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  • Laureus: o politicamente correto

    Acompanhei com curiosidade quase toda a premiação do Laureus deste ano.

    Primeiro, porque estava sendo no Rio e, como disse alguém, a temperatura olímpica aumentou, com diversas personalidades do esporte mundial passando pela cidade.Impressionante ver um penta-campeão (!!!) olímpico passar pelo Brasil. Apenas a presença deles já inspira muita gente.

    Segundo, porque torcia por Phelps, gostaria de ver mais nadadores na galeria dos melhores do esporte, acompanhando tenistas e corredores.

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    Phelps: após 4 tentativas, sai com o seu. Aqui com a sombra de Clark Kent. (crédito Terra)

    Terceiro, para ver um grande evento sendo realizado no centro do Rio, com todas as obras em andamento e após um dia complicado de chuvas (não, não estava torcendo para dar tudo errado, mas sim pelo sucesso que foi. Assim mesmo, e se…).

    Teve brasileiro sendo condecorado, Europa em crise sendo agraciada com o golfe, Phelps levando um prêmio (meio consolação, mas vá lá), os britânicos levando 3 por terem sediado brilhantemente os Jogos Olímpicos e um dominicano (OK, nascido em Nova Iorque) para dar uma graça cosmopolita. E teve bossa nova, capoeira e samba. E também a imprensa local supervalorizando os ídolos futebolísticos em detrimento dos demais (que decepção deve ter sido ver Andy Murray ganhar).

    Sim, pelo conjunto, acredito que esta Academia foi justa e faz um trabalho muito interessante de valorização do esporte. Mas, mesmo com ícones do   esporte mundial, lança mão de estrelas hollywoodianas e globais para abrilhantar o show. Vamos respeitar o extraordinário poder do esporte saindo da voz de Morgan Freeman parece ter outro impacto.

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    Levei o meu Brasil Olímpico pelo bi no Pan.
    E este tipo de premiação é muito importante para a divulgação do esporte em si. No Brasil, temos o Prêmio Brasil Olímpico, iniciativa bacana do COB. A natação americana também tem sua festa de gala anualmente, com o nome de Golden Goggle (nada a ver com o milionário mecanismo de busca, são os óculos de natação dourados).

    Bom dia com a Rainha, de Frederico Mercúrio, Brian Maio, Rogério Alfaiate e João Padre:

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  • Sexta final: Cielo e Fratus classificam. Tri sai

    Os 200m medley tiveram 6 primeiros dos oito finalistas de 2008. Aparentemente, seria uma estagnação desta prova. E acabou sendo. Phelps tornou-se o primeiro tri da história (só tem um recorde que ele não tem, nem terá. Alguém arrisca?), dando a prata para Lochte. O húngaro Cseh confirma a grande tradição do seu país na prova, adicionando o bronze à prata de 4 anos atrás.

    Phelps e Lochte: juntos tem (até agora) 31 medalhas olímpicas, rindo! (AP)

    Thiago Pereira, voltou a sua estratégia de passar forte (pior é que fez força demais, na minha opinião) e acabou cansando. Respeitável atitude e o único brasileiro a melhorar ambas as marcas (sem maiôs tecnológicos).

    Cesar Cielo e Bruno Fratus fizeram novamente o que era necessário para passar para a grande final: nadaram muito rápido. Fratus melhorou sua marca pessoal, enquanto Cielo empatou em primeiro e já sabe que para vencer deve abaixar cerca de dois décimos. Os adversários devem ser os americanos Jones e Ervin. Gostei dos últimos 5m de Fratus e de sua declaração que o maior adversário é sua própria cabeça. O míssil Magnussen terá que mirar a piscina olímpica do Rio, pois ficou fora da final.

    Cielo e Jones: sorrisos à parte, amanhã o bicho vai pegar. (Facebook)

    Os 200m peito era dela e desta vez a zica londrina não veio. Rebecca Soni. Primeira bi em Londres. Primeira bi nesta prova. Primeira a abaixar dos 2m20s. Apesar da aparente facilidade, as 5 primeiras bateram recordes nacionais, demonstrando que os técnicos já descobriram a fórmula para nadar mais rápido sem os maiôs tecnológicos neste estilo. Suzuki deu a primeira prata para o Japão, enquanto Efimova garantia o bronze para a Rússia.

    Soni (de rosa): recorde mundial para bater o recorde asiático.

    Já os 200m costas viram a zica voltar com tudo. O americano Tyler Clary estabeleceu nova marca olímpica para bater o recordista mundial Ryan Lochte, que acabou com o bronze, pois chegou atrás do japonês Irie.

    Tyler e Lochte: 200m costas mudam de dono, mas continuam nos EUA desde 96.

    A última final viu a holandesa Ranomi Kromowidjojo repetir o feito de seus compatriotas, Inge de Bujin e Pieter vd Hoogenband, vencendo os 100m livre com uma chegada um pouco estranha. Missy Franklin saiu sem medalha desta vez, mas amanhã aparece bem para a final dos 200m costas.

    A natação já deu 23 medalhas para os EUA, mais da metade conquistada até agora.

    Hoogenband e Daniel Takata: em homenagem ao estatístico mais eficiente da natação. (Facebook)


    Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero