A (des) organização do Pan

Centro Acuatico Scotiabank, capacidade máxima: 256 nadadores

A recente e polêmica decisão do (des)organização do Pan de Guadalajara (leia mais aqui), no México, deve trazer consequências para a natação, não apenas brasileira, mas nas maiores equipes, como os EUA e a própria anfitriã.

Explico, o primeiro critério de cortes é para aqueles nadadores que iriam nadar apenas os revezamentos. Apenas aqueles países que levam suas equipes completas, seja pelo custo, seja pela competitividade, acabam levando nem sempre os melhores da prova dos 100m livre para disputar os 4×100, por exemplo: acabam usando um atleta que já está lá para nadar um 100m borboleta ou costas, geralmente bons velocistas para completar o revezamento.

O impressionante é que já é um fato o problema de alojamento, tanto que nas Olimpíadas já existe um limite máximo de atletas, cerca de 10 mil, salvo engano. Descobriram só agora???

Problema: não adianta limitar os atletas e permitir novas modalidades, outras disputas, comissão técnica e administrativa cada vem maiores.

Claro que o rol de esportes deve passar sempre por uma renovação, até para atender demandas mais contemporâneas, e o mix com esportes tradicionais traz um charme a estes Jogos multiesportivos que, no meu entendimento, deve ser mantido.

Curiosamente, tivemos um problema semelhante de alojamento nos Jogos do Interior de Minas – JIMI (leia mais aqui). A saída encontrada pela Coordenação foi a alteração de alguns eventos. Esta solução não pode ser aplicada pela Odepa, mas será que não existiam outras alternativas ao penalizar o atleta que está de malas prontas?

Eu já tive uma grande decepção com uma pré-convocação, mas isto eu conto em uma próxima vez…


Este texto foi originalmente publicado no site do iG (colunistas.ig.com.br/rogerioromero

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