Monthly Archives maio 2012

A sexta olimpíada

Participar de uma Olimpíada é uma honra, um privilégio para poucos atletas e almejado por muitos. Conquistar uma medalha é muito – mas muito – mais difícil. Tanto é que que costumo dizer: trocaria 4 participações olímpica por uma medalha…

Derya: o mais experiente em Londres.

Bem, faltou isso na minha carreira, mas faço parte de um seleto grupo de nadadores com 5 edições dos Jogos Olímpicos (na época era apenas eu e uma inglesa).

Pois bem, o turco Derya Buyukuncu pode entrar na piscina londrina como o primeiro em seis Olimpíadas. Na verdade, ele já conseguiu o índice nos 200m costas (sim, nadei contra ele), mas ainda depende da definição da equipe, ou seja, nenhum nadador turco fazer tempo melhor que ele (improvável).

Mas ele não está sozinho nesta busca. Ainda mais incrível, a americana Dara Torres, 45 (Derya terá 36), também pode alcançar este feito. Primeira Olimpíada? 1984! A conta não fecha? Pois é, ela aposentou e não participou em 1996 e 2004.

Dara: Idade é apenas um número.

Torres, é acompanhada pelo técnico brasileiro Bruno Darzi, enquanto Derya treinou na Universidade de Michigan com Gustavo Borges. O mundo é ou não é pequeno?


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Campeonato Europeu: o festival de empates

A 31a. edição do campeoanto Europeu começou mal e terminou com dúvidas quanto à cronometragem eletrônica.

Cseh: segunda marca mundial da temporada na prova de Pereira.

A crise europeia fez com que a Antuérpia abrisse mão do sediamento, que acabou sendo em Debrecen, na Hungria. Até aí, compreensível. Mas a data escolhida (semana passada) fez a piscina húngara ficar um pouco vazia de ídolos e de bons resultados. Quem acabou fazendo a festa mesmo foram os donos da casa, que lideraram o quadro de medalhas. Laszlo Cseh (adversário de Thiago Pereira no medley), por exemplo, aumentou sua coleção de medalhas nesta competição para 15, sendo 11 de ouro.

Mas fora um ou outro recorde de campeonato, não tivemos a qualidade esperada do continente europeu, até pelos fatores de cima e que a prioridade na temporada é a Oimpíada.

Mas o site da revista Swimming World é quem pontuou uma estatística incrível sobre o número de empates, questionando a probabilidade disso acontecer. Foram, até o penultimo dia, 7 empates apenas nas semi-finais. Acrescente ai que nos 100m borboleta tivemos 6 empates e veremos que tem algo de errado.

Importante notar que, sim, os empates existem. Apesar da cronometragem eletrônica existir até os milésimos, é contabilizado até o centésimo de segundo (tente cronometrar isso…). Fernando Scherer mesmo empatou com mais dois atletas, nas eliminatórias dos 50m livre em Atlanta-96 e teve que nadar novamente para então garantir o bronze na final. Agora, estatisticamente falando, o que aconteceu em Debrecen é quase impossível. Sinal amarelo para os equipamentos eletrônicos…

O recordista mundial Paul Biederman compareceu – e venceu – no Europeu esvaziado.

Por fim, gostaria de justificar minha ausência nestes últimos dias. Acabei viajando e na volta encontrei um problema no meu computador que não consegui resolver. Espero compensar respondendo comentários e postando com mais frequencia nesta semana.


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A nova meta Phelps

O que o mehor atleta da história olímpica (em termos de ouro em uma edição) pode querer mais? Michael Phelps deve garantir sua quarta participação olímpica em Londres com objetivo distinto.

Em recentes entrevistas, já garantiu que deve pendurar o calção depois de Londres, ou seja, nem nós, nem a mãe dele, veremos sua atuação no Rio-2016. Quer mais é curtir a vida adoidado, por exemplo, viajar sem o compromisso de ficar na rotina hotel-piscina.

Phelps: o que mais, depois de oito douradas?

Depois de alcançar o ápice de sua carreira em Beijing, ele viu seu recorde e invencibilidade serem batidos pelo compatriota Ryan Locthe; perdeu provas em Mundial; dormiu em câmara tipo Michael Jackson, foi flagrado fumando o que não devia, dirigiu embrigado, se envolveu com uma Miss, viu seu patrocinador Speedo perder a preferência dos nadadores (além de lançar um polêmico, para não dizer feio, touca-óculos)… ufa! E ainda diz que só depois ele vai curtir a vida?

Michael "Ferris Bueller" Phelps.

Mas… e a nova meta? Bem, tem um recorde que ele ainda não tem e é bem possível: maior número de medalhas olímpicas, hoje com a ginasta russa Larissa Latynina (18). Phelps, com 16, teria chances reais de chegar ao menos em 20 e, aí sim, partir para o abraço.


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Dash for cash: CBDA e Correios anunciam seleção e grana para medalha olímpica

No anúncio oficial de sua equipe olímpica a CBDA e seu longevo patrocinador, os Correios, divulgaram duas novidades: a premiação para os medalhistas em Londres e que a parceria vai se estender até Rio-2016 (nada mais que natural).

Esqueçam os números milionários da final da Champions League. As medalhas de ouro, prata e bronze valem, respectivamente, 100, 50 e 30 mil reais. É a primeira vez que a Confederação oferece oficialmente este tipo de incentivo, algo já recorrente na Confederação Brasileira de Atletismo. Num ato de justiça, 20% da premiação vai para o(s) técnico(s).

Marcelo Chierighini: seu técnico comemorou a vaga olímpica logo após a seletiva. (twitter)

A seleção foi confirmada com a presença de Nicholas Santos, reserva no nosso forte revezamento 4×100m livre, e Poliana Okimoto, na maratona aquática. Nesta última modalidade, o Brasil ainda tem chance até 10 de junho para garantir alguma vaga no masculino.

Segue a lista dos convocados:

MASCULINO (15)
BRUNO FRATUS – 50M LIVRE
CESAR CIELO – 50M LIVRE / 100M LIVRE
DANIEL ORZECHOWSKI – 100M COSTAS
FELIPE FRANÇA SILVA – 100M PEITO
FELIPE LIMA – 100M PEITO
GLAUBER SILVA – 100M BORBOLETA
HENRIQUE BARBOSA – 200M PEITO
HENRIQUE RODRIGUES – 200M MEDLEY
KAIO MÁRCIO – 100M BORBOLETA / 200M BORBOLETA
LEONARDO DE DEUS – 200M BORBOLETA / 200M COSTAS
MARCELO CHIERIGHINI – 4X100M LIVRE
NICHOLAS SANTOS – 4×100M LIVRE (RESERVA)
NICOLAS OLIVEIRA – 100M LIVRE
TALES CERDEIRA – 200M PEITO
THIAGO PEREIRA – 200M MEDLEY / 400M MEDLEY

FEMININO (5)
DAYNARA DE PAULA – 100M BORBOLETA
FABIOLA MOLINA – 100M COSTAS
GRACIELE HERRMANN – 50M LIVRE
JOANNA MARANHÃO – 400M MEDLEY
POLIANA OKIMOTO – MARATONA AQUÁTICA


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Swimming Hall of Fame: esqueceram de nós

Neste último fim de semana, Gustavo Borges teve a honra de ser homenageado no International Swimming Hall of Fame. A mídia em geral, e o próprio Gustavo, acabaram dizendo que a honraria seria para o segundo brasileiro (a primeira foi Maria Lenk, nomeada em 1988).

Jon e Gustavo: esta dupla deu muita alegria. (divulgação)

Na verdade, mais dois atletas de maratonas aquáticas estão imortalizados no Museu: Igor de Souza e Abilio Couto (ambos de maratonas aquáticas). O espaço é para os esportes aquáticos, condecorando inclusive dirigentes como o atual presidente da FINA, o uruguaio Julio Maglione.

Gustavo Borges, que recebeu a distinção do seu ex-técnico de Michigan, Jon Urbanchek, foi um dos 3 nadadores (de piscina, que fique claro) a serem escolhidos. Ele depois se desculpou pelas redes sociais, mas o erro foi induzido e totalmente compreensível.

De qualquer forma, a escolha foi merecida. Parabéns Gustavo!


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Seletiva alemã: dois recordes nacionais

Ano olímpico e sempre surgem novos nomes para tentar surpreender no tempo certo. Um alemão, inclusive, foi um dos surpreendidos em Olimpíadas, quando o favoritíssimo Michael Gross, recordista mundial dos 200m borboleta na ápoca, perdeu sua prova para o australiano Jon Sieben, em 1984. Depois, Gross, o Albatroz, voltaria para vencer os 100m borboleta e os 200m livre.

Nostalgia à parte, foi grande a evolução de Jan-Philip Glania nos últimos 2 anos, abaixando cerca de 5s até chegar ao recorde nacional nos 200m costas, com a segunda marca do ano.

Diebler, Lochte e Fesikov: prata nos 100m medley no Mundial de Dubai (25m). crédito: Zimbio

Mas os brasileiros, especialmente Thiago Pereira e Henrique Rodrigues, devem ficar de olho n’outro recorde alemão, este nos 200m medley feito por Markus Deibler em 1:57.82. O atleta agora tem a 3a marca do ano, atrás de Phelps e Thiago.

O recordista mundial Paul Biedermann vai estar nadando também os 400m livre em Londres. Outra recordista mundial, Britta Steffen vai ter que melhorar suas marcas se quiser vencer os 100m livre.

Vamos relembrar a inacreditável vitória de Jon Sieben, com recorde mundial dos 200m borboleta, em Los Angeles, 1984:


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Glauber Silva: muita emoção para o último índice da seleção olímpica

Acabou agora a pouco a última tentativa olímpica e a seleção será anunciada na próxima semana. A maior (única?) mudança foi a inclusão de Glauber Silva, com índice nos 100m borboleta. Sua história é um drama digno de ser mencionado aqui.

Glauber: enfim, olímpico. (Satiro Sodré)

Em 2010, sua mãe faleceu pouco antes do seu embarque para o Mundial de Dubai. Agora, no ano olímpico, uma semana antes do Troféu Maria Lenk, seu pai sofreu um AVC. Mesmo sofrendo emocionalmente, ele venceu grandes nomes como Kaio Márcio e o finalista olímpico Gabriel Mangabeira, mas ficou a apenas 13 centésimos do índice.

O sofrimento não acabou, mas foi amenizado com o índice feito nesta manhã. Acontece que ele teve que ficar na expectativa de que nenhum outro atleta obtivesse marca melhor que a sua à tarde. Pois a espera acabou e agora o nadador, que é do Minas Tênis Clube, pode dedicar este feito ao seu pai, que continua internado.

Valeu Glauber!


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Seletiva brasileira: até agora nenhuma mudança

Vinte e três centésimos foi o que faltou para que Flávia Delaroli carimbasse sua terceira participação olímpica nos 50m livre. Foi a que mais se aproximou dos índices para Londres. Após a prova, ela deu um depoimento onde não sentia nenhum rancor pois tinha tentado seu máximo. Já num tom de pendurar o maiô, disse estar pronta para a nova vida de trabalho, estudo e filhos.

Delaroli: a finalista olímpica ainda tentará o Mundial no final do ano.

Hoje teremos a definição do revezamento 4×100m livre e talvez uma segunda vaga nos 100m borboleta. A CBDA anunciará a seleção olímpica na próxima semana.


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Campeonato Alemão: a primeira chance olímpica

O atual recordista mundial dos 200 e 400m livre, Paul Biedermann, garantiu sua viagem para Londres após vencer os 200m livre da seletiva alemã. Marco Koch fez a 4a. marca de 2012 nos 200m peito.

Koch: mais um para tentar impedir o tri de Kitajima. (Getty)

Além desta competição, o Europeu servirá para definir a seleção alemão, que tem como índice o 10o. tempo do último Mundial.

Reveja o histórico recorde dos 200m livre, onde Biedermann derrotou Michael Phelps: non c’e lo fa!


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Grand Prix: em Charlotte, Soni mostra as garras

A sexta e penúltima etapa da série de Grand Prix nos Estados Unidos começou ontem em Charlotte com as provas de fundo. Mas as finais de hoje já mexeram com o ranking mundial.

Coughlin, Vollmer, Soni e Franklin: este quarteto fantástico pode estar em Londres. (Getty Images)

O destaque da noite foi a peitista Rebecca Soni, que obteve a melhor marca de 2012 nos 100m peito. Além dela, Dana Vollmer agora tem a segunda marca anual dos 100m borboleta (depois voltou para ficar em 2a. nos 200m livre).

A surpresa foi ver Michael Phelps em 2o. nos 200m livre, atrás de Ricky Berens.


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