Monthly Archives julho 2012

Quarta final: do Inferno ao Céu e a maldição do tri

Tales Cerdeira fez o dever de casa: arriscou, passou bem, fez sua melhor marca, mas isso não foi o suficiente para a final olímpica – por pouco! Tales ficou em nono, mas saiu satisfeito com sua prova.

Tales: satisfeito com sua performance. (Agif)

Na outra semi com brasileiro, Cielo também nadou os 100m livre bem, passando para uma final que promete ser apertada. Claro, se Magnussen ficar perto do seu melhor tempo, não deve ser ameaçado por ninguém, mas o restante está bem aberto, com cubano, americano, francês, brasileiro…

Na primeira final do dia, revanche dos 400m livre, os 200m tiveram novamente a francesa Muffat e a americana Schmitt. Além delas, Franklin, que se poupou e se classificou em oitava. Mas a prova foi toda de Schmitt, desde o início dominou a prova com novo recorde olímpico. Muffat em 2a, e Franklin falha na tentativa de 7 medalhas por 1 centésimo

Schmitt: absoluta com recorde. (Getty)

Mas a prova mais aguardada do dia foi, sem dúvidas, os 200m borboleta. Ele já bateu um recorde só de participar pela 4a. vez da final (a primeira, aos 15 anos, ficando em 5o). Mas estava atrás de mais dois: maior número de medalhas e tri inédito no masculino. Sim, estou falando de Michael Phelps, um nome ainda a reverenciar. Com as duas medalhas de hoje ele bateu o primeiro objetivo. O segundo, do tri…

A meta do tri já deixou 3 das 4 chances para trás. Kitajima e Phelps sofreram revezes históricos. Agora, apenas os 200m peito para Kitajima (improvável) que pode dar o tri, senão todas as fichas vão para Cielo e Lochte, prováveis bi em Londres, treinar mais 4 anos para no Rio de Janeiro quebrarem o único recorde que Phelps não bateu.

Le Clos: o vencedor improvável. (Zimbio)

Mas, voltando a prova, Chad le Clos, sul-africano, melhorou muito sua marca para poder bater um Phelps que errou  nos fundamentos (virada e chegada), justamente aqueles que o tornaram famoso. Se Cavic ficou a 1 centésimo em Pequim de parar Phelps e hoje não é lembrado por quase ninguém, o contrário vai acontecer com le Clos e sua vitória por 5 centésimos. Completou o pódio, o japonês Matsuda, que poderia muito bem vencer a prova, mas agora vai ser tão lembrado quanto Cavic.

Shiwen informa: a China é muito dura com a questão de doping. Ponto. (AP)

Shiwen Ye está sendo uma grande protagonista, não apenas pelos seus resultados espantosos dentro da água, mas pelo burburinho natural que qualquer nadadora chinesa  promove com seus recordes. Já teve um bate boca virtual, com declarações de cada lado. Gosto da seguinte conclusão: ela (e outros que também deram resultados fantásticos) estão sendo testados, se não der nada, fazer o que?

Polêmica à parte, a prova foi toda dela, ameaçando o recorde mundial e simplesmente ignorando a recordista mundial Kukors e a campeã olímpica em Pequim, Rice.

Phelps: 19 que podem se transformar em 22. (AFP)

Para acabar bem o dia, o revezamento 4×200m livre, que deu a 19a. medalha para Phelps, mais que qualquer atleta no história olímpica, a primeira dourada dele em Londres.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

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Quarta eliminatória

Hoje. De tanta gente perguntar, quando Cesar Cielo vai nadar, respondo antecipadamente desde as cinco da manhã: hoje. Hoje o que? Cesar Cielo nada. Ah, mas não é a prova dele. Não, ele é recordista mundial, medalhista olímpico, mas não nada esta prova, não. Ou, como dizem, não é especialista…

Cielo: precisa melhorar para nadar a final amanhã – e sabe disso. (Zimbio)

Cielo nadou e fez o que era esperado: classificou-se para a semi. Nesta hora não adianta fazer qualquer tempo relevante. De modo semelhante, o importante à tarde é chegar entre os oito melhores tempos. Raia 1 e 8 são as “piores”? Em tese, sim; na prática, pouco importa, tem os mesmos 50m e, com as novas tecnologias, a questão da marola nos cantos foi minimizada. Cesar Cielo, Gustavo Borges e Fernando Scherer conquistaram medalhas nestas raias laterais.

Outro brasileiro que nadou consciente foi Tales Cerdeira, indo para a semi dos 200m peito. Nicolas Oliveira, nos 100m livre, Henrique Barbosa, nos 200m peito, e Joanna Maranhão, nos 200m borboleta, não nadaram perto de suas melhores marcas e acabaram suas participações (a não ser que Nicolas nade o revezamento medley de manhã).

Tales Cerdeira: nadou consciente e está na semi.

Na verdade, todos os nadadores que foram a Londres tinham chance de ficar entre os 16 melhores, nas suas melhores provas. Seria assim com Fabíola Molina,  nos 100m costas, e Felipe França, nos 100m peito, para ficar apenas em dois exemplos. Ninguém quer representar mal o Brasil, quanto mais a si mesmo! Acredito que o pessoal treinou (e muito). A maioria, ao contrário do que pensam alguns, tiveram acompanhamento de nutricionista, psicólogo, preparador físico, fisiologista e outros profissionais do ramo. Mas, tudo tem que dar certo, na hora certa. Não tem outra chance – apenas daqui a  4 anos!

E finalizo perguntando aos críticos: e você, qual a sua colocação na sua profissão? Na cidade? No Brasil? No mundo?


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Finais terceiro dia

Uma prova que teve campeão Mark Spitz, Michael Gross, Hoogenband, Thorpe e Phelps, para ficar nos mais recentes, cria naturalmente uma expectativa enorme. Assim é os 200m livre e continuou sua saga em Londres.

Agnel: seu nome com os grandes.

Os protagonistas: um americano querendo fazer história (Lochte), um francês inesperado (Agnel) e um chinês que pode sair com 3 ouro (Yang). Mais tempero com o alemão recordista mundial (Biedermann) e com o prata em Pequim, o coreano Park.

Parece que a presença do Holande fez a diferença, e Agnel foi absoluto na prova, chegando próximo do recorde olímpico de Phelps. Agora, seu técnico, que treina Muffat também, já está com 3 ouros. O oriente, com Park e Yang, completaram o pódio, deixando Lochte de fora…

Missy: duas medalhas até o momento. (Yahoo)

Ser a Phelps de maiô. Quem vai ser? Coughlin e sua versatilidade poderia pleitear. Coventry, em sua quarta olimpíada tem a dificuldade de ser a única representante de peso de seu país. Mas a sorridente Missy Franklin participa e tem chance de ganhar inúmeras medalhas nos revezamentos americanos.

E Franklin melhorou quando necessário. Ao nadar quase meio segundo mais rápido que sua melhor marca, ela colocou a então favorita Seebohm em prantos. Detalhe, Missy nadou após uma semi nos 200m livre onde se classificou em oitava.

A queridinha do publico, recordista mundial da prova, Gemma Spofforth, acabou em quinto.

Grevers e Thoman: 12 medalhas dão a liderança folgada para os americanos. (Reuters)

A versão masculina, com os grandões Grevers e Lacourt (2,04 e 2,00m, respectivamente) foi, até os 80m, parecendo que ia dar os dois mesmo, mas o francês, talvez animado com a vitória do seu compatriota, passou forte e ficou em quarto. O queridinho do público, ex-recordista mundial dos 50m, Liam Tancock até que tentou com sua velocidade característica, mas terminou em quinto.

Melhor para Grevers, em recorde olímpico, Nick Thoman, também americano na primeira dobradinha da competição e o japonês Irie.

Ruta: na rota da vitória inédita. (AFP)

Na última final do dia, Leisel Jones entrou para fazer história. Novamente. Primeira na natação australiana a participar pela quarta vez, Jones teve críticas pesadas sobre o seu peso (com o perdão do trocadilho). Acabou em quinta.

Ah, sim, a vencedora acabou sendo a lituana Ruta Meilutyte, com o ouro inédito para a Lituânia, segurou bem a recordista mundial Soni, com o bronze para o Japão de Suzuki.

Joanna Maranhão piorou um pouco seu tempo da manhã e ficou fora da final.


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Proibição na piscina olímpica

A proibição veio depois de uma arrebentar e acertar de leve um técnico australiano. Sem stretch cords na piscina. Melhor mostrar do que falar, stretch cords é isso aí embaixo, e os nadadores utilizam como forma de aquecimento (na competição) e também para pegar velocidade na piscina (este já era proibido).

stretch cords é isso.


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Terceira eliminatória

Os dois brasileiros não fizeram o que era esperado, nadarem melhor ou perto de suas marcas da temporada passada para garantir a semi nos 200m borboleta. Leonardo de Deus, campeão no Pan do ano passado, e Kaio Márcio, finalista olímpico em Pequim, acabaram fora das 16 primeiras posições. Kaio, que ficou empatado em 17o., ainda abriu mão de disputar a 1a. vaga no caso de alguém não nadar à tarde. As chances disso acontecer são remotas, uma vez que não temos revezamento, que é a justificativa maior para um atleta preferir não nadar sua prova individual.

A classificação acabou surpreendendo Joanna.

A notícia boa foi para a classificação de Joanna Maranhão. Depois de um episódio triste que a retirou de sua melhor prova, os 400m medley, ela foi para a versão mais curta, os 200m, sem muita pretensão, já sabendo que sua melhor chance seria nos 200m borboleta. Marcando um tempo próximo de sua melhor marca sem os maiôs tecnológicos, Joanna ainda tem margem para melhorar um pouco à tarde. Quem sabe não nos surpreende novamente?

Coventry: chegar na frente da chinesa não dá, mas outra medalha…

Outra que veio forte, além da chinesinha, favoritíssima em cima da campeã olímpica (Rice) e da recordista mundial (Kukors), é Coventry que parece disposta a aumentar sua coleção de medalhas olímpicas (já são sete! para o Zimbábue).

Nos 200m livre, podemos ter amanhã uma nova disputa entre Muffat e Schmitt: emoção à vista.


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Finais de hoje: barbadas?

Com exceção dos 200m livre (que, dep0is do revezamento de ontem, aposto no francês Agnel), as demais finais de hoje parecem ter favoritismos claros, com a australiana Emily Seebohm (já com um ouro do revezamento) e do americano Matt Grevers (prata, por ter nadado o revezamento de ontem pela manhã), nos 100m costas e da lituana Ruta Meilutyte nos 100m peito parecem barbadas.

Emily: será que vai dar o segundo ouro para a Austrália?

Mas depois de Phelps e Austrália ficarem fora do pódium, alguém ainda acredita em favoritismo??


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Revolução francesa

A incrível vitória do revezamento francês.

O ouro foi bem disputado, mas deu a favorita.


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Finais do segundo dia: os recordes da era tecnológica começam a cair!

Nos 100m borboleta, Dana Vollmer avançou com consistência até a grande final, sempre perseguindo a marca mundial.  E na final ela conseguiu! Tornou-se a primeira a abaixar dos 56s.

Vollmer: tanta tenta que consegue o recorde mundial

Numa prova emocional, onde poderia ver o primeiro tri (depois da decepção de Phelps ontem), com um dos favoritos morrendo este ano (o norueguês Dale Oen, prata 4 anos atrás), Cameron Van Der Burgh, que estabeleceu nova marca mundial, negando o pódium para Kitajima. Bronze para o americano Brendan Hansen, que voltou a treinar apenas ano passado. Olho para o húngaro Daniel Gyurta nos 200m peito.

O sul-africano comemorou deitando em cima da raia.

Nos 400m livre, apesar da grande torcida, não veio o bi para Rebecca Adlignton, mas não foi menos emocionante, com Allison Schmitt e Camille Muffat disputando prova a prova, com a melhor para a francesa. Adlington acabou com a primeira medalha para o país anfitrião.

Mas, a surpresa maior foi a França ganhar E a Austrália ficar fora do pódio no revezamento 4×100m livre! Enquanto os primeiros revidaram a derrota de 4 anos atrás (fechando dois potenciais medalhistas de amanhã nos 200m livre, Lochte e Agnel) contra os americanos.

Recorde europeu para a lituana Ruta Meilutyte


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Segunda eliminatória: lituana chora de alegria

Recorde olímpico e uma menina lituana foram os destaques desta manhã.

Na primeira prova, a australiana  Seebohn impressionou com o recorde olímpico e vai para a semi bem à frente dos demais.  A veterana Fabíola Molina não segue para a tarde, assim como os demais brasileiros que nadaram pela manhã (Daniel Orzechowski e o revezamento 4×100m livre, sem Cielo). A nona colocação do Brasil foi comentado pelas redes sociais como uma surpresa, afinal temos o recordista mundial e tradição nesta prova. Bélgica acabou classificando.

A quinta série dos 200m livre viram dois campeões olímpicos, Lochte e Sun. Ambos classificaram facilmente, assim como o ainda favorito francês  Agnel.

Ruta Meilutyte: nada como ter 15 anos. (Reuters)

Surpresa para  a lituana Ruta Meilutyte, 15, que treina na Inglaterra, teve até uma torcida local para sua grande performance nos 100m peito.

Os 400m livre vai ser uma prova emocionante, com uma disputa entre as francesas, inglesas e Schmitt. E a casa virá abaixo se (não acredito) numa vitórias de uma das duas inglesas que se classificaram.  A recordista mundial e a atual campeã olímpica nadam nas raias 1 e 8, mais uma prova que nome e tempo antes não contam, o fundamental é chegar na frente em Londres, agora.


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Esta é para você, que não acredita em si mesmo

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