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Quebrando barreiras

Sem dúvidas, hoje foi um dia muito especial para a natação brasileira. Ouvir o hino nacional por 3 vezes em uma mesma tarde durante as cerimônias de um campeonato mundial, definitivamente é para comemorar, tanto que até o JN mencionou o feito. Digo mencionou porque uma vaga para as quartas daquele esporte que é o mais discutido neste país teria mais espaço, com reportagem ao vivo nos caríssimos links diretos.

No portal UOL, pouco mais de 6 horas da façanha, não havia mais nenhuma chamada sobre as medalhas brasileiras em Doha, Qatar. As manchetes “esportivas” iam de: Federer vai se mudar para uma nova casa até Dirigente tenta vender nome do Itaquerão.

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Quarteto fantástico II. (Crédito Satiro Sodré/SSPRESS)

Felipe Lima (3 ouros), Nicholas dos Santos (2 ouros), Cesar Cielo, Guilherme Guido, Etiene Medeiros (quase outro recorde mundial!!) e Larissa Oliveira tem sim que comemorar.

Agora… pessoalmente o que mais me impressionou foram os resultados de ontem pela espanhola Mireia Belmonte. Além de derreter a Dama de Ferro, a húngara Katinka Hosszu, foi a primeira a abaixar das barreiras de 4m20s nos 400m medley e dos 2m nos 200 borboleta. Animal!

Impressionante estes tempos. Fico imaginando daqui a dois anos no Rio de Janeiro…

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Enquanto isso, no país que teve as Olimpíadas há 22 anos…

 

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A sexta olimpíada

Participar de uma Olimpíada é uma honra, um privilégio para poucos atletas e almejado por muitos. Conquistar uma medalha é muito – mas muito – mais difícil. Tanto é que que costumo dizer: trocaria 4 participações olímpica por uma medalha…

Derya: o mais experiente em Londres.

Bem, faltou isso na minha carreira, mas faço parte de um seleto grupo de nadadores com 5 edições dos Jogos Olímpicos (na época era apenas eu e uma inglesa).

Pois bem, o turco Derya Buyukuncu pode entrar na piscina londrina como o primeiro em seis Olimpíadas. Na verdade, ele já conseguiu o índice nos 200m costas (sim, nadei contra ele), mas ainda depende da definição da equipe, ou seja, nenhum nadador turco fazer tempo melhor que ele (improvável).

Mas ele não está sozinho nesta busca. Ainda mais incrível, a americana Dara Torres, 45 (Derya terá 36), também pode alcançar este feito. Primeira Olimpíada? 1984! A conta não fecha? Pois é, ela aposentou e não participou em 1996 e 2004.

Dara: Idade é apenas um número.

Torres, é acompanhada pelo técnico brasileiro Bruno Darzi, enquanto Derya treinou na Universidade de Michigan com Gustavo Borges. O mundo é ou não é pequeno?


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

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