Monthly Archives dezembro 2013

O poder das homenagens II – Troféu Best Swimming

O Troféu Best Swimming 2013 está aí. Fui convidado para fazer parte do Painel de Especialistas e auxiliar na difícil tarefa de escolher os melhores da natação em 2013. Grande iniciativa do Coach Alex, mas será que a Confederação e as Federações estaduais não poderiam fazer algo parecido?

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Homenagem do Minas para a campeã mundial.

Sim, tivemos recentemente o tradicional Prêmio Brasil Olímpico, este ano em São Paulo e aparentemente mais rápido que a versão carioca, mas ali apenas um nadador ou nadadora é indicado. Aliás, para terminar bem o ano, Cesar Cielo e Poliana Okimoto disputaram o título de melhor de 2013, sendo que nossa multi-medalhista das maratonas aquáticas venceu!

Mas, voltando à provocação e sabendo das dificuldades deste tipo de cerimônia (troféus e/ou placas, eventualmente transporte e hospedagem), mesmo que simples, este reconhecimento tem um grande impacto sobre o atleta e também naqueles que o cercam. Se alguém do interior leva o título, digamos, de melhor Infantil, isso repercute não apenas no clube onde este menino treina, mas também na sua cidade e região.

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Além de tudo, ajuda a divulgar os parceiros.

Ele acaba virando referência, assim como seu técnico. Aí temos duas situações: eles aguentam e progridem juntos ou acabam tomando rumos distintos. Faz parte.

Os críticos de plantão não vão gostar, mas acho bacana a iniciativa do Coaracy Nunes Filho, presidente da CBDA, de pré-convocar nadadores iniciantes para olimpíadas futuras. É marketing? Sim, mas e aí? Quantos pais orgulhosos exibem o pomposo diploma? Ouro de tolo, alguns poderão dizer. Pois é uma iniciativa que vem de anos (alguém sabe quando começou?) e está até hoje porque tem respaldo.

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A melhor revista cita os melhores de 2013.

Além das óbvias premiações para as melhores performances e técnicos, como a da Swimming World, temos outras nem tão comuns assim, mas que valem como uma retrospectiva, como estas da SwimVortex. O importante é deixar a natação na pauta!

 

 

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Efimova rápida, EUA levam o Duelo mais concorrido e os eventos para televisão

Os promotores estão apostando nesta época do ano para colocar alguns torneios diferentes. Aqui no Brasil, destaque para o Rei e Rainha do Mar, ainda melhor este ano pela nova dinâmica. Ficou atrativo para televisão e também para o publico, talvez até para os atletas, num raro caso de ganha-ganha quando se envolve uma cobertura ao vivo.

Já na Europa, A Copa Salnikov, homenagem ao grande fundista e hoje presidente da federação local, viu Efimova quase abaixar seu recorde mundial nos 50m peito (apenas 6 centésimos). A húngara de ferro Hosszu estava lá, depois de receber o prêmio de esportista do ano no seu pais, levando mais alguns milhares de dólares para casa.

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Glasgow (sede dos próximos Commonwealth Games) testou sua piscina num torneio que a Austrália, cansada de tomar paulada, não participou este ano do Duelo na Piscina. Disputaram então apenas as seleções americana e européia, ambas com alguns desfalques, mas o título acabou vindo apenas na ultima prova, o revezamento misto, onde os americanos precisaram de marcar novo recorde mundial para fechar bem 2013 e manter a hegemonia no Duelo.

São torneios que valem muito mais pela experiência e divulgação do esporte do que necessariamente pelos resultados, se bem que eles acabam vindo também. A terra das próximas olimpíadas perdeu o circuito de Copa do Mundo, que tenta se reinventar para atrair atenção dos melhores atletas e, ao mesmo tempo, registrou um boom das maratonas aquáticas.

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As medalhas conquistadas pelos nossos atletas em travessias mundo afora, somado com o fator democrático e apelo da mídia deram o ambiente propicio para o desenvolvimento fora das piscinas. Nelas, não basta apenas grandes atletas nas raias e formato interessante. Como foi demonstrado em Glasgow, sem a transmissão de uma BBC ou ESPN, por exemplo, perde-se muito na ativação.

Pior, como vimos neste domingo, nem uma final histórica do handebol feminino (com grande vitória brasileira!!!!) sensibilizou a televisão aberta a transmitir. Apesar dos últimos resultados apontarem para uma apresentação inédita, talvez ninguém tenha acredito ou sido convencido de que valia a pena investir para permitir ao grande publico acompanhar nossas atletas na Sérvia. Isso no pais olímpico e num esporte idem.

O desafio é grande, mas felizmente temos alguns grupos criativos que podem permitir mudar este cenário nos próximos anos.

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Fim dos brasileiros em Porto Alegre

Acabaram, neste fim de semana em Porto Alegre, os últimos campeonatos brasileiro. Pela manhã, o Troféu Daltely Guimarães, em homenagem ao ex-treinador do Flamengo, e pela tarde o Open.

O destaque foi Leonardo de Deus, que chegou próximo do recorde brasileiro dos 400m livre, e a gaúcha Graciele Hermann, que nadando em casa, também ameaçou o recorde brasileiro dos 50m livre.

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Os medalhistas em Londres não obtiveram os resultados sempre esperados por eles, ou seja, as vitórias. Thiago Pereira ajudou seu clube, enquanto Cesar Cielo amargou uma rara derrota nos 50m livre para um recuperado Bruno Fratus.

Entre os vários compromissos de Pereira e Cielo, tiveram no lançamento do Bolsa Pódium e também para o Prêmio Brasil Olímpico, onde o tri-campeão mundial buscava o título. Acabou não levando este, mas Poliana Okimoto defendeu a natação sendo considerada a melhor atleta de esportes olímpicos em 2013.

De volta a Porto Alegre, a recém-inaugurada piscina do Grêmio Náutico União viu a despedida de Tatiana Lemos, além de Ivi Monteiro.

Ao final, o Minas venceu ambas competições, enquanto os paulistas Pinheiros e Corinthians empatavam no ranking nacional.

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Europeu de Curta 2013

Terminou hoje em Herning/Dinamarca a última grande competição internacional do ano, o Europeu de Curta. Com 13 recorde mundiais quebrados (segundo a organização do evento, sendo apenas um em prova individual, o restante em revezamentos), eis os destaques:

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Efimova voou em Hering, batendo a favorita dinamarquesa Rikke Pedersen (crédito: Patrick Kraemer)

  • Os peitistas foram responsáveis pela maioria dos recordes, incluindo o mundial de Yulyia Efimova nos 200m peito (2:14.39). Antes a russa já havia batido recorde de campeonato nos 50 e 100m (semi), para depois perder por pouco da sua sempre rival lituana Ruta Meilutyte. O campeão olímpico e mundial Daniel Gyurta continua no domínio dos 200m.  O húngaro teve um final de prova matador para vencer a batalha contra o inglês James Jamieson, marcando a segunda melhor marca da história (2:00.72) e conquistando sua quinta vitória consecutiva. Recorde da comunidade britânica e alemão confirmam a onde de bons nadadores de peito.

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    Mireia comemora a melhor marca sem os maiôs tecnológicos (crédito: Patrick Kraemer).

  • A espanhola Mireia Belmonte acabou bem a temporada, vencendo 4 provas, batendo a húngara Katinka Hosszu, inclusive batendo o recorde europeu desta nos 200m borboleta (2:01.52) e chegando perto do recorde mundial nos 400m medley (4:21.23 x 4:20.85).
  • A redenção dinamarquesa veio com Mie Nielsen, 17, sendo a primeira europeia a abaixar dos 56s nos 100m costas (55.99);

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    Morozov: vestindo rosa como sua compatriota Efimova (crédito: Gianmatti Adalberto)

  • Vlad Morozov e seus 7 ouros levaram a Rússia ao topo. Sem o francês Manaudou, que alegou alguma lesão depois de detonar no campeonato nacional, ficou fácil para Morozov vencer as provas de velocidade, além de colaborar com os revezamentos.

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    A Dinamarca teve seus altos e baixos, para delírio do seu público (crédito: Patrick Kraemer).

A Rússia venceu com facilidade (22 medalhas), mas o sistema de pontuação não foi o de medalhas, dando muitas distorções. A Espanha de Mireia, por exemplo, apesar dos 4 ouros, que daria a 3a. posição tradicionalmente, foi para um 12o. mais apropriado para alguém que depende do talento solo. Por outro lado, a Itália com a única vitória de Federica Pelegrini ficou em segundo na pontuação e apenas 10o. pelas medalhas.

 

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Daniel Takata: o canivete suíço da natação brasileira

Redator da Revista Swim Channel. Tem colaborado com os principais veículos impressos e eletrônicos sobre natação e vem comentando competições no SporTV. Escolhido pela FINA como melhor texto sobre natação do mundo em 2011 e 2012. Estatístico com graduação e mestrado pela Unicamp.

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Revista da FINA: Takata é bi!

Este texto de introdução de Daniel Takata já impressiona pelos fatos de juntar um estatístico com melhor texto sobre natação do mundo. Blogueiro impulsivo, ele já colaborou nos primórdios do Swim It Up!, que tinha um pequeno jornal de tiragem limitatíssima feito por assinatura, sempre com comentários e textos primorosos.

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Hoogenband não perdeu a oportunidade e tirou foto com nossa celebridade.

Criou ainda o Raia Quatro News, onde nos brindava com sua extensa pesquisa e conhecimento sobre a natação, quando foi convidado a participar do Blog do Coach, de outro aficionado por notícias do mundo da natação e blogueiro e comentarista, Alex Pussieldi, onde participou de inúmeros Best Cam.

Por fim, está no bem sucedido projeto Swim Channel, em parceria com Patrick Winckler e o jornalista Guilherme Freitas.

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Takata: único japa, ao lado do Bussunda cover, Satiro Sodré.

Mas este é o lado A de Takata… Recentemente produziu um vídeo com a clássica música Bohemian Rhapsody do Queen (vejam abaixo o resultado), mostrando seus dotes artísticos.

Através de outro canal, acabei descobrindo ainda outro dom dele. Descubra aqui. Será que ele vai precisar destes artifícios para acompanhar a Olimpíada do Rio? Espero que não, pois precisamos de pessoas preparadas como ele e o Swim Channel para escrever com qualidade sobre a natação olímpica.

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Sim, o estatístico também foi nadador.

Ah, sim, Takata foi nadador e também tira suas fotos de alta qualidade. Ao menos até o momento é isso o que temos do nosso canivete suíço da natação brasileira.

 

 

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Troféu Julio de Lamare: Junior 1 x Junior 2

Ao ler a matéria dos principais resultados do primeiro dia do Troféu Julio de Lamare que acabou hoje,  percebi algo estranho: haviam muitas provas em que os atletas que ganharam o junior 1 eram melhores que os do junior 2.

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Natalia: primeira desde Joanna (2004) a bater recorde continental na competição.

OK, Natalia de Luccas é um pouco fora da curva, pois depois estabeleceu o único recorde sul-americano da competição nos 200m costas, além das mulheres terem uma maturação mais cedo. Mas o que realmente impressionou foi que teve uma prova individual e o revezamento masculino… No final daquele primeiro dia, o placar marcava 3×3 entre as faixas etárias. Seria uma tendência?

No segundo dia, covardia. Nas provas individuais nosso junior 1 venceu 6, contra apenas 2 (6×4 com os revezamentos). Na terceira etapa, o placar reverteu: 3×5 (3×6 com os revezamentos) e hoje ficou, no meu entendimento, num normal 1×5 (1×7).

No final das contas os mais velhos e experientes conseguiram resultados mais fortes, mas fica aqui o alerta de que algo estranho pode estar acontecendo. Teorias? Comente aí.

 

 

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Mandou bem, Mandela

Muito se falou nestes últimos dias sobre Nelson Mandela, inclusive de como ele utilizou o esporte para unificar o povo. Se metade do que passou no filme Invictus foi verdade, ele deve já pode ser considerado um dos que mais soube tomar proveito da força do esporte (para um bem comum, deixo claro).

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Mas o que dizer especificamente da natação sul-africana? Fácil de lembrar dos feitos de Chad le Clos, incluindo seu ouro olímpico em cima de ninguém menos do que o melhor atleta da história dos Jogos Olímpicos, em sua prova preferida! Mas a verdade é que o país vem bem nas piscinas olímpicas, tanto que está em 14o. (Brasil em 28o.)no ranking de medalhas olímpicas, com 15 medalhas, sendo 6 douradas.

Agora, e se Mandela não tivesse logrado êxito e o apartheid existisse até hoje e o hiato de não participação olímpica 1964-1988 fosse ainda maior? Nada menos que 11 medalhas (5 dos 6 ouros) vieram depois do retorno em Barcelona-92.

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Roland Schoeman com sua coleção pós Atenas.

Primeira conta fácil é que a soma de Phelps incluiria mais um ouro, além de subir também do bronze para a prata no revezamento 4x100m livre de 2004, quando os sul-africanos bateram o recorde mundial na final.

Segundo, Amanda Beard seria mais conhecida com seus dois ouros em casa, quando perdeu da ex-recordista mundial Penny Heyns tanto os 100 quanto os 200m peito.

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Ouro para o revezamento sul-africano e olha a alegria do garoto de 19 anos.

Terceiro, Terence Parkin não seria o único medalhista olímpico surdo em prova individual, prata nos 200m peito em Sydney. O americano Jeff Float levou o ouro no revezamento 4x200m livre em Los Angeles, mas talvez poderia sair com mais, se não fosse o boicote de Moscou-80. Além deles, Dave Wharton (prata nos 400m medley em Seul) também tinha problema, mas em apenas um ouvido.

Por fim, acompanhem aqui a entrevista de Penny Heyns sobre Mandela e a entrevista de Chad le Clos sobre o impacto de Mandela no esporte do seu país, aqui.

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Heyns com Mandela.

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Le Clos encontra Parkin, ou seria o contrário?

 

 

 

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Concluído 1º Programa de capacitação de fornecedores da cadeia produtiva do esporte

Publicado em 25/11/2013, aqui

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Foi realizada na última sexta-feira (22/11), a entrega dos certificados para as entidades que concluíram o Programa de Capacitação de Fornecedores da Cadeia Produtiva do Esporte, promovido pela Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (SEEJ), em parceria com o Sebrae. A cerimônia aconteceu durante o Seminário de Gestão do Esporte Mineiro, no auditório do BDMG, e contou com a presença do secretário Adjunto de Esportes e da Juventude, Rogério Romero e da gerente da Indústria do Sebrae Minas, Marise Xavier. A expectativa é que, em 2014, seja iniciada a segunda turma de capacitação de fornecedores da cadeia produtiva do esporte, bem como novas rodadas de negócios e missões empresariais.

Quatorze entidades receberam os certificados por terem atingido o mínimo de 75% de frequência, nos módulos de instrutorias e consultorias, durante os anos de 2012 e 2013. São elas: Federação Mineira de Futebol de Salão; Neo Confecções; Federação Mineira de Handebol; Sociedade Agostiniana (Colégio Magnum); Panda Promoções e Eventos; Federação Mineira de Basketball; Academia Sá Djá; Academia Mineira de Tênis; Associação Atlética Banco do Brasil (AABB); América Futebol Clube; Associação e Consultoria em Esportes e Eventos (ACE); Federação Mineira de Voleibol; Tênis para Todos; Associação Esportiva Social Ermelinda Vital (AESEV). Outras seis – Federação Mineira de Judô; Federação Mineira de Arco e Flecha;  Federação Aquática Mineira; Associação Mineira de Vela Adaptada, Clã Delfos; Mackenzie Esporte Clube- também participaram da capacitação.

O programa

Com público-alvo de representantes de federações, associações, clubes e empresas mineiras com atuação nas modalidades prioritárias do esporte de rendimento em Minas Gerais, o programa contempla 192 horas de instrutoria e 68 horas de consultoria nos seguintes módulos: Indicadores de desempenho e gestão empresarial; Gestão de Marketing; Gestão Financeira; Gestão de pessoas; Gestão de processos; Habilidades gerenciais; Técnicas de negociação; Marketing esportivo.

Além da capacitação de fornecedores, desde 2012, a SEEJ e o Sebrae promoveram diversas ações para as entidades que aderiram ao Programa de Fomento à Cadeia Produtiva do Esporte. Dentre as iniciativas, merecem destaque as rodadas de negócios/captação de recursos e a primeira missão empresarial internacional do setor esportivo, que contou com a presença de cinco empresas durante a Conferência da EASM 2013, em Istambul/Turquia. Além disso, foi realizado o diagnóstico da cadeia produtiva dos esportes de alto rendimento pela Fundação João Pinheiro, que será divulgado em breve.

Matéria: Flávia Braga

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Mesmo longe das piscinas, Rogério Romero continua sua dedicação ao esporte

Publicado em 31/07/2008, aqui

Faltando poucos dias para os Jogos Olímpicos de Pequim, um dos maiores nadadores brasileiros não fará parte da delegação do país desta vez. Rogério Aoki Romero, único nadador do Brasil a participar de cinco Olimpíadas ( façanha de apenas três atletas no mundo), neste ano acompanhará as competições apenas pela televisão. O londrinense, consagrado pela sua atuação nas piscinas, agora troca a sunga pelo terno e gravata como Secretário-Adjunto da Secretaria de Esporte e da Juventude de Minas Gerais, onde trabalha desde 2004.

Como fica o coração de quem já dedicou 30 anos à natação e foi finalista em tantas Olimpíadas? “Normal. Gosto de acompanhar os resultados dos brasileiros, ou mesmo outras conquistas fantásticas, mas tenho consciência de que este tempo para mim já passou”, responde Romero. O ex-nadador se diz feliz e satisfeito com os novos desafios à frente da Secretaria de Esporte, em Belo Horizonte. “Na verdade, estar conectado de alguma forma ao esporte é um alento”, ressalta.

Rogério Romero nasceu em Londrina e, até os 17 anos, se revezava entre Colégio Londrinense e a ACEL, onde dava os primeiros passos na natação. Pode-se dizer que ele é o precursor da geração composta pelos atletas Gustavo Borges, Fernando Sherer e Thiago Pereira. Grande nadador do estilo costas, com 34 anos participou de sua última Olimpíada (Atenas 2004) e surpreendeu a todos ao conquistar o índice e chegar à semifinal nos 200 metros costas. Hoje com 38 anos, Rogério avalia a importância desse período: “Tudo foi resultado de muito treinamento, aliado a uma experiência única, que levo para o resto de minha vida”.

De sua época de ouro, Romero agrega no currículo mais três medalhas em Pan-Americanos, várias conquistas na Copa do Mundo de natação além de, até pouco tempo, ser o dono do recorde brasileiro e sul-americano dos 200 metros costas, com o tempo de 1min59s23. O número só foi superado por Thiago Pereira ano passado, nos Jogos Pan-Americanos. Mas quem pensa que ele tem saudades desse período, se engana. “Nem das competições sinto falta. Os treinos eram muito desgastantes e monótonos. Era necessária muita força de vontade e objetivos para ter uma consistência no treinamento”, diz.

Rogério Romero transparece a satisfação com sua nova rotina em BH e diz ter a certeza que a natação já lhe rendeu muitos frutos. Segundo ele, com as 12 horas de trabalho não lhe sobra tempo para fugir do sedentarismo. “Quando animo, faço uma academia, mas nada muito rigoroso, apenas para tentar manter a forma (cada vez mais difícil), ou nadar (bem mais difícil ainda!) no Minas Tênis Clube”.

Tanta dedicação ao cargo na Secretaria de Esportes é, para Romero, “um desafio enorme e complexo, do tamanho de um Estado com 853 cidades”. O ex-atleta afirma que pensar em esporte não se resume a apoiar atletas e competições, mas sim estabelecer prioridades e investir na base: o esporte na escola. “Luto também pelo reconhecimento do esporte, seja para melhorar a saúde, seja pelo seu poder social”. Palavras de um pé-vermelho e veterano do esporte brasileiro.

Para saber mais:
www.rogerioromero.com.br
www.swim.com.br

Texto: Máxima Comunicação

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O poder das homenagens

Recentemente tivemos a festa de despedida da grande Fabíola Molina. Infelizmente não pude estar presente, mas conhecendo-a e lendo os relatos (Best Swimming e Swim Channel), sei que seu carisma atraiu desde seus amigos mais próximos até atletas do mundo inteiro. Inesquecível, alguns vão dizer. E vai ser mesmo. Para ela, com certeza. Vai lembrar deste momento bacana, de celebrar uma nova fase, mas ainda colaborando para divulgar a natação.

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Arigato gozaimasu Fabíola!

Hoje estive premiando os destaques dos nossos Jogos Escolares e de Minas e, naquele clima de festa e confraternização, fiquei pensando na importância destes momentos para todos. Para o aluno/atleta, para que ele seja devidamente valorizado pelos seus resultados. Para as escolas, para que elas continuem investindo no esporte. Para os professores e profissionais de educação física, lembrá-los que valeu a pena. Para nós do Governo, um alívio no meio de tantas críticas e contingenciamentos.

Enfim, todos temos ao menos um bom motivo para parar por alguns momentos e celebrar as vitórias, mesmo que pequenas. Mas, apesar delas contribuírem para a nossa motivação, não podemos viver delas. Sim, por maior que seja a conquista, os desafios continuam.

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Homenagem junto com o Meu Primeiro Trathlon, em 2011.

Por fim, agradecer a indicação para o Orgulho Paranaense. Estarei lá semana que vem, batendo palmas para os esportistas que vão ser condecorados na próxima semana, com a certeza de que eles vão lembrar deste dia.

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