Categoria NCAA

João de Lucca: o novo Borges ou Cielo?

Atualizado em 02/04/14

O seu debut olímpico não foi avassalador como seus precursores, sendo reserva do revezamento 4x100m livre em Londres. Gustavo Borges saiu com uma prata nos 100m livre enquanto, 16 anos mais tarde, Cesar Cielo conquistava o bronze na mesma prova antes do inédito ouro nos 50m livre.

Mas as façanhas de João de Lucca dentro do NCAA (o famoso campeonato universitário americano) trazem uma expectativa grande quanto ao seu desempenho na olimpíada caseira daqui a pouco mais de dois anos.

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De Lucca: dobradinha que só Borges e Biondi fizeram na história do NCAA.

Ele conseguiu o bi nas 200 jardas livre (100 jardas = 91,4 metros) e, assim como Gustavo Borges, último a alcançar a façanha quase 20 anos atrás, venceu as 100 jardas. O pódio viu ainda outro brasileiro na segunda posição, Marcelo Chireghini.

Em 2016 poderemos ter 3 campeões  do NCAA (Cielo, de Lucca e outro que surgir…) no mesmo revezemento 4x 100m livre, que já nos deu o bronze em Sydney e um honroso 4o em Atlanta, quando fomos o único pais a colocar dois na final da prova individual.

Nadar nas ultra-velozes piscinas de jardas é diferente da olímpica, sem dúvida, mas as estatísticas jogam a favor. Vários medalhistas olímpicos passaram pelo sistema e conseguiram uma carreira dourada.

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Mais um recorde para Missy

Finalmente a natação foi condecorada com o prêmio máximo do Oscar do Esporte, o Laureus. Missy Franklin foi a mais jovem a receber a homenagem, pelo seu feito inédito de 6 ouros no último Mundial em Barcelona. E ela esteve presente em Kuala Lumpur logo após sua ótima estreia no NCAA (competição universitária americana), onde estabeleceu uma nova marca americana nas 200 jardas livre. Ela recebeu o troféu de outro mito da natação, Mark Spitz.

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Missy: mais recorde, mais prêmio, mais sorriso.

O evento acabou sendo na Malásia, embora o Rio de Janeiro tivesse a previsão de sediar por 3 anos, finalizando no ano olímpico. Infelizmente, pelas dívidas da primeira edição na cidade olímpica. Realmente uma pena.

Sejamos justos, Phelps recebeu ano passado, mas foi mais pelo conjunto da obra, e não como atleta do ano. Também para atletas da natação (o brasileiro Daniel Dias duas vezes) também foram condecorados.

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Raias do Mundo: velocistas são o destaque

Após brilhar no NCAA, Vladimir Morozov fez a melhor marca nacional sem os trajes tecnológicos nos 100m livre no campeonato russo. Mas a vitória com o primeiro sub-48s do ano (47.93) não veio fácil, com Lobintsev e Izotoz na cola. Sim, eles também vem fortes para o revezamento 4x100m livre no Mundial.

Recordes nacional mesmo caiu com Vyacheslav Sinkevich nos 200m peito (2:08.62), com uma boa volta.

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Schoeman: 3 medalhas em Atenas.

Já na África do Sul, após o vexame de ter que suspender o campeonato para limpar a piscina, Roland Schoeman não teve qualquer problema para vencer os 50m livre com 21.88. Antes, Schoeman já havia abaixado o índice para Barcelona, na parcial dos 100m livre. Chad le Clos conseguiu classificar com facilidade para suas provas, os 100 e 200m borboleta, além de vencer os 100m livre.

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Hosszu: ela competiu mais neste ano que eu nadei no ano passado inteiro.

Já na Noruega, no campeonato em homenagem a Alex Dale Oen, que faleceu de maneira trágica a quase um ano atrás (30/04), a rainha da Copa do Mundo, Katinka Hosszu continua com seu objetivo War de conquistar o mundo (se não entendeu, compre este jogo, ou baixe no appstore), nadará todas as 15 provas do programa. Com esta atitude, a húngara desafia alguns tabus da natação – de resistência principalmente!

 

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NCAA: cai recorde de Cielo

Ele já pode ser considerado como meio americano, afinal está quase um terço dos seus 20 anos nos EUA. Mas o russo Vlad Morozov, bronze olímpico no ano passado no revezamento 4x100m livre, é mais um dos inúmeros estrangeiros a fazer sucesso no campeonato universitário americano, uma das poucas competições (muito) bacanas que não tive o prazer de participar.

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Morozov nada para deixar o recorde de Cielo e dois brasileiros para trás.

Morozov abaixou 16 centésimos dos 40.92 que Cesar Cielo fez 5 anos atrás, nos 100 jardas livre. E ainda derrotou os dois brasileiros medalhistas no NCAA deste ano: Marcelo Chierighini e João de Lucca. Os dois não devem ter ficado tristes com as grandes performances realizadas em Indianápolis.

Outro destaque no último dia foi Kevin Cordes, destruindo o recorde dos 200j peito, naquela que o técnico de Phelps reiterou ser a melhor prova em jardas da história. Antes Cordes já tinha estabelecido nova marca nos 100 jardas também. Apesar desta supremacia, ele acabou em 3o. nas eliminatórias para Londres, ficando fora das Olimpíadas. Mais um nome para Rio-2016?

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Cordes: o C é de Cats (Arizona Wildcats), não do nome dele.

 

 

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Quarta final: do Inferno ao Céu e a maldição do tri

Tales Cerdeira fez o dever de casa: arriscou, passou bem, fez sua melhor marca, mas isso não foi o suficiente para a final olímpica – por pouco! Tales ficou em nono, mas saiu satisfeito com sua prova.

Tales: satisfeito com sua performance. (Agif)

Na outra semi com brasileiro, Cielo também nadou os 100m livre bem, passando para uma final que promete ser apertada. Claro, se Magnussen ficar perto do seu melhor tempo, não deve ser ameaçado por ninguém, mas o restante está bem aberto, com cubano, americano, francês, brasileiro…

Na primeira final do dia, revanche dos 400m livre, os 200m tiveram novamente a francesa Muffat e a americana Schmitt. Além delas, Franklin, que se poupou e se classificou em oitava. Mas a prova foi toda de Schmitt, desde o início dominou a prova com novo recorde olímpico. Muffat em 2a, e Franklin falha na tentativa de 7 medalhas por 1 centésimo

Schmitt: absoluta com recorde. (Getty)

Mas a prova mais aguardada do dia foi, sem dúvidas, os 200m borboleta. Ele já bateu um recorde só de participar pela 4a. vez da final (a primeira, aos 15 anos, ficando em 5o). Mas estava atrás de mais dois: maior número de medalhas e tri inédito no masculino. Sim, estou falando de Michael Phelps, um nome ainda a reverenciar. Com as duas medalhas de hoje ele bateu o primeiro objetivo. O segundo, do tri…

A meta do tri já deixou 3 das 4 chances para trás. Kitajima e Phelps sofreram revezes históricos. Agora, apenas os 200m peito para Kitajima (improvável) que pode dar o tri, senão todas as fichas vão para Cielo e Lochte, prováveis bi em Londres, treinar mais 4 anos para no Rio de Janeiro quebrarem o único recorde que Phelps não bateu.

Le Clos: o vencedor improvável. (Zimbio)

Mas, voltando a prova, Chad le Clos, sul-africano, melhorou muito sua marca para poder bater um Phelps que errou  nos fundamentos (virada e chegada), justamente aqueles que o tornaram famoso. Se Cavic ficou a 1 centésimo em Pequim de parar Phelps e hoje não é lembrado por quase ninguém, o contrário vai acontecer com le Clos e sua vitória por 5 centésimos. Completou o pódio, o japonês Matsuda, que poderia muito bem vencer a prova, mas agora vai ser tão lembrado quanto Cavic.

Shiwen informa: a China é muito dura com a questão de doping. Ponto. (AP)

Shiwen Ye está sendo uma grande protagonista, não apenas pelos seus resultados espantosos dentro da água, mas pelo burburinho natural que qualquer nadadora chinesa  promove com seus recordes. Já teve um bate boca virtual, com declarações de cada lado. Gosto da seguinte conclusão: ela (e outros que também deram resultados fantásticos) estão sendo testados, se não der nada, fazer o que?

Polêmica à parte, a prova foi toda dela, ameaçando o recorde mundial e simplesmente ignorando a recordista mundial Kukors e a campeã olímpica em Pequim, Rice.

Phelps: 19 que podem se transformar em 22. (AFP)

Para acabar bem o dia, o revezamento 4×200m livre, que deu a 19a. medalha para Phelps, mais que qualquer atleta no história olímpica, a primeira dourada dele em Londres.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

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