Os nadadores nas redes sociais: gafes e vetos

Os nadadores estão cada vez mais rápidos dentro das piscinas e a velocidade dos boatos também estão em uma outra era. Com as redes sociais difundindo tudo o que os melhores atletas falam, fazem, pensam – ou deixam de pensar – aparecendo nos quatro cantos do mundo em apenas alguns cliques no Facebook ou Twitter.

Rice: esta gosta de uma polêmica.

No quesito gafes, os australianos parecem estar na frente. A campeã olímpica Stephanie Rice já teve fotos não compatíveis para quem deveria ser referência esportiva aos jovens. Depois fez um comentário normal entre torcedores, após um jogo de rúgbi, que foi compreendido como homofóbico.

Agora os olímpicos Nick D’Arcy e Kenrick Monk postaram fotos portando armas. Levaram, claro, uma devida reprimida e ficaram proibidos de utilizar as redes sociais durante os Jogos Olímpicos. Ambos, aliás, voltam logo após suas provas, numa clara mensagem aos outros atletas.

Trickett: os nadadores australianos estão atirando para todo lado. (Channel 9)

Depois, apareceram fotos de um treinamento, feito pela própria Federação Australiana, em 2007, onde Libby Trickett e Eamon Sullivan estão… atirando! O último chegou até a defender a foto dos companheiros encrenqueiros, dizendo que o tiro era um esporte olímpico e que nenhum atleta daquele esporte seria punido se aparecesse de sunga…

Mas será que apenas um “curtir” será o bastante para que nadadores curtam uma volta ao seu país? Vários brasileiros são adeptos, alguns bem frequentes (como Joanna Maranhão no Twitter), outros nem tanto (Kaio Márcio não coloca nada desde novembro). Haverá censura durante em Londres? Acompanhar os jogos através dos posts de quem está dentro é contra a regra? Ver uma foto do alojamento será proibido? Comentar na (e sobre a) fila do refeitório pode ser perigoso?

Foto do recente treino em Londres de parte da seleção olímpica. (fonte: Twitter)

Acho até recomendável ser prudente ao publicar ou ler algo em pleno Jogos Olímpicos, e acredito que o Comitê Olímpico Brasileiro já deva ter orientado as comissões técnicas das restrições, mas controlar tudo e todos não parece ser o caminho que vai segurar esta nova forma de comunicação.

Enquanto isso, a Federação Italiana de Natação lançou uma campanha com seus atletas para ajudar as vítimas do terremoto em Emilia Romagna. Cada um utiliza as ferramentas da sua forma…

Juntos, podemos.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

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