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Mentiras mancham mais importante obra sobre atletas olímpicos brasileiros

Publicado em 01/10/15, aqui

Durante 15 anos, a jornalista Katia Rubio se dedicou a mapear todos os atletas brasileiros que já disputaram Jogos Olímpicos. O resultado está no recém-lançado livro “Atletas Olímpicos Brasileiros” (Sesi-SP, 646 páginas, R$ 120). Para chegar ao resultado, a professora da USP, uma das mais importantes pesquisadoras sobre o esporte no país, teve de driblar um obstáculo inesperado: pessoas, atletas ou não, que mentiam, diziam ter disputado uma edição dos Jogos sem que isso jamais tenha acontecido.

Um mês atrás, na edição 58 do podcast Esporte Final, Katia revelou que ela e sua equipe não conseguiram driblar um destes obstáculos, uma pessoa que nunca esteve numa Olimpíada mentiu e conseguiu aparecer no livro. Nesta terça-feira, revelou-se de quem se trata: Christiane Paquelet, diretora cultural do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e ex-nadadora do Fluminense, disse que competiu em Munique-1972. Jamais aconteceu.

Questionado sobre a situação, Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, disse que Christianeprecisa dar satisfações. “Entendemos [o comitê olímpico] que ela deve dar as explicações que entender que sejam cabíveis neste momento”, afirmou Nuzman ao blog “Bastidores F.C.”. Por envolver uma diretora do comitê, o caso é ainda mais grave. O advogado Alberto Murray Neto, figura importante do movimento olímpico brasileiro, pede a demissão de Paquelet.

Mas o caso da funcionária do COB aparentemente não foi isolado. O blog “Epichurus”, que tem a natação como tema principal, revelou mais um atleta que aparece no livro sem jamais ter disputado Jogos Olímpicos: José Claudio dos Santos, o Zequinha. O texto é assinado por Renato Cordani, que diz ser amigo do ex-nadador que disse a Katia e sua equipe que disputou o Pan-Americano de 1979, em San Juan, e a Olimpíada de Moscou, em 1980. “Meu conselho é que você [Zequinha] peça desculpas à Katia Rubio, tire seu nome do livro e siga a vida como eu, como um não-olímpico”, diz o autor do texto.

Nos comentários, dois grandes atletas da natação brasileira discordam sobre a polêmica. Rogério Romero, que disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos de 1988 a 2004, critica a autora. Para o ex-nadador, o fato “demonstra que a pesquisa não foi tão rigorosa assim, maculando a credibilidade do livro”. E completa: “Afinal, são apenas estes [erros] ou os primeiros a serem descobertos?”, questiona. Djan Madruga, bronze justamente em Moscou-1980, isenta a autora: “Trata-se de uma historiadora a quem o esporte brasileiro deve muito pelos grandes serviços acadêmicos prestados”.

Os episódios – e outras fraudes que a equipe que realizou o livro descobriu antes da publicação – mostram o que já disse Katia Rubio: o valor e a importância de ser um atleta olímpico. No podcast EF, ela relatou, sem dizer o nome, a história de um boxeador que tentou se fazer passar por outro, que havia ido aos Jogos.

É extremamente complexo um trabalho com esta quantidade de dados, envolvendo um período de quase um século, já que o Brasil estreou em Olimpíadas em 1920. E “Atletas Olímpicos Brasileiros” deverá ser uma referência para qualquer um que queira conhecer a trajetória do País no evento. Mas será preciso esperar que a segunda edição seja lançada, para que uma nova peneira seja passada pelo conteúdo e eventualmente outros personagens que mentiram sejam descobertos e retirados da obra.

Atualização: Christiane Paquelet não é mais diretora cultural do COB. Em nota, o Comitê Olímpico Brasileiro afirma que sua ex-funcionária admitiu ter mentido e que se desculpou com Katia Rubio.

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O orgulho do avô

Publicado em 28/09/15, aqui

Carlos Alberto Chitão, treinador da natação olímpica do Brasil em 1988, vive em Belo Horizonte. Aposentado das bordas, ainda dá aulas de natação em classes particulares, mas nada parecido com aquele treinador que levou Rogério Romero a sua primeira final olímpica nos Jogos de Seul.

Na semana passada, Chitão teve um momento de orgulho, agora como avô. O seu neto, Carlos Felipe Severo Chitão, de 23 anos, foi notícia ao encontrar dinheiro em um caixa eletrônico do Banco Banrisul em Porto Alegre onde vive. Carlos, o neto, deixou um recado por escrito afim de encontrar o dono da quantia esquecida no terminal. Sem sucesso no contato, retornou ao banco, e graças ao controle da agência foi possível encontrar a senhora que havia esquecido a quantia.

A quantia não era grande coisa, apenas 30 reais, mas a lição que o jovem Carlos Felipe nos deu foi enorme. Imagina a alegria do avô.

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Sydney 2000, a Seleção Brasieira 15 anos depois

Publicado em 23/09/2015, aqui

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Hoje, há exatos 15 anos, terminava a natação dos Jogos Olímpicos de Sydney 2000, o primeiro deste século.

O Brasil não conseguiu repetir o sucesso da Olimpíada anterior em Atlanta 1996, considerada a melhor da história de nossa natação com três medalhas e cinco finais. Em Sydney, foram apenas duas finais, mas coroada com uma performance de “ouro” para a medalha de bronze do revezamento 4×100 livre, última vez que o Brasil chegou a uma final olímpica em provas de revezamento.

Desde então, muita coisa mudou, outras nem tanto, e todos os doze nadadores que representaram o Brasil em Sydney já se aposentaram. Quem segue na ativa, e pelo que se diz, no seu último mandato, é o Presidente da CBDA, Coaracy Nunes, na época chefe da delegação de natação.

A comissão técnica tinha a chefia de Ricardo de Moura, hoje ocupando o cargo de diretor geral da CBDA e tinha três treinadores estrangeiros: Dennis Dale da Universidade de Minnesota, Joe Goecken treinador de Bolles e Michael Lohberg.

Dennis Dale era técnico de Alexandre Massura e se aposentou há dois anos. Joe Goecken era técnico de Carlos Jayme e Gustavo Borges no Bolles School em Jacskonville, na Flórida. Atualmente, Goecken trabalha num cargo administrativo da USA Swimming. Michael Lohberg, técnico alemão radicado nos Estados Unidos, era o técnico de Rogério Romero e Fabíola Molina. Lohberg faleceu em 2013 vítima de uma doença hepática.

Os outros três treinadores eram brasileiros. Luiz Raphael, na época treinador de Luiz Lima, segue no mesmo clube, o Fluminense onde é o treinador principal até hoje. Luiz Raphael chegou a se aposentar das bordas de piscina para se dedicar a sua própria academia, mas retornou, e segue a frente do Fluminense.

Sérgio Silva era o técnico de Edvaldo Valério, o homem que fechou o revezamento de bronze do Brasil. Serjão se aposentou das bordas como treinador há quase dez anos, mas segue ligado a natação baiana. Atualment está no seu terceiro mandato como Presidente da Federação Baiana de Desportos Aquáticos.

Reinaldo Dias era o treinador do Minas Tênis Clube em 2000. Depois esteve no Flamengo até se mudar para o Perú em 2005. Lá, dirigiu por anos o Clube de Regatas Lima. Atualmente, ocupa o cargo de diretor técnico da Federação Peruana de Natação.

No grupo de doze nadadores em Sydney, apenas uma mulher. Fabíola Molina que ficou em 24o lugar nos 100 costas e 36o nos 100 borboleta. Fabíola ainda esteve em mais duas Olimpíadas depois desta. Ficou de fora de Atenas em 2004, mas nadou em Beijing 2008 e Londres 2012. Se aposentou das piscinas em 2013, é uma empresária de sucesso a frente da sua linha de maiôs e sungas. Vai inclusive lançar a linha Rio 2016 em produtos licensiados pelo Comitê Rio 2016.

Dois anos depois de Sydney, Fabíola começou a namorar com o também nadador Diogo Yabe. Em 2006, os dois estavam casados e no ano passado tiveram a primeria filha, Louise Maria.

Filhos daquele grupo de 2000 já são quinze.  Fernando Scherer, Gustavo Borges, Rodrigo Castro, Alexandre Massura, Rogério Romero, André Cordeiro tem dois cada um, mais Luiz Lima, Fabíola e Edvaldo Valério com um.

Naquele grupo de 2000, apenas Gustavo Borges, Fernando Scherer e André Cordeiro já eram pais. Gustavo era casado com a também nadadora Barbara Franco Borges, Luis Gustavo havia nascido no ano anterior. Depois, eles ainda tiveram Gabriela. Os dois filhos são atletas do Pinheiros, clube onde Gustavo conseguiu os seus maiores resultados.

Gustavo Borges segue envolvido com a natação. Comanda a Metodologia Gustavo Borges, líder do mercado nacional e atuando em quase 200 academias e escolas de natação num sistema que planifica e organiza a aprendizagem do esporte. É dono de academias de natação e faz parte do Time de Ouro da Rede Globo que vai atuar nos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Gustavo não estava bem em 2000. Por conta disso, foi para a Olimpíada no sacrifício e resumiu sua participação aos 100 livre onde parou nas semifinais em 16o lugar e no revezamento onde foi o segundo a pular na água fazendo o melhor tempo da equipe.

Fernando Scherer já tinha uma filha, Isabella Scherer, gaúcha, hoje com 19 anos de idade. Depois de atuar no reality show A Fazenda, conheceu Sheila Mello. Casou e teve a segunda filha, Brenda. Xuxa foi o nadador que abriu o revezamento de bronze em Sydney. Fora isso, ainda nadou os 50 livre não passando das eliminatórias. Sua participação foi ameaça em todos os momentos. Uma torção no pé fez Xuxa sofrer e nadar no sacrifício na Olimpíada.

Ele ainda nadou até 2004 quando fez a sua terceira e última Olimpíada. Trabalha desde 2008 na Rede Record de Televisão onde é o comentarista de natação da emissora.

O terceiro pai da equipe olímpica de 2000, André Cordeiro foi para Sydney disputar a sua segunda Olimpíada. Depois de estar no revezamento 4×100 livre de Atlanta em 1996 que terminou em quarto lugar, nesta vez foi como nadador reserva e não competiu. Tinha uma filha, Bruna, na época com seis anos, e que depois viria a se tornar uma nadadora de destaque nas categorias inferiores do Corinthians.

André segue envolvido com natação. É um dos integrantes da comissão técnica do Minas Tênis Clube e já com passagens pela Seleção Brasileira Juvenil.

O time do Brasil ainda teve outro reserva que não nadou em Sydney. Foi César Quintaes Filho, este disputando sua única Olimpíada, sem nunca ter nadado uma prova. Cesinha, era o reserva para o 4×100 livre medalha de bronze. Esteve em outras formações anteriores, mas para Sydney, foi como o quinto nadador da prova.

Médico do SAMU, Dr. César Quintaes Filho hoje salva vidas e está casado desde o ano passado.

O revezamento de bronze ainda tinha Carlos Jayme e Edvaldo Valério. Jayme já estava nos Estados Unidos de onde nunca mais voltou. Se formou na Universidade da Flórida e atualmente é empresário em Nova Iorque. Lá casou com Catherine que está grávida do seu primeiro filho.

Edvaldo Valério nunca havia saído da Bahia até os Jogos de Sydney, porém após o bronze olímpico sofreu com a falta de patrocínio e apoio local. Esteve no Minas Tênis Clube em Belo Horizonte e no Grêmio Náutico União em Porto Alegre até se aposentar. Este ano teve o lançamento da sua biografia em Salvador. O livro “Edvaldo Bala Valério, Braçada da Esperança” traz um pouco de toda a carreira do nadador.

Atualmente, Valério comanda o Centro Aquático Edvaldo Valério, uma série de piscinas arrendadas na Bahia em turmas de aprendizagem e natação masters.

Quem está preparando uma biografia é Eduardo Fischer. O nadador de peito da Seleção de 2000, Fischer ficou em 31o lugar nos 100 peito. Foi sua primeira Olimpíada. Voltaria em Atenas 2004 quando chegou as semifinais da prova.

Casado desde 2010, Eduardo Fischer é advogado e proprietário de uma loja de suplementos em Joinville. Nunca fez uma despedida oficial, mas deixou os campeonatos nacionais desde 2012. Ainda aparece em algumas disputas regionais em Santa Catarina, sempre defendendo a sua amada Joinville. Talvez seja o nadador que mais Jogos Abertos de Santa Catarina disputou em toda a história.

O revezamento 4×200 livre de Sydney ficou em 13o lugar. Gustavo Borges optou por não nadar a prova. O time tinha Rodrigo Castro, Leonardo Costa, Edvaldo Valério e Luiz Lima.

Rodrigo Castro aos 21 anos de idade fazia a sua primeira das três Olimpíadas que disputou. Naquele ano de 2000 foi o ano que Rodrigo Castro entrou para a University Southern California onde se graduou em Economia. Se aposentou em 2012 e Rodriguinho talvez seja um dos poucos, senão o único, nadador de alto nível do Brasil que defendeu apenas um clube em sua carreira: o Minas Tênis Clube.

Há dois anos, Rodriguinho é o Vice Presidente da FAM – Federação Aquática Mineira e iniciou um empreendimento na área turística, é dono do Samba Hotéis.

Leonardo Costa fez em Sydney sua primeira e última Olimpíada. Era companheiro de Rodrigo Castro na USC nos Estados Unidos e ainda teve grandes resultados nos anos seguintes. Fora dos Jogos de Atenas em 2004 ensaiou uma aposentadoria, mas tentou voltar aos treinos. Acima do peso, acabou tomando um remédio para emagrecer e testou positivo. Era o fim da sua carreira.

Leo mora em João Pessoa. Voltou a natação, agora como técnico e mantém um programa de natação no mar. Foi insipirado pelo companheiro de equipe Luiz Lima.

Luiz fez em Sydney a sua segunda e última Olimpíada. Ainda tentou sem sucesso em 2004. Ficou em atividade e segue treinando. Participa das competições de águas abertas onde foi antes da nova geração o nosso melhor representante.

O nome de Luiz segue associado as águas abertas sendo o pioneiro de programas de treinamento exclusivos para a modalidade. Seu programa social “Natação no Mar” serviu de base e inspiração para muitos no país. Há seis anos criou o Gladiadores, o primeiro clube de natação focado nas águas abertas e que tem sede na praia de Copacabana.

Em Sydney, Luiz Lima ficou em 17o lugar nos 400 livre e 18o nos 1500. Foi a última vez que o Brasil teve um nadador na prova de 1500 livre em Jogos Olímpicos.

Casado com uma ex-nadadora, Milene Comini, é pai de Luiza, atleta da equipe Mirim do Marina Barra Clube.

Aliás, a irmã de Milene, Patricia, também ex-nadadora, casou com Rogério Romero, e tem duas filhas. O Piu fez em Sydney sua quarta Olimpíada. Voltaria em Atenas 2004 para fechar a quinta, recorde na história dos atletas olímpicos do Brasil.

Nestas cinco Olimpíadas, foram duas finais. O melhor resultado foi exatamente em Sydney, sétimo lugar com 2:00.48 nos 200 costas, a sua prova favorita. Piu ainda nadou os 100 costas terminando em 23o lugar.

Depois de atuar como integrante do Governo Estadual de Minas Gerais como Secretário de Esportes, Rogério Romero iniciou esta temporada como Gerente Geral Esportivo do Minas Tênis Clube.

Alexandre Massura Neto também atuou com Rogério Romero na Secretaria de Esportes e Turismo de Mina Gerais. Depois disso, Massura esteve trabalhando para a FIFA no projeto da Copa do Mundo no Brasil. Este ano, passou a atuar na Effect Sport no Rio de Janeiro.

Massura ainda treinava nos Estados Unidos em 2000, Era atleta da Universidade de Minnesotta, então recordista da universidade e um dos principais atletas da equipe no NCAA. Sydney foi sua segunda Olimpíada. Foi para Atlanta em 96 para nadar o revezamento 4×100 livre terminando em quarto lugar. Em Sydney, chegou as semifinais dos 100 costas, terminou em 13o lugar com 56.07.

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Londrinense Rogério Romero foi um dos principais nomes da natação brasileira

 

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Na penúltima semana de abril, um senhor de 45 anos, óculos tipo Clark Kent, cabelos curtos começando a ficar grisalhos, foi convidado a proferir palestras sobre gestão de esportes num encontro realizado em Campo Mourão, no centro-oeste do Paraná. O nome dele é Rogério Aoki Romero, londrinense há 24 anos radicado em Belo Horizonte, Minas Gerais. Romero compareceu com a experiência de secretário-adjunto da Secretaria de Esportes e da Juventude e secretário adjunto da Secretaria de Turismo e Esportes de Minas Gerais; conselheiro nacional do Esporte; presidente do Fórum Nacional dos Secretários e Gestores Estaduais de Esporte e Lazer. Mas não apenas isto. Rogério Romero foi um dos maiores e mais longevos nadadores brasileiros, recordista em participações nas Olimpíadas, ganhador de medalhas de Ouro nos Jogos Pan-Americanos e um recordista do Torneio José Finkel, um dos mais importantes do País.

Romero disse para os presentes, entre outras coisas, algo que parece óbvio, mas é pouco praticado: para o esporte brasileiro evoluir é preciso planejamento. “O esporte permeia as áreas de saúde, educação e segurança”, disse. “Cabe a cada um de nós fazer a valorização do esporte”, acrescentou. Em outra entrevista, para o site Esporte Essencial, Romero já tinha batido na mesma tecla. Ele disse que “o esporte pode sim fazer muita coisa na vida de uma criança, mas não faz nada sozinho”. Precisa ser bem administrado e encaminhado. “Além disso, é uma alavanca de valores, ensina muitas questões relacionadas com competição, dedicação, responsabilidade e companheirismo. Mesmo em um esporte individual como a natação, o atleta não faz nada sozinho, o resultado não é só o atleta, é de toda uma equipe que o acompanha”, disse.

Então não é por falta de alguém esclacer as coisas que elas não evoluem. Romero certamente tira parte de suas lições de sua própria carreira, que foi longa. Ele relatou que começou “muito cedo, com cinco para seis anos”. Os seus três irmãos mais velhos ja nadavam, então ele acabou seguindo a carreira deles. “Comecei na Associação Cultural Esportiva de Londrina, onde fiquei até 1985. Depois, fui para Curitiba, onde fiquei até 1990 no Clube Golfinho. Na primeira Olimpíada, em 1988, em Seul, ainda estava no Clube Golfinho. Depois fui para Belo Horizonte, para o Minas Tênis Clube e participei das Olimpíadas de 1992 em Barcelona”, contou para o Esporte Essencial. Além do Minas Tênis Clube que defende 1991 a 2000 e de 2001 a 2004, ele também defendeu o Coral Springs Swim Club e o Clube de Regatas do Flamengo.

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Recordes 1

Rogério Romero foi o primeiro nadador do mundo a participar de cinco edições dos Jogos Olímpicos, sucessivamente de 1988 a 2004. Além disso, foi o único nadador brasileiro a ser finalista olímpico em quatro edições: Seul em 1988 (final A dos 200m costas), Barcelona em 1992 (final B dos 200m costas), Atlanta em 1996 (final B dos 200m costas), Sydnei 2000 (final A dos 200m costas).

Recordes 2

Especialista dos 200 metros costas, por muitos anos foi recordista sul-americano, num total de 29 vezes, além de estabelecer 41 recordes brasileiros. Bicampeão pan-americano, 15 vezes campeão dos 200m costas no Troféu Brasil de Natação, 10 vezes campeão sul-americano nos 200m costas.

Cidadão

Radicado desde 1991, em Belo Horizonte, após encerrar a carreira como atleta, ele continuou em Minas Gerais, onde foi Secretário de Turismo e Esportes do Estado e onde recebeu Título de Cidadania Honorária da Capital Mineira.

Grande apoio

“A fonte de incentivo para mim foi minha mãe. Dona Odete ia a todos os lugares. Quando fui campeão Pan-Americano pela primeira vez e em todos os outros momentos, ela foi a grande incentivadora. Não só ela, mas toda a milha família. O núcleo familiar é muito importante na carreira de um atleta”.

Abandonado

O Clube Golfinho, o segundo clube de Rogério Romero e pelo qual ele disputou as Olimpíadas de Seul, encontra-se hoje em ruínas no bairro Pilarzinho, em Curitiba.

 

 

 

 

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Homenagem aos nadadores

Publicado em 23/07/15, aqui

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O presidente do Minas, Luiz Gustavo Lage, recebeu os nadadores da Fiat/Minas Nicolas Oliveira, Kaio Márcio, Lucas Kanieski e Daiane Becker e o treinador Scott Volkers, que participaram dos Jogos Pan-americanos de Toronto, no Canadá, e Henrique Martins, que disputou a Universíade de Gwangju, na Coreia do Sul, para homenageá-los pelas grandes conquistas nas duas competições.

No encontro realizado nessa quinta-feira, no Minas I, o presidente minastenista agradeceu e parabenizou os nadadores pelas conquistas. “Estamos próximos de um momento histórico para nós, que são os Jogos Olímpicos Rio 2016, e temos tido grandes resultados nesse período. Essas conquistas são frutos de trabalhos seus, de anos e anos, junto com toda a comissão técnica. A natação representa muito para o nosso Clube, é o esporte que tem o maior número de sócios praticantes, e isso também se deve a essas conquistas de vocês, que tanto honram o nome do Minas e da Fiat, patrocinadora da equipe. Obrigado por tudo que vocês fizeram nessas competições e por acreditarem no Minas”, afirmou Luiz Gustavo Lage.

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O diretor de natação do Minas, Carlos Antonio da Rocha Azevedo, também enalteceu as conquistas dos atletas. “Faço minhas as palavras do presidente. É sempre uma alegria ver um nadador competir bem e quando é do Minas a alegria é maior ainda. Sabemos o esforço e a dedicação de cada um de vocês e dos treinadores. Nos últimos dias tivemos jornais e sócios enaltecendo as conquistas que vocês tiveram e isso só nos enche de orgulho. Estamos mostrando que somos capazes e construindo um caminho para os Jogos Olímpicos Rio 2016”.

Crisávila Carolina Dias, do Departamento de projetos especiais e brand da Fiat, falou sobre a parceria com a equipe minastenista e parabenizou os atletas. “Não tem como não patrocinar essa equipe, que é a melhor do Brasil. É a equipe líder na natação. Mesmo com o mercado ruim, a Fiat viu a importância de estar ao lado da equipe e incentivar, vocês trazem muito orgulho para a nossa empresa. Vocês podem contar com a gente, queremos ajudar e participar”.

O experiente nadador Kaio Márcio agradeceu ao Clube e elogiou a dedicação de todos da Fiat/Minas. “Comecei a nadar tem um tempo, já passei por alguns clubes, e é a primeira vez que eu vejo o presidente recebendo os atletas e parabenizando pelas conquistas. Isso é muito bacana, estou muito feliz por estar aqui e ter representado o Minas. Foi meu quarto Pan-americano, gostei de poder voltar a seleção. Como equipe estamos crescendo, tendo bons resultados e vejo todo mundo muito focado nos Jogos Olímpicos Rio 2016. O nosso objetivo é classificar o máximo possível de atletas para a competição”.

Também participaram da homenagem o gerente de Esportes do Minas, Rogério Romero, e o chefe do departamento de natação do Minas, Teófilo Laborne. 2B4B8471

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Clínica Azul e Branco

Publicado em 15/07/15, aqui

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Alunos das turmas de aprendizagem, aperfeiçoamento e pré-equipe dos cursos de esporte do Minas participaram, em julho, da Clínica Azul e Branco, realizado em vários ambientes esportivos da Unidade I. O evento teve como objetivo comemorar os 80 anos do Clube, através do estímulo da prática competitiva nos alunos de forma segura, da promoção de confrontos, da orientação e interação familiar, de forma estimulante, no ambiente competitivo, do reforço dos valores de superação e da perseverança e respeito aos colegas e às regras.

Participaram alunos dos cursos de basquete, dança, futsal, ginástica artística, ioga, judô, caratê, natação, tênis, vôlei, além do curso básico de formação artístico-cultural e do curso básico de esportes.

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Orgulho minastenista!

Publicado em 21/07/15, aqui

Presidente do Minas recebe judocas medalhistas no Pan de Toronto e homenageia os atletas no Minas I

Por José Luiz Júnior / Fotos: Orlando Bento

Os atletas Nathália Brígida (-48 kg), Érika Miranda, (-52 kg), Mariana Silva (-63 kg) e Luciano Corrêa (-100 kg) medalhistas nos Jogos Pan-americanos de Toronto, no Canadá, foram recebidos, na tarde dessa segunda-feira (20/7), no Minas I, pelo presidente do Clube, Luiz Gustavo Lage, pelo gerente de Esportes do Minas, Rogério Romero, por dirigentes, comissão técnica e pelos patrocinadores da equipe de Judô, Belo Dente e Yes odonto.

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No encontro, Luiz Gustavo destacou as conquistas dos judocas e disse que cada um deles é motivo de orgulho para o Minas Tênis Clube. “Esse é um momento muito especial para o Clube. Quatro medalhas em Jogos Pan-americanos é uma grande conquista. Este é o fruto de muito trabalho, dedicação e seriedade. A comissão técnica do Minas também merece o reconhecimento, pois dedica tempo e muito trabalho para fazer de vocês os atletas que são. Obrigado à Belo Dente e à Yes Odonto por acreditarem no nome do Minas Tênis e por apoiarem o esporte minastenista, sem vocês esses resultados não viriam. Parabéns aos atletas que representaram muito bem o nosso país. Temos a certeza de que o Brasil fará bonito nas Olimpíadas no ano que vem e esperamos ver vocês lá. Vocês enchem os minastenistas de orgulho”, comentou o presidente do Minas.

O diretor-adjunto de Judô, Euler Barbosa, também falou da conquista dos judocas e agradeceu o empenho. “Quero apenas agradecer vocês por tudo que fizeram, pela dedicação e empenho. Vocês mostraram força e garra para trazer para o Brasil essas medalhas. Vejo de perto o trabalho de vocês e sei que não é fácil, parabéns e continue representando bem o Minas e o Brasil.”

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Luiz Antônio Dutra Ladeira, presidente da Belo Dente, também elogiou os atletas e destacou a importância do Minas para a marca da empresa. “Primeiro, parabéns pela conquista de vocês. Nós também estamos muito orgulhosos de viver este momento. O Judô do Minas tem sido um espelho para a nossa empresa. Quando chegamos aqui, a Belo Dente era apenas regional e a equipe do Minas ainda era bem pequena. Agora, crescemos juntos, atuamos em praticamente todo o Brasil e o judô do Minas é referência nacional. Nós fazemos parte da história do Clube e o Minas faz parte da nossa história. Muito obrigado por tudo e que venham mais medalhas”, comentou Luiz Antônio Ladeira, patrocinador do Minas desde 2007.

O diretor-geral da YesOdonto, Matheus Siqueira, que patrocina do Minas desde o início do ano, disse que os resultados dos judocas só fortalecem a parceria. “Vocês estão elevando o nome do Minas para o mundo. Nossa parceria ainda é nova e vocês vêm representando muito bem a nossa equipe e nossa marca. Parabéns a todos e a YesOdonto também se sente honrada em fazer parte deste momento histórico”, concluiu Matheus.

Agora, os minastenistas se preparam para a disputa do Campeonato Mundial de Astana, no Cazaquistão, que será realizado de 24 a 30 de agosto. Além de Nathália Brígida, Érika Miranda, Mariana Silva e Luciano Corrêa, o judoca Alex Pombo, que também disputou o Pan, está convocado, porém o minastenista, que se lesionou em Toronto, será avaliado para saber se terá condições de ir ao Mundial.

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As provas mais brasileiras do Pan

Publicado em 07/07/15, aqui

O programa dos Jogos Pan Americanos é o programa olímpico, são são 32 provas no total, 26 delas individuais. Numa análise estatística desde a primeira edição do Panamericano em 1951, fomos buscar quais as provas mais “brasileiras” da competição. Ou seja, aquelas de melhor tradição para a nossa seleção.

Em número de medalhas, uma surpresa, os 200 costas masculino é a melhor prova para o Brasil no Pan. São 10 medalhas, sendo cinco de ouro. O Brasil é tetra campeão nas quatro últimas edições, em 1999 com Leonardo Costa, 2003 com Rogério Romero e nas últimas duas com Thiago Pereira.

Os 50 livre masculino é outra prova “bem brasileira”, é a prova mais jovem do programa disputada desde a edição de 1987 em Indianápolis, são sete Panamericanos e o Brasil venceu cinco deles. Só perdemos as duas primeiras edições quando Tom Wilkens e Todd Pace venceram em 1987 e 1991 respectivamente. Depois disso, Fernando Scherer, o Xuxa, foi tri campeão e César Cielo bi. Além disso, o Brasil ainda tem mais duas pratas e um bronze, num total de oito medalhas em sete disputas de Pan Americanos.

Entre as mulheres, a melhor prova é os 100 borboleta. Nela, são quatro medalhas conquistadas, duas de prata e duas de bronze. As pratas foram com Gabrielle Rose no Pan de 95 em Mar del Plata com 1:01.67 quando a americana Amy van Dyken venceu com 1:00.71, e com Daynara de Paula na última edição em Guadalajara 2011 com 59.30, prova com vitória da americana Claire Donahue com 58.73.

Interessante que se os 100 borboleta é a melhor prova das nossas mulheres no Pan, os 100 borboleta é a pior prova dos homens brasileiros na competição. São cinco medalhas e apenas um título com Kaio Márcio em 2007 com 52.05. Os 100 borboleta estão no programa do Pan desde 1955, a segunda edição do torneio.

No lado feminino, existem quatro provas que as nadadoras brasileiras nunca ganharam uma medalha em Jogos Pan Americanos: 800 livre, 200 costas, 100 peito e 200 peito.

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No topo, Thiago avalia trajetória até recorde: ‘Não veio da noite para o dia’

Publicado em 19/07/15, aqui

Foram inúmeros treinos, competições, frustrações, abdicações, dores, cansaço, noites sem dormir. Foram também inúmeros desafios, vitórias, alegrias, medalhas, recordes, prêmios, conquistas. Nesses 12 anos desde sua estreia nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003, Thiago Pereira viveu de tudo. Altos e baixos. Muito mais altos do que baixos. Com 23 medalhas no bolso e o título de maior medalhista da história pan-americana, o nadador de 29 anos deixa Toronto neste domingo realizado.

O dia 18 de julho de 2015 ficará gravado na memória de Thiago Pereira por muitos e muitos anos. Foi nesta data que tornou-se o maior medalhista da história dos Jogos Pan-Americanos, no Centro Aquático de Toronto. Mesmo sem garantir nenhum ouro em provas individuais, já que a vitória nos 400 medley foi anulada pelos juízes, o nadador de 29 anos se despediu de Toronto com três ouros (4x100m livre, 4x100m medley e 4x200m livre), uma prata (200m medley) e um bronze (200m peito). Não há motivos para reclamar.

– Foi maravilhoso. Estou aproveitando também esse momento. Isso não veio da noite para o dia. Foi uma coisa que vim construindo ano a ano, a cada ciclo olímpico. E, finalmente, em 2015, eu conquistei um fato importante, um fato legal. Lógico que foi um Pan-Americano em que eu queria ter nadado mais rápido algumas provas em geral. Mas, infelizmente, não consegui. Independentemente disso, consegui meu grande objetivo, que era colocar nosso país entre os maiores recordistas em Jogos Pan-Americanos em medalhas.

A data simbólica fez o nadador brasileiro reviver o passado, relembrando sua trajetória nos últimos 12 anos durante as quatro participações até hoje. A primeira delas foi em 2003, quando tinha apenas 17 anos, em Santo Domingo. O menino surpreendeu ao conquistar uma prata e um bronze. No Rio 2007, Thiago fez a festa, com seis ouros, uma prata e um bronze. Na última edição dos Jogos, em Guadalajara 2011, ele repetiu o admirável desempenho do Rio de Janeiro. Novamente oito medalhas, sendo seis ouros, uma prata e um bronze.

– Voltando um pouco no meu passado, em 2003, a prova que eu achava que tinha mais chance de estar presente em Santo Domingo era a de 200m peito. E foi uma prova que fui desclassificado no primeiro dia, no Maria Lenk. Aquilo para mim foi: ‘Nossa, agora ferrou. Não vou estar presente nos Jogos Pan-Americanos”. Fui conquistar a prova justamente nos 200m medley, no último dia de competição, na última prova. Isso foi um pouquinho do que aconteceu aqui. Eu nunca imaginei que fosse estar aqui agora. A gente vive cada ciclo olímpico, de quatro em quatro anos, a nossa carreira é programada assim. Eu nunca imaginaria a tremenda importância daquele Pan de Santo Domingo, onde tivesse a oportunidade de trocar ideias e aprender com Gustavo Borges, Xuxa (Fernando Scherer) e Rogério Romero. Eu era um moleque de 17 anos e pensava se algum dia eu teria a oportunidade de estar ali também representando meu país.

Apesar de em alguns momentos falar em tom de despedida, Thiago Pereira garante que ainda não sabe dizer se Toronto foi a sua última edição dos Jogos Pan-Americanos. Só depois das Olimpíadas do Rio, em 2016, é que espera decidir se vai parar ou se seguirá mais adiante.

– Eu fiz sempre meu ciclo de quatro em quatro anos. Toda a minha carreira fiz sempre pensando nos próximos Jogos. Acho que muita coisa pode acontecer, são quatro anos. Não vou falar que vou estar, nem que não vou estar. Vou deixar rolar a cada ano.

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Top 3 do Pan de 2003

Publicado em 10/07/15, aqui

Nesse episódio, as três coisas mais legais do Pan de 2003 em Santo Domingo (República Dominicana), com ênfase não exclusiva na natação.

Os resultados completos da natação estão aqui:

Top 3 vai para…

O bronze de Joanna Maranhão, então com 16 anos, nos 400 medley (4:46.38). No ano seguinte, Joanna seria finalista olímpica com um tempo que até hoje não repetiu. Quem sabe agora em 2015?

joanna_2003

Top 2 vai para…

A melhor colocação de uma nadadora feminina desde 1951 até então, a MEDALHA DE PRATA de Flávia Delaroli nos 50L (25.44).

delaroli

Top 1 vai para…

Os ouros masculinos:

Fernando Scherer, tricampeão dos 50L (22.40)

Rogério Romero nos 200C, repetindo sua conquista de 1991, com 1:59.92.

4×100 Livre (Gustavo Borges, Carlos Jayme, Jader Souza e Fernando Scherer).

2003_08_13_2296_3

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