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Natação Rio 2016

Quem quer ver o melhor do mundo? De graça?

Quem quiser ver Cristiano Ronaldo ou Messi, mesmo num campeonato nacional polarizado entre as duas equipes que representam, vai ter que pagar no mínimo 224 reais até mais de 5 mil! Alguém pode justificar que um jogo entre os melhores do mundo vale a pena e pelo jeito apenas 200 sócios não pensam assim e preferem colocar seus ingressos à venda (fora os cambistas, claro).

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Camp Nou: onde está a vaga ?

As Olimpíadas de Londres tiveram uma procura de 1,8 milhão para a final dos 100m rasos (leia-se: Usain Bolt). Estádios lotam para ver os astros das ligas americanas. F1 (Nascar, Stock Car e outras corridas) e UFC também tem o seu glamour, atraindo uma legião de fãs fiéis.

Diria que a natação está em um estágio intermediário dentro do interesse do brasileiro comum, muito por conta dos resultados nas últimas olimpíadas, quando saímos com medalhas. Thiago Pereira e Cesar Cielo são conhecidos e reconhecidos, mas a seleção não depende apenas dos resultados deles. Temos atletas treinando nos Estados Unidos sim, como sempre, e fazendo sucesso lá, mas nadadores espalhados por clubes (poucos) em alguns estados auxiliam no disseminação do interesse.

Washington Metropolitan Swimming & Diving Championships
Será este o futuro de competições com a presença de Cielo?

E assim chegamos ao melhor tempo do mundo nos 50m livre feito no Campeonato Metropolitano, no Minas Tênis Clube, entrada gratuita. Quem diria? Não posso acreditar nem que o próprio Cielo imaginava algo assim logo nos seus primeiros dias em Belo Horizonte. Talvez uma boa esperança após o bom resultado nos 100m livre no dia anterior, mas brindar o público que compareceu ao Parque Aquático com 21.74 foi demais. Ninguém poderia prever um início mais promissor.

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Cielo: público ainda não condizente com seus resultados.

A FAM, para ficar apenas na Federação, tem condições de capitalizar um pouco também neste momento único da entidade. Quem sabe até conseguir alguns patrocinadores para alavancar a modalidade no estado? Afinal, apesar do resultados de nível internacional, a competição não oferecia nem medalhas para os melhores colocados…

Veja aqui o melhor tempo do mundo.

Os nadadores nas redes sociais: gafes e vetos

Os nadadores estão cada vez mais rápidos dentro das piscinas e a velocidade dos boatos também estão em uma outra era. Com as redes sociais difundindo tudo o que os melhores atletas falam, fazem, pensam – ou deixam de pensar – aparecendo nos quatro cantos do mundo em apenas alguns cliques no Facebook ou Twitter.

Rice: esta gosta de uma polêmica.

No quesito gafes, os australianos parecem estar na frente. A campeã olímpica Stephanie Rice já teve fotos não compatíveis para quem deveria ser referência esportiva aos jovens. Depois fez um comentário normal entre torcedores, após um jogo de rúgbi, que foi compreendido como homofóbico.

Agora os olímpicos Nick D’Arcy e Kenrick Monk postaram fotos portando armas. Levaram, claro, uma devida reprimida e ficaram proibidos de utilizar as redes sociais durante os Jogos Olímpicos. Ambos, aliás, voltam logo após suas provas, numa clara mensagem aos outros atletas.

Trickett: os nadadores australianos estão atirando para todo lado. (Channel 9)

Depois, apareceram fotos de um treinamento, feito pela própria Federação Australiana, em 2007, onde Libby Trickett e Eamon Sullivan estão… atirando! O último chegou até a defender a foto dos companheiros encrenqueiros, dizendo que o tiro era um esporte olímpico e que nenhum atleta daquele esporte seria punido se aparecesse de sunga…

Mas será que apenas um “curtir” será o bastante para que nadadores curtam uma volta ao seu país? Vários brasileiros são adeptos, alguns bem frequentes (como Joanna Maranhão no Twitter), outros nem tanto (Kaio Márcio não coloca nada desde novembro). Haverá censura durante em Londres? Acompanhar os jogos através dos posts de quem está dentro é contra a regra? Ver uma foto do alojamento será proibido? Comentar na (e sobre a) fila do refeitório pode ser perigoso?

Foto do recente treino em Londres de parte da seleção olímpica. (fonte: Twitter)

Acho até recomendável ser prudente ao publicar ou ler algo em pleno Jogos Olímpicos, e acredito que o Comitê Olímpico Brasileiro já deva ter orientado as comissões técnicas das restrições, mas controlar tudo e todos não parece ser o caminho que vai segurar esta nova forma de comunicação.

Enquanto isso, a Federação Italiana de Natação lançou uma campanha com seus atletas para ajudar as vítimas do terremoto em Emilia Romagna. Cada um utiliza as ferramentas da sua forma…

Juntos, podemos.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero