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Quebrando barreiras

Sem dúvidas, hoje foi um dia muito especial para a natação brasileira. Ouvir o hino nacional por 3 vezes em uma mesma tarde durante as cerimônias de um campeonato mundial, definitivamente é para comemorar, tanto que até o JN mencionou o feito. Digo mencionou porque uma vaga para as quartas daquele esporte que é o mais discutido neste país teria mais espaço, com reportagem ao vivo nos caríssimos links diretos.

No portal UOL, pouco mais de 6 horas da façanha, não havia mais nenhuma chamada sobre as medalhas brasileiras em Doha, Qatar. As manchetes “esportivas” iam de: Federer vai se mudar para uma nova casa até Dirigente tenta vender nome do Itaquerão.

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Quarteto fantástico II. (Crédito Satiro Sodré/SSPRESS)

Felipe Lima (3 ouros), Nicholas dos Santos (2 ouros), Cesar Cielo, Guilherme Guido, Etiene Medeiros (quase outro recorde mundial!!) e Larissa Oliveira tem sim que comemorar.

Agora… pessoalmente o que mais me impressionou foram os resultados de ontem pela espanhola Mireia Belmonte. Além de derreter a Dama de Ferro, a húngara Katinka Hosszu, foi a primeira a abaixar das barreiras de 4m20s nos 400m medley e dos 2m nos 200 borboleta. Animal!

Impressionante estes tempos. Fico imaginando daqui a dois anos no Rio de Janeiro…

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Enquanto isso, no país que teve as Olimpíadas há 22 anos…

 

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Terremoto japonês para le Clos

O destaque maior da etapa da Copa do Mundo em Tóquio foi o recorde mundial nos 50m peito da russa Yulia Efimova (27.71), abaixando 9 centésimos do tempo da americana Hardy.  Numa forte temporada das peitistas, que se duelaram com recordes mundiais e pelos títulos, quem sofreu desta vez foi a jamaicana Alia Atkinson. Antes invicta nesta prova no circuito, a nadadora que treina na Flórida perdeu, mas para o melhor tempo do mundo… O recorde vinha da era dos maiôs tecnológicos, de 4 anos atrás.

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Alia com Yuliya: qual sorisso está mais natural? (foto: L’Equipe)

Ainda tivemos mais recordes mundiais e medalhas para o Brasil, todas em provas não olímpicas, com Etiene Medeiros (ouro! nos 50 costas, igualando o recorde sul-americano de Fabiola Molina), Nicholas Santos (prata nos 50 borbo) e Guilherme Guido (bronze nos 50 costas), além dos dois revezamentos mistos.

Mas apontaria Kosuke Hagino com outro grande destaque. Ao vencer em casa com recorde do circuito os 1.500 e depois bater o Rei da Copa, Chad le Clos, nos 200m medley, ele se consolida como mais uma tendência dos nadadores super-versáteis.

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Etiene: dourada no Japão. (Facebook)

Mas o maior adversário dos nadadores foi um terremoto de 5.5 graus, que acordou a todos e repercutiu pelas redes sociais. Nicholas brincou um pouco enquanto Le Clos pensou que seu companheiro de quarto estava brincando com sua cama, quando lembrou que estava sozinho… Será que Hagino, mais acostumado aos tremores, levou a melhor por conta disso?

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Finkel 2013: o frio e as diversas reações

E o inverno paulista deu as caras no Finkel. Com temperatura variando de 8 a 10 graus, o terceiro dia de finais foi uma provação para os atletas, técnicos, dirigentes e parentes (leia-se: torcida).

Interessante notar que cada um reagiu de uma forma. Graciele Hermann, talvez acostumada com o frio do Sul, onde também treina em piscina descoberta, ganhou os 50m livre com marca melhor que em Barcelona (25.29 x 25.32). Muito consistente a gaúcha.

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Quem nunca treinou com esta fumacinha vendo o sol nascer não sabe o que está perdendo.

Thiago e Joanna nadaram para ganhar os 400m medley e disseram que o tempo na água importava menos que a colocação, ainda mais com o tempo frio fora.

Poliana, que conhece muito bem a piscina do Corinthians por ter treinado um bom tempo nela, sentiu o frio e venceu os 800m livre com tempo mais alto que sua passagem do recorde brasileiro nos 1.500m, quando estava mais de 10 graus mais agradável a temperatura.

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Já está tudo certo para o próximo Finkel ser na piscina de São Joaquim.

Nicholas dos Santos, maior vencedor dos 50m livre no campeonato, declarou que, com o frio, a musculatura fica mais rígida, o que dificulta uma boa performance.

Talvez quem tenha sentido mais o frio, por mais estranho que isso possa parecer, foram as holandesas que estão defendendo o Minas, pois não estão acostumadas com piscina ao ar livre e tinham a expectativa de que Brasil se resume ao calor do Rio. Se viram a neve de São Joaquim, vão voltar com uma percepção de quão grande e distinto é o nosso Brasil.

E hoje o frio ainda permanece, e a discussão sobre as condições para os atletas certamente voltará nas discussões de beira de piscina. Afinal, nesta época, apenas disputas no N e NE e nas escassas piscinas cobertas ou para quem der as melhores condições de trabalho – para técnicos, confederação e mídia? Os argumentos são acalorados…

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Thiago com sua touca-homenagem: pode Arnaldo?

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Barcelona 2013: finais 1

Destaques brasileiros:

  1. A veloz dupla Cesar Cielo e Nicholas Santos avança para a final dos 50m borboleta com os melhores tempos;
  2. Felipe Lima, ao abaixar por duas vezes sua marca e, pela primeira vez, do minuto nos 100m peito e, com isso, pegar uma final;
  3. O recorde sul-americano das meninas no 4x100m livre.

Destaques gerais:

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A ruiva Katie Ledecky absoluta na prova. (crédito: Victor Puig)

  1. O choro com a vitória fácil nos 400m livre de Sun Yang com 3:41.59;
  2. A alegria e vitória fácil nos 400m livre de Katie Ledecky, com o melhor tempo sem trajes tecnológicos e primeiro ouro para os EUA na prova em 22 anos!
  3. Os revezamentos 4x100m livre masculino, pela emoção; e o feminino, ao dar a 18a. medalha em mundiais para Natalie Coughlin.
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Mulherada americana foi bem nas primeiras finais.

Menção honrosa:
Andreina Pinto com seu recorde continental nos 400m livre. Com 4:06.02 a venezuelana abaixa sua própria marca de Londres 2012 em mais de 2s.

 

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Três para o Brasil

E o Brasil se deu bem, no Troféu Sette Colli, em Roma, saindo com 3 medalhas no primeiro dia.

Nicholas Santos e Thiago Pereira tiveram boas disputas nos 50m borboleta e 200m medley, com o ucraniano Andrey Govorov e com o húngaro Lazlo Cseh. Nicholas ainda saiu com o recorde da competição, enquanto que Thiago, que já tinha o recorde, teve a companhia de Henrique Rodrigues.

Mas o sábado também deu mais medalhas, desta vez para a natação feminina, e em Canet, com Daynara de Paula e Alessandra Marchioro, nos 100m borboleta e nos 50m livre.

Todos os 5 atletas estiveram em Londres, e estas competições servem de preparação para o Mundial de Barcelona, que começa no final do próximo mês.

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Florent Manadou também esteve lá, nadando rápido os 100m livre…

Os campeões olímpicos Camille Muffat (200 e 400m livre) e Florent Manadou (100m livre), Daniel Gyurta (200m peito) e Ranomi Kromowidjojo (50m borboleta – não tinha um sobrenome mais fácil não?) venceram na Itália.

Já na França, Jeanette Ottesen, que nadou esteve no último brasileiro, e Katinka Hosszu (que apesar de estar competindo em dezenas de provas nas últimas semanas, conseguir melhorar sua marca nos 200m medley) foram dois dos destaques.

 

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Troféu Maria Lenk: Minas campeão

Uh! Eu detonei, cadê o Pinheirão?

O Minas Tênis Clube é o virtual campeão 2013 no Campeonato Brasileiro Absoluto. Pinheiros e Corinthians devem completar os 3 melhores times amanhã.

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Henrique Rodrigues: Positivo e operante.

Hoje tivemos mais 4 índices para o Mundial. Os medalhistas olímpicos Cesar Cielo e Thiago Pereira, foram surpreendidos por Nicholas dos Santos (23:05) e Henrique Rodrigues (1:57.37), ambos por 11 centésimos, nos 50m borboleta e nos 200m medley, respectivamente. Com exceção de Cielo, os demais alcançaram índices. Os 4 estão entre os top 5 do mundo destas provas em 2013.

Joanna Maranhão confirmou mais um índice, agora nos 200m medley, com 2:14.29.

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Juan: vitórias difíceis para o fundista argentino radicado em BH.

Juan Pereyra, que deve estar em sua última temporada aos 33 anos, fez sua melhor participação nas várias edições que disputou, vencendo os 400, 800 e 1500m livre, embora tenha visto seu compatriota Martin Naidich ser o maior protagonista, com os recordes sul-americanos nas distâncias maiores.

 

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Primeira eliminatória: primeiras surpresas

O dia começou bem para o Brasil e estranho para os demais. Thiago Pereira confirmadíssimo para a grande final dos 400m medley, primeira prova olímpica com várias surpresas. Em primeiro? Claro, o japonês Hagino Kasuke, 17, com recorde asiático. Peraí, claro? Pois é, nem Phelps, nem Lochte. Enquanto primeiro classificou apenas com a 8a. marca (será que tá arrependido de ter saído dos 200m livre?), fez uma prova irregular. Ficou de fora o prata de Pequim, Lazslo Cseh. É, não dá para vacilar… e Thiago pode sim subir ao pódio!

Kasuke: seu apostadores vão torcer demais.

A segunda prova foi ruim para a brasileira Daynara de Paula, que acabou fora da semi, mas boa para Dana Vollmer, que estabeleceu nova marca olímpica para os 100m borboleta com 56s25.

Vollmer: primeiro recorde, melhor marca sem maiôs tecnológicos. (Reuters)

Os 400m livre deixaram para trás o atual campeão olímpico, Tae Hwan Park, e o recordista mundial, Paul Biedermann. Após muito tempo, saiu o motivo da desclassificação: saída em falso. Prova sem sal, com favoritismo para o chinês Sun Yang.

Outra surpresa ruim para o Brasil, foi a saída de Joanna Maranhão dos 400m medley. A informação é de um corte no supercílio, fruto de um escorregão. Melhoras Joanna.

A rainha compareceu no Parque Aquático pela manhã. (AP)

Os 100m peito viram os 2 brasileiros passarem para a semi com os dois últimos tempos. Não tem problema, como lembrou Phelps, o importante é passar de fase, cada uma delas é outra prova. Sorte para os Felipes, pois os 100m peito foi bem disputado, mas se ambos melhorarem suas marcas, podem estar na final.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

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