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O poder das homenagens

Recentemente tivemos a festa de despedida da grande Fabíola Molina. Infelizmente não pude estar presente, mas conhecendo-a e lendo os relatos (Best Swimming e Swim Channel), sei que seu carisma atraiu desde seus amigos mais próximos até atletas do mundo inteiro. Inesquecível, alguns vão dizer. E vai ser mesmo. Para ela, com certeza. Vai lembrar deste momento bacana, de celebrar uma nova fase, mas ainda colaborando para divulgar a natação.

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Arigato gozaimasu Fabíola!

Hoje estive premiando os destaques dos nossos Jogos Escolares e de Minas e, naquele clima de festa e confraternização, fiquei pensando na importância destes momentos para todos. Para o aluno/atleta, para que ele seja devidamente valorizado pelos seus resultados. Para as escolas, para que elas continuem investindo no esporte. Para os professores e profissionais de educação física, lembrá-los que valeu a pena. Para nós do Governo, um alívio no meio de tantas críticas e contingenciamentos.

Enfim, todos temos ao menos um bom motivo para parar por alguns momentos e celebrar as vitórias, mesmo que pequenas. Mas, apesar delas contribuírem para a nossa motivação, não podemos viver delas. Sim, por maior que seja a conquista, os desafios continuam.

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Homenagem junto com o Meu Primeiro Trathlon, em 2011.

Por fim, agradecer a indicação para o Orgulho Paranaense. Estarei lá semana que vem, batendo palmas para os esportistas que vão ser condecorados na próxima semana, com a certeza de que eles vão lembrar deste dia.

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A aposentadoria de Fabiola Molina

Aposentadoria é como a morte. Você sabe que ela chegará mas nunca está preparado“. Gustavo Borges, 27.07.2012

A frase acima é um pouco forte, mas Gustavo Borges sabia do que estava falando após 8 anos de pendurar o calção em 2004. Ele se despedir numa festa na piscina do Pinheiros, afinal, a vida de nadador tinha morrido ali, aos seus 31 anos de vida.

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Fabiola no seu anúncio ontem. (Crédito: Danilo Sardinha)

Aos 38 anos, Fabiola Molina anunciou sua decisão de parar de nadar após uma super bem sucedida carreira. Acostumada a quebrar recordes, a nadadora foi para 3 edições olímpicas e tem diversos importantes no seu currículo, mas talvez sua conquista mais poderosa seja a simpatia, com a qual inspirou milhares de – principalmente – mulheres.

Vai ter uma grande festa nas piscinas no dia 30 de novembro, com nomes do mundo aquático que acabaram cruzando com a brasileira. Sua última competição oficial, ao menos fora do master, foi no último Jogos Abertos de SP, competindo pela sua São José dos Campos.

Além de todos os resultados dentro das piscinas, Fabiola quebrou outras barreiras, ao viajar pelo mundo em busca de técnicos e técnicas, nos últimos anos acompanhada do seu marido (e meu conterrâneo) Diogo Yabe.

Agora vai se dedicar ainda mais aos seus outros negócios. Boa sorte e sucesso!!!

Aqui, 3 fotos de quando moramos juntos em Coral Springs.

 

 

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De olho no futuro, preservando o passado

Nestes último dias, tive três casos interessantes de como a memória esportiva é importante.

Vou começar pelo caso triste. Num encontro com estudantes de educação física, mencionei que Minas estaria recebendo Sebastian Coe. Desafiando a plateia, perguntei inocentemente se eles sabiam de quem se tratava, aguardando desde as respostas mais simples (foi um corredor), para as mais completas (Lorde, conduziu o comitê organizador Londres 2012, etc). Mas, para minha decepção total, NINGUÉM sabia de nada. Pensei comigo, este é o futuro de professores de educação física e de alguns técnicos, inclusive de atletismo!

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Joaquim Cruz na histórica vitória em cima do branquelo Seb Coe.

Os outros dois são legais. O primeiro é o Hall da Fama da Natação Brasileira, iniciativa de alguns abnegados da natação (incluindo este que escreve) para homenagear no democrático espaço virtual, aqueles que fizeram história. Esta semana foi a vez do terceiro escolhido: Djan Madruga. Recheado de fotos, vídeos e outras referências, o texto elaborado por Fernando Cunha Magalhães é primoroso nos detalhes e curiosidades deste super atleta.

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Destaque na extinta Nado Livre – tinha esta edição também.

Por fim, ontem tive a grata surpresa de conhecer o novo e inovador espaço do Minas Tênis Clube. O Centro de Memória foi ousado: indexou tudo. Sim, tudo. Quem for minastenista e teve alguma nota, entrevista, está lá. Impressionante. Uma galeria com troféus e outras peças escolhidas a dedo, dando o devido destaque às conquistas mais recentes, sem esquecer do passado também glorioso que deu alicerce para que tudo isso acontecesse.

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Vídeo com todos os atletas olímpicos que o clube teve.

Duas iniciativas que merecem ser replicadas.

 

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Treinando com o técnico do Phelps

Acabei de ler um post no Facebook bem bacana do nadador Gabriel Fidélis e acabei lembrando da época em que investi na empreitada de treinar nos EUA, ou quase, como costumo dizer, uma fez que Coral Springs é na Flórida.

Os sentimento que ele teve foram semelhantes aos meus, na parte de treinamento, equipe. As semelhanças acabam aí, enquanto ele deve estar apenas iniciando uma carreira, eu estava tentando, aos 30, curtir o máximo do que seria meu (pen)último suspiro. Campeões olímpicos? Maior estrela da equipe era justamente um brasileiro: Xuxa Scherer. Muitos adolescentes americanos.

Espero que ele tenha a sorte de encontrar o sucesso que tive nos meus 15 meses.

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Bob e – provavelmente – Gabe: treinando entre os campeões. (FB)

Segue, na íntegra:

E ai pessoal, ontem completou 1 mês que estou aqui em Baltimore treinando no NBAC e quero compartilhar com quem esteja interessado essa minha experiência que tem sido muito interessante. Aqui no NBAC( North Baltimore Aquatic club) meu treinador é o Bob Bowman, que foi o primeiro e único técnico do Michael Phelps e diversos outros atletas campeões mundiais e olímpicos, a equipe é formada por 10 nadadores e 7 deles são campeões Olímpicos em Londres 2012. As primeiras semanas foram realmente muito difíceis, os treinos aqui são muito volumosos com intervalos muito curtos, bastante medley e principalmente muito trabalho de perna. Tenho me adaptado rápido mas ainda continua difícil porque com o passar das semanas o volume vai aumentando, estamos nadando em torno de 14 km por dia divididos em 2 treinos e mais trabalho de
Musculação todos os dias. O que tem me impressionado bastante também são os tempos que os atletas fazem no treino mesmo na fase de base, já que as series são sempre progressivas e todo dia tem alguma coisa forte no final. Outro ponto positivo dos americanos é o espírito de equipe que eles tem, coisa que é difícil de se encontrar no Brasil, todos atletas aqui são tratados como iguais e não existe privilégios se você é campeão Olímpico ou não, estão sempre motivando uns aos outros, elogiando e também se necessário criticando, mas com críticas construtivas como por exemplo falando sobre sua técnica de nado. Não é comum se ver alguém reclamando de treinos difíceis ou intervalos curtos.Todos aqui tem um objetivo em comum que no caso, é ser o melhor. Bom, por enquanto é isso. Grande abraço a todos e bons treinos.

“That which does not kill you has the potential to make you stronger. Will you let yourself be defeated or will you prevail? It is a choice!”

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O Dinheiro e a Natação 2

Esqueci do Exército! Sim, além dos apoios já citados anteriormente, temos o Exército Brasileiro, que desde o Mundial Militar de 2011, tem em seus quadros vários atletas ligados à entidade – e recebendo o soldo, claro.

Mas não é só no Brasil que o dinheiro rola – também as brigas entre dirigentes e atletas. Na Itália, a Federação divulgou que pagou 750 mil euros para Federica Pellegrini de 2006 a 2012, 147 mil apenas pelos resultados do Mundial de Roma 2009. Os valores vieram à tona diante da crítica realizada pela nadadora pelo Twitter, dizendo que havia recebido apenas 3 mil euros pelos seus dois ouros e três recordes mundiais no campeonato em solo italiano. a discussão continuou com outros depoimentos das partes.

Enquanto isso na África do Sul… O campeão mundial Cameron van der Burgh acredita que os resultados do Mundial, quando saíram com 5 medalhas, sendo 3 ouros, possa ajudar a natação sul-africana a buscar um patrocinador privado e dar mais condições aos atletas.

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Fede: polêmica italiana

 

 

 

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O Dinheiro e a Natação

Frequentemente ouvimos ou lemos a falta de apoio para os nadadores brasileiros, com a grande maioria fazendo um paralelo com os Estados Unidos, onde o esquema escola x esporte funciona. Em tese.

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Quem nunca quis ser o Tio Patinhas e nadar em dinheiro?

Mas hoje vamos ficar apenas no dinheiro, patrocínios, apoios. Arrisco dizer que um nadador de elite hoje no Brasil deve ser um dos mais bem remunerados do mercado (aquático, claro). O custo-benefício (medalha x $) aqui é muito maior que a potência americana e de grande parte dos países europeus. E pode até ter melhorado nestes últimos anos por conta do fator sede olímpica.

Não tenho dados para comprovar isso (algum jornalista poderia ajudar), mas existem alguns indícios neste sentido:

  1. Porque atletas europeus e americanos vem frequentemente competir por clubes brasileiros?
  2. Nadador que quiser participar do campeonato universitário americano não pode ter patrocínios (explícitos).
  3. Os EUA tem tantos medalhistas olímpicos, que estes atletas acabam caindo numa vala não tão rara quanto no Brasil.
  4. Porque nadadores consagrados como James Magnussen e Chad le Clos, em vez de voltarem com seus ouros para casa, descansarem das piscinas enquanto capitalizam em propagandas em cima dos seus feitos, preferem ir para uma etapa da Copa do Mundo?
  5. Qual a razão da húngara Katinka Hosszu nadar tantas provas no circuito Copa do Mundo?

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A resposta para as perguntas é: dinheiro. Pode ter até outra razão (como vir nadar no Rio, por exemplo), mas as bonificaçõe$ chamam estes atletas, muito profissionais. Não que os brasileiros não precisem de grana (se eles voltaram depois do Mundial, foi também para competir no Finkel pelos seus clubes – que lhes garante um salário no final do mês), mas acredito que somados: patrocínios + propagandas + clube + bolsa atleta + COB + CBDA + Ministério + Secretaria estadual + Prefeitura +… dão uma vantagem para nossos atletas.

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Não, Phelps não ganha 20 milhões em um ano…

E a premiação da natação está começando a chegar próximo do seu “primo” atletismo (ao menos no Mundial). Os valores de 60 mil para o Mundial de Atletismo que começa amanhã em Moscou vale 60 mil dólares, enquanto Barcelona 39 mil (não me pergunte porque não 40) para cada um dos seus vencedores.

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A maior vitória da natação brasileira

Em tempos de Cielo bicampeão mundial, Poliana Okimoto puxando uma campanha sensacional nas águas abertas, a maior vitória foi fora das piscinas: o Parque Júlio Delamare é nosso!

Se foi pela pressão popular, situação atual da concessionária do Maraca, últimos resultados da natação brasileira, a (im)popularidade do Governador, não sei. Provavelmente um pouco de cada. Importante mesmo vai ser a manutenção deste parque aquático, que deve ter um novo apelo ao lado do Maracanã revitalizado.

Obrigado a todos que batalharam por esta reviravolta.

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Esta bonita imagem prevaleceu ao poder econômico.

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Cielo já levou uma dourada

Antes mesmo de entrar para as disputas que iniciam amanhã em Barcelona, o recordista mundial Cesar Cielo já levou uma laranja, no caso uma máquina. Ela atende pelo nome de TT.

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Velozes e furiosos.

A Audi deu o carro ao atleta-embaixador da marca como parte da comemoração dos 15 anos do modelo no Brasil.

Ele ainda fechou recentemente patrocínio com outra marca alemã, a Adidas, que vai até 2016. Assim ele se junta a Kaio Márcio e Bruno Fratus nas campanhas promocionais.

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Cielo saindo (ou tentando) de um treino em Barcelona. As 3 listras estão lá, perceberam? (FB)

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O melhor nadador do mundo tem nome

Ele mesmo, o golfinho.

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Biondi, então mais rápido nas piscina, em uma aula prática.

Cientistas acompanharam a espécie nariz-de-garrafa e perceberam que, mais do que se comunicar, estar em grupo, cada um tinha um nome, identificado por assobios distintos.

Agora, aquele animal que deveria ser venerado, estudado por todo nadador pela sua habilidade natural, pode ter um nome próprio. Sua velocidade na água pode alcançar os 40km/h, enquanto o atleta mais rápido do mundo, Cesar Cielo, percorre os 50m quase 5 vezes mais lentamente que o mamífero.

Não por acaso, o único caso que conheço de um um clube exclusivamente para natação tinha o nome justamente de Clube do Golfinho, onde tive o privilégio de treinar. Infelizmente a iniciativa não deu certo, mas isso é uma outra história…

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Clube do Golfinho: meu primeiro índice olímpico foi nesta piscina.

 

 

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Campanhas para a natação… nos EUA e Inglaterra

O motivo não é ganhar medalhas, mas sim evitar mortes.

Nesta última semana, a imprensa brasileira deu destaque a um programa americano para dar acesso ao ensino da natação, chamado Make a Splash, iniciativa da Confederação de Natação Americana, que tem como um dos seus padrinhos Cullen Jones, que quase morreu afogado. O programa é exatamente para evitar acidentes mortais com crianças, afinal os afogamentos são a segunda causa de morte de crianças entre 1 a 19 anos (nos EUA, assim mesmo, espantei com este dado).

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Jones e Cielo, logo após empatarem na semi. Jones saiu de quase afogado para a prata nos 50 livre em Londres.

Ciente disso, até a Associação Americana de Pediatria mudou sua opinião a 3 anos atrás e agora sugere que o quanto antes a criança aprender a nadar, melhor. E preferencialmente com professores habilitados.

Ainda mais impressionante é o Departamento de Educação inglês colocar a natação e segurança aquática no currículo escolar! Sabidamente foi aplaudido pela Associação de Natação local.

Sem dúvida, dois exemplos ousados.

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