Tag: Inglaterra

  • Federação Britânica critica piscina rápida

    Qual seria a reação de um arquiteto ao ter a informação de que a Federação de Natação não quer fazer mais seletivas na piscina que ele projetou por ela ser rápida demais, criando expectativas de resultados irreais?

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    A piscina de Ponds Forge: funcional, rápida e pública, porém não gratuita.

    Bem, esta estranha hipótese realmente aconteceu e o arquiteto não poderia estar mais orgulhoso, afinal, Ponds Forge – a piscina em questão – foi construído mais de 20 anos atrás!

    De fato, será que a tecnologia não melhorou desde então? As piscinas de Londres e Barcelona (para ficar apenas em duas) são lentas? As características básicas estão em todas elas: profundidade, boas raias, blocos de saída idem e “prainhas” para diminuir a marola. Qual é então a diferença?

    Ambiente. Psicológico. Aura. Chamem como quiser. No futebol isso é elevado a patamares explicados apenas pela paixão neste esporte.

    A mística da piscina de Sheffield é acentuada pela tabela de recordes mundiais expostos ali. E os resultados continuaram surgindo ao longo do tempo, claro, contribuindo definitivamente para a chancela de piscina rápida, passada de geração em geração.

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    Sem legenda.

    Além disso, o ambiente conhecido contribui para o relaxamento – necessário – dos nadadores na véspera do seu teste final após meses, às vezes anos, de treinamento.

    Saber exatamente o que encontrar, ficar no mesmo hotel (quem sabe até na mesma cama), já estar familiarizado com a comida e até ter ciência do tempo de e para a piscina auxiliam os nadadores a se concentrarem naquilo que realmente conta: nadar veloz.

  • Campanhas para a natação… nos EUA e Inglaterra

    O motivo não é ganhar medalhas, mas sim evitar mortes.

    Nesta última semana, a imprensa brasileira deu destaque a um programa americano para dar acesso ao ensino da natação, chamado Make a Splash, iniciativa da Confederação de Natação Americana, que tem como um dos seus padrinhos Cullen Jones, que quase morreu afogado. O programa é exatamente para evitar acidentes mortais com crianças, afinal os afogamentos são a segunda causa de morte de crianças entre 1 a 19 anos (nos EUA, assim mesmo, espantei com este dado).

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    Jones e Cielo, logo após empatarem na semi. Jones saiu de quase afogado para a prata nos 50 livre em Londres.

    Ciente disso, até a Associação Americana de Pediatria mudou sua opinião a 3 anos atrás e agora sugere que o quanto antes a criança aprender a nadar, melhor. E preferencialmente com professores habilitados.

    Ainda mais impressionante é o Departamento de Educação inglês colocar a natação e segurança aquática no currículo escolar! Sabidamente foi aplaudido pela Associação de Natação local.

    Sem dúvida, dois exemplos ousados.

  • Seletiva inglesa inicia venda de ingressos

    Enquanto o Brasil olímpico ainda pena para vender qualquer ingresso esportivo (inclusive grande parte dos jogos de futebol!) e nem de graça o público comparece, a Austrália e Inglaterra faturam com suas seletivas de natação.

    A competição inglesa, que será em Sheffield no final de junho, tem um vídeo dizendo que o caminho para o Rio começa ali, ou seja, o apelo olímpico já começou:

    [youtube id=”70-T23IT61I”]

  • Um vídeo bem americano

    Estão lá todos os clichês: eles vencendo por pouco, comemorando como nunca, lembranças, mas, ao mesmo tempo, humanizado e contemporâneo com as mídias sociais:


    Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero