Categoria Natação

As viagens olímpicas de Rogério Romero

Publicado em 08/08/16, aqui

Ele foi o primeiro nadador do mundo a participar de cinco edições de Jogos Olímpicos, o único brasileiro finalista em quatro e já começou a acertar suas previsões. Quando conversamos, no começo de julho, Rogério Romero cravou que Katinka Hosszú bateria recordes e conquistaria medalhas (assim mesmo, no plural) nessas Olimpíadas. No último sábado ela deu o primeiro passo para cumprir a profecia nos 400m medley. Agora é esperar para ver se as palavras de Rogério também dão sorte para os brasileiros. O ex-nadador (atual gerente de Esportes do Minas Tênis Clube) acredita que o nosso time pode levar duas medalhas na natação e ter o melhor resultado global do Brasil na Rio 2016.

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Mas vamos falar de viagem, que é o que interessa? O esporte foi o ponto de partida de Rogério para conhecer o mundo.

Foi como atleta profissional que ele visitou a maior parte dos 40 países em que já esteve. Por isso mesmo, diz:

“Ás vezes eu fui, mas não conheci.”

A rotina pesada de treinos e competições quase não abria espaço para o turismo.

Ele saiu do Brasil pela primeira vez em 1987. Participou de uma competição em Maldonado, no Uruguai, de um campeonato universitário na Europa e foi treinar nos Estados Unidos, se preparando para a primeira Olimpíada.

Um ano depois, estava em Seul, na Coreia do Sul, numa época em que não existia internet e a globalização ainda não tinha acontecido. Foi lá que ele provou kiwi pela primeira vez e viu personalidades de pertinho.

Era mais difícil você conseguir informações sobre grandes atletas, então, eu assinava uma revista americana, mas chegava aqui com dois meses de delay.”

Rogério ficou emocionado ao se dar conta de que estava lado a lado com Matt Biondi (medalhista olímpico na natação em três Olimpíadas) e ainda encontrou Arnold Schwarzenegger, que fazia sucesso nas telas em O Predador. Nada disso tirou o foco da competição.

Você tem que estar lá no 110% naquele momento. […] Pra mim foi um sonho poder ver, curtir, todas as provas de natação e também participar de uma final olímpica.”

O ex-nadador pode não ter tido muito tempo para conhecer Seul, mas o Catraca Livre fez um post com cinco bons motivos para você ir à capital coreana. Já o Quanto Custa Viajar tem o cálculos dos valores que você vai gastar para passear por lá.

A segunda Olimpíada que Rogério disputou foi em 1992, em Barcelona. Para ele, um exemplo de Olimpíada perfeita e de bom legado dos Jogos numa cidade. O atleta tentou conhecer um pouco da capital catalã, mas o tempo livre foi curto. Em 2003, quando voltou para disputar outra competição, fez questão de tirar alguns momentos para o turismo.

Atletas de esportes muito populares não costumam ficar na Vila Olímpica para evitar o assédio. Apesar disso, às vezes, fazem visitas surpresas.  Na cidade espanhola Rogério perdeu a chance de estar com um dos times que mais admirava. A seleção americana de basquete foi à Vila. Ele até queria tietar o Dream Team, mas não estava no setor por onde eles passaram.

Se ele não encontrou com o time de basquete, pelo menos já esteve diante de um presidente americano. Em 96, em Atlanta, Rogério viu Bill Clinton.

O ex-nadador não quis eleger uma Olimpíada preferida, mas foi em 2000, em Sidney, que ele conquistou o melhor resultado.

Ficou em sétimo lugar geral na categoria nos 200m costas, depois de investir num longo treinamento, morando um tempo nos Estados Unidos.

Já em 2004, em Atenas, o clima era outro. Rogério se despedia das Olimpíadas e decidiu viver o momento de maneira relaxada, passeou bastante pela capital grega, se divertiu com o clima da Vila, aproveitou com alegria a despedida.

As histórias mais inusitadas das viagens do atleta não são de Olimpíadas. Nos Jogos, a concentração é total e o espaço para aventuras fica pequeno. Em outros torneios, há mais espaço para vivências além da esportiva.

Em 87, por exemplo, num campeonato universitário na Europa, ele resolveu adiar a volta ao Brasil e fez uma viagem de trem passando por seis países. Como o dinheiro era curto, comprava passagens noturnas e dormia nos trens.

Em Split, quando ainda existia a Iugoslávia, ele e outro nadador alugaram uma bicicleta para desbravar a cidade e acabaram numa praia de nudismo.

Em Roma a surpresa não foi boa. O técnico de Rogério teve a carteira furtada. A sensação de impotência bateu à porta.

Num campeonato na China a dieta foi à base de pizza e hambúrguer para evitar as comidas não identificadas que eram servidas.

Em Liechtenstein ele teve tempo para percorrer o país de carro, e, apesar de dizer que não viu nada muito interessante, adorou a experiência.

Boa parte desses casos é de uma época pré fotografia digital. Um tempo em que, para Rogério, era muito mais fácil para o atleta ser uma personalidade pública.

Se antes as coisas eram selecionadas naturalmente, hoje, dificilmente você seleciona. Você está sendo filmado, fotografado, ouvido, o tempo todo.”

Como dirigente esportivo, ele está sempre alertando os jovens sobre os cuidados necessários com as redes sociais e os perigos da superexposição e lembra que a imagem construída nas redes acaba moldando a visão sobre o esportista.

Ainda assim, o ex-nadador lembra que o atleta é um extrato da população, por isso, é uma ilusão esperar que todos sejam um exemplo de conduta.

Em relação à delegação brasileira de natação, ele diz que o fator casa é um diferencial e precisa ser aproveitado por quem está competindo. Para Rogério, a equipe está bem consistente e cita Ítalo Duarte, Etiene Medeiros e Thiago Pereira como alguns dos que podem ter os melhores resultados.

No quadro geral, ele diz que a seleção americana ainda é A seleção a ser batida. Atrás dela estão Austrália, Alemanha, Japão, Rússia e o próprio Brasil.

O menino de Londrina que conheceu o mundo pelas piscinas fez a gente mergulhar com ele nas viagens do esporte.

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Os nadadores olímpicos mais olímpicos da história

Publicado  em 08/06/2016, aqui

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Joanna Maranhão, Thiago Pereira e Kaio Márcio Almeida, os três juntos desde 2004 vão completar quatro participações olímpicas no Rio 2016. Na história da participação olímpica da natação brasileira, se igualam a outro gigante, Gustavo Borges, olímpico de 1992 a 2004.

Joanna se isola, passa a ser de forma solitária a nadadora mais olímpica do Brasil deixando Fabíola Molina (2000, 2008, 2012) e Piedade Coutinho (1936, 1948, 1952) para trás com três participações nos Jogos. Entre os homens, Rogério Romero (1988, 1992, 1996, 2000, 2004) com cinco Olimpíadas é nosso recordista.

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Therese Alshammar da Suécia nadou os 50 livre no Mare Nostrum de Canet para 24.75, abaixo do índice olímpico de 25.28, mas sua classificação ainda não foi oficializada pelo Comitê Olímpico da Suécia. Se confirmarem, Alshammar vai fazer história se igualando a dois outros nadadores com o maior número de participações olímpicas, seis Jogos.

Os nadadores são Derya Buyukuncu da Turquia e o sueco Lars Froelander, os dois completaram sua sexta Olimpíada nos Jogos de Londres em 2012. Froelander de forma bem mais destacada com três medalhas, um ouro nos 100 borboleta em Sydney 2000 e pratas no 4×200 livre em 1992 Barcelona e repetido em Atlanta 1996.

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Buyukuncu estreou junto com Froelander nos Jogos de 1992 em Barcelona. Tinha apenas 16 anos e nas suas seis participações olímpicas nunca passou das eliminatórias. O melhor resultado foi nos Jogos de 2000 em Sydney quando ficou em 17o lugar nos 100 costas, apenas dois centésimos lhe separaram daquela que seria sua primeira semifinal olímpica.

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Froelander, além das três medalhas ainda esteve em sete finais sendo duas em provas individuais e cinco em revezamento. Tanto Buyuncu e Froelander se despediram da natação competitiva em Londres. O turco Buyuncu com 36 anos ficou em 33o nos 200 costas com 2:01.68.Froelander aos 38 anos foi 20o nos 100 borboleta com 52.47.

Os dois, apenas os dois com seis Olimpíadas e Therese Alshammar, se confirmada, igualando. Porém, junto com Rogério Romero existem outros nove nadadores somando cinco participações olímpicas. Destes 10 nadadores, três obtiveram medalhas. A mais medalhada do grupo é a americana Dara Torres 12 medalhas, quatro de cada cor. Detalhe que Dara Torres foi olímpica aos 15 anos em 1984, e esteve nos Jogos de 1988 e 1992, mas ficou oito anos afastada do esporte voltando em 2000. Martina Moravcova foi duas vezes medalhista, duas medalhas de prata e Nina Zhivanevskaya também com duas medalhas, sendo que as duas foram de bronze.

Zhivanevskaya é do grupo a única que defendeu mais de um país. Nascida em Samara, na Rússia, estreou nos Jogos de 1992 em Barcelona nadando pelo Time Unificado. Na época, a União Soviética se desfez e a Rússia ainda não tinha o seu Comitê Olímpico formado com os atletas representando uma equipe que competia pela bandeira do Comitê Olímpico Internacional. Depois disso, foi as Olimpíadas de 1996 e 2000 pela Rússia, e as duas últimas em 2004 e 2008 pela Espanha por onde se naturalizou em 2001.

Lista dos nadadores com 5 Jogos Olímpicos:
Alison Sheppard, Grã-Bretanha, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004
Carl Probert, Fiji, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Dara Torres, Estados Unidos, 1984, 1988, 1992, 2000, 2004, 2008
María Peláez, Espanha, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Mark Foster, Grã-Bretanha, 1988, 1992, 1996, 2000, 2008
Martina Moravcová, Eslováquia, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Mette Jacobsen, Dinamarca, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004
Nina Zhivanevskaya, Rússia/Espanha, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Peter Mankoc, Eslovênia, 1996, 2000, 2004, 2008, 2012
Rogério Romero, Brasil, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004

Existem outros dois atletas que também acumulam cinco participações olímpicas, mas somando suas atuações na natação e no polo aquático. Um deles é brasileiro, João Gonçalves Filho, nadou nos Jogos de 1952 e 1956, e jogou polo aquático nas Olimpíadas de 1960, 1964 e 1968. O outro é o britânico Paul Radmilovic que nadou nos Jogos de 1908 e 1912, e jogou polo aquático nas Olimpíadas de 1908, 1912, 1920, 1924 e 1928.

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Sydney 2000, a Seleção Brasieira 15 anos depois

Publicado em 23/09/2015, aqui

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Hoje, há exatos 15 anos, terminava a natação dos Jogos Olímpicos de Sydney 2000, o primeiro deste século.

O Brasil não conseguiu repetir o sucesso da Olimpíada anterior em Atlanta 1996, considerada a melhor da história de nossa natação com três medalhas e cinco finais. Em Sydney, foram apenas duas finais, mas coroada com uma performance de “ouro” para a medalha de bronze do revezamento 4×100 livre, última vez que o Brasil chegou a uma final olímpica em provas de revezamento.

Desde então, muita coisa mudou, outras nem tanto, e todos os doze nadadores que representaram o Brasil em Sydney já se aposentaram. Quem segue na ativa, e pelo que se diz, no seu último mandato, é o Presidente da CBDA, Coaracy Nunes, na época chefe da delegação de natação.

A comissão técnica tinha a chefia de Ricardo de Moura, hoje ocupando o cargo de diretor geral da CBDA e tinha três treinadores estrangeiros: Dennis Dale da Universidade de Minnesota, Joe Goecken treinador de Bolles e Michael Lohberg.

Dennis Dale era técnico de Alexandre Massura e se aposentou há dois anos. Joe Goecken era técnico de Carlos Jayme e Gustavo Borges no Bolles School em Jacskonville, na Flórida. Atualmente, Goecken trabalha num cargo administrativo da USA Swimming. Michael Lohberg, técnico alemão radicado nos Estados Unidos, era o técnico de Rogério Romero e Fabíola Molina. Lohberg faleceu em 2013 vítima de uma doença hepática.

Os outros três treinadores eram brasileiros. Luiz Raphael, na época treinador de Luiz Lima, segue no mesmo clube, o Fluminense onde é o treinador principal até hoje. Luiz Raphael chegou a se aposentar das bordas de piscina para se dedicar a sua própria academia, mas retornou, e segue a frente do Fluminense.

Sérgio Silva era o técnico de Edvaldo Valério, o homem que fechou o revezamento de bronze do Brasil. Serjão se aposentou das bordas como treinador há quase dez anos, mas segue ligado a natação baiana. Atualment está no seu terceiro mandato como Presidente da Federação Baiana de Desportos Aquáticos.

Reinaldo Dias era o treinador do Minas Tênis Clube em 2000. Depois esteve no Flamengo até se mudar para o Perú em 2005. Lá, dirigiu por anos o Clube de Regatas Lima. Atualmente, ocupa o cargo de diretor técnico da Federação Peruana de Natação.

No grupo de doze nadadores em Sydney, apenas uma mulher. Fabíola Molina que ficou em 24o lugar nos 100 costas e 36o nos 100 borboleta. Fabíola ainda esteve em mais duas Olimpíadas depois desta. Ficou de fora de Atenas em 2004, mas nadou em Beijing 2008 e Londres 2012. Se aposentou das piscinas em 2013, é uma empresária de sucesso a frente da sua linha de maiôs e sungas. Vai inclusive lançar a linha Rio 2016 em produtos licensiados pelo Comitê Rio 2016.

Dois anos depois de Sydney, Fabíola começou a namorar com o também nadador Diogo Yabe. Em 2006, os dois estavam casados e no ano passado tiveram a primeria filha, Louise Maria.

Filhos daquele grupo de 2000 já são quinze.  Fernando Scherer, Gustavo Borges, Rodrigo Castro, Alexandre Massura, Rogério Romero, André Cordeiro tem dois cada um, mais Luiz Lima, Fabíola e Edvaldo Valério com um.

Naquele grupo de 2000, apenas Gustavo Borges, Fernando Scherer e André Cordeiro já eram pais. Gustavo era casado com a também nadadora Barbara Franco Borges, Luis Gustavo havia nascido no ano anterior. Depois, eles ainda tiveram Gabriela. Os dois filhos são atletas do Pinheiros, clube onde Gustavo conseguiu os seus maiores resultados.

Gustavo Borges segue envolvido com a natação. Comanda a Metodologia Gustavo Borges, líder do mercado nacional e atuando em quase 200 academias e escolas de natação num sistema que planifica e organiza a aprendizagem do esporte. É dono de academias de natação e faz parte do Time de Ouro da Rede Globo que vai atuar nos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Gustavo não estava bem em 2000. Por conta disso, foi para a Olimpíada no sacrifício e resumiu sua participação aos 100 livre onde parou nas semifinais em 16o lugar e no revezamento onde foi o segundo a pular na água fazendo o melhor tempo da equipe.

Fernando Scherer já tinha uma filha, Isabella Scherer, gaúcha, hoje com 19 anos de idade. Depois de atuar no reality show A Fazenda, conheceu Sheila Mello. Casou e teve a segunda filha, Brenda. Xuxa foi o nadador que abriu o revezamento de bronze em Sydney. Fora isso, ainda nadou os 50 livre não passando das eliminatórias. Sua participação foi ameaça em todos os momentos. Uma torção no pé fez Xuxa sofrer e nadar no sacrifício na Olimpíada.

Ele ainda nadou até 2004 quando fez a sua terceira e última Olimpíada. Trabalha desde 2008 na Rede Record de Televisão onde é o comentarista de natação da emissora.

O terceiro pai da equipe olímpica de 2000, André Cordeiro foi para Sydney disputar a sua segunda Olimpíada. Depois de estar no revezamento 4×100 livre de Atlanta em 1996 que terminou em quarto lugar, nesta vez foi como nadador reserva e não competiu. Tinha uma filha, Bruna, na época com seis anos, e que depois viria a se tornar uma nadadora de destaque nas categorias inferiores do Corinthians.

André segue envolvido com natação. É um dos integrantes da comissão técnica do Minas Tênis Clube e já com passagens pela Seleção Brasileira Juvenil.

O time do Brasil ainda teve outro reserva que não nadou em Sydney. Foi César Quintaes Filho, este disputando sua única Olimpíada, sem nunca ter nadado uma prova. Cesinha, era o reserva para o 4×100 livre medalha de bronze. Esteve em outras formações anteriores, mas para Sydney, foi como o quinto nadador da prova.

Médico do SAMU, Dr. César Quintaes Filho hoje salva vidas e está casado desde o ano passado.

O revezamento de bronze ainda tinha Carlos Jayme e Edvaldo Valério. Jayme já estava nos Estados Unidos de onde nunca mais voltou. Se formou na Universidade da Flórida e atualmente é empresário em Nova Iorque. Lá casou com Catherine que está grávida do seu primeiro filho.

Edvaldo Valério nunca havia saído da Bahia até os Jogos de Sydney, porém após o bronze olímpico sofreu com a falta de patrocínio e apoio local. Esteve no Minas Tênis Clube em Belo Horizonte e no Grêmio Náutico União em Porto Alegre até se aposentar. Este ano teve o lançamento da sua biografia em Salvador. O livro “Edvaldo Bala Valério, Braçada da Esperança” traz um pouco de toda a carreira do nadador.

Atualmente, Valério comanda o Centro Aquático Edvaldo Valério, uma série de piscinas arrendadas na Bahia em turmas de aprendizagem e natação masters.

Quem está preparando uma biografia é Eduardo Fischer. O nadador de peito da Seleção de 2000, Fischer ficou em 31o lugar nos 100 peito. Foi sua primeira Olimpíada. Voltaria em Atenas 2004 quando chegou as semifinais da prova.

Casado desde 2010, Eduardo Fischer é advogado e proprietário de uma loja de suplementos em Joinville. Nunca fez uma despedida oficial, mas deixou os campeonatos nacionais desde 2012. Ainda aparece em algumas disputas regionais em Santa Catarina, sempre defendendo a sua amada Joinville. Talvez seja o nadador que mais Jogos Abertos de Santa Catarina disputou em toda a história.

O revezamento 4×200 livre de Sydney ficou em 13o lugar. Gustavo Borges optou por não nadar a prova. O time tinha Rodrigo Castro, Leonardo Costa, Edvaldo Valério e Luiz Lima.

Rodrigo Castro aos 21 anos de idade fazia a sua primeira das três Olimpíadas que disputou. Naquele ano de 2000 foi o ano que Rodrigo Castro entrou para a University Southern California onde se graduou em Economia. Se aposentou em 2012 e Rodriguinho talvez seja um dos poucos, senão o único, nadador de alto nível do Brasil que defendeu apenas um clube em sua carreira: o Minas Tênis Clube.

Há dois anos, Rodriguinho é o Vice Presidente da FAM – Federação Aquática Mineira e iniciou um empreendimento na área turística, é dono do Samba Hotéis.

Leonardo Costa fez em Sydney sua primeira e última Olimpíada. Era companheiro de Rodrigo Castro na USC nos Estados Unidos e ainda teve grandes resultados nos anos seguintes. Fora dos Jogos de Atenas em 2004 ensaiou uma aposentadoria, mas tentou voltar aos treinos. Acima do peso, acabou tomando um remédio para emagrecer e testou positivo. Era o fim da sua carreira.

Leo mora em João Pessoa. Voltou a natação, agora como técnico e mantém um programa de natação no mar. Foi insipirado pelo companheiro de equipe Luiz Lima.

Luiz fez em Sydney a sua segunda e última Olimpíada. Ainda tentou sem sucesso em 2004. Ficou em atividade e segue treinando. Participa das competições de águas abertas onde foi antes da nova geração o nosso melhor representante.

O nome de Luiz segue associado as águas abertas sendo o pioneiro de programas de treinamento exclusivos para a modalidade. Seu programa social “Natação no Mar” serviu de base e inspiração para muitos no país. Há seis anos criou o Gladiadores, o primeiro clube de natação focado nas águas abertas e que tem sede na praia de Copacabana.

Em Sydney, Luiz Lima ficou em 17o lugar nos 400 livre e 18o nos 1500. Foi a última vez que o Brasil teve um nadador na prova de 1500 livre em Jogos Olímpicos.

Casado com uma ex-nadadora, Milene Comini, é pai de Luiza, atleta da equipe Mirim do Marina Barra Clube.

Aliás, a irmã de Milene, Patricia, também ex-nadadora, casou com Rogério Romero, e tem duas filhas. O Piu fez em Sydney sua quarta Olimpíada. Voltaria em Atenas 2004 para fechar a quinta, recorde na história dos atletas olímpicos do Brasil.

Nestas cinco Olimpíadas, foram duas finais. O melhor resultado foi exatamente em Sydney, sétimo lugar com 2:00.48 nos 200 costas, a sua prova favorita. Piu ainda nadou os 100 costas terminando em 23o lugar.

Depois de atuar como integrante do Governo Estadual de Minas Gerais como Secretário de Esportes, Rogério Romero iniciou esta temporada como Gerente Geral Esportivo do Minas Tênis Clube.

Alexandre Massura Neto também atuou com Rogério Romero na Secretaria de Esportes e Turismo de Mina Gerais. Depois disso, Massura esteve trabalhando para a FIFA no projeto da Copa do Mundo no Brasil. Este ano, passou a atuar na Effect Sport no Rio de Janeiro.

Massura ainda treinava nos Estados Unidos em 2000, Era atleta da Universidade de Minnesotta, então recordista da universidade e um dos principais atletas da equipe no NCAA. Sydney foi sua segunda Olimpíada. Foi para Atlanta em 96 para nadar o revezamento 4×100 livre terminando em quarto lugar. Em Sydney, chegou as semifinais dos 100 costas, terminou em 13o lugar com 56.07.

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Homenagem aos nadadores

Publicado em 23/07/15, aqui

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O presidente do Minas, Luiz Gustavo Lage, recebeu os nadadores da Fiat/Minas Nicolas Oliveira, Kaio Márcio, Lucas Kanieski e Daiane Becker e o treinador Scott Volkers, que participaram dos Jogos Pan-americanos de Toronto, no Canadá, e Henrique Martins, que disputou a Universíade de Gwangju, na Coreia do Sul, para homenageá-los pelas grandes conquistas nas duas competições.

No encontro realizado nessa quinta-feira, no Minas I, o presidente minastenista agradeceu e parabenizou os nadadores pelas conquistas. “Estamos próximos de um momento histórico para nós, que são os Jogos Olímpicos Rio 2016, e temos tido grandes resultados nesse período. Essas conquistas são frutos de trabalhos seus, de anos e anos, junto com toda a comissão técnica. A natação representa muito para o nosso Clube, é o esporte que tem o maior número de sócios praticantes, e isso também se deve a essas conquistas de vocês, que tanto honram o nome do Minas e da Fiat, patrocinadora da equipe. Obrigado por tudo que vocês fizeram nessas competições e por acreditarem no Minas”, afirmou Luiz Gustavo Lage.

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O diretor de natação do Minas, Carlos Antonio da Rocha Azevedo, também enalteceu as conquistas dos atletas. “Faço minhas as palavras do presidente. É sempre uma alegria ver um nadador competir bem e quando é do Minas a alegria é maior ainda. Sabemos o esforço e a dedicação de cada um de vocês e dos treinadores. Nos últimos dias tivemos jornais e sócios enaltecendo as conquistas que vocês tiveram e isso só nos enche de orgulho. Estamos mostrando que somos capazes e construindo um caminho para os Jogos Olímpicos Rio 2016”.

Crisávila Carolina Dias, do Departamento de projetos especiais e brand da Fiat, falou sobre a parceria com a equipe minastenista e parabenizou os atletas. “Não tem como não patrocinar essa equipe, que é a melhor do Brasil. É a equipe líder na natação. Mesmo com o mercado ruim, a Fiat viu a importância de estar ao lado da equipe e incentivar, vocês trazem muito orgulho para a nossa empresa. Vocês podem contar com a gente, queremos ajudar e participar”.

O experiente nadador Kaio Márcio agradeceu ao Clube e elogiou a dedicação de todos da Fiat/Minas. “Comecei a nadar tem um tempo, já passei por alguns clubes, e é a primeira vez que eu vejo o presidente recebendo os atletas e parabenizando pelas conquistas. Isso é muito bacana, estou muito feliz por estar aqui e ter representado o Minas. Foi meu quarto Pan-americano, gostei de poder voltar a seleção. Como equipe estamos crescendo, tendo bons resultados e vejo todo mundo muito focado nos Jogos Olímpicos Rio 2016. O nosso objetivo é classificar o máximo possível de atletas para a competição”.

Também participaram da homenagem o gerente de Esportes do Minas, Rogério Romero, e o chefe do departamento de natação do Minas, Teófilo Laborne. 2B4B8471

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As provas mais brasileiras do Pan

Publicado em 07/07/15, aqui

O programa dos Jogos Pan Americanos é o programa olímpico, são são 32 provas no total, 26 delas individuais. Numa análise estatística desde a primeira edição do Panamericano em 1951, fomos buscar quais as provas mais “brasileiras” da competição. Ou seja, aquelas de melhor tradição para a nossa seleção.

Em número de medalhas, uma surpresa, os 200 costas masculino é a melhor prova para o Brasil no Pan. São 10 medalhas, sendo cinco de ouro. O Brasil é tetra campeão nas quatro últimas edições, em 1999 com Leonardo Costa, 2003 com Rogério Romero e nas últimas duas com Thiago Pereira.

Os 50 livre masculino é outra prova “bem brasileira”, é a prova mais jovem do programa disputada desde a edição de 1987 em Indianápolis, são sete Panamericanos e o Brasil venceu cinco deles. Só perdemos as duas primeiras edições quando Tom Wilkens e Todd Pace venceram em 1987 e 1991 respectivamente. Depois disso, Fernando Scherer, o Xuxa, foi tri campeão e César Cielo bi. Além disso, o Brasil ainda tem mais duas pratas e um bronze, num total de oito medalhas em sete disputas de Pan Americanos.

Entre as mulheres, a melhor prova é os 100 borboleta. Nela, são quatro medalhas conquistadas, duas de prata e duas de bronze. As pratas foram com Gabrielle Rose no Pan de 95 em Mar del Plata com 1:01.67 quando a americana Amy van Dyken venceu com 1:00.71, e com Daynara de Paula na última edição em Guadalajara 2011 com 59.30, prova com vitória da americana Claire Donahue com 58.73.

Interessante que se os 100 borboleta é a melhor prova das nossas mulheres no Pan, os 100 borboleta é a pior prova dos homens brasileiros na competição. São cinco medalhas e apenas um título com Kaio Márcio em 2007 com 52.05. Os 100 borboleta estão no programa do Pan desde 1955, a segunda edição do torneio.

No lado feminino, existem quatro provas que as nadadoras brasileiras nunca ganharam uma medalha em Jogos Pan Americanos: 800 livre, 200 costas, 100 peito e 200 peito.

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No topo, Thiago avalia trajetória até recorde: ‘Não veio da noite para o dia’

Publicado em 19/07/15, aqui

Foram inúmeros treinos, competições, frustrações, abdicações, dores, cansaço, noites sem dormir. Foram também inúmeros desafios, vitórias, alegrias, medalhas, recordes, prêmios, conquistas. Nesses 12 anos desde sua estreia nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003, Thiago Pereira viveu de tudo. Altos e baixos. Muito mais altos do que baixos. Com 23 medalhas no bolso e o título de maior medalhista da história pan-americana, o nadador de 29 anos deixa Toronto neste domingo realizado.

O dia 18 de julho de 2015 ficará gravado na memória de Thiago Pereira por muitos e muitos anos. Foi nesta data que tornou-se o maior medalhista da história dos Jogos Pan-Americanos, no Centro Aquático de Toronto. Mesmo sem garantir nenhum ouro em provas individuais, já que a vitória nos 400 medley foi anulada pelos juízes, o nadador de 29 anos se despediu de Toronto com três ouros (4x100m livre, 4x100m medley e 4x200m livre), uma prata (200m medley) e um bronze (200m peito). Não há motivos para reclamar.

– Foi maravilhoso. Estou aproveitando também esse momento. Isso não veio da noite para o dia. Foi uma coisa que vim construindo ano a ano, a cada ciclo olímpico. E, finalmente, em 2015, eu conquistei um fato importante, um fato legal. Lógico que foi um Pan-Americano em que eu queria ter nadado mais rápido algumas provas em geral. Mas, infelizmente, não consegui. Independentemente disso, consegui meu grande objetivo, que era colocar nosso país entre os maiores recordistas em Jogos Pan-Americanos em medalhas.

A data simbólica fez o nadador brasileiro reviver o passado, relembrando sua trajetória nos últimos 12 anos durante as quatro participações até hoje. A primeira delas foi em 2003, quando tinha apenas 17 anos, em Santo Domingo. O menino surpreendeu ao conquistar uma prata e um bronze. No Rio 2007, Thiago fez a festa, com seis ouros, uma prata e um bronze. Na última edição dos Jogos, em Guadalajara 2011, ele repetiu o admirável desempenho do Rio de Janeiro. Novamente oito medalhas, sendo seis ouros, uma prata e um bronze.

– Voltando um pouco no meu passado, em 2003, a prova que eu achava que tinha mais chance de estar presente em Santo Domingo era a de 200m peito. E foi uma prova que fui desclassificado no primeiro dia, no Maria Lenk. Aquilo para mim foi: ‘Nossa, agora ferrou. Não vou estar presente nos Jogos Pan-Americanos”. Fui conquistar a prova justamente nos 200m medley, no último dia de competição, na última prova. Isso foi um pouquinho do que aconteceu aqui. Eu nunca imaginei que fosse estar aqui agora. A gente vive cada ciclo olímpico, de quatro em quatro anos, a nossa carreira é programada assim. Eu nunca imaginaria a tremenda importância daquele Pan de Santo Domingo, onde tivesse a oportunidade de trocar ideias e aprender com Gustavo Borges, Xuxa (Fernando Scherer) e Rogério Romero. Eu era um moleque de 17 anos e pensava se algum dia eu teria a oportunidade de estar ali também representando meu país.

Apesar de em alguns momentos falar em tom de despedida, Thiago Pereira garante que ainda não sabe dizer se Toronto foi a sua última edição dos Jogos Pan-Americanos. Só depois das Olimpíadas do Rio, em 2016, é que espera decidir se vai parar ou se seguirá mais adiante.

– Eu fiz sempre meu ciclo de quatro em quatro anos. Toda a minha carreira fiz sempre pensando nos próximos Jogos. Acho que muita coisa pode acontecer, são quatro anos. Não vou falar que vou estar, nem que não vou estar. Vou deixar rolar a cada ano.

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Top 3 do Pan de 2003

Publicado em 10/07/15, aqui

Nesse episódio, as três coisas mais legais do Pan de 2003 em Santo Domingo (República Dominicana), com ênfase não exclusiva na natação.

Os resultados completos da natação estão aqui:

Top 3 vai para…

O bronze de Joanna Maranhão, então com 16 anos, nos 400 medley (4:46.38). No ano seguinte, Joanna seria finalista olímpica com um tempo que até hoje não repetiu. Quem sabe agora em 2015?

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Top 2 vai para…

A melhor colocação de uma nadadora feminina desde 1951 até então, a MEDALHA DE PRATA de Flávia Delaroli nos 50L (25.44).

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Top 1 vai para…

Os ouros masculinos:

Fernando Scherer, tricampeão dos 50L (22.40)

Rogério Romero nos 200C, repetindo sua conquista de 1991, com 1:59.92.

4×100 Livre (Gustavo Borges, Carlos Jayme, Jader Souza e Fernando Scherer).

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Mister Pan

Atletas são movidos a desafios, metas cada vez mais audaciosas. Quem diria que um dia, com a competição cada vez mais globalizada e sem o domínio absoluto da época de Spitz, alguém bateria o absurdo recorde de ouros olímpicos em uma edição?

Fato é, Michael Phelps mudou a lógica da especialização da natação e, com o sucesso dele, vieram Ryan Lochte, Kosuke Hagino e, para ficar apenas nestes famosos, a dama de ferro Katinka Hosszu. Esta, aliás, colocou toda teoria de recuperação demorada e resultados em poucas competições no ano abaixo.

E ai temos Thiago Pereira. No mesmo patamar mundial nas provas de medley (requisito quase básico para esta grande verstilidade), Mr Pan confirmou a expectativa e tornou-se o maior medalhista da história dos Jogos Pan-americanos. Assim como em 2012 com Phelps, desbancou a ginástica do topo (embora o cubano ainda permaneça com o recorde de ouros). Sem dúvida, um feito e tanto!

Mas o script não saiu como ele queria. Primeiro o drama de ser desclassificado na prova da sua medalha olímpica, os 400m medley. Depois perder os 200m peito e, por fim, o tri dos 200m medley. Não dá para reclamar (muito). Na primeira, concretiza a promessa de renovação nas provas de fundo, com o recorde mundial júnior de Brandonn Almeida. Segundo, o nado peito foi sua primeira grande frustração, lá atrás em Santo Domingo. Hoje, mas maduro, ele absorveu bem melhor. Por fim, como reclamar que perdeu do terceiro melhor tempo do mundo de Henrique Rodrigues, com a quarta marca do ano?

Thiago foi, Dona Rose.

Que venha Rio 2016!!

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PS1: Etiene, sou seu fã!

PS2: Parabéns à delegação como um todo!!

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Sonhos não têm limites?

A segunda resenha que tenho é sobre Carlos “Wizard” (mudou o sobrenome em uma jogada de marketing muito agressiva). Este empreendedor nato, soube passar por diversas dificuldades, muitas relatadas no livro Sonhos não têm limites. O caminho percorrido, de percalços, sacrifícios, foram superados por uma vontade incomum de ter sucesso nos negócios. Qual? Não importa, o empreendedor estava destinado a, junto com muito esforço, sua grande família e sua fé inabalável, chegar lá.

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Fé, muita fé.

 

Pois não é que atleta tem disso também? Contrariando todas as previsões, algum garoto do interior, entra em um clube sem a estrutura ideal; com uma equipe formada por nadadores amadores e atletas buscando algum espaço; seu técnico teve outros bons nadadores, inclusive alguns medalhistas estaduais, mas nada que o credenciasse a formar um atleta olímpico; tem que dividir seu tempo entre os estudos, treinos de madrugada, algum tempo no ônibus (ou a carona de algum amigo), abrir mão da diversão das noites com sua turma; nadar, enquanto todos estão pulando o Carnaval; bem, você já pegou o espírito.

O episódio que mais me impressionou no livro foram os 3 anos que Wizard se afastou dos negócios para atender a um chamado de sua igreja. Isto quase custou o trabalho de uma vida, mas, novamente, sua fé inabalável o fez acreditar que aquilo era o melhor para aquele momento. Os anos seguintes mostraram que ele (e seus filhos) estava certo, mas a história poderia facilmente ser outra e ele estaria reerguendo algum outro império.

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Solidão, muita solidão.

 

Gostamos de assistir ou ler sobre a infância de atletas desfavorável, mas e aqueles que têm à sua disposição as melhores condições desde o início? Aprenderam a nadar da maneira correta, com boa técnica, com poucos vícios para corrigir no futuro. Tiveram uma nutrição boa, um preparador físico que respeitou a maturação e na piscina uma equipe coesa, onde o técnico dava estímulos e conduzias os treinamentos de maneira acertada. Estes não têm mérito? Afinal, apesar de tudo isso, se ele não treinar, se dedicar, o resultado não vem…

Veja aqui 6 maneiras de levar sua natação ao limite.

Mas parece que é justamente por ser difícil que há a valorização. Cada conquista significa um avanço. Cada melhoria no ambiente significa um novo desafio, a inovação necessária no mundo corporativo, para continuar a progredir.

E os limites? Ou realmente não há limites? O minuto nos 100m livre foi quebrado pelo Tarzan, depois os 50s, 49s e já estamos em 46s com o brasileiro Cesar Cielo! Alguém aposta qual seria?

Bom Carnaval a todos!

Para aqueles que tem familiaridade com uma matemática mais avançada.

 

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Em visita a São Luís, ministro George Hilton também assumiu o compromisso de reformar o Parque Aquático

Publicado em 06/02/15, aqui

Ginásio para diversos tipos de modalidades, pista de atletismo e piscina olímpica. Esses são os três equipamentos esportivos que o governo federal pretende disponibilizar nas 27 capitais brasileiras para estruturar e massificar o esporte no país. Em São Luís, no Maranhão, dois desses espaços foram inaugurados na quinta-feira (05.02) e outro será reformado em breve.

O ministro do Esporte, George Hilton, participou da entrega da pista de atletismo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), pela manhã, e dos novos equipamentos de basquete – piso flutuante, apontadores, tabelas e placares – do ginásio Georgiana Pflueger, o “Castelinho”, pela tarde. George Hilton também assumiu o compromisso de revitalizar o Parque Aquático do Complexo Esportivo Canhoteiro, que tem uma piscina olímpica (50 metros) e outra para saltos ornamentais, com plataformas de 3, 5 e 7 metros.

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Parque Aquático

Os nadadores Gustavo Borges e Rogério Romero acompanharam a comitiva do Ministério e do governo estadual durante a visita ao Parque Aquático, localizado ao lado do ginásio “Castelinho”. Os ex-atletas apresentaram um projeto de piscina olímpica, que é pré-fabricada, com placas de aço inox, coberta por vinil e importada da Itália. Com custos mais baixos e menor demanda de tempo para a instalação – cerca de seis meses – esse tipo de equipamento deve ser usado nos Jogos Rio 2016 e será instalado em espaços como o Centro Paraolímpico e o clube Pinheiros, ambos em São Paulo.

O medalhista olímpico Gustavo Borges afirmou que a piscina é o primeiro passo para atrair a população para o local e difundir a prática do esporte. “Você tendo a piscina, a população, a base e o alto rendimento podem usá-la. O equipamento é o início do trabalho, porque se ele é adequado as pessoas são atraídas. Conheço várias cidades que têm fila de espera para a prática da natação. Temos que criar a cultura esportiva, mostrar para a população que existe um lugar, divulgar e ter bons profissionais para atender a todos”, analisou Borges.

Antes das visitas ao Parque Aquático e ao ginásio Georgiana Pflueger, o ministro do Esporte conheceu o gramado do estádio de futebol Castelão, acompanhado pelo governador do estado e pelos pentacampeões mundiais Cafu e Edmílson. Os ex-atletas e George Hilton arriscaram algumas cobranças de pênaltis em uma brincadeira com crianças de escolinhas que utilizam o campo do estádio. O local, com capacidade para 40 mil pessoas, integrou o catálogo da FIFA para Centros de Treinamento da Copa do Mundo.

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