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RECORDES ESTADUAIS: PARANÁ AINDA TEM RECORDES DOS OLÍMPICOS RENATO RAMALHO E ROGÉRIO ROMERO

Publicado em 20/07/2020, aqui

Primeiro Estado da Região Sul a ser apresentado na série dos Recordes Estaduais pelo Brasil é o Paraná. Rico em história e cheio de marcas expressivas, a natação do Paraná de muita tradição nacional e internacional ainda tem duas marcas de alguns de seus atletas olímpicos. Rogério Romero ainda é o dono dos 200 metros costas e Renato Ramalho ainda mantém os 400 metros medley.

Capa da antiga revista Nadar que anunciava o índice para 1a Olimpíada de Rogério Romero Seul 1988

Rogério Romero nadou os 200 metros costas para 2:02.26 nas eliminatórias dos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. Na época, Romero era atleta do Clube do Golfinho e na final terminou em oitavo lugar piorando um pouco o tempo para 2:02.28. Estes são os dois melhores tempos da prova na história do Paraná completando este ano 32 anos de vida.

Renato Ramalho

A outra marca histórica é os 400 metros medley de Renato Ramalho com seus 4:29.50 feitos na vitória do Sul-Americano Absoluto de março de 1990. Ramalho era nadador do Clube Curitibano e seu tempo completou 30 anos esta temporada sendo o único nadador do Paraná a nadar abaixo dos 4:30 até hoje.

Sul-Americano de 1990, Romero e Ramalho na delegação brasileira e uma famosa guerra de farinha

A tabela de recordes também mostra algumas particularidades. Nos recordes femininos, todos foram feitos por nadadoras do Clube Curitibano. Na lista dos recordes masculinos, Alexandre Graczyk nos 100 livre, Eduardo Kuwaki da PUC nos 50 peito e Arthur Rodrigo Cury da Gustavo Borges nos 200 medley, além de Rogério Romero do Clube do Golfinho quebram o domínio do Clube Curitibano.

07.08.2019 – Jogos Panamericanos Lima 2019 – Lima (PER) – Vila Deportiva Nacional de Videna – Natacao – 200m Costas Feminino – Final – Na foto: Fernanda de Goeij – Foto: Alexandre Loureiro/COB

Fernanda de Goeij é a maior estrela da natação paranaense atual. Integrante da equipe que foi aos Jogos Pan Americanos do ano passado em Lima, Fernanda é também a maior recordista estadual com cinco marcas estaduais: 50, 100 e 200 costas, 200 e 400 medley. Rafaela Raurich vem em segundo com quatro recordes (200, 400 e 800 livre e 200 borboleta).

Entre os homens, Gustavo Saldo (200 livre e 200 borboleta), Felipe May  (400 e 800 livre) e Leonardo Sumida (50 e 100 costas) estão empatados com dois recordes.

FEMININOPROVASMASCULINO
Alessandra Marchioro Curitibano 25.15 03/09/2019 Troféu José Finkel50 livre Fuad Melhem Junior Curitibano 22.82 30/09/2017 Regional Paraná
Daiene Becker Curitibano 55.35 16/12/2014 Open100 livreAlexandre Graczyk Ativa 50.05 18/12/2015 Open
Rafaela Raurich Curitibano 1:59.68 02/05/2017 Troféu Brasil200 livreGustavo Saldo Curitibano 1:50.13 19/12/2018 Open
Rafaela Raurich Curitibano 4.14.12 17/04/2018 Troféu Brasil400 livreFelipe May Araújo Curitibano 3:53.85 03/05/2005 Troféu Brasil
Rafaela Raurich Curitibano 8:55.76 25/11/2015 Brasileiro Juvenil800 livreFelipe May Araújo Curitibano 8:06.07 04/05/2005 Troféu Brasil
Gabriela Cordeiro Ferreira Curitibano 17:41.51 03/05/20101500 livreElder Luna de Oliveira Curitibano 15:42.75 07/12/2015 Julio de Lamare
Fernanda de Goeij Sel Brasil 28.77 26/08/2017 Mundial Júnior50 costasLeonardo Sumida Curitibano 26.20 15/12/2011 Open
Fernanda de Goeij Sel Brasil 1:01.59 08/08/2019 Jogos Pan Americanos100 costasLeonardo Sumida Curitibano 56.14 14/12/2011 Open
Fernanda de Goeij Sel Brasil 2:11.95 07/08/2019 Jogos Pan Americanos200 costasRogério Romero Sel Brasil 2:02.26 22/09/1988 Jogos Olímpicos
Alessandra Marchioro Curitibano 31.08 18/12/2009 Open50 peitoEduardo Kuwaki PUC 28.50 17/12/2015 Open
Ana Carla Carvalho Curitibano 1:10.55 17/04/2018 Troféu Brasil100 peitoJoão Vitor Thomaz Curitibano 1:02.37 15/04/2016 Seletiva Olímpica
Giovanna Dorigon Curitibano 2:33.83 18/11/2012 Brasileiro Juvenil200 peito Raphael Rached Windmuller Curitibano 2:15.40 04/12/2019 Brasileiro Juvenil
Alessandra Marchioro Curitibano 27.50 06/09/2019 Troféu José Finkel50 borboletaMatheus Ehlert Schneider Curitibano 24.62 23/11/2016 Open
Sarah Marques Sel Paraná 1:01.50 10/10/2014 Chico Piscina100 borboletaHenrique Painhas Sel Brasil 53.44 27/08/2015 Mundial Júnior
Rafaela Raurich Curitibano 2:18.93 27/06/2018 Brasileiro Júnior Inverno200 borboletaGustavo Saldo Curitibano 1:59.4507/09/2019  Troféu José Finkel
Fernanda de Goeij Curitibano 2:17.70 29/06/2019 Troféu José Finkel200 medleyArthur Rodrigo Cury Gustavo Borges 2:06.65 07/11/2019 Troféu Julio de Lamare
Fernanda de Goeij Sel Brasil 4:50.83 09/08/2019 Jogos Pan Americanos400 medleyRenato Ramalho Cel Brasil 4:29.50 10/03/1990 Sul-Americano Absoluto

JULHO 20, 2020/POR ALEX PUSSIELDI

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A vida continua fora das piscinas

Nem sempre é fácil a transição de atleta para outra profissão. Alguns sofrem com a falta de uma rotina, outros acabam ficando sedentários e nem de perto tem o corpo sarado e bronzeado, mas arrisco dizer que a maioria vai bem, obrigado.

Ontem (ou, mais precisamente, hoje) fui ao show de Eric Martin aqui em BH. Gosto de música, mas não sei se faria o esforço se ele não estivesse com a banda de apoio de músicos mineiros, entre os quais o meu grande amigo Teófilo Laborne, olímpico e campeão mundial, travestido de baterista.

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Teófilo: parecendo triste em ter alcançado seu sonho de infância. (FB)

Teófilo, ex-recordista e campeão mundial do revezamento 4x100m livre em piscina curta, dentre outros tantos títulos, hoje coordena a natação do Minas Tênis Clube. Antes disso, tivemos a oportunidade de trabalhar juntos na Subsecretaria de Esportes. Posso afirmar que ele estava realizado profissionalmente ontem. Como é peculiar de atletas do porte dele, o resultado não veio à toa. Dedicação, estudo e muito treinamento na música, além da fundamental paixão e vocação, foram fundamentais para ele chegar a esta posição.

Altosagitos

Gustavo e Renato: amigos e negócios.

Na mesma semana, Gustavo Borges, já super bem sucedido na sua carreira esportiva,entrou no Conselho Executivo do IHRSA, reconhecimento pelo seu trabalho feito na área de qualidade de vida em suas academias e metodologia. Gustavo, aliás, é um grande entusiasta dos diferenciais profiossionais de ex-nadadores, cercando-se deles em seus negócios, a começar pelo olímpico Renato Ramalho, seu sócio desde o início nas Academias GB.

Por último, cito Alexandre Massura Neto, outro olímpico e campeão mundial. Já trabalhou no Minas Tênis Clube, no Governo de Minas e agora está na FIFA! Sim, apesar de todas as críticas, emprego desejadíssimo por muitos profissionais da área.

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Massura: volta em BH agora apenas para eventos oficiais da FIFA. (crédito: Wellington Pedro)

Vou parar por estes três/quatro exemplos de vida bem sucedida fora das piscinas, algumas vezes relacionada à natação, como técnicos ou professores de educação física, mas muitas vezes não. Tenho amigos/conhecidos dentistas, médicos, engenheiros, diretor financeiro, trabalhando em multinacional, empreendedores, consultores, e até na política (este ano, posso fazer 10 anos de Governo).

Por fim, um videozinho do show:

 

 

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Os nadadores nas redes sociais: gafes e vetos

Os nadadores estão cada vez mais rápidos dentro das piscinas e a velocidade dos boatos também estão em uma outra era. Com as redes sociais difundindo tudo o que os melhores atletas falam, fazem, pensam – ou deixam de pensar – aparecendo nos quatro cantos do mundo em apenas alguns cliques no Facebook ou Twitter.

Rice: esta gosta de uma polêmica.

No quesito gafes, os australianos parecem estar na frente. A campeã olímpica Stephanie Rice já teve fotos não compatíveis para quem deveria ser referência esportiva aos jovens. Depois fez um comentário normal entre torcedores, após um jogo de rúgbi, que foi compreendido como homofóbico.

Agora os olímpicos Nick D’Arcy e Kenrick Monk postaram fotos portando armas. Levaram, claro, uma devida reprimida e ficaram proibidos de utilizar as redes sociais durante os Jogos Olímpicos. Ambos, aliás, voltam logo após suas provas, numa clara mensagem aos outros atletas.

Trickett: os nadadores australianos estão atirando para todo lado. (Channel 9)

Depois, apareceram fotos de um treinamento, feito pela própria Federação Australiana, em 2007, onde Libby Trickett e Eamon Sullivan estão… atirando! O último chegou até a defender a foto dos companheiros encrenqueiros, dizendo que o tiro era um esporte olímpico e que nenhum atleta daquele esporte seria punido se aparecesse de sunga…

Mas será que apenas um “curtir” será o bastante para que nadadores curtam uma volta ao seu país? Vários brasileiros são adeptos, alguns bem frequentes (como Joanna Maranhão no Twitter), outros nem tanto (Kaio Márcio não coloca nada desde novembro). Haverá censura durante em Londres? Acompanhar os jogos através dos posts de quem está dentro é contra a regra? Ver uma foto do alojamento será proibido? Comentar na (e sobre a) fila do refeitório pode ser perigoso?

Foto do recente treino em Londres de parte da seleção olímpica. (fonte: Twitter)

Acho até recomendável ser prudente ao publicar ou ler algo em pleno Jogos Olímpicos, e acredito que o Comitê Olímpico Brasileiro já deva ter orientado as comissões técnicas das restrições, mas controlar tudo e todos não parece ser o caminho que vai segurar esta nova forma de comunicação.

Enquanto isso, a Federação Italiana de Natação lançou uma campanha com seus atletas para ajudar as vítimas do terremoto em Emilia Romagna. Cada um utiliza as ferramentas da sua forma…

Juntos, podemos.


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

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