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Top 3 do Pan de 2003

Publicado em 10/07/15, aqui

Nesse episódio, as três coisas mais legais do Pan de 2003 em Santo Domingo (República Dominicana), com ênfase não exclusiva na natação.

Os resultados completos da natação estão aqui:

Top 3 vai para…

O bronze de Joanna Maranhão, então com 16 anos, nos 400 medley (4:46.38). No ano seguinte, Joanna seria finalista olímpica com um tempo que até hoje não repetiu. Quem sabe agora em 2015?

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Top 2 vai para…

A melhor colocação de uma nadadora feminina desde 1951 até então, a MEDALHA DE PRATA de Flávia Delaroli nos 50L (25.44).

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Top 1 vai para…

Os ouros masculinos:

Fernando Scherer, tricampeão dos 50L (22.40)

Rogério Romero nos 200C, repetindo sua conquista de 1991, com 1:59.92.

4×100 Livre (Gustavo Borges, Carlos Jayme, Jader Souza e Fernando Scherer).

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Joanna Maranhão anuncia aposentadoria

Sim, todo mundo sabia que ela ia parar, a questão apenas era quando e como. O anúncio não poderia vir de outra forma senão nas redes sociais, que ela usa e abusa.

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Joanna: não deu para segurar até o Rio 2016.

Muito já foi dito, escrito, comentado sobre Joanna Maranhão. Nas piscinas o resumo da ópera é o melhor resultado feminino em Olimpíadas (5o. em Atenas nos 400 medley), 3 Jogos Olímpicos e mais 3 Pan , recordes nacionais em todos os estilos com exceção do peito, medalhas e mais medalhas. Muito provavelmente a melhor atleta de natação que o Brasil já teve.

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Isto É: resumo de uma carreira vitoriosa.

Fora das piscinas, polêmica. Defendeu causas relacionadas com seus traumas de infância, passou por vários técnicos e clubes, bem como comprou uma briga pessoal com a CBDA. O futuro, aliás, está ligado à ONG Infância Livre, que deverá defender os direitos constitucionais das crianças.

Inteligente, Joanna terá novos desafios ao lado de outro grande atleta, o judoca Luciano Corrêa, outro defensor de programas esportivos sociais.

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Não poderia acabar antes de deixar minha tradicional saudação a esta nordestina porreta: OBRIGADO e BOA SORTE, JO AN NA MA RA NHÃO!

 

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Finkel 2013: o frio e as diversas reações

E o inverno paulista deu as caras no Finkel. Com temperatura variando de 8 a 10 graus, o terceiro dia de finais foi uma provação para os atletas, técnicos, dirigentes e parentes (leia-se: torcida).

Interessante notar que cada um reagiu de uma forma. Graciele Hermann, talvez acostumada com o frio do Sul, onde também treina em piscina descoberta, ganhou os 50m livre com marca melhor que em Barcelona (25.29 x 25.32). Muito consistente a gaúcha.

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Quem nunca treinou com esta fumacinha vendo o sol nascer não sabe o que está perdendo.

Thiago e Joanna nadaram para ganhar os 400m medley e disseram que o tempo na água importava menos que a colocação, ainda mais com o tempo frio fora.

Poliana, que conhece muito bem a piscina do Corinthians por ter treinado um bom tempo nela, sentiu o frio e venceu os 800m livre com tempo mais alto que sua passagem do recorde brasileiro nos 1.500m, quando estava mais de 10 graus mais agradável a temperatura.

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Já está tudo certo para o próximo Finkel ser na piscina de São Joaquim.

Nicholas dos Santos, maior vencedor dos 50m livre no campeonato, declarou que, com o frio, a musculatura fica mais rígida, o que dificulta uma boa performance.

Talvez quem tenha sentido mais o frio, por mais estranho que isso possa parecer, foram as holandesas que estão defendendo o Minas, pois não estão acostumadas com piscina ao ar livre e tinham a expectativa de que Brasil se resume ao calor do Rio. Se viram a neve de São Joaquim, vão voltar com uma percepção de quão grande e distinto é o nosso Brasil.

E hoje o frio ainda permanece, e a discussão sobre as condições para os atletas certamente voltará nas discussões de beira de piscina. Afinal, nesta época, apenas disputas no N e NE e nas escassas piscinas cobertas ou para quem der as melhores condições de trabalho – para técnicos, confederação e mídia? Os argumentos são acalorados…

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Thiago com sua touca-homenagem: pode Arnaldo?

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O protesto (quase solitário) de Joanna Maranhão

Ela não poderia deixar de se manifestar neste momento. Joanna Maranhão acabou aderindo ao Movimento (para mim, ainda indefinido) que está nas ruas e deixou seu apoio.

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Agora, será que no meio de tantas prioridades, o Movimento vai questionar outros assuntos importantes do Esporte Nacional? E por questionar, entendam como debater democraticamente.

 

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Mare Nostrum: a vida esportiva continua

Apesar do monopólio (monótono?) do futebol da Copa das Confederações da FIFA, os eventos esportivos não param no mundo – e no Mundo Aquático não é diferente.

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Canet: metade da cidade pode ser vista nesta foto.

No Circuito Mare Nostrum, realizado na Europa, Barcelona é a bola da vez (foi proposital). E no primeiro dia, duas medalhas para brasileiros: Joanna Maranhão, bronze nos 400m medley (com um consistente 4:45.89) e Felipe Lima, prata nos 100m peito (com um consistente 1:00.82).

Barcelona, que vai sediar o Mundial dentro de um mês, foi a segunda etapa, que termina neste fim de semana na pequena Canet-en-Roussillon. No intervalo de uma semana, três competições com premiação = presença garantida da húngara Katinka Hosszu, que venceu os 400m medley e pegou prata nos 200m livre logo depois (mas ficou com o recorde da competição estabelecido pelas eliminatórias).

Mas o destaque maior ficou por conta da jovem lituana campeã olímpica Ruta Meylutite. Assim como em Mônaco, estabeleceu nova marca continental, desta vez nos 50m peito, sendo a primeira a abaixar dos 30s sem os trajes tecnológicos, com 29.96.

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Festa ao final de cada etapa premia os melhores.

 

 

 

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Joanna Maranhão #prontofalei

Esta semana, Joanna Maranhão decidiu jogar a toalha molhada que tanto bateu na Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos.

A briga cibernética, acompanhada pela imprensa e outros interessados, culminou com o desabafo da nadadora pernambucana através de uma nota:

“Hoje foi liberado na imprensa uma ‘resposta’ da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos em relação aos meus inúmeros pedidos de ajuda. Tudo que posso dizer é ‘Presidente, o senhor venceu’.

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Joanna durante seus depoimentos, com a mãe.

Sim,o senhor venceu porque é impossível lutar contra um ‘governo’ de mais de 20 anos, é difícil fazer barulho com um grito solitário.
Eu não possuo assessoria de imprensa, ‘staff’ que trabalha pra mim balançando a cabeça positivamente para todas as minhas vontades. Não tenho e nem pretendo ter.
Minhas ‘armas’ são: meu talento, meu amor pela natação e minha vontade de ver uma realidade diferente.
Não duvido que outros tantos nadadores queiram isso tanto quanto eu, mas eles nada fazem.

Eu poderia trazer a público as cópias dos contratos de ‘apoio’ e ‘patrocínio’ que a nota enviada por sua assessoria de imprensa diz que eu tenho desde 2002. Poderia somar os meses que recebi ajuda de SUA confederação nesses 11 anos. Com certeza não chegariam aos 132 meses que pela nota enviada, recebi apoio. Pera, desculpe, a nota diz que não recebi apoio quando não me inseri nos critérios, não é isso? Só uma pergunta: que critérios?
Ter sido semi-finalista olímpica em Londres por acaso foi critério de exclusão?

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Ela dá as costas para a opinião pública e diz o que pensa.

Sim, porque logo após Londres meu ‘apoio’ não foi renovado…
Enfim, como eu disse no início, o senhor venceu! Continuará por mais 4 anos no comando da Confederação com seus atletas fantoches colocando #’s, apertando sua mão, indo a eventos e comemorando a evolução da natação brasileira!
Desisto de tentar mudar, desisto de brigar sozinha. Agora optei por outro caminho e mesmo não lhe devendo explicações quanto aos meus planos, lhe digo mesmo assim:

Enquanto eu for atleta de alto rendimento, farei com responsabilidade, disciplina e vontade, apesar do meio me entristecer e assim que eu entrar na transição e deixar de ser atleta, formarei novos atletas e esses, senhor presidente, o senhor pode ter certeza que além de aulas e treinos de natação, serão ensinados o VERDADEIRO valor do esporte, que vai muito além de nadar rápido e receber tapinhas nas costas de cartola.

Parabéns por mais essa vitória.
Att,
Joanna Maranhão”

Joanna já passou por vários dramas pessoais, trocas de técnicos e clubes. Ganhou uma Lei com seu nome, graças a coragem que teve de se expor. Depois, o bicho pegou mesmo com suas críticas à gestão da CBDA.

O bate boca chegou a sites especializados, como no editorial do Best Swimming, mas o Ephicurus é que me fez lembrar que já houve uma iniciativa entre os nadadores de formarem uma entidade para defender os seus direitos. O movimento começou com atletas do Rio, chegaram a difundi-lo em campeonatos brasileiros, mas não teve força política para se consolidar. Ouvi de um deles que chegavam a participar do início das reuniões da Confederação, mas depois eram convidados a sair nos assuntos principais.

Quem sabe não é a hora de criar esta entidade? A Austrália tem uma

 

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Troféu Maria Lenk: mais gente no topo do ranking

Sabe porque é bom nadar por um clube pequeno e/ou que não tem revezamento? Cielo e Thiago, os nossos medalhistas olímpicos, sabem. O primeiro nadou estritamente o necessário (50m livre e borbo) e nenhum dos dois nadou o último dia nem revezamentos.

Sabe porque é ruim nadar por um clube pequeno e/ou que não tem revezamento? Cielo e Thiago, os nossos medalhistas olímpicos, sabem. O primeiro não teve a torcida grande de seus companheiros de clube que estava acostumado, pode ter sido prejudicado por um problema de comunicação na inscrição dos 100m livre (não foi inscrito) e ambos não tiveram oportunidade de nadar mais rápido nos revezamentos.

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O Parque Aquático Maria Lenk ficou longe de encher. (Facebook)

No último dia de competição, os homens foram o destaque. Os 100m livre mostraram mais um brasileiro afim de incomodar os velocistas do mundo: Marcelo Chierighini, do Pinheiros. Assim como Cielo, Chierighini aprimorou sua velocidade na Universidade de Auburn, nos EUA, e sai do Rio de Janeiro com a segunda marca do ano com seu 48.11. Em segundo, um empate inusitado entre Fernando Ernesto e Nicolas Oliveira, com 48.72. Caso nenhum deles abra mão da segunda vaga para o Mundial, vão ter que disputar daqui a 3 semanas. Independente disso, não perco o revezamento 4x100m livre de Barcelona, pois a prova vai ser boa, com os brasileiros na disputa!

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Estes quatro estarão em Barcelona: sabe quem são? (Facebook)

Leo de Deus garantiu mais um índice, agora nos 200m costas com 1:57.77, enquanto Joanna Maranhão faturava sua 4a. vitória na competição, com 2:13.42. João Gomes Júnior venceu bem os 50m peito e seu 27.20 é o melhor da temporada.

O Minas acabou confirmando o favoritismo e sagrou-se campeão pela 9a. vez. Os paulistas Pinheiros, Corinthians, Unisanta e SESI-SP foram os demais top 5, mostrando a força da natação naquele estado. Enquanto isso, os representantes da cidade olímpica Rio de Janeiro, tiveram que se contentar com o 7o. e 8o. dos times de futebol Fluminense e Botafogo.

Os melhores índices técnicos foram para as provas não olímpicas com os 50m peito de João Jr e Etiene Medeiros pelo seu 50m costas. Os mais eficientes foram a holandesa do Minas Tênis Clube, Friederike Heemskerk (4a. estrangeira a ganhar os 100m livre nos últimos 8 anos), com 235 pontos e Leonardo de Deus, com quase metade (118), do Corinthians.

Ao final, dos 15 já confirmados para Barcelona (teremos uma chance final no Brasileiro Júnior e Sênior), a proporção entre homens e mulheres (quase 3-1) merece atenção.

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A equipe campeã comemorou. (Crédito: Satiro Sodré)

 

 

 

 

 

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Troféu Maria Lenk: Minas campeão

Uh! Eu detonei, cadê o Pinheirão?

O Minas Tênis Clube é o virtual campeão 2013 no Campeonato Brasileiro Absoluto. Pinheiros e Corinthians devem completar os 3 melhores times amanhã.

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Henrique Rodrigues: Positivo e operante.

Hoje tivemos mais 4 índices para o Mundial. Os medalhistas olímpicos Cesar Cielo e Thiago Pereira, foram surpreendidos por Nicholas dos Santos (23:05) e Henrique Rodrigues (1:57.37), ambos por 11 centésimos, nos 50m borboleta e nos 200m medley, respectivamente. Com exceção de Cielo, os demais alcançaram índices. Os 4 estão entre os top 5 do mundo destas provas em 2013.

Joanna Maranhão confirmou mais um índice, agora nos 200m medley, com 2:14.29.

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Juan: vitórias difíceis para o fundista argentino radicado em BH.

Juan Pereyra, que deve estar em sua última temporada aos 33 anos, fez sua melhor participação nas várias edições que disputou, vencendo os 400, 800 e 1500m livre, embora tenha visto seu compatriota Martin Naidich ser o maior protagonista, com os recordes sul-americanos nas distâncias maiores.

 

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Troféu Maria Lenk: a recuperação de Cielo e a revanche dos brasileiros

Absoluto, em uma prova onde o Brasil tem talentos de sobra. Cesar Cielo deixou atrás o gosto amargo do bronze olímpico (para ele, claro), as cirurgias nos joelhos do ano passado (disse se inspirar em Nadal e Ronaldo), a mudança do clube (era Flamengo) e fortes adversários para garantir sua vaga no Mundial. Com seu 21.57, abaixando um centésimo do seu tempo das eliminatórias, vai tentar o tri na prova na capital catalã. Seu maior adversário é o campeão olímpico, o francês Florent Manadou, único a nadar mais rápido neste ano.

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Cielo, na produção da campanha Modelos para Vida. (FSP)

Outros 4 atletas nadaram abaixo do índice, mas quem vai estar junto com Cielo é Marcelo Chierighini (21.88), 4 centésimos mais rápido que o 4o. em Londres, Bruno Fratus.

O outro medalhista olímpico brasileiro, Thiago Pereira, também fez seu índice nos 400m medley (4:15.87), prova da sua prata ano passado.

Do lado feminino, as olímpicas Joanna Maranhão e Graciele Hermann também carimbaram o passaporte para Barcelona, respectivamente nos 400m medley (4:43.70, pela manhã) e nos 50m livre (25.10). Hermann já havia nadado abaixo do índice abrindo o revezamento 4x50m livre e também pela manhã. Ela vai ter companhia de Alessandra Marchioro (25.17) e ambas deixaram para trás Inke Dekker (25.23).

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Graciele: índice tri-confirmado. (Twitter)

Aliás, se ontem foi o dia dos estrangeiros em solo carioca, hoje só brasileiro venceu.

Completando as provas individuais, Ana Marcela, especialista em águas abertas, pegou sua primeira medalha em campeonato nacional em piscina, nos 800m livre (8:40.98).

O dia terminou com os revezamentos 4x200m livre do Minas sendo surpreendido no masculino (Corinthians levou), mas batendo novo recorde de campeonato no feminino (8:09.54).

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As mina do Minas do 4×200 (Twitter)

 

 

 

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Esta é para você, que não acredita em si mesmo

Esta é para você, que não acredita em si mesmo


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

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