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Natação

Park estaciona sua carreira

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Park: 4 medalhas olímpicas, 2 faculdades e um militar.

Park Tae Hwan, herói olímpico coreano, não vai tentar o bi nos 400m livre no Mundial deste ano, em Barcelona.

Os boatos, devido à sua aparição em um programa de culinária (Ana Maria Braga coreana?) e a perda de um patrocínio recente, é que estaria desmotivado pelo pouco incentivo financeiro. Será que a crise chegou nos Tigres Asiáticos também?

A outra versão é de que vai dar um tempo para poder estudar em tempo integral, ao menos neste ano. Rio 2016 ainda não foi descartado.

Independente do que seja, provavelmente uma junção das duas, seria difícil imaginar um nadador com 4 medalhas no Brasil, incluindo uma de ouro, passando este tipo de situação? Digo, vou dar um tempo para acabar minhas faculdades de Educação Física e Psicologia? Sinceramente, acho que esta é a situação mais inusitada, e não a falta de apoio.

Segue uma das inúmeras campanhas publicitárias que o Marine Boy fez nos últimos anos. Será que, tal qual alguns de nossos atletas, torrou toda sua grana achando que ia ficar assim para sempre?

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Reportagem

Quinta final: recordes mundiais nos 200m peito

Desda vez não deu. Numa final muito rápida (6 nadando abaixo de 48s) Cielo finalizou em sexto. Para adicionar mais uma surpresa para estes Jogos Olímpicos: Nathan Adrian vence o australiano James Magnussen pela menor margem possível: um centésimo. Bronze para o canadense Hayden, após um vacilo que o colocaria nesta mesma posição quatro anos atrás.

Nathan Adrian: a zebra está à solta em Londres. (AFP)

Thiago Pereira passou tranquilo para a grande final de amanhã e acho que pode vir outra prata por aí. Henrique Rodrigues, nos 200m medley, e Leonardo de Deus, nos 200m costas, não conseguiram avançar.

A maldição do tri continua, e aproveito para corrigir a informação de ontem. Phelps ainda tem mais duas chances para atingir esta marca, nos 200m medley e nos 100m borboleta. Outro tri, este não seria inédito, também pode ser alcançado por Coventry nos 200m costas.

Mas os 200m peito teve emoção suficiente, pois foi necessário um recorde mundial para o húngaro Daniel Gyurta vencer o inglês Michael Jamieson que, por sua vez, não pode reclamar, afinal abaixou 2s da sua melhor marca. Como ele não é chinês, ninguém vai levantar suspeitas. Rui Tateishi deu o sexto bronze para o Japão.

Gyurta e Jamieson: os mais rápídos nos 200m peito.

Na versão feminina, na semi a favorita Rebecca Soni abaixou seu próprio recorde mundial cravando 2:20, perdendo a chance de ser a primeira a abaixar dos 2m20s. Terá outra chance amanhã, mas sua preocupação maior será chegar em primeira. Absoluta nesta prova, atual campeã olímpica, sem ninguém por perto, é considerada a grande favorita. Não acredito em surpresa aqui.

Soni: sozinha nos 200m peito. (AP)

A espanhola Mireia Belmonte está numa verdadeira maratona em Londres, parecia dominar a prova, mas a chinesa Liuyang Jiao mandou um recorde olímpico para subir uma posição de quatro anos atrás. Sim, mais um bronze para o Japão com Natsumi Hoshi.

Pódium dos 200m borboleta: primeira medalha da Espanha.

Fechando o dia, um eletrizante revezamento 4×200m feminino, onde os EUA abocanharam sua 18a. medalha (oitava dourada) batendo uma Austrália (sua oitava medalha) e França (sexta medalha).

Ao final do quinto dia, o Japão está em 13o. na natação, com 7 bronzes.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero