, normalmente, é realizada em duas cidades. Templo do futebol, o Maracanã possivelmente será um dos estádios. Em São Paulo, a vice-prefeita, Nádia Campeão, já disse que quer a competição, mas o Mineirão também vai brigar. “Tecnicamente, somos capazes de receber. Politicamente, vamos trabalhar também”, avisou o secretário ajunto de Turismo e Esportes, Rogério Romero.

 

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