Categoria Rio 2016

See you, Team GB

Publicado em 16/08/16, aqui

Um almoço de confraternização marcou a despedida do Team GB do Minas Tênis Clube. Por pouco mais de um mês, o Clube se tornou a casa da Grã-Bretanha no Brasil, já que Belo Horizonte foi a base de treinamentos pré-Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Cerca de 400 atletas estiveram no Minas, se preparam bem e têm feito bonito na edição das Olimpíadas com o Brasil.

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Estiveram presentes ao almoço, no Restaurante da Sede Social, Luiz Gustavo Lage, presidente do Minas, Marcos Jerry, superintendente-executivo, Flávia Holfs, diretora de Educação, Rogério Romero, gerente de esportes, Fábio Cânfora, gerente multidisciplinar de apoio ao esporte, além do coordenador do Team GB, Paul Ford.

Nesse período, o Minas abrigou as modalidades de canoagem, maratona aquática, boxe, esgrima, levantamento de peso, tênis de mesa, judô e taekwondo.

Para os próximos dias, são aguardados atletas da equipe paralímpica da Grã-Bretanha, que também farão a preparação para os Jogos do Rio em Belo Horizonte.

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Vamos pegar uma carona nessa canoa

Publicado em 16/08/16, aqui

Nenhum outro esporte deve deixar um legado maior para Minas Gerais do que a canoagem de velocidade. Sede de treinamentos dos times do Brasil e da Grã-Bretanha, o Estado tem tudo para virar um polo de alto rendimento da modalidade. Casa de Isaquias Queiroz – o brasileiro favorito ao ouro olímpico hoje, na categoria C1 de 1.000 m –, Lagoa Santa foi o QG dos canoístas do país e seguirá emprestando suas águas, pelo menos, até o fim deste ano.

Ontem, no Rio de Janeiro, a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) confirmou o interesse na sequência do trabalho em terras mineiras. Inclusive, conversas já foram abertas com a prefeitura da cidade e com o Comitê Olímpico Brasileiro para renovar a parceria.

“Em Lagoa Santa, tivemos a tranquilidade, não tinha trânsito, a cidade era bastante calma. Qualquer coisa que precisava, a prefeitura ajudava, a Polícia Militar também. A gente treina dentro do quartel, que nos dá mais segurança para o nosso material. Depois dos Jogos Olímpicos, vamos entrar de férias e, depois, voltar para Lagoa Santa com certeza. Vamos continuar lá”, adiantou Isaquias, ontem, logo depois de vencer a bateria e garantir vaga na disputa por medalhas, hoje, às 9h.

Lagoa Santa foi escolhida como local de treinamento por causa das condições climáticas. A diferença é entre a água salgada, no caso do cartão-postal carioca, e a doce, no caso da paisagem mineira. “Lagoa Santa ajudou bastante por causa do vento e por causa do clima, que também era muito quente lá. Estávamos bem-adaptados para vir para cá”, explicou.

A canoagem de velocidade também é um dos esportes que podem deixar um legado para o Minas Tênis Clube. O Minas Náutico, na lagoa dos Ingleses, em Nova Lima, tem recebido investimentos e virou espaço para treinos dos ingleses antes de eles seguirem para o Rio.

“É uma cidade amável. Eu tive muitos bons treinos lá, com muito sol. É um bom lugar para performance de alto rendimento. Poderia ser mais usado pelos brasileiros”, destacou a canoísta Jess Walker, que não conseguiu a vaga na final do K1 de 200 m, ontem.

Gerente de esportes do Minas, Rogério Romero explica que o investimento no esporte depende da diretoria. “É um esporte que poderia vir a ter um investimento. É uma decisão que vem de uma diretriz. Se ele é um esporte que casa com a cultura do associado, será desenvolvido. Depois, vamos fazer um balanço dessas situações”, afirmou.

Lagoa Santa: a casa do Brasil

Desde o fim de 2014, a cidade de Lagoa Santa recebe os atletas da Confederação Brasileira de Canogem (CBCa) para os treinamentos da modalidade. Quando o treinador espanhol Jesus Morlán passou a trabalhar na equipe, em março de 2013, São Paulo havia sido a escolhida para receber os treinos do grupo. Ainda que os bons resultados tenham passado a aparecer com maior frequência, Morlán procurava uma cidade mais tranquila para a preparação dos brasileiros visando aos Jogos Olímpicos e aos Mundiais que antecediam as Olimpíadas. E foi isso que ele encontrou em Lagoa Santa. A equipe conta com uma lagoa de 6,3 km exclusiva para o treinamento, além de moradia e serviços como fisioterapia e ciências do esporte. “Pela condição do vento, características da lagoa e qualidade de vida na cidade, além de uma série de requisitos que avaliamos, como a proximidade do aeroporto de Confins, Lagoa Santa se tornou um centro muito interessante para a preparação da equipe brasileira”, comentou, à época, o superintendente geral do COB, Marcus Vinicius Freire.

Minas Náutico: sede dos britânicos

Há três anos, o Minas Tênis Clube e a British Olympic Association (Comitê Olímpico Britânico) assinaram um acordo, chamado de “protocolo de intenções”, que previa a utilização da estrutura do clube pelos atletas da Grã-Bretanha, visando à preparação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Entre as nove modalidades que optaram por se preparar em Belo Horizonte, a canoagem esteve inclusa e trouxe grandes atletas para a reta final da preparação no Minas Náutico, na lagoa dos Ingleses, em Nova Lima. Nomes como o campeão olímpico Edward Mckeever e os medalhistas de bronze Liam Heath e Jonathan Schofield, os três em Londres 2012, participaram de períodos de treinamento no clube. “Temos uma infraestrutura de Primeiro Mundo, de nível olímpico, dentro e fora da água”, comentou Schofield. Além da infraestrutura, outros fatores ainda colaboraram para a escolha dos britânicos. “Precisamos de um lugar perto dos Jogos. Aqui (Minas Náutico) é o local ideal para o treino. Você tem uma boa lagoa, com uma água limpa e muito boa. E são apenas 45 minutos de viagem de avião para o Rio de Janeiro”, avaliou Mckeever.

Raio X do menino prodígio do Brasil

Cinco curiosidades sobre Isaquias Queiroz, 22

1 – Infância dura, mas boa

Isaquias Queiroz tem cinco irmãos biológicos e quatro adotados. E eram eles que ficavam cuidando do garoto na pequena e humilde casa de três cômodos em Ubaitaba, interior da Bahia. A mãe, Dona Dilma, era servente na rodoviária da cidade baiana, mas nunca deixava faltar nada.

2 – Queimadura no corpo

Aos 3 anos de idade, Isaquias sentiu dores fortes na barriga. Sua “cuidadora”, que tinha poucos anos a mais, foi colocar água para fazer um chá. O menino esbarrou nela, e a panela virou, queimando grande parte de seu corpo. Após um mês internado, a mãe de Isaquias tentou tirá-lo do hospital e ouviu do médico que ele iria morrer em casa. Ela assinou um termo de responsabilidade e o levou de volta.

3 – Acidente e perda do rim

Isaquias colecionava torções nos braços e nas pernas enquanto ia crescendo. Com 10 anos, sofreu um acidente grave. Ao tentar subir em uma mangueira para ver uma cobra morta que estava pendurada em seu galho, ele se desequilibrou e caiu feio em cima de uma pedra, onde ficou desmaiado. Teve hemorragia interna e perdeu um de seus rins. Mas, de novo, o guerreiro se safou. Ah, claro, ele ganhou o apelido de “Sem Rim” e, por ter apenas um, até hoje precisa ingerir mais água que seus colegas.

4 – R$ 50 de patrocínio

Muito antes de se tornar bicampeão do mundo e um atleta olímpico, Isaquias precisou se dividir entre as competições de canoagem e o trabalho na feira de Ubaitaba. Para ajudar a mãe a sustentar os nove irmãos, transportava compras em um carrinho de mão às sextas-feiras e aos sábados. Ganhava R$ 1 ou R$ 2 pela ‘viagem’, quando já era campeão sul-americano. Ele só parou quando Jefferson Lacerda, pioneiro da canoagem, membro da primeira equipe olímpica do Brasil nessa modalidade em Barcelona 1992, se juntou a um colega para “patrocinar” Isaquias. O atleta, que pedia roupas emprestadas para poder competir, recebia R$ 50 mensais.

5 – Vaidoso e fã de arrocha

Geralmente, em sua folga, Isaquias sai de Lagoa Santa e volta a sua cidade natal, que, carinhosamente, chama de “Dubai City da Bahia”. Ubaitaba virou ponto de encontro dos amantes do arrocha, paixão de Isaquias, que gosta do cantor Binho Alves, seu conterrâneo, que canta arrocha romântico; ele também tem escutado muito Tinno Flow e Léo Santana.

Plano é se tornar referência

A cidade de Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte, quer se tornar referência para a canoagem de velocidade no Brasil. A pretensão do município é renovar o contrato para os treinos continuarem no ano que vem.

“Temos total interesse em continuar com a equipe brasileira aqui e investir cada vez mais nesse esporte. Vou fazer de tudo para que a equipe continue aqui por mais um ciclo olímpico”, afirmou o prefeito de Lagoa Santa, Fernando Pereira Gomes Neto (PSB).

“A ideia é, inclusive, fazer boas instalações para a equipe do Brasil aqui na cidade e estimular esse esporte olímpico em Lagoa Santa. Vamos criar escolas para incentivar as crianças e os jovens de Lagoa Santa e de cidades próximas a se inserirem na canoagem desde cedo e se tornarem também atletas brasileiros no futuro”, explicou o prefeito.

Segundo ele, como a cidade fica a apenas sete quilômetros do aeroporto de Confins, também na região metropolitana, há facilidade para os deslocamentos dos atletas para visitas familiares e viagens esportivas.

O prefeito ressalta ainda que um projeto de lei já está sendo escrito e será encaminhado, nos próximos dias, ao Legislativo para incluir a canoagem no plano de governo para o ano que vem. “Temos recursos suficientes para investir nesse esporte na cidade, e esse dinheiro vai ser muito pouco perto da visibilidade que vamos ganhar com a equipe brasileira treinando aqui e tendo o município como referência”, avalia. (Natália Oliveira)

 

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Entrevista Rogério Romero Bom Dia Minas

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Grandes participantes e boas palestras marcaram o Congresso de Ciência do Esporte e Legado Olímpico

Publicado em 10/06/2016, aqui

O Congresso de Ciência do Esporte e Legado Olímpico reuniu pesquisadores, palestrantes internacionais e autoridades, como o Secretário de Estado de Esportes, Carlos Henrique Alves, o reitor da UFMG, Jaime Ramírez, o diretor do Minas Tênis Clube, Carlos Antônio da Rocha e o Cônsul Geral do Reino Unido no Brasil, Jonatan Dunn.

O evento que aconteceu nos últimos dias 8 e 9 de junho, no CAD 1, tinha como objetivo intensificar contatos acadêmicos na área de Ciência do Esporte, através da participação de especialistas e pesquisadores da área.

PRIMEIRO DIA

As palestras do primeiro dia do Congresso abordaram temas variados. As sessões da manhã foram iniciadas por Bryan Clift, da University of Bath, que destacou diferentes formas de legado que uma Olimpíada traz para um país: legados esportivo, social, ambiental, urbano, econômico e político. Bryan apontou mudanças já ocorridas no Rio de Janeiro, como melhorias na qualidade do ar, transporte e segurança, preservação da floresta urbana e plantação de novas árvores.

O Diretor de Esporte de base e Alto rendimento do Ministério do Esporte, Guilherme Angelo Raso, apresentou diversos programas do Governo Federal de incentivo ao esporte, como “Atleta na Escola”, “Esporte na Escola”, “Segundo Tempo” e “Mais Educação”. Guilherme também destacou os Centros de iniciação esportivas (CIES), criados em todo o País, os investimentos a clubes formadores de atletas e o Bolsa Atleta. Rogério Romero, atual gerente de esportes do Minas Tênis Clube, contribuiu com uma apresentação do MTC, falando sobre sua estrutura e atual gestão.

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A contradição entre os patrocinadores de atletas e times olímpicos (como marcas de refrigerante e redes de fast-food) e o estilo de vida saudável que o evento deveria incentivar foi a chave do debate proposto por Joe Piggin, neozelandês da Loughborough University. Joe questionou como seria uma publicidade ideal para o incentivo da prática de esportes.

Ricardo Leyser, ministro do Esporte do governo Dilma Roussef, deu prosseguimento às discussões tratando da questão dos investimentos governamentais para os esportes olímpicos. A meta, para estes jogos, é que o Brasil fique entre os 10 primeiros países na classificação olímpica e entre os cinco primeiros no ranking paralímpico.

Finalizando o primeiro dia do Congresso, Sakis Pappous, professor de Ciências do Esporte da University of Kent (Inglaterra), abordou a necessidade em se ultrapassar os estereótipos na representação de atletas paralímpicos. Na mídia, segundo ele, é comum esportistas serem fotografados de forma a esconder o corpo deficiente, passivos – deixando a cena – ou apelando para o lado emocional.  Atualmente, Sakis está desenvolvendo um projeto de análise das coberturas dos Jogos Paralímpicos de 1992 a 2012, para o posterior desenvolvimento de um guia de mídia para jornalistas que transformem essa relação estereotipada.

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SEGUNDO DIA

Na manhã da última quinta-feira, 9 de junho, o Congresso contou com a realização de duas mesas redondas. A primeira delas, aberta com a palestra do professor da Anglia Ruskin University, Dan Gordon, trazia como tema central “Overtraining e Recuperação”. O “Overtraining” acontece quando é exigido muito do corpo do atleta sem que haja tempo para recuperação. No entanto, o processo é mais complexo, como explicou o professor e ex-atleta britânico. Para identificar o overtraining é necessária a análise de uma combinação dos fatores, como o hormonal, psicológico, biológico e sobre a performance do atleta.

O palestrante que apresentou a perspectiva profissional e prática dos estudos na área de Ciências do Esporte foi Roberto Chiari Quintão, graduado em Educação Física pela UFMG e atual fisiologista do Clube Atlético Mineiro. Roberto expôs os desafios para profissionais do futebol causados pelo overtraining e pela fadiga mental, principalmente no intenso calendário esportivo nacional. Além disso, o fisiologista apresentou uma série de dados comparativos realizados em duas temporadas, que demonstraram como o rendimento da equipe relaciona-se com o tempo de recuperação, a faixa etária, o tipo de treinamento e o nível de competitividade em cada partida.

Ainda nesta mesa, palestrou o professor da EEFFTO, Marco Túlio de Mello, referência mundial em pesquisas do sono e coordenador do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE), do Instituto do Sono, relatou a importância do sono para a potencialização e o desenvolvimento do rendimento do atleta. A ação de dormir também atua como um elemento essencial para a recuperação do profissional e para a prevenção de lesões.

A segunda mesa da manhã abordou a otimização do treinamento de resistência. Nela estiveram presentes Samuele Marcora, professor da University of Kent, Dr. Fábio Nakamura, professor da Universidade Estadual de Londrina e Eduardo Almeida, treinador da equipe de natação do Minas Tênis Clube.

Os palestrantes apresentaram as vertentes acadêmicas e práticas das Ciências do Esporte aplicadas ao treinamento de resistência,. O professor Samuele Marcora, da University of Kent, apresentou as especificidades do modelo fisiológico moderno, a relação da fadiga mental com a performance esportiva e métodos para potencializar o treinamento do atleta. Já o professor Fábio Nakamura questionou a indução do “overreaching” sob a lógica do treinamento, e em sua pesquisa, propõe a utilização de ferramentas para otimizar o treino do esportista, como o uso da variabilidade da frequência cardíaca. Eduardo Almeida encerrou a segunda mesa debatendo o uso profissional dos conhecimentos da área de Ciências do Esporte para o desenvolvimento do treinamento e dos atletas, através dos treinos específicos realizados pela equipe de natação do Minas Tênis Clube.

A tarde do dia 9 foi aberta com a mesa “O efeito do engajamento publico para Jogos Paralímpicos e Olímpicos em atividade física”. Luciano Sales, diretor do CTE, Lisa Hodgson, da University of Nottingham, e Dan Gordon apontaram o esporte como importante ferramenta de combate à obesidade em países em que ela é uma epidemia. Eles refletiram sobre o legado dos últimos jogos olímpicos para a prática de esportes das populações e apontaram que, a longo prazo, incentivos à saúde por meio de atividade física não estão sendo efetivados. O Comitê Olímpico Internacional estabelece que países, para se tornarem sedes dos Jogos, precisam comprovar sua capacidade de promover melhorias a cidades, cidadãos e comunidades por meio do evento.

Na mesa seguinte, “Exercício, Nutrição e Desempenho”, Javier Gonzáles, pesquisador da University of Bath, se apresentou brevemente por ligação no Skype e comentou sobre ingestão de carboidratos antes, durante e depois de atividades físicas. Já o ex-professor da EEFFTO, Emerson Silami, atual professor da UFMA, focou na abordagem da reposição hídrica na prática de esportes. Ele explicou que a reposição hídrica tem que estar em concordância com o gasto no treino, ou seja, a ingestão de bebidas deve ser mensurada. Por último, Felipe Shang, nutricionista do Centro de Treinamento Esportivo (CTE), falou sobre avaliação física de atletas de diferentes idades e em como ela se diferencia em função da faixa etária.

Em “Estratégias para a Prevenção de Lesões”, Lisa Hodgson apresentou estratégias para evitar lesões em competições e mostrou vídeos de atletas lesionados. Ela também explicou que a maioria dos órgãos gestores, como a FIFA, têm políticas para prevenção de lesões.

O diretor da EEFFTO, Sérgio Teixeira, em sua contribuição para a mesa, disse que fisioterapeutas não tratam de doenças, mas de indivíduos suscetíveis a elas. Sérgio criticou o modelo linear de observação do surgimento da lesão, no qual o fator de risco tem consequência direta no ferimento. O diretor disse que esse sistema busca repostas por meio de uma suposição equivocada e apontou a existência de outros fatores a serem considerados. Ao lado de Natalia Bittencourt, do Departamento de Integração das Ciências do Esporte do MTC, e outros pesquisadores, Sérgio realiza um estudo que propõe pensar num sistema complexo, onde fatores que levam à lesão são como uma teia. Natália ressaltou o papel do fisioterapeuta de prevenção e não apenas de caráter combativo.

Finalizando o Congresso, Luciano Sales participou da mesa “Treinamento para crianças e jovens”. Luciano apontou que o treinamento de crianças depende do nível maturacional e que elas perdem calor mais fácil que os adultos. Ele também disse que crianças não são menos treináveis, porém a intensidade do treino deve ser considerada. Segundo ele, crianças adoram vencer, mas não gostam da pressão para fazê-lo. Dan Gordon contribuiu com a mesa falando sobre as adaptações que devem ser feitas em treinos de crianças. Mauro Dinis, coordenador das categorias de base do MTC, fechou a palestra falando sobre treinos variados de acordo com as categorias (petizes, infantil, juvenil e juniores).

O evento foi finalizado com uma visita ao CTE na noite do dia 9.

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CREF6/MG é parceiro na realização de Conferência Internacional sobre Ciências do Esporte e Legado Olímpico

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“Temos a responsabilidade de discutir os valores que não são tangíveis neste Legado Olímpico”, disse o Reitor da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Jaime Arturo, em sua fala de abertura da Conferência Internacional sobre Ciências do Esporte e Legado Olímpico. Nos dias 8 e 9 de Junho, Estudantes, Professores, Pesquisadores, Atletas e Técnicos se reuniram para o Evento Científico realizado pela UFMG com o apoio do Conselho Regional de Educação Física da 6ª Região Minas Gerais – CREF6/MG, do Consulado Britânico, do Minas Tênis Clube e da Secretaria de Estado de Esportes.

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“Ser parceiro na realização de Eventos como este, que possui enorme grandeza e compromisso com o Esporte, é uma honra e, ao mesmo tempo, um dever do CREF6/MG”, declarou o Vice-Presidente do CREF6/MG, Adailton Eustáquio.

As discussões contaram com a participação de Pesquisadores de quatro Universidades Britânicas, além de outras Universidades brasileiras e técnicos de diferentes Equipes e Seleções. Todas as apresentações tiveram tradução simultânea.

O Secretário de Estado de Esportes de Minas Gerais e coordenador do Núcleo de Articulação Minas 2016, Carlos Henrique Alves da Silva cumprimentou o CREF6/MG pela parceria de longa data e apoio na realização da Conferência. “O Conselho tem sido um parceiro fundamental, ao somar-se aos outros órgãos na realização deste importante Evento Científico Internacional e divulgar junto aos Profissionais de Educação todo esse conhecimento”.

O objetivo da Conferência foi intensificar os contatos acadêmicos na área de Ciência do Esporte, Esportes Olímpicos e Paraolímpicos. O Evento também foi realizado em função da preparação dos Atletas Britânicos para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, que será realizada em Belo Horizonte, no Centro de Treinamento Esportivo – CTE da UFMG.

“O Conselho tem uma função importante de estar nas discussões e influenciar no direcionamento das conversas, pra onde podemos levar esse trabalho, identificar quais são as demandas de Minas na área da Educação Física e explorar as potenciais parcerias”, explicou o Cônsul Geral do Reino Unido em Belo Horizonte, Thomas Nemes.

O Minas Tênis Clube, parceiro na realização do Evento e parceiro do CREF6/MG em outras ações, classificou a Conferência como uma das ações previstas nos quatro pilares do Clube: “Cultura, Educação, Lazer e Esporte”. De acordo com o Gerente de Esportes do Clube, Rogério Romero, o Evento foi crucial para a formação profissional. “Aproveitar esses momentos para divulgar aos Profissionais de Educação Física a importância de estar sempre atualizado, de buscar esse conhecimento continuado. O Minas está sempre contando com o apoio do Conselho neste sentido”.

Relatório do evento

 

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Clube de MG quer manter tradição de formar medalhistas olímpicos

Publicado em 28/06/2016, aqui

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/edicoes/2016/06/28.html#!v/5124676

Faltam apenas 38 dias para a Olímpiada do Rio. E o Bom Dia Brasil está mostrando como os jogos movimentam todo o Brasil.

Em Belo Horizonte, um clube quer manter a tradição de formar medalhistas olímpicos. No coração de Belo Horizonte, um espaço dedicado ao lazer e ao esporte.

Ao lado da piscina do tradicional Minas Tênis Clube fica um prédio de nove andares. Um labirinto, com quadras, academias, escritórios, consultórios médicos, salas de fisioterapia e fisiologia. Um moderno centro de treinamento para a formação de atletas de alto rendimento em oito esportes olímpicos.

Dos mais novos aos profissionais que disputam os principais campeonatos de vôlei e basquete do Brasil na arena ara 3,2 mil pessoas.  Ao todo, 1,2 mil atletas encaram a rotina de treinos.

O Minas é mantido por patrocinadores, verbas da Lei de Incentivo ao Esporte e 70 mil sócios. E é administrado por ex-atletas formados pelo clube.

“Dentro dessa estrutura, você tendo pessoal que conhece o esporte, entende as necessidades, tanto técnicas quanto do atleta, eu entendo que isso colabora também, é um dos segredos do Minas”, explica Rogério Romero, ex-atleta e diretor do Minas Tênis Clube.

Oito atletas conquistaram medalhas olímpicas enquanto defendiam o Minas. Entre eles, a judoca Ketleyn Quadros, primeira brasileira a conquistar uma medalha em um esporte individual.

É do Minas uma das maiores surpresas da delegação brasileira: Ítalo Manzine, 24 anos. Tirou a vaga nos 50 metros nado livre de um colega de clube, o campeão olímpico e tricampeão mundial da prova, César Cielo.

“É uma das melhores estruturas do Brasil que o Minas Tênis Clube tem aqui hoje, eles conseguem nos dar suporte na preparação física, na piscina, mesmo, que tem blocos muito bons, trabalho psicológico, eles têm uma equipe médica muito boa, então é uma estrutura assim, uma das melhores do Brasil. na minha opinião, uma estrutura de ponta”, diz Ítalo Manzine.

O Minas tem outras três unidades na Região Metropolitana, estrutura que também está sendo usada pela Grã-Bretanha na preparação para os Jogos Olímpicos.Mais que um clube, uma tradição de desenvolver talentos que vão lutar pelo Brasil nos Jogos Olímpicos.

O Minas Tênis Clube tem, por enquanto, 13 atletas garantidos na Olimpíada do Rio e três modalidades: natação, judô e tênis.

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Os nadadores olímpicos mais olímpicos da história

Publicado  em 08/06/2016, aqui

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Joanna Maranhão, Thiago Pereira e Kaio Márcio Almeida, os três juntos desde 2004 vão completar quatro participações olímpicas no Rio 2016. Na história da participação olímpica da natação brasileira, se igualam a outro gigante, Gustavo Borges, olímpico de 1992 a 2004.

Joanna se isola, passa a ser de forma solitária a nadadora mais olímpica do Brasil deixando Fabíola Molina (2000, 2008, 2012) e Piedade Coutinho (1936, 1948, 1952) para trás com três participações nos Jogos. Entre os homens, Rogério Romero (1988, 1992, 1996, 2000, 2004) com cinco Olimpíadas é nosso recordista.

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Therese Alshammar da Suécia nadou os 50 livre no Mare Nostrum de Canet para 24.75, abaixo do índice olímpico de 25.28, mas sua classificação ainda não foi oficializada pelo Comitê Olímpico da Suécia. Se confirmarem, Alshammar vai fazer história se igualando a dois outros nadadores com o maior número de participações olímpicas, seis Jogos.

Os nadadores são Derya Buyukuncu da Turquia e o sueco Lars Froelander, os dois completaram sua sexta Olimpíada nos Jogos de Londres em 2012. Froelander de forma bem mais destacada com três medalhas, um ouro nos 100 borboleta em Sydney 2000 e pratas no 4×200 livre em 1992 Barcelona e repetido em Atlanta 1996.

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Buyukuncu estreou junto com Froelander nos Jogos de 1992 em Barcelona. Tinha apenas 16 anos e nas suas seis participações olímpicas nunca passou das eliminatórias. O melhor resultado foi nos Jogos de 2000 em Sydney quando ficou em 17o lugar nos 100 costas, apenas dois centésimos lhe separaram daquela que seria sua primeira semifinal olímpica.

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Froelander, além das três medalhas ainda esteve em sete finais sendo duas em provas individuais e cinco em revezamento. Tanto Buyuncu e Froelander se despediram da natação competitiva em Londres. O turco Buyuncu com 36 anos ficou em 33o nos 200 costas com 2:01.68.Froelander aos 38 anos foi 20o nos 100 borboleta com 52.47.

Os dois, apenas os dois com seis Olimpíadas e Therese Alshammar, se confirmada, igualando. Porém, junto com Rogério Romero existem outros nove nadadores somando cinco participações olímpicas. Destes 10 nadadores, três obtiveram medalhas. A mais medalhada do grupo é a americana Dara Torres 12 medalhas, quatro de cada cor. Detalhe que Dara Torres foi olímpica aos 15 anos em 1984, e esteve nos Jogos de 1988 e 1992, mas ficou oito anos afastada do esporte voltando em 2000. Martina Moravcova foi duas vezes medalhista, duas medalhas de prata e Nina Zhivanevskaya também com duas medalhas, sendo que as duas foram de bronze.

Zhivanevskaya é do grupo a única que defendeu mais de um país. Nascida em Samara, na Rússia, estreou nos Jogos de 1992 em Barcelona nadando pelo Time Unificado. Na época, a União Soviética se desfez e a Rússia ainda não tinha o seu Comitê Olímpico formado com os atletas representando uma equipe que competia pela bandeira do Comitê Olímpico Internacional. Depois disso, foi as Olimpíadas de 1996 e 2000 pela Rússia, e as duas últimas em 2004 e 2008 pela Espanha por onde se naturalizou em 2001.

Lista dos nadadores com 5 Jogos Olímpicos:
Alison Sheppard, Grã-Bretanha, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004
Carl Probert, Fiji, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Dara Torres, Estados Unidos, 1984, 1988, 1992, 2000, 2004, 2008
María Peláez, Espanha, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Mark Foster, Grã-Bretanha, 1988, 1992, 1996, 2000, 2008
Martina Moravcová, Eslováquia, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Mette Jacobsen, Dinamarca, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004
Nina Zhivanevskaya, Rússia/Espanha, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Peter Mankoc, Eslovênia, 1996, 2000, 2004, 2008, 2012
Rogério Romero, Brasil, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004

Existem outros dois atletas que também acumulam cinco participações olímpicas, mas somando suas atuações na natação e no polo aquático. Um deles é brasileiro, João Gonçalves Filho, nadou nos Jogos de 1952 e 1956, e jogou polo aquático nas Olimpíadas de 1960, 1964 e 1968. O outro é o britânico Paul Radmilovic que nadou nos Jogos de 1908 e 1912, e jogou polo aquático nas Olimpíadas de 1908, 1912, 1920, 1924 e 1928.

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Hora de atrair mais delegações

Publicado em 21/07/2014, aqui

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A Copa do Mundo acabou, mas as Olimpíadas são logo ali, em 2016. Embora a competição seja realizada no Rio de Janeiro, Minas Gerais também participará do evento recepcionando delegações para treinamentos pré-jogos. Por todo o país, os próximos meses serão marcados pela intensificação do trabalho de captação de comitês nacionais e modalidades esportivas pelos Estados.

 

Depois do anúncio das parcerias com as associações olímpica e paralímpica britânicas (que utilizarão as instalações do Minas Tênis Clube e da Universidade Federal de Minas Gerais) e com o Comitê Olímpico Irlandês (que ficará em Uberlândia), a Secretaria de Estado de Turismo e Esportes (Setes) tem conversas avançadas com o Comitê Olímpico Belga. As modalidades e o local ainda não podem ser divulgados. Há tratativas para que Minas seja a base de treinos de uma equipe brasileira, cujo esporte também não pode ser revelado, pois ainda encontra-se em negociação.

Ainda em 2012, o Comitê Olímpico Internacional (COI) listou 172 instalações esportivas no Brasil aptas a receber delegações. Em Minas são 15 em nove cidades (veja abaixo). “Temos uma série de ações para captar o máximo possível de delegações. Mas não há uma obrigatoriedade de seguir esses centros credenciados”, explicou o secretário adjunto de Turismo e Esporte, Rogério Romero.

O trabalho do governo é fazer a ponte entre as associações e as entidades proprietárias dos equipamentos esportivos. Pode acontecer de um local agradar determinado país, mas o espaço precise de uma reforma. Nesse momento, é avaliado o custo-benefício. Chegou-se a ser estudada a construção de um centro para a prática de hóquei sobre grama no Estado – algo raro no país –, o que foi descarado justamente por causa da sua pouca utilidade após a competição.

Diferentemente do que aconteceu com as seleções pouco antes da Copa do Mundo, não há datas estabelecidas pelo COI para a chegada das delegações ao país, em 2016. Uma associação talvez queira passar por um período de ambientação ou chegar apenas na véspera dos torneios. “Os pedidos vêm de todas as formas. Mas nós temos que ser pró-ativos. Participamos de dois encontros no Rio neste ano. Só havia nós de outros Estados por lá”, destacou Romero.

Procura. No ano passado, a delegação de atletismo da China visitou as instalações da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Em abril desta ano, foi a vez das associações olímpica e paralímpica do Canadá. Utilizados na Copa, os centros de treinamento de Atlético e Cruzeiro, o Sesc Venda Nova, o Independência e a Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, são espaços de excelência no Estado que também podem se aproveitados.

Se na Copa o Mineirão recebeu seis jogos, na Olimpíada de 2016 a quantidade será bem maior. O estádio irá receber 16 partidas de futebol masculino e feminino em um período de duas semanas. Belo Horizonte será uma das subsedes, ao lado de São Paulo, Brasília e Salvador.

A tabela ainda não foi divulgada pelo Comitê Olímpico Internacional mas, se forem mantidos os critérios da edição passada, serão um total de 58 partidas (32 masculinas e 26 femininas). Em 2012, as disputas do bronze foram realizadas em subsedes e não em Londres, que recebeu apenas as brigas pelo ouro. Assim como aconteceu na Copa, as subsedes devem pleitear entre si as melhores partidas.

Mundial. Outra disputa política entre unidades da Federação também deve ocorrer nos próximos meses. Em dezembro, a Fifa decidirá que país receberá as edições de 2017 e 2018 do Mundial de Clubes. O Brasil, elogiado pela organização da Copa, concorre com Índia e Emirados Árabes.

A competição, normalmente, é realizada em duas cidades. Templo do futebol, o Maracanã possivelmente será um dos estádios. Em São Paulo, a vice-prefeita, Nádia Campeão, já disse que quer a competição, mas o Mineirão também vai brigar. “Tecnicamente, somos capazes de receber. Politicamente, vamos trabalhar também”, avisou o secretário ajunto de Turismo e Esportes, Rogério Romero.

 

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Nadadores: mais é melhor?

Muitos já sabem da minha admiração pela natação japonesa. A equipe teve um desempenho muito bom em Londres, mas foi ofuscada pela frieza do quadro de medalhas. Além das 11 medalhas olímpicas, muitas finais significam um time forte.

Mês passado, o Japão mostrou porque está neste atual estágio. Ao contrário da situação precária dos nossos campeonatos , com poucos clubes e atletas, a 36a. edição do XXX teve impressionantes 884 clubes com quase 3.600 atletas. Não é difícil de imaginar que alguns resultados surjam com esta massa de nadadores. E com a confirmação de Tóquio 2020, a tendência é isso melhorar ainda mais. Um resumão com os melhores resultados pode ser encontrado aqui.

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Meses especiais para a natação japonesa, mas não para o bicampeão olímpico.

Logo depois, tiveram a seletiva nacional para vários torneios internacionais, entre os quais o Pan Pacífico, e simplesmente mudaram o ranking mundial deste ano. Arrisco dizer que não teve ter nenhuma prova hoje sem ao menos um japonês entre os 10 melhores de 2014 (quem tiver mais tempo para pesquisa, depois comenta, OK?). Destaque para o recorde asiático nos 50m livre para Shinri Shioura e seu 21.88. Phelps, além de Ryan Lochte, deve encontrar em Kosuke Hagino um adversário de peso.

Em contraponto, estes últimos dias o Blog do Coach preparou um estudo sobre a participação em um dos nossos principais campeonatos. Num primeiro retrato, a estatística dava  menos atletas a cada edição nos últimos 4 anos, mas depois pegou o hiato de 15 anos e vemos que, com uma média de 366 atletas, os 342 deste ano não fogem muito ao padrão. Mas o pior é a concentração destes nadadores em poucos clubes (5), as várias agremiações (19) com apenas um atleta e a decadência da cidade olímpica na modalidade com melancólicos 17 atletas de 3 clubes.

 

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Phelps: qual Michael ele vai seguir, Jordan ou Schumacher?

Não podemos dizer que foi exatamente uma surpresa, afinal ele deu os dois passos necessários para a “desaposentadoria”: avisou o controle de doping há um ano atrás e voltou a treinar (não nadar apenas) regularmente.

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O que? Meus tempos estariam em primeiro em 2014? Vou voltar…

Agora é oficial, ele está inscrito em uma competição da Federação americana e, como bem lembrou Daniel Takata no blog Swim Channel, sua intenção e do seu técnico deve ser a preparação para participar do Mundial de 2015, outra parada quase obrigatória para um retorno de sucesso.

Será que ele vai conseguir igualar a Michael Jordan, que dobrou seu número de títulos na NBA na sua volta às quadras, ou vai se contentar com vagas e medalhas quase garantidas dos revezamentos?

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A volta vai ser aquela enterrada nos segundos finais…

Mas, a pergunta que não quer calar é: porque voltou? Para ajudar mais o esporte e, especificamente, a natação? Como consequência, trazer mais atenção e patrocínios, para ele e para os nadadores? Está é a resposta politicamente correta e parece ser a mais coerente. Não que ele precise do dinheiro, mas sua volta deve ter desenfreado um boom de novas propostas comerciais. O exemplo mais americano disso, foi a fracassada tentativa de Mark Spitz (se fosse Mike Spitz, diria que era síndrome de Michael).

Ele quer mais? Mais medalhas, mais recordes? Para uma carreira superlativa como a dele e com a concorrência atual, seria a mais nobre resposta. Pessoalmente temo por uma frustração Schumi neste sentido.

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… ou vai rodar e bater?

Para atender aos apelos da mãe e conhecer vir para o Rio? Embora talvez esta seja a resposta mais desejada de 10 entre 10 mães de esportistas, é a mais improvável. Afinal, ele já esteve aqui, curtindo como ex-atleta e sua mãe pode muito bem vir a qualquer momento conhecer a cidade maravilhosa (sugiro pós-2016).

Por fim, tivemos no ciclo de 2012 uma avalanche de australianos tirando seus calções do armário, inclusive outro Michael (Klim) e outro ícone do esporte, Ian Thorpe, entre outros nomes. A estratégia não funcionou para eles (ao menos em termos de resultados nas piscinas), mas definitivamente Phelps é incomparável.

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