“Eu não quero nadar…”, by Beatriz Comini Romero

Hoje gostaria de compartilhar as últimas 24hs com nossa primogênita, Beatriz.

Desde ontem, aliás, desde quando soube que hoje teria uma tomada de tempo na aula de natação, ela vem repetindo a frase acima à exaustão, intensificando nas últimas 12hs anteriores (o que, na prática são umas 3, 4hs, no máximo, pois teve uma noite no meio disso).

bia costas

Será que as bordas das piscinas vão ouvir Vai Bia, novamente?

Pois bem, a psicologia infantil tenta nos ensinar alguns truques. Ainda ontem à noite, experimentei contar histórias próprias, como quando fui desclassificado em um revezamento em Londrina, por estar tão nervoso que acabei nadando as primeiras braçadas em outro estilo (faz tempo, eu estava fechando um revezamento 4 estilos). Na segunda tentativa, brincamos que a mãe de outra Bia (Lages) ficava torcendo a prova inteira – isso seria constrangedor para ela!

Já de manhã, mudei a estratégia tentando falar de outros assuntos, conseguindo até umas rápidas risadas, seguidas do temido: “Eu não quero nadar…”.

Perguntando sobre o que ela tinha medo: “Eu não quero nadar. Eu vou demorar uma hora para chegar e vocês vão ficar tristes.” Aqui friso que nunca cobramos qualquer resultado, muito pelo contrário, acho um absurdo este tipo de cobrança precoce (veja aqui a história do mais novo nadador americano a tornar-se profissional).

Então, ao final, tudo acaba bem, com uma medalha de participação (colocação? que colocação) e um grande sorriso à noite.

Uma boa noite a todos!

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