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Gustavo Borges na novela das oito: e a natação com isso?

Este blog não tem a intenção de virar uma Caras, mas o fato de Gustavo Borges gravar para a novela global das oito tem um impacto positivo para a natação. Senão vejamos.

A tal periguete já atacou outro atleta, no caso o jogador Pato, e está previsto investida em ninguém menos que Neymar (não me perguntem como sei disso). Além de atletas, outros famosos que foram/serão abordados: Gusttavo Lima e Luciano Huck.

Pois bem, certamente o ibope da novela deve ser melhor que qualquer noticiário esportivo, então para o esporte é interessante que o enredo coloque atletas como personagens famosos e nadadores entre eles. Uma ressalva é de que, apesar de todo sucesso empresarial de Borges, duvido que a conta dele chegue perto dos jogadores de futebol…

Ah, e tem mais, previsto ainda uma participação de Cesar Cielo.

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Gustavo, 2.03m, com Tatá Werneck, 1.52m: injustiça social.

 

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E o padrão COI?

Sei. O momento é das manifestações. Já caiu a PEC 37 (será que todos que protestaram contra, sabiam mais que: vai tirar o poder de investigação do MP?). Vão votar 100% para a Educação. Será que diminui o número de Ministérios?

Enfim, o povo deu as caras e a consequência foi uma acelerada nas SUAS prioridades.

Quem se deu mal nesta história toda? Bem, primeiro, o óbvio, a FIFA. O que era para ser uma festa, virou isso. Se esta Copa já foi assim, imaginem na Copa de verdade…

Mas a imagem do Brasil, num primeiro momento, também sai queimada. Alguns dos “legados” propagados, talvez nunca se concretizem, e a culpa agora é de ninguém mais senão das manifestações. Elas assustaram as pessoas, possíveis turistas? Sim. Enviaram imagens da parte agressiva das manifestações para fora? Sim. Talvez as prioridades baseadas na Copa vão ser revisadas? Sim.

E é aí que entra o padrão COI. Tal qual a FIFA, o Comitê Olímpico Internacional é uma grande empresa, cujo maior produto são os Jogos Olímpicos de Verão. Tal qual a Copa, o Brasil pediu para sediar as Olimpíadas e assinou um pesado caderno de encargos para tal. Não tão descarado quanto a FIFA, o COI também procura os mercados emergentes para seus grandes eventos. E tal qual o que está acontecendo agora, existe a real possibilidade de daqui a 3 anos vermos algo semelhante no Rio.

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Relógio recém inaugurado na sede do COI. Faltam mais de mil e cem dias (ou apenas?). Foto: divulgação

O que pode amenizar esta possibilidade são as mudanças neste meio tempo. De um lado, uma nova agenda política que esteja alinhada com os reais anseios da população; do outro, uma rigorosa transparência na condução dos projetos Rio 2016. Já é transparente? Torne-a límpida. Cristalina. De tal forma que até minha filha de 7 anos entenda o que está sendo feito e porque. Preferencialmente a de 4 também.

Sediar as Olimpíadas é uma grande oportunidade? Tenho convicção que sim. Mas junto com isso, vem as responsabilidades – e elas não são pequenas. Se a tendência do ambiente for para melhorar, acredito que teremos uma grata surpresa. Melhor ainda se sairmos com diversas medalhas, mas isto já é uma outra história…

 

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O protesto (quase solitário) de Joanna Maranhão

Ela não poderia deixar de se manifestar neste momento. Joanna Maranhão acabou aderindo ao Movimento (para mim, ainda indefinido) que está nas ruas e deixou seu apoio.

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Agora, será que no meio de tantas prioridades, o Movimento vai questionar outros assuntos importantes do Esporte Nacional? E por questionar, entendam como debater democraticamente.

 

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“Eu não quero nadar…”, by Beatriz Comini Romero

Hoje gostaria de compartilhar as últimas 24hs com nossa primogênita, Beatriz.

Desde ontem, aliás, desde quando soube que hoje teria uma tomada de tempo na aula de natação, ela vem repetindo a frase acima à exaustão, intensificando nas últimas 12hs anteriores (o que, na prática são umas 3, 4hs, no máximo, pois teve uma noite no meio disso).

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Será que as bordas das piscinas vão ouvir Vai Bia, novamente?

Pois bem, a psicologia infantil tenta nos ensinar alguns truques. Ainda ontem à noite, experimentei contar histórias próprias, como quando fui desclassificado em um revezamento em Londrina, por estar tão nervoso que acabei nadando as primeiras braçadas em outro estilo (faz tempo, eu estava fechando um revezamento 4 estilos). Na segunda tentativa, brincamos que a mãe de outra Bia (Lages) ficava torcendo a prova inteira – isso seria constrangedor para ela!

Já de manhã, mudei a estratégia tentando falar de outros assuntos, conseguindo até umas rápidas risadas, seguidas do temido: “Eu não quero nadar…”.

Perguntando sobre o que ela tinha medo: “Eu não quero nadar. Eu vou demorar uma hora para chegar e vocês vão ficar tristes.” Aqui friso que nunca cobramos qualquer resultado, muito pelo contrário, acho um absurdo este tipo de cobrança precoce (veja aqui a história do mais novo nadador americano a tornar-se profissional).

Então, ao final, tudo acaba bem, com uma medalha de participação (colocação? que colocação) e um grande sorriso à noite.

Uma boa noite a todos!

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Joanna Maranhão #prontofalei

Esta semana, Joanna Maranhão decidiu jogar a toalha molhada que tanto bateu na Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos.

A briga cibernética, acompanhada pela imprensa e outros interessados, culminou com o desabafo da nadadora pernambucana através de uma nota:

“Hoje foi liberado na imprensa uma ‘resposta’ da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos em relação aos meus inúmeros pedidos de ajuda. Tudo que posso dizer é ‘Presidente, o senhor venceu’.

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Joanna durante seus depoimentos, com a mãe.

Sim,o senhor venceu porque é impossível lutar contra um ‘governo’ de mais de 20 anos, é difícil fazer barulho com um grito solitário.
Eu não possuo assessoria de imprensa, ‘staff’ que trabalha pra mim balançando a cabeça positivamente para todas as minhas vontades. Não tenho e nem pretendo ter.
Minhas ‘armas’ são: meu talento, meu amor pela natação e minha vontade de ver uma realidade diferente.
Não duvido que outros tantos nadadores queiram isso tanto quanto eu, mas eles nada fazem.

Eu poderia trazer a público as cópias dos contratos de ‘apoio’ e ‘patrocínio’ que a nota enviada por sua assessoria de imprensa diz que eu tenho desde 2002. Poderia somar os meses que recebi ajuda de SUA confederação nesses 11 anos. Com certeza não chegariam aos 132 meses que pela nota enviada, recebi apoio. Pera, desculpe, a nota diz que não recebi apoio quando não me inseri nos critérios, não é isso? Só uma pergunta: que critérios?
Ter sido semi-finalista olímpica em Londres por acaso foi critério de exclusão?

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Ela dá as costas para a opinião pública e diz o que pensa.

Sim, porque logo após Londres meu ‘apoio’ não foi renovado…
Enfim, como eu disse no início, o senhor venceu! Continuará por mais 4 anos no comando da Confederação com seus atletas fantoches colocando #’s, apertando sua mão, indo a eventos e comemorando a evolução da natação brasileira!
Desisto de tentar mudar, desisto de brigar sozinha. Agora optei por outro caminho e mesmo não lhe devendo explicações quanto aos meus planos, lhe digo mesmo assim:

Enquanto eu for atleta de alto rendimento, farei com responsabilidade, disciplina e vontade, apesar do meio me entristecer e assim que eu entrar na transição e deixar de ser atleta, formarei novos atletas e esses, senhor presidente, o senhor pode ter certeza que além de aulas e treinos de natação, serão ensinados o VERDADEIRO valor do esporte, que vai muito além de nadar rápido e receber tapinhas nas costas de cartola.

Parabéns por mais essa vitória.
Att,
Joanna Maranhão”

Joanna já passou por vários dramas pessoais, trocas de técnicos e clubes. Ganhou uma Lei com seu nome, graças a coragem que teve de se expor. Depois, o bicho pegou mesmo com suas críticas à gestão da CBDA.

O bate boca chegou a sites especializados, como no editorial do Best Swimming, mas o Ephicurus é que me fez lembrar que já houve uma iniciativa entre os nadadores de formarem uma entidade para defender os seus direitos. O movimento começou com atletas do Rio, chegaram a difundi-lo em campeonatos brasileiros, mas não teve força política para se consolidar. Ouvi de um deles que chegavam a participar do início das reuniões da Confederação, mas depois eram convidados a sair nos assuntos principais.

Quem sabe não é a hora de criar esta entidade? A Austrália tem uma

 

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Bruno Fratus opera o ombro

Quarto colocado nos 50m livre nas Olimpíadas de Londres – 2012, o velocista Bruno Fratus não aguentou as dores no ombro e operou.

Colocou na sua página no Facebook: “Depois de 2 anos lidando diariamente com uma lesão no ombro, finalmente hoje ela foi solucionada. Pronto para dar início ao ciclo olímpico – Rio 2016 novinho em folha!

Assim esperamos.

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Fratus e o OK pós-operação

Lesões como a dele são comuns em atletas, ainda mais no ritmo de treinamentos e (cada vez mais) de competições intenso a que são submetidos.

Com o recente anúncio pelos Ministérios do Esporte e da Educação de um grupo de trabalho para estudar a criação de uma Universidade do Esporte, as ciências do esporte poderão dar sua contribuição para que os limites físicos sejam monitorados e respeitados. A intenção é de, com a infraestrtura esportiva nova das Olimpíadas do Rio, poder potencializar cursos práticos.

Dica para o grupo de trabalho: incluam, além dos óbvios psicologia, marketing e direito, a arquitetura esportiva. Já temos exemplos suficientes de que, infelizmente, esta foi uma área onde várias oportunidades foram perdidas.

 

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Campeã Olímpica é roubada

“Após sairmos do aeroporto, 4 ou 5 assaltantes quebraram o vidro de trás para roubar as malas. Minha irmã agarrou minha sobrinha de 2 anos e meu sobrinho de 5 , enquanto eu me atirei atrás para tentar segurar nossas malas… acabei me cortando num pedaço de vidro, infelizmente assim como um dos bandidos… Eu compreendo quão desesperados estes homens deviam estar para fazer algo assim, mas isso não torna aquilo correto. Muitas pessoas estão se esforçando no seu cotidiano, ao invés de roubar dos demais e criar terror nos outros, deveríamos trabalhar juntos para criar empregos e nos ajudar.”

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Coventry: aqui não tem caxirola. (Pinterest)

O relato, feito pelo Facebook, bem que podia ser de qualquer medalhista brasileiro, mas foi da multi-medalhista Kirsty Coventry, na sua terra natal, o Zimbabwe. Com 4 medalhas olímpicas na bagagem (não naquelas roubadas, felizmente), o medo dela é a AIDS, doença ainda muito disseminada no seu país.

O roubo foi estimado em 5 mil dólares.

 

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A piscina mais funda do mundo

Ela está em Bruxelas, na Bélgica, tem mais de 30m de profundidade, temperatura de 30 graus, sem cloro. Serve para treinamentos de mergulhadores, mas também para curiosos em geral (eu já fiquei). Além de tudo isso, os 2,7 milhões de litros d’água servem para filmagens especiais.

Conheça Nemo 33:

 

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Atlanta e a caçada que durou 5 anos

Os Jogos Olímpicos de Atlanta foram, de longe, a pior edição que participei. E não foi (apenas) por conta do meu fraco resultado, nem por ver o italiano Emanuele Merisi ficar com o bronze em uma fraca final dos 200m costas, mas também pelo espírito exacerbado de capitalismo puro que foi dado. Começando pela força da Coca Cola em retirar a simbólica olimpíada centenária de Atenas, até ao pouco caso do legado esportivo para a cidade (a piscina virou estacionamento).

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Rudolph não se mostrou arrependido.

Para piorar esta situação toda, lembrei, logo após este atentado em Boston, a bomba no Parque Centenário. Estava em minha primeira e última noite fora da Vila Olímpica (os 200m costas geralmente é disputado no último dia do programa da natação…), quando houve um rebuliço e logo fomos avisados para retornar para a Vila. Apenas no outro dia as informações começaram a chegar com mais clareza e, com isso, uma apreensão geral. No fundo, eu não acreditava que poderia haver mais problemas, mas a segurança falava mais alto.

Ao contrário do rápido desfecho em Boston (ou ao menos muito próximo, ao que tudo indica), Atlanta apresentou primeiro um bode expiatório: Richard Jewell. O coitado foi de condenado a herói (foi um dos primeiros a notar a bomba e começar a evacuar o espaço).

Em 1998, anunciaram o verdadeiro culpado, Eric Robert Rudolph, chegou a ser um dos 10 fugitivos mais procurados nos EUA, com uma recompensa de um milhão de dólares, sendo capturado apenas em 2003.

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Scherer e Borges: esta foi a parte boa de Atlanta.

Mas Atlanta também trouxe a experiência única de presenciar amigos ganhando medalhas. Gustavo e Xuxa (e quase o revezamento 4x100m livre), nos deram a alegria de três medalhas. Mas isso é outra história…

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Campeã Olímpica correu em Boston

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Sanders estava jubilante com seu resultado, mas esta foto foi tirada antes da tragédia.

Além do ex-treinador de Joanna Maranhão, Josemildo Trigueiro, a campeã olímpica em Barcelona 92, Summer Sanders correu a maratona de Boston.

Sanders, 4 medalhas olímpicas na natação, adotou a corrida de rua como seu esporte após abandonar as piscinas. O gosto veio das pré-temporadas, quando correr era uma maneira rápida de voltar ao peso ideal e pegar resistência.

Em Boston, ela fechou a prova em pouco mais 3 horas e meia, antes das fatídicas bombas.

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