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Orgulho minastenista!

Publicado em 21/07/15, aqui

Presidente do Minas recebe judocas medalhistas no Pan de Toronto e homenageia os atletas no Minas I

Por José Luiz Júnior / Fotos: Orlando Bento

Os atletas Nathália Brígida (-48 kg), Érika Miranda, (-52 kg), Mariana Silva (-63 kg) e Luciano Corrêa (-100 kg) medalhistas nos Jogos Pan-americanos de Toronto, no Canadá, foram recebidos, na tarde dessa segunda-feira (20/7), no Minas I, pelo presidente do Clube, Luiz Gustavo Lage, pelo gerente de Esportes do Minas, Rogério Romero, por dirigentes, comissão técnica e pelos patrocinadores da equipe de Judô, Belo Dente e Yes odonto.

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No encontro, Luiz Gustavo destacou as conquistas dos judocas e disse que cada um deles é motivo de orgulho para o Minas Tênis Clube. “Esse é um momento muito especial para o Clube. Quatro medalhas em Jogos Pan-americanos é uma grande conquista. Este é o fruto de muito trabalho, dedicação e seriedade. A comissão técnica do Minas também merece o reconhecimento, pois dedica tempo e muito trabalho para fazer de vocês os atletas que são. Obrigado à Belo Dente e à Yes Odonto por acreditarem no nome do Minas Tênis e por apoiarem o esporte minastenista, sem vocês esses resultados não viriam. Parabéns aos atletas que representaram muito bem o nosso país. Temos a certeza de que o Brasil fará bonito nas Olimpíadas no ano que vem e esperamos ver vocês lá. Vocês enchem os minastenistas de orgulho”, comentou o presidente do Minas.

O diretor-adjunto de Judô, Euler Barbosa, também falou da conquista dos judocas e agradeceu o empenho. “Quero apenas agradecer vocês por tudo que fizeram, pela dedicação e empenho. Vocês mostraram força e garra para trazer para o Brasil essas medalhas. Vejo de perto o trabalho de vocês e sei que não é fácil, parabéns e continue representando bem o Minas e o Brasil.”

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Luiz Antônio Dutra Ladeira, presidente da Belo Dente, também elogiou os atletas e destacou a importância do Minas para a marca da empresa. “Primeiro, parabéns pela conquista de vocês. Nós também estamos muito orgulhosos de viver este momento. O Judô do Minas tem sido um espelho para a nossa empresa. Quando chegamos aqui, a Belo Dente era apenas regional e a equipe do Minas ainda era bem pequena. Agora, crescemos juntos, atuamos em praticamente todo o Brasil e o judô do Minas é referência nacional. Nós fazemos parte da história do Clube e o Minas faz parte da nossa história. Muito obrigado por tudo e que venham mais medalhas”, comentou Luiz Antônio Ladeira, patrocinador do Minas desde 2007.

O diretor-geral da YesOdonto, Matheus Siqueira, que patrocina do Minas desde o início do ano, disse que os resultados dos judocas só fortalecem a parceria. “Vocês estão elevando o nome do Minas para o mundo. Nossa parceria ainda é nova e vocês vêm representando muito bem a nossa equipe e nossa marca. Parabéns a todos e a YesOdonto também se sente honrada em fazer parte deste momento histórico”, concluiu Matheus.

Agora, os minastenistas se preparam para a disputa do Campeonato Mundial de Astana, no Cazaquistão, que será realizado de 24 a 30 de agosto. Além de Nathália Brígida, Érika Miranda, Mariana Silva e Luciano Corrêa, o judoca Alex Pombo, que também disputou o Pan, está convocado, porém o minastenista, que se lesionou em Toronto, será avaliado para saber se terá condições de ir ao Mundial.

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As provas mais brasileiras do Pan

Publicado em 07/07/15, aqui

O programa dos Jogos Pan Americanos é o programa olímpico, são são 32 provas no total, 26 delas individuais. Numa análise estatística desde a primeira edição do Panamericano em 1951, fomos buscar quais as provas mais “brasileiras” da competição. Ou seja, aquelas de melhor tradição para a nossa seleção.

Em número de medalhas, uma surpresa, os 200 costas masculino é a melhor prova para o Brasil no Pan. São 10 medalhas, sendo cinco de ouro. O Brasil é tetra campeão nas quatro últimas edições, em 1999 com Leonardo Costa, 2003 com Rogério Romero e nas últimas duas com Thiago Pereira.

Os 50 livre masculino é outra prova “bem brasileira”, é a prova mais jovem do programa disputada desde a edição de 1987 em Indianápolis, são sete Panamericanos e o Brasil venceu cinco deles. Só perdemos as duas primeiras edições quando Tom Wilkens e Todd Pace venceram em 1987 e 1991 respectivamente. Depois disso, Fernando Scherer, o Xuxa, foi tri campeão e César Cielo bi. Além disso, o Brasil ainda tem mais duas pratas e um bronze, num total de oito medalhas em sete disputas de Pan Americanos.

Entre as mulheres, a melhor prova é os 100 borboleta. Nela, são quatro medalhas conquistadas, duas de prata e duas de bronze. As pratas foram com Gabrielle Rose no Pan de 95 em Mar del Plata com 1:01.67 quando a americana Amy van Dyken venceu com 1:00.71, e com Daynara de Paula na última edição em Guadalajara 2011 com 59.30, prova com vitória da americana Claire Donahue com 58.73.

Interessante que se os 100 borboleta é a melhor prova das nossas mulheres no Pan, os 100 borboleta é a pior prova dos homens brasileiros na competição. São cinco medalhas e apenas um título com Kaio Márcio em 2007 com 52.05. Os 100 borboleta estão no programa do Pan desde 1955, a segunda edição do torneio.

No lado feminino, existem quatro provas que as nadadoras brasileiras nunca ganharam uma medalha em Jogos Pan Americanos: 800 livre, 200 costas, 100 peito e 200 peito.

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No topo, Thiago avalia trajetória até recorde: ‘Não veio da noite para o dia’

Publicado em 19/07/15, aqui

Foram inúmeros treinos, competições, frustrações, abdicações, dores, cansaço, noites sem dormir. Foram também inúmeros desafios, vitórias, alegrias, medalhas, recordes, prêmios, conquistas. Nesses 12 anos desde sua estreia nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003, Thiago Pereira viveu de tudo. Altos e baixos. Muito mais altos do que baixos. Com 23 medalhas no bolso e o título de maior medalhista da história pan-americana, o nadador de 29 anos deixa Toronto neste domingo realizado.

O dia 18 de julho de 2015 ficará gravado na memória de Thiago Pereira por muitos e muitos anos. Foi nesta data que tornou-se o maior medalhista da história dos Jogos Pan-Americanos, no Centro Aquático de Toronto. Mesmo sem garantir nenhum ouro em provas individuais, já que a vitória nos 400 medley foi anulada pelos juízes, o nadador de 29 anos se despediu de Toronto com três ouros (4x100m livre, 4x100m medley e 4x200m livre), uma prata (200m medley) e um bronze (200m peito). Não há motivos para reclamar.

– Foi maravilhoso. Estou aproveitando também esse momento. Isso não veio da noite para o dia. Foi uma coisa que vim construindo ano a ano, a cada ciclo olímpico. E, finalmente, em 2015, eu conquistei um fato importante, um fato legal. Lógico que foi um Pan-Americano em que eu queria ter nadado mais rápido algumas provas em geral. Mas, infelizmente, não consegui. Independentemente disso, consegui meu grande objetivo, que era colocar nosso país entre os maiores recordistas em Jogos Pan-Americanos em medalhas.

A data simbólica fez o nadador brasileiro reviver o passado, relembrando sua trajetória nos últimos 12 anos durante as quatro participações até hoje. A primeira delas foi em 2003, quando tinha apenas 17 anos, em Santo Domingo. O menino surpreendeu ao conquistar uma prata e um bronze. No Rio 2007, Thiago fez a festa, com seis ouros, uma prata e um bronze. Na última edição dos Jogos, em Guadalajara 2011, ele repetiu o admirável desempenho do Rio de Janeiro. Novamente oito medalhas, sendo seis ouros, uma prata e um bronze.

– Voltando um pouco no meu passado, em 2003, a prova que eu achava que tinha mais chance de estar presente em Santo Domingo era a de 200m peito. E foi uma prova que fui desclassificado no primeiro dia, no Maria Lenk. Aquilo para mim foi: ‘Nossa, agora ferrou. Não vou estar presente nos Jogos Pan-Americanos”. Fui conquistar a prova justamente nos 200m medley, no último dia de competição, na última prova. Isso foi um pouquinho do que aconteceu aqui. Eu nunca imaginei que fosse estar aqui agora. A gente vive cada ciclo olímpico, de quatro em quatro anos, a nossa carreira é programada assim. Eu nunca imaginaria a tremenda importância daquele Pan de Santo Domingo, onde tivesse a oportunidade de trocar ideias e aprender com Gustavo Borges, Xuxa (Fernando Scherer) e Rogério Romero. Eu era um moleque de 17 anos e pensava se algum dia eu teria a oportunidade de estar ali também representando meu país.

Apesar de em alguns momentos falar em tom de despedida, Thiago Pereira garante que ainda não sabe dizer se Toronto foi a sua última edição dos Jogos Pan-Americanos. Só depois das Olimpíadas do Rio, em 2016, é que espera decidir se vai parar ou se seguirá mais adiante.

– Eu fiz sempre meu ciclo de quatro em quatro anos. Toda a minha carreira fiz sempre pensando nos próximos Jogos. Acho que muita coisa pode acontecer, são quatro anos. Não vou falar que vou estar, nem que não vou estar. Vou deixar rolar a cada ano.

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Top 3 do Pan de 2003

Publicado em 10/07/15, aqui

Nesse episódio, as três coisas mais legais do Pan de 2003 em Santo Domingo (República Dominicana), com ênfase não exclusiva na natação.

Os resultados completos da natação estão aqui:

Top 3 vai para…

O bronze de Joanna Maranhão, então com 16 anos, nos 400 medley (4:46.38). No ano seguinte, Joanna seria finalista olímpica com um tempo que até hoje não repetiu. Quem sabe agora em 2015?

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Top 2 vai para…

A melhor colocação de uma nadadora feminina desde 1951 até então, a MEDALHA DE PRATA de Flávia Delaroli nos 50L (25.44).

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Top 1 vai para…

Os ouros masculinos:

Fernando Scherer, tricampeão dos 50L (22.40)

Rogério Romero nos 200C, repetindo sua conquista de 1991, com 1:59.92.

4×100 Livre (Gustavo Borges, Carlos Jayme, Jader Souza e Fernando Scherer).

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Novo dirigente do Minas, Rogério Romero fala do desafio e da gestão pública

Publicado em 05/07/15, aqui

Com um currículo extenso no esporte, Rogério Romero aceitou em maio passado um novo desafio profissional. Com o cargo de gerente de esportes, ele vai comandar os nove esportes do Minas Tênis Clube.

Como nadador, Rogério se tornou o único brasileiro a participar de cinco Olimpíadas, sendo finalista em Seul (1988), Barcelona (1992), Atlanta (1996) e Sydney (2000), e semifinalista em Atenas (2004).

Agora como dirigente. ele espera contribuir com o clube no qual passou quase a metade dos 27 anos de carreira como atleta.

Além do passado como nadador, Rogério, que deixou as piscinas, em 2004, trabalhou durante dez anos na política, como subsecretário de Esportes, secretário-adjunto da Secretaria de Esportes e da Juventude e secretário adjunto da Secretaria de Turismo e Esportes de Minas Gerais. Expertise que ele promete colocar a serviço do Minas.

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Você ficou dez anos na política. Por que resolveu sair da vida pública?

Acho que a vida é dividida em ciclos, e este foi mais um ciclo que concluí. Foi um momento interessante e de grande aprendizado que acabou me dando ainda mais bagagem para minha sequência profissional.

Como foi o convite e por que você aceitou se tornar o gerente de esportes do Minas?

Na verdade, não foi um convite. A oportunidade surgiu com a reestruturação da administração do clube, após a entrada do Luiz Gustavo Lage (presidente). Foi aberto um processo seletivo, onde eu e mais algumas pessoas participamos, e acabei sendo o escolhido. O Minas é uma referência no esporte e acredito que, para minha carreira fora das piscinas, será um grande desafio.

Como gestor, o que você pode acrescentar ao Minas?

Acredito que o Minas já tem todas as ferramentas para se manter no auge. E é isso que complica ainda mais o meu trabalho. Vejo muitas semelhanças entre o Minas e o governo. Ambos são muito burocráticos, e é sempre complicado aprovar as ações. Aqui, a diretoria nos dá todas as diretrizes do que devemos fazer. Minha ideia é contribuir onde for preciso, e o grande desafio é manter o clube como uma referência no esporte nacional.

Quais projetos e/ou ideias que você tem para tornar o Minas um ‘case de sucesso’ ainda maior no esporte brasileiro?

A minha intenção e função é facilitar para que todos os esportes tenham as melhores condições possíveis, e o limitador para isso são os recursos, tanto o financeiro que rege nossos orçamentos, quanto o de material humano.

Como a experiência olímpica que você tem pode ajudar nesse cargo?

Acredito que não só a minha experiência olímpica, mas como atleta, me ajuda a entender um pouco melhor as demandas dos atletas de alto nível. Por exemplo, sei que os detalhes fora das quadras, tatames ou piscinas, contam tanto quanto dentro. Por isso, procuro dar aos atletas um bom conforto, uma alimentação adequada, um bom aparato de ciência do esporte, com psicologia, preparação física, entre outras coisas.

O Minas não chega a uma decisão de Superliga desde 2009 (no masculino) e desde 2004 (no feminino). Como o clube pode voltar às grandes glórias na modalidade?

Primeiramente, temos que voltar a dar boa visibilidade para os possíveis parceiros, porque no vôlei e no basquete também, o resultado depende diretamente do investimento, infelizmente. Mesmo assim, o Minas montou duas equipes competitivas na última temporada e obtivemos um ótimo resultado. Se conseguirmos um patrocinador forte para o vôlei, tenho certeza de que voltaremos a brigar pelos principais títulos.

O Minas vem deixando de ser a maior referência no vôlei mineiro, com resultados inferiores aos do Sada/Cruzeiro e aos do Praia Clube. Como resgatar essa tradição?

Vejo isso com bons olhos, pois acaba sendo mais um desafio que temos que encarar de peito aberto. Além disso, melhora o campeonato estadual e fortalecer a modalidade. O Minas não vai deixar de competir por não sempre ganhar, mas nosso objetivo sempre é montar equipes a altura da tradição do clube, que entrem em quadra com o objetivo de vencer.

Nesse momento de crise econômica no país, como fazer o empresariado mineiro voltar a investir?

Vou citar uma frase que eu gosto de usar: “dentro das crises é que surgem as oportunidades”. Nosso papel é mostrar que o esporte está passando por um momento interessante, já que estamos adentrando o ano olímpico. Temos de mostrar que o esporte atinge as pessoas de uma maneira especial, diferentemente de uma propaganda.

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Em 2001, ainda como nadador: 13 dos 27 anos da carreira como atleta de Romero foram dedicados ao Minas (Foto: Cristiano Machado / Arquivo Hoje em Dia)
Como é trabalhar na iniciativa privada em meio a um mercado tão ruim para obter patrocínios?

Felizmente, o Minas, além de um clube, é uma empresa muito bem sucedida e muito sólida. Prestamos serviço aos nossos associados com quem temos uma credibilidade muito grande, como comprovamos através de pesquisas de satisfação que fazemos. Além disso, estamos sempre inovando, investindo em diversas obras, na capacitação de pessoal, e acredito que tudo isso demonstra que não aceitamos ficar parados. No esporte não é diferente, estamos sempre em busca de bons parceiros para viabilizar boas equipes em todas as modalidades.

A natação e o judô são os principais esportes do clube em termos de resultados profissionais no momento. Por quê?

Isso acontece porque o trabalho vem sendo muito bem feito. O judô está sendo uma grata surpresa há alguns anos, tem uma equipe consistente com grandes resultados, os títulos masculino e feminino do Troféu Brasil, mesmo poupando os judocas que disputarão o Pan-americano de Toronto. Além disso, com a convocação para o Mundial do Cazaquistão, em agosto, somos o clube que mais vai ceder atletas para a seleção. A natação acabou de ser vice-campeã do Troféu Maria Lenk, mas fomos campeões brasileiros no infantil, que mostra que o trabalho de base também está sendo bem feito, que vai alimentando as equipes de ponta.

Com base na sua experiência, o que funciona e o que não funciona na gestão pública? Quais as dificuldades?

No poder público também há muitas restrições orçamentárias e este é o maior limitador. Todo mundo quer que tudo seja feito pelo poder público, e simplesmente isso não é possível. É preciso estabelecer algumas prioridades antes de sair investindo. Atualmente, o ministro George Hilton e sua equipe estão tentando estabelecer o sistema nacional do esporte, que eu acho que é uma iniciativa muito interessante, até para saber porque há muito esforço duplicado nos diversos governos. Havendo esse alinhamento, talvez o recurso comece a ser melhor distribuído, o que favorecerá a todos em uma última instância.

Por que não temos um investimento consistente no esporte de base, desde as escolas?

Talvez porque não dê a visibilidade política que muitas pessoas querem. Em todos os fóruns sobre política esportiva é falado que o esporte educacional tem que ser prioridade. Na verdade, ele já é a prioridade constitucional, é só olhar para o artigo 217 da constituição. Mas, em exceções, como é agora do ciclo olímpico de uma Olimpíada que vai ser realizada no Brasil, tem um esforço maior no esporte de alto rendimento, mas, pra mim é muito claro que o grosso do investimento tem que ser no esporte educacional.

Como avalia o objetivo do COB de o Brasil terminar a Olimpíada entre as dez primeiras colocadas do quadro de medalhas?

Acho que a estratégia deles está sendo bem sucedida. O plano era manter forte as modalidades que já vinham dando medalhas; e aquelas que chegaram perto, tiveram o investimento aumentado para ela subir de patamar. Hoje, o Brasil tem chance de conquistar medalhas no pentatlo moderno, tiro com arco, canoagem. Além disso, o handebol feminino é campeão mundial, o polo aquático foi quarto colocado no Mundial. Ou seja, houve uma evolução, e vamos conquistar medalhas que serão surpreendentes para muita gente. Por isso, acredito que há chance real de o Brasil terminar entre os dez primeiros.

O que você espera da participação do Brasil no Pan de Toronto? Acha que a competição pode ser vista como um termômetro para a Rio 2016?

Acho que o nível das duas competições é muito diferente para comparar as metas e resultados. Alguns países, inclusive, nem levam suas equipes principais. Além disso, só os países do continente americano disputam o Pan, e em alguns esportes as principais equipes são as europeias ou as asiáticas. Por isso, acontece muito de o Brasil ter um grande desempenho no Pan e não repetir isso na Olimpíada subsequente. Ao mesmo tempo, é sempre bom ter a oportunidade de disputar uma competição de alto nível apenas um ano antes dos Jogos Olímpicos. Para os mais jovens serve também a experiência de participar de um evento para quebrar o gelo.

 

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Gestão do Esporte: muito mais que uma luz no fim do túnel

Publicado em 09/15/15, aqui

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Por Luiz Carlos Pessoa Nery

A grande notícia da semana para o esporte brasileiro foi a contratação de Rogerio Aoki Romero (foto) para assumir a Gestão de Esportes do Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte. Especialista nos 200m costas, Romero é o único nadador brasileiro que participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos, entre 1988, em Seul, e 2004, em Atenas. Foi finalista em quatro delas.

Muito mais do que a ampla experiência no esporte de alto rendimento, bem como sua formação profissional, o Minas aponta, com Rogério, o caminho da excelência esportiva (ainda mais…), não só por ser, juntamente com o Esporte Clube Pinheiros​, o clube que mais cede atletas olímpicos ao Time Brasil, mas por reforçar o campo da Gestão do Esporte com um profissional capacitado para este desafio gerencial.

Formado em Gestão Empresarial, Rogério Romero leva ao clube a sua vivência acadêmica aliada à pratica de gestor público, adquirida como secretário-adjunto de Esporte e da Juventude do Estado de Minas Gerais.

Essa iniciativa do clube mineiro é numa clara demonstração de visão do futuro esportivo no Brasil, e consciência da possibilidade de ampliação da cadeia de negócios, que tende a seguir, crescendo com seus parceiros. Para isso, leva em consideração todas as modalidades ativas que desenvolve, bem como no esporte de base, garantindo a renovação esportiva para os próximos anos.

O Brasil é um dos países com o maior número de instituições clubísticas do mundo. Nosso esporte olímpico tem na sua base a maioria dos atletas originários destas entidades. Infelizmente, estas instituições sofrem com a crise financeira motivada pelo péssimo modelo administrativo adotado atualmente.

Que este empreendimento realizado pelo clube mineiro sirva de reflexão e exemplo, podendo-se projetar o potencial de empregabilidade direta e indireta, quando visualizamos as ciências do esporte que compõem a gestão, fazendo uma transferência e contabilizando-se todos os clubes do país.

Ídolo da natação, gestor por excelência e larga cumplicidade ao clube, Romero é o nome certo para a condução deste cargo. Ganha o Minas, ganha o esporte mineiro e acima de tudo, o esporte brasileiro.

Luiz Carlos Pessoa Nery é doutorando em Gestão do Esporte pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ

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Rogério Romero é o novo gerente de esportes do Minas Tênis Clube

Oublicado em 07/04/15, aqui

Cinco vezes atleta olímpico, Rogério Romero tem tido destaque na área de gestão esportiva nos últimos anos. Atuou com suceeso como Secretário Adjunto  e Sub-secretário de Turismo e Esportes do Estado de Minas Gerais.

Agora, o próximo desafio de Romero vai ser comandar o esporte do Minas Tênis Clube. Ele assume na segunda-feira o cargo de gerente de Esportes do clube onde fez  a maior parte de sua carreira.

Veja a matéria do anúncio de Rogério Romero no website do MInas Tênis Clube clicando aqui.

Um golaço do Minas!

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Ícone da natação Rogério Romero apresenta projeto para primeira piscina olímpica do Tocantins na UFT

Publicado em 23/02/15, aqui

Por Caroline Falcão

O esporte tocantinense pode comemorar mais esta conquista. Foi apresentado na tarde desta segunda-feira (23) pelo ícone da natação Rogério Romero o projeto da primeira piscina olímpica do estado, que será construída do Câmpus de Palmas da Universidade Federal do Tocantins (UFT). O único nadador brasileiro a participar de cinco olimpíadas e duas vezes campeão pan-americano, atualmente é consultor de negócios da Metodologia Gustavo Borges e da Myrtha Pools Brasil.

O projeto apresentado durante reunião na Reitoria é de uma piscina olímpica pré-fabricada em placas de aço inox, coberta por vinil e importada da Itália, que segundo Romero possui custo mais baixo e menor demanda de tempo para a instalação – cerca de seis meses – em comparação com outros modelos. “Os equipamentos e estrutura da piscina são todos formulados dentro dos padrões internacionais e utilizam uma tecnologia sustentável com reaproveitamento de 90% da água, além de economia em energia elétrica e produtos químicos”, explicou o atleta.

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O reitor da UFT, Márcio Silveira, enfatizou que a piscina vai ser um espaço de treinamento tanto para os estudantes quanto para os os atletas tocantinenses da  comunidade em geral de Palmas e região, e um incentivo a mais para prática desportiva. “A piscina será um atrativo para a realização de competições no circuito inter e intraestadual de natação, levando a criar novos atletas no estado”, ressaltou.

Os recursos para a construção da piscina são do Ministério dos Esportes e destinados às capitais brasileiras, o que justifica a escolha do Câmpus de Palmas. Quanto a valores, somente os equipamentos importados para a piscina terão um investimento de cerca de 1 milhão e 600 mil dólares. Já o valor da infraestrutura será orçado conforme processo de licitação das obras a ser realizado em breve.

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A construção da piscina faz parte do Legado Social dos Jogos Olímpicos – Brasil 2016, que inclui também a uma pista de atletismo, cujo contrato para a construção foi assinado em dezembro de 2014, e uma quadra poliesportiva, cujo projeto deve ser lançado nos próximos meses.

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Primeira piscina olímpica do Tocantins será construída em Palmas

Publicado em 23/02/15, aqui

A primeira piscina olímpica do Tocantins será construída no Câmpus da Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Palmas. Nesta segunda-feira (23), o reitor da universidade, Márcio Silveira e o diretor de obras civis da UFT, João Batista Teixeira se reuniram com o ex-nadador olímpico, Rogério Romero, consultor de uma empresa italiana que trabalha com estrutura de piscinas. Na oportunidade, Romero apresentou ao reitor um projeto de piscina olímpica para a universidade.

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Além da piscina, já está em construção uma pista de atletismo e conforme o reitor, o projeto faz parte de uma ação do Ministério do Esporte, que pretende implantar pistas de atletismo oficiais e piscinas olímpicas em todas as capitais brasileiras que ainda não têm essas instalações.

– É um ótimo projeto. Vamos correr para começar o quanto antes os trabalhos. Acredito que começamos ainda neste semestre. Temos a intenção de chegar em novembro ou dezembro com tudo concluído. Há 95% de chances da piscina ser construída em frente ao bloco da reitoria. A pista está sendo instalada na entrada da universidade – disse o reitor.

Silveira informou ainda que para esta estrutura olímpica foram disponibilizados R$ 13 milhões. R$ 4 milhões para piscina e R$ 9 milhões para a pista.

– É um dinheiro que vem do Ministério do Esporte para o esporte. É exclusivo para esta área. A estrutura será uma boa para os acadêmicos que cursam educação física em Miracema do Tocantins, pois estão próximos de Palmas e vão ser muito bem beneficiados com isto. É uma maneira também de incentivar o esporte olímpico dentro da universidade – afirmou.

 Conforme Romero, a estrutura é um legado importante e irá incentivar o estudante a participar de esportes olímpicos no estado.

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– É  uma piscina olímpica pré-fabricada em placas de aço inox, e é importada da Itália. É um ótimo projeto para o estado. O Tocantins poderá receber qualquer tipo de campeonato nacional – contou.

Carreira

O atleta é o único nadador brasileiro a participar de cinco Olimpíadas, foi campeão Pan-Americano em Havana (1991) e Santo Domingo (2003) e é recordista Mundial Master nos 200m costas em piscina olímpica (2m02s). Além disso, Romero tem 29 recordes sul-americanos e 41 recordes brasileiros estabelecidos em 27 anos de carreira esportiva. Foi 15 vezes campeão no Troféu Brasil de Nataçãa, hexacampeão sul-americano, finalista olímpico em Seul (1988), Barcelona (1992), Atlanta (1996) e Sydney (2000) e semi finalista em Atenas (2004) e tem participação em 10 Campeonatos Mundiais.

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Em visita a São Luís, ministro George Hilton também assumiu o compromisso de reformar o Parque Aquático

Publicado em 06/02/15, aqui

Ginásio para diversos tipos de modalidades, pista de atletismo e piscina olímpica. Esses são os três equipamentos esportivos que o governo federal pretende disponibilizar nas 27 capitais brasileiras para estruturar e massificar o esporte no país. Em São Luís, no Maranhão, dois desses espaços foram inaugurados na quinta-feira (05.02) e outro será reformado em breve.

O ministro do Esporte, George Hilton, participou da entrega da pista de atletismo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), pela manhã, e dos novos equipamentos de basquete – piso flutuante, apontadores, tabelas e placares – do ginásio Georgiana Pflueger, o “Castelinho”, pela tarde. George Hilton também assumiu o compromisso de revitalizar o Parque Aquático do Complexo Esportivo Canhoteiro, que tem uma piscina olímpica (50 metros) e outra para saltos ornamentais, com plataformas de 3, 5 e 7 metros.

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Parque Aquático

Os nadadores Gustavo Borges e Rogério Romero acompanharam a comitiva do Ministério e do governo estadual durante a visita ao Parque Aquático, localizado ao lado do ginásio “Castelinho”. Os ex-atletas apresentaram um projeto de piscina olímpica, que é pré-fabricada, com placas de aço inox, coberta por vinil e importada da Itália. Com custos mais baixos e menor demanda de tempo para a instalação – cerca de seis meses – esse tipo de equipamento deve ser usado nos Jogos Rio 2016 e será instalado em espaços como o Centro Paraolímpico e o clube Pinheiros, ambos em São Paulo.

O medalhista olímpico Gustavo Borges afirmou que a piscina é o primeiro passo para atrair a população para o local e difundir a prática do esporte. “Você tendo a piscina, a população, a base e o alto rendimento podem usá-la. O equipamento é o início do trabalho, porque se ele é adequado as pessoas são atraídas. Conheço várias cidades que têm fila de espera para a prática da natação. Temos que criar a cultura esportiva, mostrar para a população que existe um lugar, divulgar e ter bons profissionais para atender a todos”, analisou Borges.

Antes das visitas ao Parque Aquático e ao ginásio Georgiana Pflueger, o ministro do Esporte conheceu o gramado do estádio de futebol Castelão, acompanhado pelo governador do estado e pelos pentacampeões mundiais Cafu e Edmílson. Os ex-atletas e George Hilton arriscaram algumas cobranças de pênaltis em uma brincadeira com crianças de escolinhas que utilizam o campo do estádio. O local, com capacidade para 40 mil pessoas, integrou o catálogo da FIFA para Centros de Treinamento da Copa do Mundo.

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