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Marketing de Emboscada

Como estamos em 2015?

marketing de emboscada

Bem, dentro das minhas (poucas) resoluções está ler um pouco mais neste ano. Até o momento estou conseguindo manter um bom ritmo, mas a estratégia é esta mesmo, aproveitar esta época e até algumas viagens comerciais, quando consigo ter um tempo mais tranquilo e pegar algum livro. Espero que o ritmo não caia muito ao longo do ano. E vou tentar, na medida do possível, fazer uma pequena ligação entre a leitura e o mundo da natação.

Vou começar por um fácil. Afinal, Marketing de Emboscada, do Dr Leonardo Andreotti Paulo de Oliveira, tem um episódio da natação – e dos antigos. Entre diversas citações e exemplos, o livro menciona que em Munique-72, o super astro Mark Spitz competiu, como todos os demais americanos, com a Speedo. Mas seu sucesso inédito nas piscinas acabou fazendo com que sua patrocinadora Arena (uma subsidiária da Adidas, que também tem muita história boa…) fizesse algumas fotos com Spitz, inclusive com as 7 medalhas de ouro recém conquistadas.

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Não, peraí, este era ícone dos anos 80, Magnum.

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Spitz, o melhor de todos os tempos (pré-Phelps).

 

No final, levou milhares de nadadores e fãs a acreditarem que este era o traje que vestiu o atleta mais completo da época. E você pensou que o ambush marketing nasceu com as loiras da Heineken, não?

 

 

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Phelps: volta ou não volta?

Sem dúvida, a dúvida da semana foi o rumor da volta de Michael Phelps (ou seu plano para) às piscinas. Seria, sem dúvida, uma oportunidade única para o Rio de Janeiro!

Mas tenho uma lista das possibilidades que fariam o maior nome da natação mundial estar planejando um retorno:

1. Grana. Sinceramente, não acredito que isto possa ser uma motivação para ele pois, apesar de alguns episódios tristes (fumando o que não devia e dirigindo como não deveria), seus patrocinadores deram (dão) uma condição muito confortável. A não ser que torrou toda sua grana no pôquer – aí merece TER que treinar e ainda para os 200m borboleta e 400m medley (as provas mais duras que existem). Não seria o o primeiro nem o último a fazer um show para volta. Os australianos sempre tentam. Talvez o mais famoso a anunciar isso foi justamente aquele que detinha o título de melhor nadador de todos os tempos antes da era Phelps: Mark Spitz. Aos 41, o bigodudo e falante Spitz nem chegou a pegar o índice para participar da seletiva americana.

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Phelps, antes de perder seu relógio de ouro.

2. Recordes. Sim, ele poderia ampliar ainda mais sua galeria mas, novamente, depois do que ele fez nestas duas últimas olimpíadas, se esta for sua motivação… Quer ser campeão mundial dos 100m costas? Ganhar medalha nas olimpíadas nos 100m livre? Vencer pela quarta vez os 100m borboleta? Faz sentido num possível planejamento ele voltar agora, pois mesmo sendo provas de 100m, as chances dele alcançar novamente seus melhores resultados ficam proporcionalmente menores conforme sua demora em voltar. Além disso, ele já ressaltou inúmeras vezes que está aproveitando sua aposentadoria.

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Phelps no Rio: enjoying não é enjoar.

3. Atenção. Sim, ele ainda atrai multidões, especialmente fora do seu país, mas nada se compara a histeria de quando nadava. Alguns atletas parecem sentir falta da pressão, da adrenalina da competição, ou mesmo do lactato dos treinamentos, e acabam voltando e, quase sempre, se arrependendo posteriormente. Aliada a outra hipótese de cima, pode ser sua vontade de dar ainda mais popularidade à natação, um dos seus objetivos para alcançar suas façanhas.

Em todo caso, que ninguém duvide de sua capacidade, afinal ele cansou de fazer história nas piscinas.

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Phelps: “Peraí que eu ainda tenho mais um monte destas.”

 

 

 

 

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A previsão de medalhas do Brasil

Uma de cada cor. Esta é a previsão da revista Sports Illustrated de medalhas brasileiras. Seria a melhor campanha, graças ao ouro e bronze de Cielo (50 e 100m, respectivamente) e prata para Felipe França (100m peito).

Não, não errei, sei que é a Time e não a SI, mas a capa desta não trazia nadador…

Concordo com a revista, mas ainda torço para surpresas agradáveis com Thiago Pereira, Bruno Fratus e o revezamento 4×100m livre, por exemplo.

A mesma revista está colocando os 100 melhores momentos olímpicos (dos atletas americanos). Ainda faltam 6, mas a natação já apareceu em 14 momentos. Entre eles, os óbvios Phelps, Biondi e Weissmuller (não me digam que não conhecem o Tarzan, por favor), mas falta Mark Spitz (certamente estará nos próximos).

Morales: ainda nadava sem óculos e touca.

Além deles, conta sobre menos famosos mas com histórias facinantes, como a de Pablo Morales. Filho de imigrantes cubanos, ele havia acabado de bater o recorde mundial na seletiva americana antes de Los Angeles-1984, mas acabou perdendo para o Albatroz alemão, Michael Gross.

Quatro anos mais tarde, a decepção foi ainda maior. Chegou à seletiva vencendo tudo e estabelecendo um recorde que só cairia 10 anos depois, mas nem se classificou para Seul. Aposentado, voltou um ano antes de Barcelona, quando tornou-se o campeão olímpico de natação mais velho.

E o ouro não veio de forma fácil, pois quem estava naquela final era Anthony Nesty (aquele que havia vencido por 1 centésimo o favorito Matt Biondi 4 anos antes), seu compatriota Melvin Stewart (recordista mundial dos 200m) e o espanhol (bem, nem tanto) Martin Lopez-Zubero, nadando em casa.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

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