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Você Esporte Clube – Entrevista Rogério Romero – Bl. 2 – 28/06/14

https://www.youtube.com/watch?v=4X6RA82-G5M

 

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VII Jornada Científica

Publicado em 29/01/2014, aqui

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Nesta quarta-feira, dia 29 de janeiro, as Gerências de Esporte, Educação e Saúde do Minas Tênis Clube deram início à sétima edição da Jornada Científica, que terá como tema “Uma visão transdisciplinar na identificação do atleta de alto rendimento”. As palestras são realizadas no Salão de Festas do Centro de Facilidades da Unidade I.

A abertura do evento contou com a presença do presidente do Minas, Luiz Gustavo Lage; do superintendente do Clube, Marcos Jerry; além de diretores e gerentes. A VII Jornada Científica contará ainda com mesas redondas, palestras e workshops. O evento terá a presença de importantes profissionais da área, além da participação do secretário-adjunto de Estado de Esportes, Rogério Romero.

O presidente Luiz Gustavo Lage mandou o recado aos participantes do evento. “Temos grandes desafios, e aprendi, nas quadras, enquanto ainda era jogador, a encarar grandes desafios. Quero fazer o Minas viver os melhores três anos da história. Temos que atingir as metas e contamos com uma equipe de profissionais capacitados e que ama o que faz”.

Realizada anualmente, a Jornada Científica  tornou-se um evento tradicional do calendário das áreas de Esporte, Educação e Saúde do Minas, que visa capacitar os profissionais que atuam no desenvolvimento dos alunos e atletas, além de promover a troca de experiências entre os participantes.

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O dia em que envelheci

Publicado em 25/01/14, aqui

Vicente Cardoso Júnior
Aos 50 e poucos anos, Elke Maravilha, hoje com 68, decidiu que não usaria mais shorts. Amigos estranharam: “Mas suas pernas estão ótimas”. Ela retrucava: “Pelas pernas eu posso, pela alma é que não quero”. Sem uma razão muito clara, ela apenas sentiu que era hora para essa mudança. Envelhecer é um processo constante e sutil, tão natural que não é sentido a todo instante, mas há momentos em que a percepção dessa passagem do tempo é repentina. Para Elke, nada digno de lamentação; ao contrário, ela fala com humor sobre o assunto: “Hoje tenho um saco cheio de remédios para tomar, e meu médico avisou: ‘Cuidado que sua vida está aí’, então minha vida foi pro saco!”, e uma gargalhada se segue.
Perceber que não se é mais (tão) jovem e lidar com isso de forma positiva, encarando os contras e, principalmente, tirando proveito dos prós da maturidade é um grande passo num país cuja população está vivendo cada vez mais. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada recentemente, a expectativa de vida do brasileiro hoje é de 74,6 anos – um acréscimo de cinco meses e 12 dias em relação ao valor estimado para 2011 (74,1 anos).
Segundo o psicólogo José Carlos Ferrigno, autor de “Conflito e Cooperação entre Gerações” (ed. Sesc SP, 232 págs., R$ 25), a percepção do envelhecimento geralmente é despertada por um fator externo. Ferrigno remonta ao relato de um escritor que, estando em pé no metrô, percebeu que uma jovem o olhava com insistência. Sentia-se lisonjeado, por se ver atraente para uma mulher tão mais jovem, até que ela se dirige a ele e lhe oferece o lugar para sentar. “Muitas vezes a velhice vem assim, informada pelo outro”, afirma o psicólogo.
Uma das explicações possíveis, segundo o psicólogo, é que nosso inconsciente não tem idade. Sem passado ou futuro, essa instância do indivíduo vive sempre numa espécie de mesmo presente. “Como esse inconsciente é muito poderoso para determinar nosso comportamento, isso contribui para que a gente, por dentro, se sinta sempre o mesmo”, explica.
Há também a influência da imagem que cada um faz de si. Pessoas mais ativas costumam se identificar com uma imagem de juventude. Já pessoas com tendência depressiva são mais afetadas pela sensação da velhice, pois a ideia de finitude da vida as alarma. O geriatra Telmo Diniz, colunista do Pampulha, relata casos em que pacientes idosos ainda ativos no mercado de trabalho estranham suas fotografias recentes. “Eles dizem: ‘De jeito nenhum, não estou velho desse jeito’. A cara com rugas, o cabelo totalmente branco, a visão que se tem disso infelizmente é negativa”, afirma Telmo.
Natural
Elke reconhece as mudanças trazidas pela idade, mas as encara como algo natural e que não deve ser sofrido. Uma dessas situações foi o fim do ciclo menstrual. “A vida toda a gente é escrava de hormônios e do desejo sexual. Quando isso acaba, é uma libertação”, afirma a artista, que na época recusou a sugestão do médico de que realizasse reposição hormonal. “A natureza é tão sábia que sempre nos dá coisas novas, e a gente não precisa ficar vivendo as mesmas emoções. Imagina se a gente vivesse sempre nos 20 anos, que coisa horrorosa!”
Quem trabalha com a própria imagem, como é o caso da cantora Marina Machado, costuma ter um vasto registro da passagem do tempo. “Me olho nas fotos de agora e percebo que estou com mais rugas, isso incomoda”, afirma. Porém, Marina sabe que não é só isso que provém da experiência de envelhecer. “Tem também coisas boas: hoje sou mais tolerante, menos ansiosa com os resultados e também mais pontual, o que acho uma grande qualidade”, reflete.
A associação do envelhecimento às noções de decadência e fim incomoda a cartunista Laerte Coutinho. Ela, que passou a viver publicamente sua transgeneridade nos últimos anos, entende a idade de forma similar à questão de gênero, como construção cultural. “A posição do idoso é construída de forma negativa na nossa sociedade, e não tem nada de legal, traz uma característica cruel e doentia, de considerar o idoso como fonte de problemas”, declara. Negando esse estigma da velhice, Laerte prefere falar em amadurecimento. “Nesse sentido, acho que nunca me senti velha. Me senti madura, no sentido de tomar conta da minha vida, de uma autonomia, quando comecei a me compreender também como transgênero, como mulher”, afirma.
Uma vez em que tomou chá de ayahuasca (bebida utilizada em rituais religiosos de origem amazônica), Laerte teve uma reflexão que identifica como momento marcante de percepção do envelhecimento – no sentido positivo de aquisição de maturidade. “Me vi como uma árvore em certa fase da vida capaz de gerar determinados frutos. Percebi que se tratava de uma metáfora, e passei a ver os desenhistas e artistas mais novos como pessoas a quem eu teria algo que dar”, relata.
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Começar de novo
“Só o jogador de futebol morre duas vezes, a primeira quando encerra a carreira.” A frase do ex-volante da seleção e comentarista Paulo Roberto Falcão descreve bem o momento crítico de fim da vida profissional de atletas, o que, em diferentes medidas, não se aplica só ao futebol ou ao universo esportivo. O fim de uma carreira traz dúvidas, mas também novas possibilidades, até a de se reinventar.
O ex-nadador Rogério Romero, 43, já pensava em encerrar a carreira esportiva aos 23 anos, logo após disputar as Olimpíadas de Barcelona, em 1992. A mudança de cenário no esporte, com maior apoio, o fez mudar de ideia, e Rogério ainda disputou mais três Olimpíadas, deixando a natação de vez apenas em 2004. “Foi justamente aí que tive aquele alerta de que uma fase da vida estava acabando”, relata Rogério, que na época tinha 35.
Num período de dois anos, o casamento, o nascimento da filha e o convite para integrar uma equipe do governo estadual – Romero é secretário-adjunto de turismo e esportes de Minas – tiraram o peso da ‘morte’ daquela primeira vida, a do atleta. “Esse momento tão efervescente ajudou a ser menos traumático. Além disso, eu tinha interrompido minha formação educacional, e decidi correr atrás disso, o que também ajudou a começar de vez esse novo ciclo”, afirma Rogério.
Em coluna para o jornal O TEMPO, o ex-jogador Tostão fala sobre a dificuldade de muitos atletas se libertarem do passado. “Ex-atletas que trabalham em outras atividades, principalmente os que foram craques, geralmente não conseguem criar uma nova identidade profissional nem se libertar das glórias e dos fantasmas do passado. Continuam enamorados por suas imagens anteriores.”
Não é o caso de Rogério. Segundo ele, o ex-nadador e o político convivem bem. “O esporte ensina muito sobre dedicação, aceitação de derrotas, a importância de uma equipe. São valores que podem ajudar na transição para uma nova etapa e que, sem dúvida, continuam válidos para outras situações da vida”, ressalta.
Ciclos
O crescimento da expectativa de vida em todo o mundo e a universalização da previdência fizeram com que a ‘primeira morte’ de que Falcão fala também seja sentida, um pouquinho mais tarde por todo mundo que chega ao momento de se aposentar.
Após 30 anos de carreira na mesma empresa, a advogada Maria Aparecida Araújo, 52, até evita o termo ‘aposentar’. “Eu posso encerrar meu ciclo em uma empresa, o que não quer dizer que vou deixar de sempre fazer alguma coisa. Posso até aposentar legalmente, mas não quero parar nunca”, afirma.
A ideia de ‘ciclos da vida’ é valiosa para ela. Outra fase que ela vê concluindo está relacionada a suas responsabilidades como mãe. “Tenho um filho no mestrado e outra que estuda medicina. Sei que eles estão encaminhados e agora quero deixar um pouco de ser mãe e voltar a ser eu mesma”, afirma Maria Aparecida.
Entender e satisfazer esse “eu mesmo” parece tão complicado que a única resposta possível até soa simples demais: fazer aquilo de que se gosta. Uma das principais motivações para Maria Aparecida ter decidido se aposentar num momento considerado muito cedo pela maioria dos colegas é a liberdade para organizar seu tempo. “Vou continuar trabalhando, ainda não sei onde ou com o quê, mas sinto que vai ser tão bom fazer as coisas na minha vontade, no meu horário”, diz.
Assimilar e adaptar-se a uma temporalidade nova é uma das transições importantes com o envelhecimento. “Em função de características biológicas e sociais, a percepção do tempo muda de uma fase da vida para a outra”, afirma o psicólogo José Carlos Ferrigno. “A criança vive muito o presente, tem um tempo voltado para a brincadeira, o que o adulto não consegue tanto. Na terceira idade, é possível recuperar esse tempo recreativo”, completa.
Para Ferrigno, a integração entre gerações é uma das chaves para um envelhecimento mais completo. “As gerações mais velhas também podem se adaptar ao tempo acelerado dos jovens. Em vez de viver no saudosismo, há um mundo a ser descoberto”, afirma.
Nossa ideia de tempo cronológico, que marca o passar dos anos e, assim, a idade, vem do grego antigo Chronos – que era o deus do tempo e das estações. Essa mesma civilização tinha ainda a divindade Kairós, representante de um tempo oportuno, sem amarras ao passado. A advogada Maria Aparecida Araújo parece ser mais devota do segundo: “Só vou envelhecer no dia em que eu não quiser fazer mais nada, e eu sempre quero fazer alguma coisa!”
Filmes que abordam a percepção do envelhecimento
“O Curioso Caso de Benjamim Button” (2008)
Button (Brad Pitt) nasce bebê num corpo velho e rejuvenesce com o passar dos anos. A história provoca a reflexão sobre como o envelhecimento não está preso apenas ao corpo. A percepção da velhice física afeta o relacionamento de Button com Daisy (Cate Blanchett), que tem um ciclo biológico normal. Ora ele, ora a amada se sentem velhos demais para o outro.
“Up – Altas Aventuras” (2009)
Aos 78 anos, o rabugento Carl transforma a casa num dirigível para perseguir um sonho infantil, abalando a vida isolada pela qual havia optado na velhice. O prólogo da animação narra a passagem da vida de Carl ao lado da esposa, num belo retrato do envelhecimento de um casal, tecido por acontecimentos marcantes no pano de uma rotina singela.
“O Artista” (2011)
A chegada do som à sétima arte coloca a estrela do cinema mudo George Valentin (Jean Dujardin) em crise, ao perceber que seu talento talvez tenha ficado ultrapassado. A obra mostra a sensação de envelhecimento atrelada à profissão e ao contexto de mudanças sociais. Em vez do isolamento e da aceitação de sua derrocada, Valentin resolve se adaptar e se reinventa.

 

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Concluído 1º Programa de capacitação de fornecedores da cadeia produtiva do esporte

Publicado em 25/11/2013, aqui

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Foi realizada na última sexta-feira (22/11), a entrega dos certificados para as entidades que concluíram o Programa de Capacitação de Fornecedores da Cadeia Produtiva do Esporte, promovido pela Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (SEEJ), em parceria com o Sebrae. A cerimônia aconteceu durante o Seminário de Gestão do Esporte Mineiro, no auditório do BDMG, e contou com a presença do secretário Adjunto de Esportes e da Juventude, Rogério Romero e da gerente da Indústria do Sebrae Minas, Marise Xavier. A expectativa é que, em 2014, seja iniciada a segunda turma de capacitação de fornecedores da cadeia produtiva do esporte, bem como novas rodadas de negócios e missões empresariais.

Quatorze entidades receberam os certificados por terem atingido o mínimo de 75% de frequência, nos módulos de instrutorias e consultorias, durante os anos de 2012 e 2013. São elas: Federação Mineira de Futebol de Salão; Neo Confecções; Federação Mineira de Handebol; Sociedade Agostiniana (Colégio Magnum); Panda Promoções e Eventos; Federação Mineira de Basketball; Academia Sá Djá; Academia Mineira de Tênis; Associação Atlética Banco do Brasil (AABB); América Futebol Clube; Associação e Consultoria em Esportes e Eventos (ACE); Federação Mineira de Voleibol; Tênis para Todos; Associação Esportiva Social Ermelinda Vital (AESEV). Outras seis – Federação Mineira de Judô; Federação Mineira de Arco e Flecha;  Federação Aquática Mineira; Associação Mineira de Vela Adaptada, Clã Delfos; Mackenzie Esporte Clube- também participaram da capacitação.

O programa

Com público-alvo de representantes de federações, associações, clubes e empresas mineiras com atuação nas modalidades prioritárias do esporte de rendimento em Minas Gerais, o programa contempla 192 horas de instrutoria e 68 horas de consultoria nos seguintes módulos: Indicadores de desempenho e gestão empresarial; Gestão de Marketing; Gestão Financeira; Gestão de pessoas; Gestão de processos; Habilidades gerenciais; Técnicas de negociação; Marketing esportivo.

Além da capacitação de fornecedores, desde 2012, a SEEJ e o Sebrae promoveram diversas ações para as entidades que aderiram ao Programa de Fomento à Cadeia Produtiva do Esporte. Dentre as iniciativas, merecem destaque as rodadas de negócios/captação de recursos e a primeira missão empresarial internacional do setor esportivo, que contou com a presença de cinco empresas durante a Conferência da EASM 2013, em Istambul/Turquia. Além disso, foi realizado o diagnóstico da cadeia produtiva dos esportes de alto rendimento pela Fundação João Pinheiro, que será divulgado em breve.

Matéria: Flávia Braga

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Mesmo longe das piscinas, Rogério Romero continua sua dedicação ao esporte

Publicado em 31/07/2008, aqui

Faltando poucos dias para os Jogos Olímpicos de Pequim, um dos maiores nadadores brasileiros não fará parte da delegação do país desta vez. Rogério Aoki Romero, único nadador do Brasil a participar de cinco Olimpíadas ( façanha de apenas três atletas no mundo), neste ano acompanhará as competições apenas pela televisão. O londrinense, consagrado pela sua atuação nas piscinas, agora troca a sunga pelo terno e gravata como Secretário-Adjunto da Secretaria de Esporte e da Juventude de Minas Gerais, onde trabalha desde 2004.

Como fica o coração de quem já dedicou 30 anos à natação e foi finalista em tantas Olimpíadas? “Normal. Gosto de acompanhar os resultados dos brasileiros, ou mesmo outras conquistas fantásticas, mas tenho consciência de que este tempo para mim já passou”, responde Romero. O ex-nadador se diz feliz e satisfeito com os novos desafios à frente da Secretaria de Esporte, em Belo Horizonte. “Na verdade, estar conectado de alguma forma ao esporte é um alento”, ressalta.

Rogério Romero nasceu em Londrina e, até os 17 anos, se revezava entre Colégio Londrinense e a ACEL, onde dava os primeiros passos na natação. Pode-se dizer que ele é o precursor da geração composta pelos atletas Gustavo Borges, Fernando Sherer e Thiago Pereira. Grande nadador do estilo costas, com 34 anos participou de sua última Olimpíada (Atenas 2004) e surpreendeu a todos ao conquistar o índice e chegar à semifinal nos 200 metros costas. Hoje com 38 anos, Rogério avalia a importância desse período: “Tudo foi resultado de muito treinamento, aliado a uma experiência única, que levo para o resto de minha vida”.

De sua época de ouro, Romero agrega no currículo mais três medalhas em Pan-Americanos, várias conquistas na Copa do Mundo de natação além de, até pouco tempo, ser o dono do recorde brasileiro e sul-americano dos 200 metros costas, com o tempo de 1min59s23. O número só foi superado por Thiago Pereira ano passado, nos Jogos Pan-Americanos. Mas quem pensa que ele tem saudades desse período, se engana. “Nem das competições sinto falta. Os treinos eram muito desgastantes e monótonos. Era necessária muita força de vontade e objetivos para ter uma consistência no treinamento”, diz.

Rogério Romero transparece a satisfação com sua nova rotina em BH e diz ter a certeza que a natação já lhe rendeu muitos frutos. Segundo ele, com as 12 horas de trabalho não lhe sobra tempo para fugir do sedentarismo. “Quando animo, faço uma academia, mas nada muito rigoroso, apenas para tentar manter a forma (cada vez mais difícil), ou nadar (bem mais difícil ainda!) no Minas Tênis Clube”.

Tanta dedicação ao cargo na Secretaria de Esportes é, para Romero, “um desafio enorme e complexo, do tamanho de um Estado com 853 cidades”. O ex-atleta afirma que pensar em esporte não se resume a apoiar atletas e competições, mas sim estabelecer prioridades e investir na base: o esporte na escola. “Luto também pelo reconhecimento do esporte, seja para melhorar a saúde, seja pelo seu poder social”. Palavras de um pé-vermelho e veterano do esporte brasileiro.

Para saber mais:
www.rogerioromero.com.br
www.swim.com.br

Texto: Máxima Comunicação

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A natação e a colônia japonesa

Publicado em 23/10/2007, aqui

No final do mês de agosto realizou-se na Província de Chiba uma das mais importantes competições internacionais de natação em 2007, o Japan International Swim Meet, na cidade de Narashino. Durante uma das reuniões do comitê organizador que antecederam o evento, o Presidente de Honra da Federação Japonesa de Natação, Hinoshin Furuhashi, convidou a Governadora da Província de Chiba, Akiko Domoto, para assistir à competição. A Governadora Domoto desculpou-se explicando que não poderia se fazer presente pois visitaria o Brasil na mesma época, para as comemorações dos 50 anos da Associação Chiba Kenjin do Brasil (Chiba Kenjinkai). O Sr. Furuhashi então contou à Governadora que já havia visitado o Brasil em 1950, para participar de competições de natação.

Um dia antes da Cerimônia de Comemoração dos 50 anos do Chiba Kenjinkai, marcada para o dia 26 de agosto, a Governadora Domoto visitou o Museu Histórico da Imigração Japonesa, no prédio do Bunkyo – Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa. Um recorte de jornal de 1950 chamou a atenção da Governadora: a vinda de quatro nadadores japoneses ao Brasil, os “Peixes Voadores”, dentre eles, o recordista mundial Hinoshin Furuhashi. A Governadora descobriu que a viagem do Sr. Furuhashi ao Brasil fazia parte de um dos mais importantes acontecimentos da colônia japonesa.

Toda esta história foi destacada pela Governadora Domoto durante seu discurso na Cerimônia de Comemoração dos 50 anos do Chiba Kenjinkai, história esta reforçada pelo discurso, no mesmo evento, do Presidente do Bunkyo, Prof. Kokei Uehara, que contou que a competição na piscina do Pacaembu, da qual participaram os “Peixes Voadores” japoneses, foi um marco para os imigrantes: foi a primeira vez no pós-guerra que, em público, foi hasteada a Hinomaru, bandeira japonesa, e tocado o Kimigayo, hino nacional do Japão, na presença de milhares de nikkeis, dentre eles o próprio Professor Kokei.

A vinda destes nadadores acabou por melhorar a aceitação da colônia japonesa pela sociedade brasileira. A visita dos “Peixes Voadores” foi destaque em meios de comunicação da época e foi uma dica destes japoneses que fez surgir um dos grandes heróis do esporte brasileiro, o nosso saudoso Tetsuo Okamoto, que veio infelizmente a falecer no último dia 2 de outubro. A dica de treinar 10.000 metros por dia fez a diferença e Okamoto sagrou-se como o maior medalhista do Brasil nos primeiros Jogos Pan-Americanos em Buenos Aires (1951) e como primeiro medalhista olímpico da natação brasileira, conquistando um bronze na prova dos 1.500 metros nado livre na Olimpíada de Helsinque (1952). As conquistas de Okamoto encheram de orgulho o povo brasileiro, que agora tinha um motivo maior para aceitar os japoneses e seus descendentes como parte da sociedade. Aproveitando o assunto, um fato curioso da medalha de bronze de Tetsuo Okamoto: o podium dos 1.500m livre foi composto somente por “japoneses”. Medalha de ouro para o nikkei americano Ford Konno, medalha de prata para o japonês Shiro Hashizume e bronze para o brasileiro Tetsuo Okamoto.

O assunto que tomou conta do Chiba Kenjinkai nos dias seguintes trouxe recordações de várias pessoas. Uma destas recordações envolvia meu avô, Itsumu Sampei, que não conheci, pois faleceu quando meu pai ainda tinha seus 12 anos: a Presidente do Departamento de Senhoras (Fujinbu), Sra. Misao Tachibana, me contou que no meio da multidão que foi ao Pacaembu assistir aos nadadores, perdeu-se de seus pais e acabou assistindo a competição ao lado de meu avô (meu avô e o Sr. Someya, pai da Sra. Tachibana, vieram da mesma região de Chiba, a Vila de Sakuma, atual cidade de Kyonan).

Sem saber de toda esta história, sempre me perguntei por que existiam tantos nadadores nikkeis na natação competitiva? Com certeza poucos destes (ou nenhum!) sabia dessa história quando começou a competir, mas talvez aqueles ares da época da visita tenham contagiado os nikkeis, resultando em nadadores nas gerações seguintes… :)

Dentre os nikkeis de destaque na natação, podemos citar Rogério Aoki Romero, o único nadador brasileiro a participar de 5 Jogos Olímpicos, Mayra Kikuchi (ex-recordista sul-americana), Celina Endo (ex-campeã sul-americana) e os destaques atuais, como os nadadores nikkeis do último Pan no Rio, Lucas Salatta, Diogo Yabe, Tatiane Sakemi, Mariana Katsuno e Poliana Okimoto, esta última com chances reais de trazer uma medalha olímpica de Pequim no próximo ano.

Sem todo este destaque, eu fui um destes nikkeis nadadores federados. Nadei competitivamente dos 13 aos 22 anos no extinto Estilo Clube, de São Bernardo do Campo. O Estilo Clube foi um dos principais clubes da natação paulista e revelou grandes nadadores como olímpico Alexandre Massura. O Estilo Clube continua contribuindo com a natação, já que grandes técnicos da atualidade já passaram (como técnicos ou nadadores) por lá: Mirco Cevalles, técnico da equipe brasileira no Pan de Santo Domingo 2003, Fernando Vanzella, técnico da equipe brasileira no Pan do Rio 2007, Arthur Albiero Jr., primeiro brasileiro a ser nomeado técnico principal de uma universidade americana de primeira divisão, dentre outros. O Estilo Clube também era um clube de muitos nadadores nikkeis, como Raquel Takaya (Pan de Mar del Plata 1995), Cristiane Nakama (Pan de Winnipeg 1999) e Raquel Kibune Maizza (Polo Aquático – Pan de Winnipeg 1999), tanto que o clube sempre se destacou no Intercolonial de Natação, sendo campeão em uma de suas edições nos anos 90.

Se já me sentia orgulhoso por ter nadado com tantas pessoas de destaque, hoje me sinto ainda mais por ter escolhido um esporte, mesmo sem saber, que representou um marco para a colônia japonesa. Saudações aquáticas a todos!

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Prefeito participa de Conferência Municipal

Publicado em 24/04/2013, aqui

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Mais de 200 pessoas participaram da Conferência Municipal de Esporte, ocorrida ontem (23), no Centro Administrativo da Prefeitura de Uberaba. O evento contou com a palestra magna do secretário-adjunto de Esporte de Juventude, Rogério Aoki Romero, ex-campeão nacional de natação. O prefeito Paulo Piau, ao lado do secretário de Esportes e Lazer, Alan Carlos da Silva, destacou que o governo municipal trabalha para vender Uberaba para a Copa e Olimpíadas. “Temos muito a oferecer. Podemos não ser uma subsede, mas temos um potencial fantástico para atrair as pessoas que participarão destes grandes eventos. O esporte tem a característica de agregar e contribuir para unir as pessoas e vamos aproveitar isso”, disse.

Piau afirmou também que um foco do Esporte em Uberaba é garantir que as crianças tenham oportunidade de ver que as atividades esportivas são um caminho melhor e cheio de oportunidades. Ao cumprimentar o secretário-adjunto, o prefeito agradeceu sua participação no evento, lembrando que o município resgatou as boas relações com o governo mineiro.

O secretário Alan Carlos falou sobre a importância do evento, lembrando que a conferência é o momento de se discutir e avaliar as ações esportivas que ocorrem e vão ocorrer na cidade. Ele pediu aos participantes que divulguem as atividades do esporte em seus espaços de atividade, lembrando que o Esporte tem um importante papel no ajuste social, na saúde e na Educação. “É preciso pensar no esporte não apenas como meio, mas também como fim. É importante esta discussão e, mais ainda, desenvolver os projetos de maneira efetiva e contínua”, ressaltou.

Alan disse também que a conferência é um espaço para discutir as propostas para a reformulação do Plano Municipal de Esporte e Lazer, bem como a eleição dos novos membros do Conselho Municipal de Esportes e Delegados que representarão Uberaba na Conferência Estadual.

A primeira atividade da conferência foi a palestra magna com o secretário-adjunto Rogério Aoki, que tratou do Esporte e Lazer como Direito Social. Ele apresentou projetos desenvolvidos pelo Estado, como: Minas Olímpica, JEMG, JIMI, Geração Esporte, Oficina de Esporte. Para Aoki, o Esporte promove o resgate social e também descobre novos talentos. Ele também destacou a importância da parceira do município com o Estado, no sentido de implementar projetos relevantes para o Esporte.

Na avaliação de Alan, o encontro foi positivo e os assuntos propostos debatidos com eficiência. “Essa interação no Esporte é importante, pois conseguimos agregar valor às atividades desenvolvidas, bem como alinhavamos ações relativas a projetos em andamento e projetos a serem executados. Acredito que tiramos boas propostas e teremos uma representatividade de peso na Conferência do Estado”, afirmou.
Também participaram do evento: a subsecretária de Educação e Cultura, Marilda Ribeiro; a secretária de Desenvolvimento Social, Ângela Dib; o Superintendente Regional de Ensino, Eduardo Callegari; o Capitão Santiago, representando a 5ª CRPM; e representando a Fundação Cultural, Carlos Godoy.

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Brazil’s Romero Gets Second Wind At Age 30

Publicado em 10/09/2000, aqui

After three Olympics, Brazilian Rogerio Romero was ready to retire from swimming until his girlfriend talked him into a change of scenery.

He left Brazil and his coach of nine years, moved to Coral Springs and joined several of his teammates training with veteran swim coach Michael Lohberg at the Coral Springs Aquatic Complex.

coral springs AC
O Complexo Aquático de Coral Springs

“Swimming became fun for me again, and I started swimming faster than I ever have in my life,” said Romero, who qualified for his fourth Olympic Games at the South American Championships.

Romero, who turns 31 in November, will be one of the oldest swimmers in Sydney. He first qualified in the 200-meter backstroke in 1:59.23 and added the 100-meter backstroke in 55.83, the first time he swam under 56 seconds in his career. He is ranked fourth in the world in the 200 backstroke.

“I never in my wildest dreams thought that I could swim like this when I am in my 30s,” Romero said.

Romero will be joined by former No. 1-ranked sprinter Fernando Scherer, coming back from ankle and tooth problems that forced him to cut back on his training, and Flavia Delaroli, one of Brazil’s new young stars. “They call me the `Old Man’ of the team, but I don’t mind,” Romero said. “I have done something I never thought possible.”

Lohberg is making his fourth appearance as an Olympic coach for four different countries. He will work with his three swimmers and the Brazilian team. He also coached at the 1984, 1988 and 1996 Olympics.

“Rogerio started enjoying swimming again with us, and his times dropped,” Lohberg said. “The older swimmers come to train, they don’t fool around like some of the younger swimmers. They want to do well.

“With age you get strength, fine tuning in your strokes and mentally you are very tough because you have been there before and seen it all. We just put him in a position to be very successful. I am absolutely convinced he will swim faster at the Olympic Games.”

Swimming is one of the richest and most popular sports in Brazil. The sport’s federation is supported by private sponsors and soccer teams such as Flamenco. Romero spends $1,500 a month to live and train South Florida.

“If I do very well at the Olympics I will be very, very happy,” Romero said.

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Inauguração do ginásio da Escola de Educação Física

Publicado em 07/12/2007, aqui

A solenidade que marcou, na tarde de hoje, a inauguração do Ginásio que abrigará o Núcleo de Esportes de Base e o Centro de Treinamento de Ginástica Artística, realizada na Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional (EEFFTO) da UFMG, destacou também os 10 anos de funcionamento do Centro de Excelência Esportiva (Cenespe), vinculado à unidade.

Estiveram presentes, entre outros, representantes de confederações esportivas, do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e da Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Compuseram a mesa o reitor Ronaldo Tadêu Pena, o diretor da Escola de Educação Física, professor Rodolfo Novelino Benda, o coordenador técnico-científico do Cenesp, professor Dietmar Martin Samulski, e o secretário-adjunto de Esportes de Minas Gerais, Rogério Aoki Romero.

Em seu discurso, o reitor parabenizou o Cenesp pelo 10º aniversário e pelas novas dependências, e disse que o crescimento da UFMG se deve ao fato de a instituição crescer junto com suas unidades. A inauguração teve prosseguimento com o descerramento das placas pelos professores Ronaldo Pena e Terezinha Ribeiro Bonfim, e pelo secretário Rogério Romero. As equipes de Ginástica Artística e Olímpica fizeram uma exibição que arrancou aplausos dos convidados. Confira alguns momentos da festa, registrados pelo fotógrafo Foca Lisboa.

UFMG - inauguração ginástica

A programação prosseguiu nas instalações do Núcleo de Esportes de Base – Levantamento de Peso, Tae-kwon-do e Esgrima. O descerramento das placas comemorativas foi feito pelo reitor e por David Monteiro, presidente da Confederação Brasileira de Levantamento de Peso, juntamente com Mestre Lin, presidente da Federação Mineira de Tae-kwon-do.

História
Fundado em 1997, o Centro de Excelência Esportiva está ligado a grandes conquistas brasileiras no esporte. Passaram pelo local medalhistas das equipes de judô e de tae-kwon-do dos Jogos Pan-americanos de 2007, do Rio de Janeiro. O Cenesp é um dos 14 núcleos de excelência espalhados pelo Brasil, e é um dos mais antigos.

O Centro tem como função detectar e promover talentos esportivos, avaliar e dar suporte científico para as comissões técnicas e atletas de seleções. Em contrapartida, ele utiliza as informações para desenvolver pesquisas e gerar novos conhecimentos. O Cenesp tem seis laboratórios, com equipe de 15 professores doutores, que coordenam as atividades de 40 alunos de mestrado. “Grande parte das nossas pesquisas tem como finalidade melhorar o sistema de treinamento esportivo”, destaca o coordenador técnico-científico do Cenesp, Dietmar Martin Samulski.

Núcleos de Base
Os Núcleos de Esporte de Base funcionarão em ginásio de dois andares construído especificamente para oferecer ambiente adequado para a prática e a pesquisa acadêmica em três modalidades olímpicas: tae-kwon-do, esgrima e levantamento de peso.

Erguido com recursos do Ministério dos Esportes, o ginásio terá duas pistas de esgrima, cinco plataformas para levantamento de peso, espaço oficial de lutas de tae-kwon-do (com dimensões de 14mx14m), dois vestiários, depósito e três salas de aula. Não está previsto, porém, ambiente para exibição pública dos treinos e disputas.

O novo Centro de Treinamento de Ginástica terá equipamentos de última geração para preparação e competições oficiais na área. O espaço, que funcionará nas instalações da Escola de Educação Física, Fisioterapia e terapia Ocupacional, foi montado em parceria com a Federação Mineira de Ginástica.

 

 

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Homenagem e incentivo

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Crédito: Orlando Bento

Fotos de nadadores minastenistas nos vestiários do Clube servem de incentivo aos jovens atletas

Para valorizar a história e incentivar os jovens atletas da Fiat/Minas, o Departamento de Natação do Minas Tênis Clube, em parceria com a Fiat, patrocinadora da natação minastenista, homenageou nadadores que fizeram história no Clube, colocando painéis nos vestiários do Parque Aquático (Minas I) com fotos dos atletas campeões, histórico de conquistas e títulos, e mensagens de incentivo e apoio aos que estão iniciando a caminhada no esporte.

A ideia veio do diretor de Natação do Minas, Carlos Antonio da Rocha Azevedo, o Rochinha, que, com o apoio da Fiat, colocou em prática o projeto que tem o objetivo de valorizar a vitoriosa história do Minas na natação e homenagear atletas e ex-atletas minastenistas que tiveram grandes conquistas individuais e coletivas, além de incentivar os nadadores das categorias de base do Clube a se tornarem grandes atletas.

Os vestiários masculino e feminino do Parque Aquático do Minas I foram os locais escolhidos para receberem os painéis dos campeões minastenistas. No vestiário masculino, fotos de Marcus Mattioli, Rogério Romero, Rodrigo Castro e Nicolas Oliveira ilustram parte da história da natação ao longo de várias décadas. Representando o ‘time’ feminino, fotos de Paula Bittencourt, Ângela Tupynambá, Beatriz Lage e Fabíola Molina.

Futuramente, haverá um rodízio e outros campeões ilustrarão os vestiários do Parque Aquático, para assim, homenagear todos os que fizeram e fazem parte da história da natação do Minas.

A ex-atleta Ângela Tupynambá, uma das homenageadas pelo Clube, aprovou a iniciativa. “Fico muito feliz em fazer parte da história e desta homenagem. É uma ótima oportunidade para os jovens atletas saberem mais sobre seus ídolos na natação e conhecerem a história do Minas”, disse.

Os nadadores da base minastenista também aprovaram a ideia e agora sonham em um dia fazer parte da lista de atletas homenageados. Luiza Moreira Lanza, de 14 anos, elogiou o projeto. “Achei muito legal, porque podemos conhecer a história do Clube e serve de incentivo para pensarmos que um dia podemos estar lá, além de ter ficado muito bonito”, falou a jovem atleta.

Paulo Cézar Sá, de 13 anos e também atleta da base, enalteceu a exposição dos painéis. “É um grande incentivo para nós, que estamos começando. Podemos ver que o Minas tem um bom trabalho no nosso esporte e pode nos ajudar muito para sermos grandes atletas”, afirmou.

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