Michael Phelps tagged posts

Phelps: qual Michael ele vai seguir, Jordan ou Schumacher?

Não podemos dizer que foi exatamente uma surpresa, afinal ele deu os dois passos necessários para a “desaposentadoria”: avisou o controle de doping há um ano atrás e voltou a treinar (não nadar apenas) regularmente.

phelps-crop-1280x960

O que? Meus tempos estariam em primeiro em 2014? Vou voltar…

Agora é oficial, ele está inscrito em uma competição da Federação americana e, como bem lembrou Daniel Takata no blog Swim Channel, sua intenção e do seu técnico deve ser a preparação para participar do Mundial de 2015, outra parada quase obrigatória para um retorno de sucesso.

Será que ele vai conseguir igualar a Michael Jordan, que dobrou seu número de títulos na NBA na sua volta às quadras, ou vai se contentar com vagas e medalhas quase garantidas dos revezamentos?

Jordan Slam Dunk Competition

A volta vai ser aquela enterrada nos segundos finais…

Mas, a pergunta que não quer calar é: porque voltou? Para ajudar mais o esporte e, especificamente, a natação? Como consequência, trazer mais atenção e patrocínios, para ele e para os nadadores? Está é a resposta politicamente correta e parece ser a mais coerente. Não que ele precise do dinheiro, mas sua volta deve ter desenfreado um boom de novas propostas comerciais. O exemplo mais americano disso, foi a fracassada tentativa de Mark Spitz (se fosse Mike Spitz, diria que era síndrome de Michael).

Ele quer mais? Mais medalhas, mais recordes? Para uma carreira superlativa como a dele e com a concorrência atual, seria a mais nobre resposta. Pessoalmente temo por uma frustração Schumi neste sentido.

1703321-7989-atm14

… ou vai rodar e bater?

Para atender aos apelos da mãe e conhecer vir para o Rio? Embora talvez esta seja a resposta mais desejada de 10 entre 10 mães de esportistas, é a mais improvável. Afinal, ele já esteve aqui, curtindo como ex-atleta e sua mãe pode muito bem vir a qualquer momento conhecer a cidade maravilhosa (sugiro pós-2016).

Por fim, tivemos no ciclo de 2012 uma avalanche de australianos tirando seus calções do armário, inclusive outro Michael (Klim) e outro ícone do esporte, Ian Thorpe, entre outros nomes. A estratégia não funcionou para eles (ao menos em termos de resultados nas piscinas), mas definitivamente Phelps é incomparável.

Leia o texto completo

Algoz de Phelps assina com agência

Ele bateu o super campeão Michael Phelps nas Olimpíadas em uma de suas melhores provas. Mas a natação em seu país (que tem verde e amarelo) não é muito divulgada, reconhecida, valorizada (não necessariamente nesta ordem) e não teve o retorno que merecia/esperava. Pelo contrário, acabou até tendo um revés no mesmo ano olímpico.

As semelhanças entre Chad le Clos e Thiago Pereira acabam aqui. O primeiro foi ouro, o segundo prata, em Londres 2012. O brasileiro ficou sem clube, enquanto o sul-africano não tinha apoio para ir ao Mundial.

1004439_675932532422707_1249117663_n

Os rivais vão se encontrar apenas em eventos agora. (Facebook)

Agora, le Clos assina com uma agência inglesa para tentar melhorar seus ativos. Além dele, a companhia tem em seu portfólio outra nadadora, a inglesa Fran Halsall, uma das esperanças de medalhas no ano passado que acabou decepcionando. Tom Daley, saltador que também era um dos favoritos e foi amplamente divulgado, ficou com o bronze e também faz parte dos que são representados pela Professional Sports Group.

Leia o texto completo

Phelps: volta ou não volta?

Sem dúvida, a dúvida da semana foi o rumor da volta de Michael Phelps (ou seu plano para) às piscinas. Seria, sem dúvida, uma oportunidade única para o Rio de Janeiro!

Mas tenho uma lista das possibilidades que fariam o maior nome da natação mundial estar planejando um retorno:

1. Grana. Sinceramente, não acredito que isto possa ser uma motivação para ele pois, apesar de alguns episódios tristes (fumando o que não devia e dirigindo como não deveria), seus patrocinadores deram (dão) uma condição muito confortável. A não ser que torrou toda sua grana no pôquer – aí merece TER que treinar e ainda para os 200m borboleta e 400m medley (as provas mais duras que existem). Não seria o o primeiro nem o último a fazer um show para volta. Os australianos sempre tentam. Talvez o mais famoso a anunciar isso foi justamente aquele que detinha o título de melhor nadador de todos os tempos antes da era Phelps: Mark Spitz. Aos 41, o bigodudo e falante Spitz nem chegou a pegar o índice para participar da seletiva americana.

Phelps-Expert

Phelps, antes de perder seu relógio de ouro.

2. Recordes. Sim, ele poderia ampliar ainda mais sua galeria mas, novamente, depois do que ele fez nestas duas últimas olimpíadas, se esta for sua motivação… Quer ser campeão mundial dos 100m costas? Ganhar medalha nas olimpíadas nos 100m livre? Vencer pela quarta vez os 100m borboleta? Faz sentido num possível planejamento ele voltar agora, pois mesmo sendo provas de 100m, as chances dele alcançar novamente seus melhores resultados ficam proporcionalmente menores conforme sua demora em voltar. Além disso, ele já ressaltou inúmeras vezes que está aproveitando sua aposentadoria.

04-04-img_2115

Phelps no Rio: enjoying não é enjoar.

3. Atenção. Sim, ele ainda atrai multidões, especialmente fora do seu país, mas nada se compara a histeria de quando nadava. Alguns atletas parecem sentir falta da pressão, da adrenalina da competição, ou mesmo do lactato dos treinamentos, e acabam voltando e, quase sempre, se arrependendo posteriormente. Aliada a outra hipótese de cima, pode ser sua vontade de dar ainda mais popularidade à natação, um dos seus objetivos para alcançar suas façanhas.

Em todo caso, que ninguém duvide de sua capacidade, afinal ele cansou de fazer história nas piscinas.

michael-phelps-olympic-medals-02-480w

Phelps: “Peraí que eu ainda tenho mais um monte destas.”

 

 

 

 

Leia o texto completo

Michael Phelps fica em segundo

tim-tebow-1-435 Michael-Phelps-for-Louis-Vuitton-garticle

Michael bateria Tim em estilo?

O carrasco desta vez não foi o sul-africano Chad le Clos, mas sim o quarterback do NY Jets, Tim Tebow. A lista não foi nenhuma de recordes mundiais, mas sim de atletas mais influentes, elaborada pela revista Forbes.

Para se ter uma ideia, David Beckham ficou com a 10a. e última posição do inusitado ranking, que contou com 4 atletas do futebol… americano.

Um vídeo de quando quase tudo começou:

Leia o texto completo

Laureus: o politicamente correto

Acompanhei com curiosidade quase toda a premiação do Laureus deste ano.

Primeiro, porque estava sendo no Rio e, como disse alguém, a temperatura olímpica aumentou, com diversas personalidades do esporte mundial passando pela cidade.Impressionante ver um penta-campeão (!!!) olímpico passar pelo Brasil. Apenas a presença deles já inspira muita gente.

Segundo, porque torcia por Phelps, gostaria de ver mais nadadores na galeria dos melhores do esporte, acompanhando tenistas e corredores.

laureusphelps2mauropimentelterra

Phelps: após 4 tentativas, sai com o seu. Aqui com a sombra de Clark Kent. (crédito Terra)

Terceiro, para ver um grande evento sendo realizado no centro do Rio, com todas as obras em andamento e após um dia complicado de chuvas (não, não estava torcendo para dar tudo errado, mas sim pelo sucesso que foi. Assim mesmo, e se…).

Teve brasileiro sendo condecorado, Europa em crise sendo agraciada com o golfe, Phelps levando um prêmio (meio consolação, mas vá lá), os britânicos levando 3 por terem sediado brilhantemente os Jogos Olímpicos e um dominicano (OK, nascido em Nova Iorque) para dar uma graça cosmopolita. E teve bossa nova, capoeira e samba. E também a imprensa local supervalorizando os ídolos futebolísticos em detrimento dos demais (que decepção deve ter sido ver Andy Murray ganhar).

Sim, pelo conjunto, acredito que esta Academia foi justa e faz um trabalho muito interessante de valorização do esporte. Mas, mesmo com ícones do   esporte mundial, lança mão de estrelas hollywoodianas e globais para abrilhantar o show. Vamos respeitar o extraordinário poder do esporte saindo da voz de Morgan Freeman parece ter outro impacto.

IMG_1697[1]

Levei o meu Brasil Olímpico pelo bi no Pan.

E este tipo de premiação é muito importante para a divulgação do esporte em si. No Brasil, temos o Prêmio Brasil Olímpico, iniciativa bacana do COB. A natação americana também tem sua festa de gala anualmente, com o nome de Golden Goggle (nada a ver com o milionário mecanismo de busca, são os óculos de natação dourados).

Bom dia com a Rainha, de Frederico Mercúrio, Brian Maio, Rogério Alfaiate e João Padre:

 

 

Leia o texto completo

Sexta final: Cielo e Fratus classificam. Tri sai

Os 200m medley tiveram 6 primeiros dos oito finalistas de 2008. Aparentemente, seria uma estagnação desta prova. E acabou sendo. Phelps tornou-se o primeiro tri da história (só tem um recorde que ele não tem, nem terá. Alguém arrisca?), dando a prata para Lochte. O húngaro Cseh confirma a grande tradição do seu país na prova, adicionando o bronze à prata de 4 anos atrás.

Phelps e Lochte: juntos tem (até agora) 31 medalhas olímpicas, rindo! (AP)

Thiago Pereira, voltou a sua estratégia de passar forte (pior é que fez força demais, na minha opinião) e acabou cansando. Respeitável atitude e o único brasileiro a melhorar ambas as marcas (sem maiôs tecnológicos).

Cesar Cielo e Bruno Fratus fizeram novamente o que era necessário para passar para a grande final: nadaram muito rápido. Fratus melhorou sua marca pessoal, enquanto Cielo empatou em primeiro e já sabe que para vencer deve abaixar cerca de dois décimos. Os adversários devem ser os americanos Jones e Ervin. Gostei dos últimos 5m de Fratus e de sua declaração que o maior adversário é sua própria cabeça. O míssil Magnussen terá que mirar a piscina olímpica do Rio, pois ficou fora da final.

Cielo e Jones: sorrisos à parte, amanhã o bicho vai pegar. (Facebook)

Os 200m peito era dela e desta vez a zica londrina não veio. Rebecca Soni. Primeira bi em Londres. Primeira bi nesta prova. Primeira a abaixar dos 2m20s. Apesar da aparente facilidade, as 5 primeiras bateram recordes nacionais, demonstrando que os técnicos já descobriram a fórmula para nadar mais rápido sem os maiôs tecnológicos neste estilo. Suzuki deu a primeira prata para o Japão, enquanto Efimova garantia o bronze para a Rússia.

Soni (de rosa): recorde mundial para bater o recorde asiático.

Já os 200m costas viram a zica voltar com tudo. O americano Tyler Clary estabeleceu nova marca olímpica para bater o recordista mundial Ryan Lochte, que acabou com o bronze, pois chegou atrás do japonês Irie.

Tyler e Lochte: 200m costas mudam de dono, mas continuam nos EUA desde 96.

A última final viu a holandesa Ranomi Kromowidjojo repetir o feito de seus compatriotas, Inge de Bujin e Pieter vd Hoogenband, vencendo os 100m livre com uma chegada um pouco estranha. Missy Franklin saiu sem medalha desta vez, mas amanhã aparece bem para a final dos 200m costas.

A natação já deu 23 medalhas para os EUA, mais da metade conquistada até agora.

Hoogenband e Daniel Takata: em homenagem ao estatístico mais eficiente da natação. (Facebook)


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

Leia o texto completo