Cielo, sua promoção e os mil comentários, em pouco mais de um dia

A força de Cesar Cielo não está apenas no favoritismo para o bi-campeonato olímpico nos 50m livre. O recordista mundial dos 50 e 100m livre, foi o favorito dos internautas para ser o porta-bandeira em Londres. Pesou o fato da natação começar logo no outro dia.

Bem, ontem ele postou uma promoção de um de seus patrocinadores e em pouco mais de um dia depois, já tinha mil comentários (na verdade, eram 947 às 21:39, mas acho que até o final do jogo isso já vai ter passado dos mil).

Cielo bate fácil ainda em “curtição” no Facebook o maior adversário de Phelps, Ryan Lochte (200 mil a mais), mas fica longe de Phelps (5 milhões a mais).

Cielo: recorde também nas promoções? (Facebook)

PS: Já são 954 incentivos…


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Propaganda: Lochte, dis costas

A ideia é boa, mas achei fraquinha…

Já o nadador parece ter gostado da surpresa.


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Jogos Olímpicos: quem merece ir?

Semana passada, achei interessante a coluna de Marcelo Laguna: Vaga olímpica não é ação entre amigos, que reforçava a posição do treinador chefe da Confederação Brasileira de Atletismo – CBAt – em defender índices técnicos fortes para Londres: “Marcas mais fortes forçam eles a melhorarem. Queremos atletas que tenham chances de chegar à final. Somos muito cobrados por resultados“.

Quem não quer ficar nos apartamentos olímpicos no Rio, daqui a 4 anos?

Eu concordo?
Sim. A CBDA, tal qual o atletismo, também estabeleceu em alguma provas índices ainda mais fortes que a Federação Internacional. As regras estavam ali a mais de um ano, então não adianta chorar, reclamar, pois os critérios estavam claros. Era só treinar para alcançar aquelas marcas.

Então Olimpíadas não servem para experiência?
Sim e não. Sim, porque a participação nos Jogos Olímpicos, realizados de 4 em 4 anos, são realmente uma experiência marcante, a maior competição da natação mundial (e em grande parte de outras modalidades), o ápice de uma carreira esportiva. Não, porque não se pode pensar em levar atletas apenas para que peguem experiência para Rio-2016. Existem outros campeonatos para isso, Mundial, Pan, etc. Além disso, em 4 anos muita coisa pode acontecer…

Mas então deveria ir apenas quem tem chance de medalha?
Não. O espírito dos Jogos não é esse. Se houvesse este pensamento, provavelmente apenas metade dos mais de 200 países participantes em 2008 iriam levar equipe (apenas 87 levaram medalha).

Isto não é contraditório?
Não. Cada país tem seus próprios objetivos. Alguns vão participar mesmo; outros, como as potências econcômicas, são cobrados por um desempenho à altura. Brasil e Inglaterra tem um mundo inteiro olhando por serem sede.

E os reservas de revezamento?
É justo que leve (pois assim foi decidido pela comsisão técnica), mas acredito que a análise deveria ser baseada em reais chances destes atletas participarem.


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Austrália: medalha dá dinheiro; remédio tira medalha

Embora o favorito para levar os 100m livre, James Magnussen, diga que a premiação por medalha olímpica  não é sua percepção de sucesso em Londres, admite que, se a Austrália quiser voltar para o topo da natação mundial, esta é uma boa iniciativa.

O ouro vale 35 mil dólares australianos, pouco mais de 70 mil reais. No Brasil, vale 100 mil.

Mas a decisão controversa veio do Comitê Olímpico Australiano, ao banir o remédio de dormir Stilnox, após o bi-campeão olímpico Grant Hackett anunciar que era viciado na substância.

Nadadores e outros atletas ficaram revoltados, afinal o mega-campeão Michael Phelps faz uso da substância e uma noite bem dormida faz grande diferença nos Jogos Olímpicos!

O Comitê se defende, dizendo que a prioridade é a saúde de seus atletas.

Leisel Jones na sua quarta olimpíada: grana, sim; sono garantido, não. (crédito: Gregg Porteous)


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Londres 2012: a Seleção Italiana

Pelegrini: atrás do bi-olímpico nos 200m livre.

Capitaneados por Federica Pellegrini, a seleção italiana terá 12 nadadores:

  • Luca Dotto – 50 livre.
  • Marco Orsi – 50 livre.
  • Gregory Paltrinieri – 1500 livre.
  • Sebastian Ranfagni – 200 costas.
  • Fabio Scozzoli – 100 peito.
  • Luca Marin – 400 medley.
  • Arianna Barbieri – 100 costas.
  • Ilaria Bianchi -100 borboleta.
  • Alessia Filippi – 200 costas.
  • Federica Pellegrini – 200 e 400 livre.
  • Stefania Pirozzi – 400 medley.
  • Filipo Magnini – 4×100 livre.

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Seletiva Americana: a equipe olímpica

Com as duas provas disputadas em Nebraska, a US Swimming divulgou sua equipe olímpica, minutos após a última prova (afinal, para que esperar?).

Michael Phelps abriu mão do mesmo programa de 4 anos atrás ao sair dos 200m livre.

O anúncio da seleção visto pelo Twitter.

Os Estados Unidos da América tem uma forte equipe, com algumas provas fracas e com muitas medalhas baseadas em 3 atletas: Phelps, Franklin (eleitos os melhores do evento) e Lochte. Mas, ao final desta seletiva, eles obtiveram: 5 melhores marcas sem maiôs tecnológicos, 12 topos do ranking mundial (dos 26 possíveis) e uma média de quase 25% do top ten nas provas individuais. Sem dúvida continuam a ser o país com mais profundidade que qualquer um.

Homens:
Alex Meyer – 10K
Ryan Lochte — 200 Costas, 200 MEDLEY, 400m MEDLEY, 200 Livre, revezamento 4×200 livre
Peter Vanderkaay – 400 Livre
Brendan Hansen – 100 Peito
Michael Phelps — 200 MEDLEY, 400 MEDLEY, 100 Borboleta, 200 Borboleta, revezamento 4×200 livre
Ricky Berens — 800 Livre Relay, revezamento 4×100 livre
Conor Dwyer — 400m Livre, revezamento 4×200 livre
Matt Grevers — 100 Costas, revezamento 4×100 livre
Scott Weltz — 200 Peito
Clark Burckle — 200 Peito
Nathan Adrian — 100 Livre, revezamento 4×100 livre
Cullen Jones — 50 Livre, 100 Livre, revezamento 4×100 livre
Eric Shanteau — 100 Peito
Nick Thoman — 100 Costas
Tyler Clary — 200 Borboleta, 200 Costas
Tyler McGill — 100 Borboleta
Anthony Ervin — 50 Livre
Jason Lezak — revezamento 4×100 livre
Jimmy Feigen — revezamento 4×100 livre
Matt McLean — revezamento 4×200 livre
Charlie Houchin — revezamento 4×200 livre
Davis Tarwater — revezamento 4×200 livre
Andrew Gemmell — 1500 Livre
Connor Jaeger — 1500 Livre

Mulheres:
Haley Anderson – 10K
Elizabeth Beisel — 200 Costas, 400 MEDLEY
Dana Vollmer – 100 Borboleta, revezamento 4×200 livre
Allison Schmitt – 400 Livre, 200 Livre, 400 Livre Relay, revezamento 4×200 livre
Missy Franklin — 100 Livre, 100m Costas, 200 Costas, 200 Livre, 400 Livre Relay, revezamento 4×200 livre
Breeja Larson — 100 Peito
Lauren Perdue — revezamento 4×200 livre
Caitlin Leverenz — 400 MEDLEY , 200m MEDLEY
Cammile Adams — 200 Borboleta
Kathleen Hersey — 200 Borboleta
Claire Donahue — 100 Borboleta
Chloe Sutton — 400 Livre
Rachel Bootsma — 100 Costas
Rebecca Soni — 100 Peito, 200 Peito
Ariana Kukors — 200 MEDLEY
Micah Lawrence — 200 Peito
Jessica Hardy — 100 Livre, revezamento 4×100 livre
Lia Neal — revezamento 4×100 livre
Katie Ledecky — 800 Livre
Kate Ziegler — 800 Livre
Amanda Weir — revezamento 4×100 livre
Natalie Coughlin — revezamento 4×100 livre
Shannon Vreeland — revezamento 4×200 livre
Alyssa Anderson — revezamento 4×200 livre
Jessica Hardy — 50 Livre
Kara Lynn Joyce — 50 Livre


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Troféu José Finkel

Seletiva Americana: Phelps classifica em ao menos 7, como Franklin.

A seletiva praticamente acabou. Hoje à tarde teremos as finais dos 50m livre feminino e os 1500m livre masculino, que acrescentam no máximo 4 atletas.

E o duelo em Omaha foi melhor para Phelps. O adversário de Lochte nos 200, 400m medley e nos 200m livre acabou se classificando nos 100 e 200m borboleta. Além das provas individuais, ele pode nadar os 3 revezamentos. Lochte bem que tentou garantir uma das duas vagas nos 100m borboleta (e, com isso, nadar o revezamento medley), ficou próximo, mas não o bastante – afinal, Phelps e Tyler McGill fizeram as duas melhores marcas do ano! Assim, a quarta melhor marca não vai competira nesta prova em Londres.

O nerd do lado de Phelps é McGill.

O revezamento 4×100m livre é a grande incógnita para ambos, pois eles não nadaram a prova, mas o regulamento americano permite que em Londres sejam convocados. Além disso, na coletiva, Bob Bowman deixou claro que o programa olímpico de Phelps pode mudar.

Já a nova versão feminina de Phelps, Melissa Franklin, classificou-se para os 100 e 200m livre e nos 100 e 200m costas, além dos 3 revezamentos.

Ledecky: pronta para colocar água no chá inglês.

E Rebecca Adligton terá uma adversária à altura nos 800m livre para tentar impedir o bi em casa. A menina (15 aninhos) Kathleen Ledecky fez a segunda marca do ano e pode virar o pesadelo de Adligton.

Errata (by Daniel Takata): o campeão olímpico em Sidney, o sueco Lars Frolander também vai para sua sexta olimpíada consecutiva.


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Doping no Brasil: as punições

O painel de doping da CBDA se manifestou nesta terça, e as penas foram fortes.

Glauber Silva perde o direito de ir às olimpíadas e foi suspenso por dois anos (pena máxima), por ter níveis de testosterona acima do permitido. Pelo que li, vai apelar, mas não deve ter tempo para treinar e concentrar na sua defesa.

Flávia Delaroli Cazziolato esqueceu de citar um remédio e pegou 3 meses. Segue seu pedido de desculpas (algo raríssmo, diga-se de passagem):

Em respeito à minha família, ao Esporte Clube Pinheiros, às organizações de controle antidoping, às confederações e aos profissionais do esporte nacional, peço desculpas pelo meu equívoco. Apesar da constante preocupação em me certificar quanto à permissão do uso de qualquer medicação antes do início de um tratamento, cheguei, por vários motivos, à conclusão errada de que o medicamento seria sempre seguro. Aproveito a oportunidade para alertar aos atletas da importância de anualmente checar se continua válida a permissão do uso de todos os medicamentos que estejam sendo ingeridos, já que esta é a frequência com que a lista é atualizada. “

Pâmela Souza testou positivo pela agora conhecida furosemida, substância que causou problemas para os nadadores do PRO16, incluindo Cesar Cielo, que foi absolvido depois de um desgastante processo.

As punições são outra efeito colateral do uso indevido de substâncias proibidas.

Enquanto isso, vários atletas se manisfestaram na rede, inclusive de outros países. E a impressão deles é que o Brasil não está conseguindo lidar com a questão do doping. Não chega a ser uma verdade absoluta, pois atletas do mundo inteiro foram flagrados, mas o sinal amarelo continua, afinal os números estão contra nós.

Para finalizar, um pedido do medalhista olímpico, Fernando Scherer:

Xuxa está pedindo: por favor gente.

“Gostaria de fazer um:

PEDIDO

Não queria falar sobre esse assunto, mas acho que devo fazer para o bem do nosso esporte, a NATAÇÃO.
O esporte é feito de momentos que podem marcar nossas vidas nas vitórias e também nas derrotas.
Podemos sim ter dúvidas quanto a uma vitória, será que esta pessoa está ou não dopada? Para isso temos o exame, para sanar nossas dúvidas.
O brasil neste no período de 2011 a 2012 teve 9 testes positivos. Não vem ao caso: quem e porque, inocente ou culpado, com interesse de performance ou simplesmente um equívoco (remédios comuns).
O que me importa agora é a credibilidade do esporte para o mundo. Muitos tem chances de medalhas olímpicas, que podem ser questionáveis, não com uma pergunta mas com uma afirmação: Do Brasil, devem se dopar.
Vamos deixar todo nosso treinamento e sonhos irem por água abaixo e sermos comparados com a CHINA em 1994?

Torço para que não e a todos os atletas peço por gentileza:

1-não façam uso de remédios sem consultar o medico da FINA ou da seleção,
2-se acharem que precisam de algo para: vencer, ser mais forte, mais capacidade aeróbia, potência, resistência e recuperação. Treinem, treinem, treinem, treinem, treinem e descansem,
3-se precisar fazer uso de esteroídes, hormônios e qualquer tipo de substância ilegal para um ganho físico e de performance, aqui vai meu conselho e pedido: PARA DE NADAR antes que seja tarde d+.

A natação brasileira esta ficando marcada com tudo isso e esta na hora de parar. tudo isso vai prejudicar a todos os que vieram, os presente e os futuros nadadores brasileiros. Logo em breve podemos tomar uma suspensão e o sonho de muitos serão prejudicados por seu egoísmo, então: APRENDA A PERDER.

OBRIGADO

Fernando Scherer”


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Seletiva Americana: Ervin is back (e talvez Torres)

O garoto prodígio está de volta, após um hiato olímpico de 12 anos da sua vitória compartilhada com Gary Hall Jr em Sidney. Anthony Ervin deu sua melhor marca e tem hoje a terceira marca do ano, atrás dos brasileiros Cesar Cielo e Bruno Fratus.

Os brasileiros vão ter companhia de Ervin (e suas tatuagens) nos 50m livre.

Leia aqui o que escrevi em fevereiro sobre Ervin.

A veteraníssima Dara Torres (5 olimpíadas, a primeira em 1984!), pode ser a surpresa nas finais do última dia (amanhã) se ficar entre as duas primeiras também nos 50m livre.

No mês passado, atentei que ela e o turco Derya Buykuncu poderiam abrir o clube de 6 olimpíadas para nadadores. O segundo já se garantiu nos 200m costas, aguardemos a americana.

Torres com uma das estrelas da nova geração, Missy Franklin, relaxando. (Twitter)


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Seletiva Americana: Phelps 2 x Lochte 1 (nas finais)

Maratona para Ryan Lochte, vencendo os 200m costas, ficando apenas 8 centésimos atrás do aniversariante Phelps nos 200m medley (estão com os 2 melhores tempos do mundo em 2012) e depois voltando para a semi dos 100m borboleta – tudo isso em menos de uma hora!

Ok, ele que optou por isso, enquanto Phelps preferiu sair dos 200m costas, mas este ainda segue para a final dos 100m borboleta com outra melhor marca do ano. Assim, Lochte se classificou para 4 provas individuais até o momento, o mesmo que Phelps (corrigido pelo leitor Roberto).

Phelps de ontem (o original) com o de amanhã (Clary). O aniversariante bateu o Phelps de hoje (Lochte). (AP)

Rebecca Soni vai para Londres com 1,5s à frente da segunda no ranking mundial e vai defender seu título olímpico nos 200m peito.

E mais um duelo entre os Phelps e Lochte amanhã (com grande vantagem para o primeiro), que verá também o retorno do campeão olímpico Anthony Ervin nos 50m livre.

Coughlin e Soni: juntas em Londres apenas no time, não no revezamento. (Zimbio)


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