Categoria Memória

Os nadadores olímpicos mais olímpicos da história

Publicado  em 08/06/2016, aqui

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Joanna Maranhão, Thiago Pereira e Kaio Márcio Almeida, os três juntos desde 2004 vão completar quatro participações olímpicas no Rio 2016. Na história da participação olímpica da natação brasileira, se igualam a outro gigante, Gustavo Borges, olímpico de 1992 a 2004.

Joanna se isola, passa a ser de forma solitária a nadadora mais olímpica do Brasil deixando Fabíola Molina (2000, 2008, 2012) e Piedade Coutinho (1936, 1948, 1952) para trás com três participações nos Jogos. Entre os homens, Rogério Romero (1988, 1992, 1996, 2000, 2004) com cinco Olimpíadas é nosso recordista.

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Therese Alshammar da Suécia nadou os 50 livre no Mare Nostrum de Canet para 24.75, abaixo do índice olímpico de 25.28, mas sua classificação ainda não foi oficializada pelo Comitê Olímpico da Suécia. Se confirmarem, Alshammar vai fazer história se igualando a dois outros nadadores com o maior número de participações olímpicas, seis Jogos.

Os nadadores são Derya Buyukuncu da Turquia e o sueco Lars Froelander, os dois completaram sua sexta Olimpíada nos Jogos de Londres em 2012. Froelander de forma bem mais destacada com três medalhas, um ouro nos 100 borboleta em Sydney 2000 e pratas no 4×200 livre em 1992 Barcelona e repetido em Atlanta 1996.

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Buyukuncu estreou junto com Froelander nos Jogos de 1992 em Barcelona. Tinha apenas 16 anos e nas suas seis participações olímpicas nunca passou das eliminatórias. O melhor resultado foi nos Jogos de 2000 em Sydney quando ficou em 17o lugar nos 100 costas, apenas dois centésimos lhe separaram daquela que seria sua primeira semifinal olímpica.

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Froelander, além das três medalhas ainda esteve em sete finais sendo duas em provas individuais e cinco em revezamento. Tanto Buyuncu e Froelander se despediram da natação competitiva em Londres. O turco Buyuncu com 36 anos ficou em 33o nos 200 costas com 2:01.68.Froelander aos 38 anos foi 20o nos 100 borboleta com 52.47.

Os dois, apenas os dois com seis Olimpíadas e Therese Alshammar, se confirmada, igualando. Porém, junto com Rogério Romero existem outros nove nadadores somando cinco participações olímpicas. Destes 10 nadadores, três obtiveram medalhas. A mais medalhada do grupo é a americana Dara Torres 12 medalhas, quatro de cada cor. Detalhe que Dara Torres foi olímpica aos 15 anos em 1984, e esteve nos Jogos de 1988 e 1992, mas ficou oito anos afastada do esporte voltando em 2000. Martina Moravcova foi duas vezes medalhista, duas medalhas de prata e Nina Zhivanevskaya também com duas medalhas, sendo que as duas foram de bronze.

Zhivanevskaya é do grupo a única que defendeu mais de um país. Nascida em Samara, na Rússia, estreou nos Jogos de 1992 em Barcelona nadando pelo Time Unificado. Na época, a União Soviética se desfez e a Rússia ainda não tinha o seu Comitê Olímpico formado com os atletas representando uma equipe que competia pela bandeira do Comitê Olímpico Internacional. Depois disso, foi as Olimpíadas de 1996 e 2000 pela Rússia, e as duas últimas em 2004 e 2008 pela Espanha por onde se naturalizou em 2001.

Lista dos nadadores com 5 Jogos Olímpicos:
Alison Sheppard, Grã-Bretanha, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004
Carl Probert, Fiji, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Dara Torres, Estados Unidos, 1984, 1988, 1992, 2000, 2004, 2008
María Peláez, Espanha, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Mark Foster, Grã-Bretanha, 1988, 1992, 1996, 2000, 2008
Martina Moravcová, Eslováquia, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Mette Jacobsen, Dinamarca, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004
Nina Zhivanevskaya, Rússia/Espanha, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Peter Mankoc, Eslovênia, 1996, 2000, 2004, 2008, 2012
Rogério Romero, Brasil, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004

Existem outros dois atletas que também acumulam cinco participações olímpicas, mas somando suas atuações na natação e no polo aquático. Um deles é brasileiro, João Gonçalves Filho, nadou nos Jogos de 1952 e 1956, e jogou polo aquático nas Olimpíadas de 1960, 1964 e 1968. O outro é o britânico Paul Radmilovic que nadou nos Jogos de 1908 e 1912, e jogou polo aquático nas Olimpíadas de 1908, 1912, 1920, 1924 e 1928.

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Marketing de Emboscada

Como estamos em 2015?

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Bem, dentro das minhas (poucas) resoluções está ler um pouco mais neste ano. Até o momento estou conseguindo manter um bom ritmo, mas a estratégia é esta mesmo, aproveitar esta época e até algumas viagens comerciais, quando consigo ter um tempo mais tranquilo e pegar algum livro. Espero que o ritmo não caia muito ao longo do ano. E vou tentar, na medida do possível, fazer uma pequena ligação entre a leitura e o mundo da natação.

Vou começar por um fácil. Afinal, Marketing de Emboscada, do Dr Leonardo Andreotti Paulo de Oliveira, tem um episódio da natação – e dos antigos. Entre diversas citações e exemplos, o livro menciona que em Munique-72, o super astro Mark Spitz competiu, como todos os demais americanos, com a Speedo. Mas seu sucesso inédito nas piscinas acabou fazendo com que sua patrocinadora Arena (uma subsidiária da Adidas, que também tem muita história boa…) fizesse algumas fotos com Spitz, inclusive com as 7 medalhas de ouro recém conquistadas.

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Não, peraí, este era ícone dos anos 80, Magnum.

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Spitz, o melhor de todos os tempos (pré-Phelps).

 

No final, levou milhares de nadadores e fãs a acreditarem que este era o traje que vestiu o atleta mais completo da época. E você pensou que o ambush marketing nasceu com as loiras da Heineken, não?

 

 

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Quer medalha olímpica? Tente um lance.

A alemã Sandra Voelker está leiloando não apenas suas medalhas olímpicas de Atlanta – 1996, como diversas outras e também touca, maiô, óculos, etc. A atleta fez muito mais sucesso na piscina curta que na olímpica.

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Voelker: na Alemanha, pessoa física quebra.

Ela vai tentar levantar 100 mil euros para pagar suas dívidas, após investimentos mal feitos.

Quer ajudar e ter uma lembrança? Tente aqui.

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Joanna Maranhão anuncia aposentadoria

Sim, todo mundo sabia que ela ia parar, a questão apenas era quando e como. O anúncio não poderia vir de outra forma senão nas redes sociais, que ela usa e abusa.

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Joanna: não deu para segurar até o Rio 2016.

Muito já foi dito, escrito, comentado sobre Joanna Maranhão. Nas piscinas o resumo da ópera é o melhor resultado feminino em Olimpíadas (5o. em Atenas nos 400 medley), 3 Jogos Olímpicos e mais 3 Pan , recordes nacionais em todos os estilos com exceção do peito, medalhas e mais medalhas. Muito provavelmente a melhor atleta de natação que o Brasil já teve.

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Isto É: resumo de uma carreira vitoriosa.

Fora das piscinas, polêmica. Defendeu causas relacionadas com seus traumas de infância, passou por vários técnicos e clubes, bem como comprou uma briga pessoal com a CBDA. O futuro, aliás, está ligado à ONG Infância Livre, que deverá defender os direitos constitucionais das crianças.

Inteligente, Joanna terá novos desafios ao lado de outro grande atleta, o judoca Luciano Corrêa, outro defensor de programas esportivos sociais.

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Não poderia acabar antes de deixar minha tradicional saudação a esta nordestina porreta: OBRIGADO e BOA SORTE, JO AN NA MA RA NHÃO!

 

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O poder das homenagens II – Troféu Best Swimming

O Troféu Best Swimming 2013 está aí. Fui convidado para fazer parte do Painel de Especialistas e auxiliar na difícil tarefa de escolher os melhores da natação em 2013. Grande iniciativa do Coach Alex, mas será que a Confederação e as Federações estaduais não poderiam fazer algo parecido?

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Homenagem do Minas para a campeã mundial.

Sim, tivemos recentemente o tradicional Prêmio Brasil Olímpico, este ano em São Paulo e aparentemente mais rápido que a versão carioca, mas ali apenas um nadador ou nadadora é indicado. Aliás, para terminar bem o ano, Cesar Cielo e Poliana Okimoto disputaram o título de melhor de 2013, sendo que nossa multi-medalhista das maratonas aquáticas venceu!

Mas, voltando à provocação e sabendo das dificuldades deste tipo de cerimônia (troféus e/ou placas, eventualmente transporte e hospedagem), mesmo que simples, este reconhecimento tem um grande impacto sobre o atleta e também naqueles que o cercam. Se alguém do interior leva o título, digamos, de melhor Infantil, isso repercute não apenas no clube onde este menino treina, mas também na sua cidade e região.

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Além de tudo, ajuda a divulgar os parceiros.

Ele acaba virando referência, assim como seu técnico. Aí temos duas situações: eles aguentam e progridem juntos ou acabam tomando rumos distintos. Faz parte.

Os críticos de plantão não vão gostar, mas acho bacana a iniciativa do Coaracy Nunes Filho, presidente da CBDA, de pré-convocar nadadores iniciantes para olimpíadas futuras. É marketing? Sim, mas e aí? Quantos pais orgulhosos exibem o pomposo diploma? Ouro de tolo, alguns poderão dizer. Pois é uma iniciativa que vem de anos (alguém sabe quando começou?) e está até hoje porque tem respaldo.

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A melhor revista cita os melhores de 2013.

Além das óbvias premiações para as melhores performances e técnicos, como a da Swimming World, temos outras nem tão comuns assim, mas que valem como uma retrospectiva, como estas da SwimVortex. O importante é deixar a natação na pauta!

 

 

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Daniel Takata: o canivete suíço da natação brasileira

Redator da Revista Swim Channel. Tem colaborado com os principais veículos impressos e eletrônicos sobre natação e vem comentando competições no SporTV. Escolhido pela FINA como melhor texto sobre natação do mundo em 2011 e 2012. Estatístico com graduação e mestrado pela Unicamp.

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Revista da FINA: Takata é bi!

Este texto de introdução de Daniel Takata já impressiona pelos fatos de juntar um estatístico com melhor texto sobre natação do mundo. Blogueiro impulsivo, ele já colaborou nos primórdios do Swim It Up!, que tinha um pequeno jornal de tiragem limitatíssima feito por assinatura, sempre com comentários e textos primorosos.

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Hoogenband não perdeu a oportunidade e tirou foto com nossa celebridade.

Criou ainda o Raia Quatro News, onde nos brindava com sua extensa pesquisa e conhecimento sobre a natação, quando foi convidado a participar do Blog do Coach, de outro aficionado por notícias do mundo da natação e blogueiro e comentarista, Alex Pussieldi, onde participou de inúmeros Best Cam.

Por fim, está no bem sucedido projeto Swim Channel, em parceria com Patrick Winckler e o jornalista Guilherme Freitas.

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Takata: único japa, ao lado do Bussunda cover, Satiro Sodré.

Mas este é o lado A de Takata… Recentemente produziu um vídeo com a clássica música Bohemian Rhapsody do Queen (vejam abaixo o resultado), mostrando seus dotes artísticos.

Através de outro canal, acabei descobrindo ainda outro dom dele. Descubra aqui. Será que ele vai precisar destes artifícios para acompanhar a Olimpíada do Rio? Espero que não, pois precisamos de pessoas preparadas como ele e o Swim Channel para escrever com qualidade sobre a natação olímpica.

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Sim, o estatístico também foi nadador.

Ah, sim, Takata foi nadador e também tira suas fotos de alta qualidade. Ao menos até o momento é isso o que temos do nosso canivete suíço da natação brasileira.

 

 

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O poder das homenagens

Recentemente tivemos a festa de despedida da grande Fabíola Molina. Infelizmente não pude estar presente, mas conhecendo-a e lendo os relatos (Best Swimming e Swim Channel), sei que seu carisma atraiu desde seus amigos mais próximos até atletas do mundo inteiro. Inesquecível, alguns vão dizer. E vai ser mesmo. Para ela, com certeza. Vai lembrar deste momento bacana, de celebrar uma nova fase, mas ainda colaborando para divulgar a natação.

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Arigato gozaimasu Fabíola!

Hoje estive premiando os destaques dos nossos Jogos Escolares e de Minas e, naquele clima de festa e confraternização, fiquei pensando na importância destes momentos para todos. Para o aluno/atleta, para que ele seja devidamente valorizado pelos seus resultados. Para as escolas, para que elas continuem investindo no esporte. Para os professores e profissionais de educação física, lembrá-los que valeu a pena. Para nós do Governo, um alívio no meio de tantas críticas e contingenciamentos.

Enfim, todos temos ao menos um bom motivo para parar por alguns momentos e celebrar as vitórias, mesmo que pequenas. Mas, apesar delas contribuírem para a nossa motivação, não podemos viver delas. Sim, por maior que seja a conquista, os desafios continuam.

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Homenagem junto com o Meu Primeiro Trathlon, em 2011.

Por fim, agradecer a indicação para o Orgulho Paranaense. Estarei lá semana que vem, batendo palmas para os esportistas que vão ser condecorados na próxima semana, com a certeza de que eles vão lembrar deste dia.

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A aposentadoria de Fabiola Molina

Aposentadoria é como a morte. Você sabe que ela chegará mas nunca está preparado“. Gustavo Borges, 27.07.2012

A frase acima é um pouco forte, mas Gustavo Borges sabia do que estava falando após 8 anos de pendurar o calção em 2004. Ele se despedir numa festa na piscina do Pinheiros, afinal, a vida de nadador tinha morrido ali, aos seus 31 anos de vida.

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Fabiola no seu anúncio ontem. (Crédito: Danilo Sardinha)

Aos 38 anos, Fabiola Molina anunciou sua decisão de parar de nadar após uma super bem sucedida carreira. Acostumada a quebrar recordes, a nadadora foi para 3 edições olímpicas e tem diversos importantes no seu currículo, mas talvez sua conquista mais poderosa seja a simpatia, com a qual inspirou milhares de – principalmente – mulheres.

Vai ter uma grande festa nas piscinas no dia 30 de novembro, com nomes do mundo aquático que acabaram cruzando com a brasileira. Sua última competição oficial, ao menos fora do master, foi no último Jogos Abertos de SP, competindo pela sua São José dos Campos.

Além de todos os resultados dentro das piscinas, Fabiola quebrou outras barreiras, ao viajar pelo mundo em busca de técnicos e técnicas, nos últimos anos acompanhada do seu marido (e meu conterrâneo) Diogo Yabe.

Agora vai se dedicar ainda mais aos seus outros negócios. Boa sorte e sucesso!!!

Aqui, 3 fotos de quando moramos juntos em Coral Springs.

 

 

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De olho no futuro, preservando o passado

Nestes último dias, tive três casos interessantes de como a memória esportiva é importante.

Vou começar pelo caso triste. Num encontro com estudantes de educação física, mencionei que Minas estaria recebendo Sebastian Coe. Desafiando a plateia, perguntei inocentemente se eles sabiam de quem se tratava, aguardando desde as respostas mais simples (foi um corredor), para as mais completas (Lorde, conduziu o comitê organizador Londres 2012, etc). Mas, para minha decepção total, NINGUÉM sabia de nada. Pensei comigo, este é o futuro de professores de educação física e de alguns técnicos, inclusive de atletismo!

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Joaquim Cruz na histórica vitória em cima do branquelo Seb Coe.

Os outros dois são legais. O primeiro é o Hall da Fama da Natação Brasileira, iniciativa de alguns abnegados da natação (incluindo este que escreve) para homenagear no democrático espaço virtual, aqueles que fizeram história. Esta semana foi a vez do terceiro escolhido: Djan Madruga. Recheado de fotos, vídeos e outras referências, o texto elaborado por Fernando Cunha Magalhães é primoroso nos detalhes e curiosidades deste super atleta.

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Destaque na extinta Nado Livre – tinha esta edição também.

Por fim, ontem tive a grata surpresa de conhecer o novo e inovador espaço do Minas Tênis Clube. O Centro de Memória foi ousado: indexou tudo. Sim, tudo. Quem for minastenista e teve alguma nota, entrevista, está lá. Impressionante. Uma galeria com troféus e outras peças escolhidas a dedo, dando o devido destaque às conquistas mais recentes, sem esquecer do passado também glorioso que deu alicerce para que tudo isso acontecesse.

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Vídeo com todos os atletas olímpicos que o clube teve.

Duas iniciativas que merecem ser replicadas.

 

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Como construir uma piscina olímpica em menos de duas semanas

Mais uma prova do show da Seletiva Americana. Esta piscina pode ser montada em quase todo lugar, inclusive uma semi-olímpica foi construída em plena praia de Copacabana em 1995, por ocasião do 2o. Campeonato Mundial de Piscina Curta.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

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