Monthly Archives julho 2013

Barcelona 2013 finais 3: mais um recorde mundial para Ledecky

O grande destaque foi novamente a americana Katie Ledecky. Mas a vitória e recorde mundial não vieram tão fácil quanto todos imaginavam após seu recorde nos 400m. A dinamarquesa Lotte Friis queria o bi nesta prova. Abandonou os 400m, ficou na cola da americana até que veio uma última virada (das 30) que acabou com o sonho. Restou o recorde europeu, também abaixo do antigo mundial. A neozelandesa Lauren Boyle mostrou a evolução desta prova, não olímpica, ao pegar o bronze com recorde da Oceania. Com mais o recorde sul-americano nas eliminatórias da chilena Kristel Kobrich é, até agora, a prova que teve mais recordes continentais.

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Ledecky: você aí, fica com estes 40 mil dólares.

Com mais as vitórias dos 100m costas, com Missy Franklin e Matt Grevers repetindo os feitos olímpicos, os EUA avançaram no quadro de medalhas com 12, sendo 5 douradas.

Ruta Meylutite saiu muito bem e chegou melhor que ontem, quando estabeleceu nova marca mundial, mas ficou alguns centésimos do seu tempo. Ao menos garantiu o ouro, numa forte final.

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Meilutyte, 16, com reflexos impressionantes.

Os brasileiros João Junior e Leonardo de Deus avançaram para as finais dos 50m peito e 200m borboleta, respectivamente. Quem sabe não surpreendem amanhã?? Manuella Lyrio, apesar do recorde sul-americano nos 200m livre (1:59.52), não avançou para as semi.

Quem não passou para as finais foi a rainha da Copa do Mundo, Katinka Hosszu. Além dela, outros super-atletas parecem estar sentido a intensa programação. Kosuke Hagino ficaria em 2o. nos 100m costas com sua melhor marca pessoal, mas encarou um 200m livre antes, quando ficou em 5o. Ryan Lochte também amargou uma 4a. colocação nos 200m livre.

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O Papa Pop e de Deus pode dar seu recado amanhã.

Apenas Franklin continua bem na sua saga por oito medalhas (será a sucessora de Phelps?) e já tem duas de ouro. Deve declinar da premiação em dinheiro oferecida pela organização. Pelas regras da natação universitária americana, ela deve continuar “amadora” para poder competir no NCAA. A nova recordista (em todos sentidos, tem apenas 16 anos) Katie Ledecky, por exemplo, deverá abrir mão de 80 mil dólares (15 por cada vitória e 25 por recorde mundial) se quiser ficar elegível para a competição mais rápida do mundo (realizada em jardas).

Sim, nem tudo é perfeito nas piscinas americanas…

 

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Sacudir a poeira e dar a volta por cima

Publicado em 25/07/13, aqui

Até o final de 2012, Felipe Zanol era um dos principais atletas do motociclismo nacional, acostumado ao lugar mais alto do pódio em torneios de paisagens paradisíacas como o Rally Dakar. Mas o destino colocou um acidente em seu caminho que o afastou das provas. Em recuperação e mirando novos desafios, Zanol falou ao programa Inconfidência de Todos os Esportes.

Mineiro de Belo Horizonte, Felipe Zanol se preparava para mais uma edição do tradicional Rally Dakar nos EUA quando se acidentou gravemente. Ficou em coma, se tratou durante dois meses por lá e finaliza sua recuperação no Brasil.

“Foi um momento difícil para mim, mas senti o apoio de toda a torcida brasileira, das pessoas que gostam de mim. Quando você é um atleta de alto rendimento, você nunca imagina que isso pode acontecer”, revela Zanol.

Passado o baque inicial do acidente, ele agora foca na sua recuperação e é reticente sobre uma possível volta ao motociclismo. “Estou 100% focado na recuperação. Mas pode acontecer de voltar a competir novamente. Entretanto, agora, minha meta é ficar 100% fisicamente”, pondera.

Enquanto se recupera, Zanol trabalha agora como consultor técnico da fábrica de pneus Rinaldi, ajudando a desenvolver novos produtos. Esse belo exemplo de Zanol você confere no nosso próximo programa.

E mais:
O Secretário-adjunto de Esportes e Juventude, Rogério Romero, fala sobre a nova lei que regulamenta as bolsas para atletas e técnicos no Estado. Belo Horizonte recebe a 3ª etapa do Circuito Nacional de Esgrima e conversamos com um dos organizadores do torneio.

No “Sem Barreiras”, Renato Lara Júnior entrevista uma das revelações da natação paralímpica brasileira, Gabriel Tomelin.

Inconfidência de Todos os Esportes vai ao ar no sábado, 11h05, na AM 880, com reprise domingo, às 14h.

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A maior vitória da natação brasileira

Em tempos de Cielo bicampeão mundial, Poliana Okimoto puxando uma campanha sensacional nas águas abertas, a maior vitória foi fora das piscinas: o Parque Júlio Delamare é nosso!

Se foi pela pressão popular, situação atual da concessionária do Maraca, últimos resultados da natação brasileira, a (im)popularidade do Governador, não sei. Provavelmente um pouco de cada. Importante mesmo vai ser a manutenção deste parque aquático, que deve ter um novo apelo ao lado do Maracanã revitalizado.

Obrigado a todos que batalharam por esta reviravolta.

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Esta bonita imagem prevaleceu ao poder econômico.

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Barcelona 2013 finais 2: recorde mundial, bi de Cielo e bronze de Felipe

O destaque do dia foi, certamente, a lituana Ruta Meylutite e o primeiro recorde mundial deste campeonato. Com seu 1:04.35 na semi dos 100 m peito, ela abaixou um décimo da marca da americana Jessica Hardy, que também avançou para as finais. Como a chegada dela foi muito ruim, podemos até esperar uma marca ainda mais impressionante amanhã. O recorde veio com mais uma ativação da organização, com uma bandeira reforçando para a plateia que eles tinham acabado de presenciar o recorde mundial.

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Cielo e sua plateia. (crédito: Victor Puig)

Mas o Brasil também tem muito a comemorar. Primeiro veio o bronze de Felipe Lima. Numa grande disputa, ele chegou melhor e conquistou a medalha com 59.65 (o quinto chegou apenas 5 centésimos atrás). Depois Cielo e Nicholas entraram para tentar uma dobradinha, mas enquanto o primeiro conquistava um inédito bicampeonato (23:01), o segundo amargou a 4a. colocação. Detalhe, os tempos da semi dariam o ouro e prata para os brasileiros, mas como na final o que importa é chegar na frente…

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Felipe, rápido também na comemoração.

Nas demais finais, a sueca Sarah Sjostrom deixou para trás a recordista mundial e campeão olímpica nos 100m borboleta, Dana Vollmer, para (re)conquistar o ouro. Quatro anos atrás ela surpreendeu ao vencer e bater o recorde mundial. Agora, passada a era dos maiôs tecnológicos, ela provou que não era apenas o maiô que nadava rápido.

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Pódio dos 200m medley: sorrisos por motivos distintos.

Já a húngura Katinka Hosszu mostrou maturidade, ao abandonar a semi dos 100m costas (que melhorou ainda mais sua marca pessoal e poderia sair com outra medalha amanhã), para triunfar nos 200m medley. Alicia Coutts conquistou sua 3a. prata na competição (será uma versão feminina de Anders Holmertz??), enquanto Mireia Belmonte levava o público local ao delírio com seu bronze.

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Destaques brasileiros:

  1. A veloz dupla Cesar Cielo e Nicholas Santos avança para a final dos 50m borboleta com os melhores tempos;
  2. Felipe Lima, ao abaixar por duas vezes sua marca e, pela primeira vez, do minuto nos 100m peito e, com isso, pegar uma final;
  3. O recorde sul-americano das meninas no 4x100m livre.

Destaques gerais:

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A ruiva Katie Ledecky absoluta na prova. (crédito: Victor Puig)

  1. O choro com a vitória fácil nos 400m livre de Sun Yang com 3:41.59;
  2. A alegria e vitória fácil nos 400m livre de Katie Ledecky, com o melhor tempo sem trajes tecnológicos e primeiro ouro para os EUA na prova em 22 anos!
  3. Os revezamentos 4x100m livre masculino, pela emoção; e o feminino, ao dar a 18a. medalha em mundiais para Natalie Coughlin.
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Mulherada americana foi bem nas primeiras finais.

Menção honrosa:
Andreina Pinto com seu recorde continental nos 400m livre. Com 4:06.02 a venezuelana abaixa sua própria marca de Londres 2012 em mais de 2s.

 

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Cielo já levou uma dourada

Antes mesmo de entrar para as disputas que iniciam amanhã em Barcelona, o recordista mundial Cesar Cielo já levou uma laranja, no caso uma máquina. Ela atende pelo nome de TT.

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Velozes e furiosos.

A Audi deu o carro ao atleta-embaixador da marca como parte da comemoração dos 15 anos do modelo no Brasil.

Ele ainda fechou recentemente patrocínio com outra marca alemã, a Adidas, que vai até 2016. Assim ele se junta a Kaio Márcio e Bruno Fratus nas campanhas promocionais.

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Cielo saindo (ou tentando) de um treino em Barcelona. As 3 listras estão lá, perceberam? (FB)

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Thomas Lurz: o maratonista a bater no Rio?

Enquanto a equipe brasileira fazia história em Barcelona, o experiente nadador alemão Thomas Lurz também batia alguns recordes. Pela primeira vez um atleta leva as 4 medalhas possíveis. agora são 14 no total! Nadando também pela primeira vez (e pela sua declaração, última) os 25km, saiu com o ouro nesta prova e no revezamento. Apesar do feito, Lurz corre contra o tempo. Em 2016 terá 36 anos, será que aguenta até lá?

Bem, os fatos das medalhas deste mundial (e de outros torneios de águas abertas) serem muito cosmopolita (tivemos ouro da Tunísia, Brasil, Grécia, além da própria Alemanha, por exemplo), além da disputa na prova olímpica (10km) vencida por Poliana Okimoto ser separada em pouco mais de 4s entre ela e a décima colocada, dizem que o cenário ainda está aberto.

E ainda temos o poder do vácuo. Explico. Assim como o ciclismo, ficar atrás de um atleta acaba salvando a energia. Não à toa existe a troca constante do líder no meio da prova. Além disso, existem as disputas mais, digamos físicas, por espaço. Sim, há muita briga dentro da água, o que pode prejudicar aqueles menos experientes. Todos estes fatores acabam dando uma indefinição saudável, pois todos que estão no pelotão da frente tem reais condições de ganhar a prova.

Então vamos torcer para que nestes próximos 3 anos o Brasil continue brilhando nas águas abertas do mundo inteiro, para culminar com as medalhas que todos esperamos nas Olimpíadas do Rio.

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Lurz comemora o título dos 25km. Ele chegou apenas 14s à frente de Allan, 7o., após quase 5h de prova.

 

 

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De águas bem abertas: a inédita dobradinha brasileira II

Quem apostasse  que duas brasileiras venceriam uma prova olímpica num Mundial de Esportes Aquáticos a pouquíssimo tempo atrás, seria tachado de maluco. Mas, Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha surgiram e praticamente garantiram o título de Maratonas Aquáticas neste Mundial para o Brasil.

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Ana Cunha e Okimoto, esta protegendo seu patrocinador, pintando a marca no maiô.

Quando as brasileiras entraram para sua segunda prova em Barcelona, já com uma medalha cada, encararam uma concorrência dura, como lembrou Guilherme Costa:  Na prova, tínhamos a húngara Éva Risztov, atual campeã olímpica. A britânica Keri Anne Payne, atual campeã mundial. A alemã Angela Maurer, que chegou a sétima medalha em mundiais. A italiana Martina Grimaldi, medalhista em Londres e no mundial de 2011. A australiana Melissa Gorman,que já foi campeã mundial dos 5km. 

Enfim, antes que apareça qualquer internauta amigo desmerecendo os feitos da dupla, lá estava a nata da natação de águas abertas. Muito pelo contrário, as duas vem de grandes revezes: Poliana de abandonar a prova na olimpíada e Ana Marcela nem se classificar para Londres. Grande exemplo de superação, sem dúvida. Mais, a primeira é a maior medalhista em mundiais (5, de todos os esportes) do Brasil, enquanto Ana Marcela é a 6a. no mundo a ter medalhas em todas as distâncias da competição e ainda vai defender seu título de 2011. Distância entre a campeã e a décima colocada em uma prova de quase 2hs? Meros 4.4 segundos!! Pense em qual maratona de 42km tivemos uma chegada tão disputada como esta…

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Opa, acho que vi uma bandeirinha do Brasil ali…

Outra coisa. Sim, acredito que o fator Rio 2016 (e todos os seus investimentos) ajudaram a equipe a alcançar estes feitos históricos, lembrando que, ao contrário das piscinas, aqui quem está defasado é a natação masculina. Assim mesmo, a dupla Samuel de Bona (6o. nos 5 km) e Allan do Carmo (7o. nos 10 km), conquistaram os melhores resultados da história. Mais competições e treinamento com equipe multidisciplinar, necessitam sim de dinheiro, que hoje não falta.

Agora não vem mais dobradinha para elas, pelo menos não juntas, afinal, Ana Marcela nada os 25km, enquanto Poliana o revezamento.

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O melhor nadador do mundo tem nome

Ele mesmo, o golfinho.

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Biondi, então mais rápido nas piscina, em uma aula prática.

Cientistas acompanharam a espécie nariz-de-garrafa e perceberam que, mais do que se comunicar, estar em grupo, cada um tinha um nome, identificado por assobios distintos.

Agora, aquele animal que deveria ser venerado, estudado por todo nadador pela sua habilidade natural, pode ter um nome próprio. Sua velocidade na água pode alcançar os 40km/h, enquanto o atleta mais rápido do mundo, Cesar Cielo, percorre os 50m quase 5 vezes mais lentamente que o mamífero.

Não por acaso, o único caso que conheço de um um clube exclusivamente para natação tinha o nome justamente de Clube do Golfinho, onde tive o privilégio de treinar. Infelizmente a iniciativa não deu certo, mas isso é uma outra história…

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Clube do Golfinho: meu primeiro índice olímpico foi nesta piscina.

 

 

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Fotos do JEMG

Publicado em 16/07/13, aqui

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Dia de muito sol no Centro de Treinamento Esportivo. Mas quem brilhou de verdade foram os mais de 2000 mil alunos-atletas que lotaram o CTE no primeiro dia de competição da etapa de atletismo do Minas Olímpica/Jogos Escolares de Minas Gerais – JEMG/2013. SEE, SEEJ e FEEMG em peso, prestigiando a abertura oficial do dia 15 de julho. Para o secretário-adjunto de Esportes e da Juventude – SEEJ-MG Rogério Romero é dia celebração. Um momento singular para os alunos-atletas competirem em um espaço de primeiro mundo e voltarem para as suas regiões se dedicando cada vez mais. Para a subsecretária de desenvolvimento da educação básica da SEE-MG Raquel Elizabete, a competição no CTE é uma grande oportunidade para os alunos das escolas públicas mostrarem suas habilidades, em um espaço de alto nível.

Na etapa única de atletismo, 312 escolas, representando 99 municípios competem até o dia 19 de julho. Verônica Alves da comunidade de Santa Rita, do município de Varzelândia, aprovou a competição. “Gostei, a gente aprende muito e espero conseguir superar todas as etapas e vencer”. Em Ouro Branco, clima de alegria. Nossos alunos estão motivados por estarem nesta competição. Eles estão felizes e muito motivados, completa o técnico de Ouro Branco Amarildo de Souza.
O que é senso comum é que a etapa única agradou e, especialmente, pelo nível da estrutura oferecida. Resta agora muito suor e garra para garantir o lugar no pódio. Energia é que não vai faltar e muito menos talento. Em um dia de competição, já deu pra sentir que os alunos-atletas irão responder à altura do nível da competição e brilharem ainda mais. Governo de Minas.

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