Categoria Competição

Recorde de Thorpe sobrevive a Chamlers

O menino Kyle Chalmers, 14, saiu com 5 ouros do campeonato juvenil australiano, em Adelaide, mas não conseguiu bater a marca de Ian Thorpe de mais de 15 anos atrás, nos 200m livre.

Shayna Jack, 14, foi a versão feminina de Chamlers, dominando as provas da sua idade. Na prova mais rápida, os 50m livre, ficou a espantosos 1.36s à frente da segunda colocada, com seu 25.50.

Shayna Jack

Jack: foi difícil achar uma foto da menina. (Facebook)

Aqui, podemos vê-la em ação, durante o Open dos EUA em Omaha, ano passado. Claro que ela não venceu, mas a prova é interessante de se ver por conta de… Bem, se tiver interessado, são apenas 3 minutinhos.

Não será surpresa de vê-los na piscina olímpica do Rio, daqui a 3 anos.

 

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萩野公介 é o cara!

Ele bateu Phelps e parece decidido a expandir seu território nas piscinas mundiais. Kosuke Hagino é o grande destaque do campeonato japonês, até o momento. Com 5 vitórias, ele demonstrou uma versatilidade incomum, já vista com Michael Phelps, Ryan Lochte e Thiago Pereira. Não por acaso, todos são nadadores de medley.

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Hagino: nadando como dois.

Hagino, bronze em Londres nos 400m medley (onde Phelps ficou em quarto e Thiago em segundo), bateu outro recorde asiático nos 200m medley, abaixando em mais de 1s a antiga marca com seu 1:55.74. Depois ele ainda venceu os 400m livre (3:45.42).

Antes ele já havia batido sua performance olímpica nos 400m medley, com uma nova marca asiática (4:07.61) e depois derrotou os favoritos nos 200m livre (1:46.28) e nos 100m costas (53.10). Nesta última prova, ele bateu ninguém menos que o atual bronze olímpico, Ryosuke Irie!

Vamos ver o que o japonês vai aprontar na última etapa (lembrando que sábado já acabou lá…).

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Kyle Chamlers: o próximo Thorpe? (ou Popov… ou Cielo…)

Vocês conhecem a história. Australiano, garoto prodígio, tempos excepcionais desde muito cedo, pés ennnnormes. Sim, é ele, o mini-Thorpedo, Kyle Chamlers. Assim como Ian Thorpe, Chamlers pode debutar nas Olimpíadas (Rio!!) com apenas 17 anos e, se continuar com esta evolução, pode até sair com 3 ouros como seu compatriota.

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Kyle, ainda com 13, é este atrás dos pés.

OK, natação não é uma ciência exata, mas o garoto tem telento. Com apenas 14 anos, fez tempos nos 50 e 100m livre que estariam em grande parte das finais de campeonatos nacionais: 23.18 e 50.86. Para termos noção destas marcas, o site SwimNews coloca como melhor marca mundial para sua idade. Cielo, com 16 anos, marcou 23.61. Pieter vd Hogenband? 23.70, mas com dois anos a mais também. O atual campeão olímpico, Florent Manadou, abaixou de 23s apenas com 20 anos…

Ah, e ele é filho de um ex-jogador de futebol, outro esporte que ainda pratica.

 

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Multinations: o Brasil na Polônia e na Ucrânia

Esta competição é outra que não tive o prazer de participar. Sempre disputado na Europa, em faixas etárias (as mulheres dois anos mais novas) e locais distintos, supre, em parte, campeonato internacional nestas categorias. Não é uma competição da FINA, mas seus resultados são reconhecidos e para o Brasil, que participa como convidado, é uma ótima experiência.

Além disso, ao contrário da China, os resultados podem ser vistos diretamente da aqui (Polônia) e aqui (Ucrânia). Embora a forma das informações ainda não sejam o ideal, o básico, os tempos, estão lá para quem quiser ver, inclusive com parciais, tempos de reação e índice técnico, o que para análise e ainda mais interessante.

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Brandon, nome de estrangeiro, mas recebendo o troféu de campeão pela equipe brasileira.

Na Polônia, brilhou o quarteto Brandonn Almeida (melhor atleta da competição), Pedro Spajari, Henrique Painhas e Felipe Souza que, entre provas individuais e revezamentos, voltam com 13 ouros para o Brasil. Maria Paula Heitman foi a melhor brasileira.

Em Kiev, nosso brilho não foi tão grande, mas as medalhas também surgiram. Bruna Primati (ouro nos 400m medley) e Giovanna Diamante foram alguns dos destaques.

time ucrania

Em Kiev, mas pensando no Rio daqui a 3 anos…

 

 

 

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Raias do Mundo: os resultados fechados da China

O Campeonato Nacional de Natação da China finaliza neste domingo. Acho, pois as informações sobre o mesmo, ao contrário dos demais países, ainda são precárias.

A segunda colocada em Londres (10 medalhas, 5-2-3) ainda carece de uma cronometragem online, ou mesmo dos resultados de uma maneira sistemática. As notícias (poucas) acabam vindo de agências que se transformam em matérias (raras) de sites especializados.

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Ye Shiwen: ótima fase para a chinesa.

Desta maneira, fica difícil de investigar o que realmente acontece nas piscinas dos campeões olímpicos Yen Shiwen e Sun Yang, por exemplo.Para aqueles que citam a política esportiva da China como um exemplo, peço auxílio para entender qual a lógica por trás deste “segredo”.

Independente disso, o campeonato deu bons resultados, com ao menos dois recordes nacionais, cortesia de Ning Zitao nos 100m livre (48.60) e Wang Shun nos 200m medley (1:57.50). Shun melhorou bem sua marca do ano passado e passou a ser um concorrente forte para Thiago Pereira.

sun wang

Sun Wang: ótima fase para o chinês.

Os campeões olímpicos não decepcionaram. Yen venceu além dos óbvios 200 e 400m medley, 200 livre e costas. Já Sun saiu com vitórias dos 200 aos 800m livre , com tempos expressivos (número 1 ou 2 da temporada). Além deles, uma série de outros bons resultados, mostrando que a China vai se consolidando como a segunda potência da natação mundial.

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Finais terceiro dia

Uma prova que teve campeão Mark Spitz, Michael Gross, Hoogenband, Thorpe e Phelps, para ficar nos mais recentes, cria naturalmente uma expectativa enorme. Assim é os 200m livre e continuou sua saga em Londres.

Agnel: seu nome com os grandes.

Os protagonistas: um americano querendo fazer história (Lochte), um francês inesperado (Agnel) e um chinês que pode sair com 3 ouro (Yang). Mais tempero com o alemão recordista mundial (Biedermann) e com o prata em Pequim, o coreano Park.

Parece que a presença do Holande fez a diferença, e Agnel foi absoluto na prova, chegando próximo do recorde olímpico de Phelps. Agora, seu técnico, que treina Muffat também, já está com 3 ouros. O oriente, com Park e Yang, completaram o pódio, deixando Lochte de fora…

Missy: duas medalhas até o momento. (Yahoo)

Ser a Phelps de maiô. Quem vai ser? Coughlin e sua versatilidade poderia pleitear. Coventry, em sua quarta olimpíada tem a dificuldade de ser a única representante de peso de seu país. Mas a sorridente Missy Franklin participa e tem chance de ganhar inúmeras medalhas nos revezamentos americanos.

E Franklin melhorou quando necessário. Ao nadar quase meio segundo mais rápido que sua melhor marca, ela colocou a então favorita Seebohm em prantos. Detalhe, Missy nadou após uma semi nos 200m livre onde se classificou em oitava.

A queridinha do publico, recordista mundial da prova, Gemma Spofforth, acabou em quinto.

Grevers e Thoman: 12 medalhas dão a liderança folgada para os americanos. (Reuters)

A versão masculina, com os grandões Grevers e Lacourt (2,04 e 2,00m, respectivamente) foi, até os 80m, parecendo que ia dar os dois mesmo, mas o francês, talvez animado com a vitória do seu compatriota, passou forte e ficou em quarto. O queridinho do público, ex-recordista mundial dos 50m, Liam Tancock até que tentou com sua velocidade característica, mas terminou em quinto.

Melhor para Grevers, em recorde olímpico, Nick Thoman, também americano na primeira dobradinha da competição e o japonês Irie.

Ruta: na rota da vitória inédita. (AFP)

Na última final do dia, Leisel Jones entrou para fazer história. Novamente. Primeira na natação australiana a participar pela quarta vez, Jones teve críticas pesadas sobre o seu peso (com o perdão do trocadilho). Acabou em quinta.

Ah, sim, a vencedora acabou sendo a lituana Ruta Meilutyte, com o ouro inédito para a Lituânia, segurou bem a recordista mundial Soni, com o bronze para o Japão de Suzuki.

Joanna Maranhão piorou um pouco seu tempo da manhã e ficou fora da final.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

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Finais de hoje: barbadas?

Com exceção dos 200m livre (que, dep0is do revezamento de ontem, aposto no francês Agnel), as demais finais de hoje parecem ter favoritismos claros, com a australiana Emily Seebohm (já com um ouro do revezamento) e do americano Matt Grevers (prata, por ter nadado o revezamento de ontem pela manhã), nos 100m costas e da lituana Ruta Meilutyte nos 100m peito parecem barbadas.

Emily: será que vai dar o segundo ouro para a Austrália?

Mas depois de Phelps e Austrália ficarem fora do pódium, alguém ainda acredita em favoritismo??


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Esta é para você, que não acredita em si mesmo

Esta é para você, que não acredita em si mesmo


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Seletiva Americana: a equipe olímpica

Com as duas provas disputadas em Nebraska, a US Swimming divulgou sua equipe olímpica, minutos após a última prova (afinal, para que esperar?).

Michael Phelps abriu mão do mesmo programa de 4 anos atrás ao sair dos 200m livre.

O anúncio da seleção visto pelo Twitter.

Os Estados Unidos da América tem uma forte equipe, com algumas provas fracas e com muitas medalhas baseadas em 3 atletas: Phelps, Franklin (eleitos os melhores do evento) e Lochte. Mas, ao final desta seletiva, eles obtiveram: 5 melhores marcas sem maiôs tecnológicos, 12 topos do ranking mundial (dos 26 possíveis) e uma média de quase 25% do top ten nas provas individuais. Sem dúvida continuam a ser o país com mais profundidade que qualquer um.

Homens:
Alex Meyer – 10K
Ryan Lochte — 200 Costas, 200 MEDLEY, 400m MEDLEY, 200 Livre, revezamento 4×200 livre
Peter Vanderkaay – 400 Livre
Brendan Hansen – 100 Peito
Michael Phelps — 200 MEDLEY, 400 MEDLEY, 100 Borboleta, 200 Borboleta, revezamento 4×200 livre
Ricky Berens — 800 Livre Relay, revezamento 4×100 livre
Conor Dwyer — 400m Livre, revezamento 4×200 livre
Matt Grevers — 100 Costas, revezamento 4×100 livre
Scott Weltz — 200 Peito
Clark Burckle — 200 Peito
Nathan Adrian — 100 Livre, revezamento 4×100 livre
Cullen Jones — 50 Livre, 100 Livre, revezamento 4×100 livre
Eric Shanteau — 100 Peito
Nick Thoman — 100 Costas
Tyler Clary — 200 Borboleta, 200 Costas
Tyler McGill — 100 Borboleta
Anthony Ervin — 50 Livre
Jason Lezak — revezamento 4×100 livre
Jimmy Feigen — revezamento 4×100 livre
Matt McLean — revezamento 4×200 livre
Charlie Houchin — revezamento 4×200 livre
Davis Tarwater — revezamento 4×200 livre
Andrew Gemmell — 1500 Livre
Connor Jaeger — 1500 Livre

Mulheres:
Haley Anderson – 10K
Elizabeth Beisel — 200 Costas, 400 MEDLEY
Dana Vollmer – 100 Borboleta, revezamento 4×200 livre
Allison Schmitt – 400 Livre, 200 Livre, 400 Livre Relay, revezamento 4×200 livre
Missy Franklin — 100 Livre, 100m Costas, 200 Costas, 200 Livre, 400 Livre Relay, revezamento 4×200 livre
Breeja Larson — 100 Peito
Lauren Perdue — revezamento 4×200 livre
Caitlin Leverenz — 400 MEDLEY , 200m MEDLEY
Cammile Adams — 200 Borboleta
Kathleen Hersey — 200 Borboleta
Claire Donahue — 100 Borboleta
Chloe Sutton — 400 Livre
Rachel Bootsma — 100 Costas
Rebecca Soni — 100 Peito, 200 Peito
Ariana Kukors — 200 MEDLEY
Micah Lawrence — 200 Peito
Jessica Hardy — 100 Livre, revezamento 4×100 livre
Lia Neal — revezamento 4×100 livre
Katie Ledecky — 800 Livre
Kate Ziegler — 800 Livre
Amanda Weir — revezamento 4×100 livre
Natalie Coughlin — revezamento 4×100 livre
Shannon Vreeland — revezamento 4×200 livre
Alyssa Anderson — revezamento 4×200 livre
Jessica Hardy — 50 Livre
Kara Lynn Joyce — 50 Livre


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Seletiva Americana: Phelps classifica em ao menos 7, como Franklin.

A seletiva praticamente acabou. Hoje à tarde teremos as finais dos 50m livre feminino e os 1500m livre masculino, que acrescentam no máximo 4 atletas.

E o duelo em Omaha foi melhor para Phelps. O adversário de Lochte nos 200, 400m medley e nos 200m livre acabou se classificando nos 100 e 200m borboleta. Além das provas individuais, ele pode nadar os 3 revezamentos. Lochte bem que tentou garantir uma das duas vagas nos 100m borboleta (e, com isso, nadar o revezamento medley), ficou próximo, mas não o bastante – afinal, Phelps e Tyler McGill fizeram as duas melhores marcas do ano! Assim, a quarta melhor marca não vai competira nesta prova em Londres.

O nerd do lado de Phelps é McGill.

O revezamento 4×100m livre é a grande incógnita para ambos, pois eles não nadaram a prova, mas o regulamento americano permite que em Londres sejam convocados. Além disso, na coletiva, Bob Bowman deixou claro que o programa olímpico de Phelps pode mudar.

Já a nova versão feminina de Phelps, Melissa Franklin, classificou-se para os 100 e 200m livre e nos 100 e 200m costas, além dos 3 revezamentos.

Ledecky: pronta para colocar água no chá inglês.

E Rebecca Adligton terá uma adversária à altura nos 800m livre para tentar impedir o bi em casa. A menina (15 aninhos) Kathleen Ledecky fez a segunda marca do ano e pode virar o pesadelo de Adligton.

Errata (by Daniel Takata): o campeão olímpico em Sidney, o sueco Lars Frolander também vai para sua sexta olimpíada consecutiva.


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