De 1996 para cá, quem foram os finalistas olímpicos do Brasil

Publicado em 13/08/16, aqui

Os Jogos Olímpicos de Atlanta-1996 foram a última competição olímpica no formato final A (onde entram os 8 melhores tempos das eliminatórias), final B (do 9o. ao 16o. tempo das eliminatórias). Os atletas que entram na final A eram os únicos a disputar as medalhas, não adiantava bater o recorde mundial na final B que o atleta permaneceria com a 9a. colocação. Em 1998 foi o último Campeonato Mundial neste formato, e em 1999, no Campeonato Mundial de Piscina Curta, realizado em Hong Kong, foi a primeira competição internacional organizada pela FINA a adotar o formato eliminatórias/semifinais/final para as provas de 50 e 100 metros. Foi mantido o mesmo número de dias, mas para a Olimpíada de Sydney, o número de dias foi ampliado de 7 para 8, justamente para que o programa de provas tivesse também as semifinais das provas de 200 metros, além das provas de 100 e da prova de 50 livre.

Esta introdução foi para compreender o porquê muito se fala em “maior número de finais da natação brasileira”. O sistema de classificação mudou e é tentar comparar cenoura com laranja antes de 2000. Em Atlanta, o Brasil saiu com 3 medalhas: 1 prata e 2 bronzes. Foram 6 finais: Fernando Scherer nos 50 e 100 livre, Gustavo Borges nos 50, 100 e 200 livre, e o revezamento 4×100 livre. Fora isso, ainda tiveram mais 5 finais B. A grosso modo, contando só finais, esta foi a melhor participação olímpica do Brasil: 11.

Em Sydney, foi primeira Olimpíada com o sistema de semifinais – classificando-se os 16 melhores tempos das eliminatórias e redistribuindo-se em duas semifinais (melhor tempo, raia 4 segunda semifinal, segundo melhor tempo raia 4 primeira semifinal e assim por diante – clique aqui para saber mais sobre o sistema de balizamento da FINA). Foram 2 finais, Rogério Romero nos 200 costas e o 4×100 livre masculino, e 4 semifinais: Borges nos 100 livre, Rogério nos 200 costas, Alexandre Massura nos 100 costas e Leonardo Costa nos 200 costas. Uma única medalha, de bronze, no épico 4×100 livre masculino de Borges, Scherer, Jayme e Edvaldo Bala.

Em Atenas, 2004, o número de finais aumentou para 5: Joanna Maranhão nos 400 medley, Thiago Pereira nos 200 medley, Gabriel Mangabeira nos 100 borboleta, Flávia Delaroli nos 50 livre e o 4×200 livre feminino. Semifinais foram 8: Fernando Scherer nos 50 livre, Eduardo Fischer nos 100 peito, Thiago, Rogério Romero nos 200 costas, Mangabeira, Flávia, e Rebeca Gusmão nos 50 livre.

Em Beijing, 2008, a melhor performance da seleção brasileira em Jogos Olímpicos: duas medalhas, ouro nos 50 livre e bronze nos 100 livre, ambos de Cesar Cielo. Seis finais: Cielo nos 50 e 100, Gabriella Silva nos 100 borboleta, Kaio Márcio Almeida nos 200 borboleta e Thiago Pereira nos 200 e 400 medley. Foram 8 semifinais: Cielo 50 e 100 livre, Kaio 100 e 200 borboleta, Gabriella 100 borboleta, Thiago 200 medley, Rodrigo Castro nos 200 livre e Nicholas Santos nos 50 livre.

Em Londres, 2012, duas medalhas: prata para Thiago Pereira nos 400 medley e bronze para Cesar Cielo nos 50 livre. Foram 5 finais: Thiago nos 200 e 400 medley, Cielo nos 50 e 100 livre e Bruno Fratus nos 50 livre. O maior número de semifinais foi aqui, com 10: Fratus nos 50 livre, Cielo nos 50 e 100 livre, Thiago nos 200 medley, Henrique Rodrigues nos 200 medley, Joanna Maranhão nos 200 medley, Tales Cerdeira nos 200 peito, Leonardo de Deus nos 200 costas, Felipe Lima e Felipe França nos 100 peito.

No Rio, 2016, nenhuma medalha até antes das finais do último dia, que terá Etiene Medeiros nos 50 livre e o revezamento masculino 4×100 medley, últimas chances de medalhas nestes Jogos. Mas as finais e semifinais foram concluídas. Foram 8 finais: Thiago Pereira nos 200 medley, Felipe França e João Luiz Gomes Junior nos 100 peito, os revezamentos 4×100 livre e 4×100 medley masculino, Marcelo Chierighini nos 100 livre, Bruno Fratus nos 50 livre e por último Etiene Medeiros nos 50 livre. Semifinais foi o maior aumento, com 16: Fratus nos 50 livre, Etiene nos 50 e 100 livre, Chierighini nos 100 livre, Guilherme Guido nos 100 costas, França e João nos 100 peito, Kaio Márcio nos 200 borboleta, Leonardo de Deus nos 200 borboleta e 200 costas, Ítalo Manzine nos 50 livre, Manuella Lyrio nos 200 livre, Daiene Dias e Daynara de Paula nos 100 borboleta, e Thiago e Henrique Rodrigues nos 200 medley.

RESUMO

ANO MEDALHAS FINAIS SEMIFINAIS
1996 3 11 (6 finais A, 5 finais B)
2000 1 2 4
2004 0 4 8
2008 2 6 8
2012 2 5 10
2016 0 8 16
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