Monthly Archives novembro 2013

Agora a reforma sai

publicado em 22/11/2013, aqui

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O 1º Seminário de Gestão do Esporte Mineiro, aberto ontem, e que continua hoje, no auditório do BDMG, teve início não na plenária propriamente, mas nos bastidores, com a revelação, pelo subsecretário de Estado de Esportes, o ex-nadador Rogério Romero, de que finalmente a reforma do Mineirinho sairá do papel. Segundo ele, o trabalho terá de ser feito em duas etapas, por isso, o governo do estado vai abrir, inicialmente, licitação para a reforma externa: “Existem goteiras no ginásio e é preciso cuidar primeiro de toda a parte externa, para depois partirmos para a parte interna”.

Depois que essa etapa estiver concluída, será feita uma segunda licitação, para a reforma do interior. Romero não soube precisar, no entanto, as datas de início das obras. Segundo ele, na próxima semana deverá ser publicado o primeiro edital. Somente depois da conclusão desta fase é que haverá a segunda concorrência.

A recuperação do ginásio é considerada fundamental para que ele retome a condição de uma das principais arenas do país, voltando a receber eventos internacionais como jogos do Mundial e da Liga Mundial de Vôlei – as instalações receberam até provas de motociclismo, como a etapa brasileira do Mundial de Supercross de 1998.

No seminário, a atração maior do primeiro dia foi o secretário nacional do Esporte, Ricardo Leyser, que pela primeira vez esteve em Belo Horizonte. Segundo ele, o crescimento do esporte no Brasil está diretamente relacionado com a participação do Ministério dos Esportes que participa com convênios. Ele conta que em 2004 foi detectado o crescimento do esporte paraolímpico, por isso existe hoje um investimento maior nesse setor. “O Brasil passou a ganhar muitas medalhas nos Jogos Paraolímpicos, muito mais que nos esportes olímpicos. É porque existe um investimento feito que permite conquistas. No rastro das medalhas brasileiras vêm outros países.”

Isso se confirma com a criação de um Centro de Treinamento Paraolímpico, em São Paulo. “Fizemos um estudo comparativo com a Ucrânia.; Verificamos que o crescimento deles é simultâneo ao do Brasil e constatamos que a diferença é que lá existe um Centro de Treinamento específico. Então decidimos fazer o nosso.” Ele conta que é cada vez maior a participação de empresas estatais, como Correios, Embratel, Eletrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, BNB, Petrobras e Infraero. “No ciclo olímpico, o governo vai investir um total de R$ 2,5 bilhões. Atende-se hoje a 21 modalidades olímpicas e 15 paraolímpicas.”

Formação Segundo ele, há uma grande preocupação com a formação, e, por isso, o foco do Ministério do Esporte na revelação e detecção de atletas. “As escolas são importantes. Os atletas são revelados e detectados por elas, depois burilados nos clubes.” Hoje, segundo Leyser, existem cerca de 80 convênios firmados com confederações, federações, clubes e associações. “Existem estados que são lacunas, mas estamos trabalhando para ajudar a todos. Compramos tatames de lutas para as federações, firmamos convênios para fins médicos, científicos, trabalho com a base, treinamentos, aquisição de equipamentos e viagens.”

Existem ainda competições apoiadas. “Cito a Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB), como exemplo. São 18 clubes que viajam e se hospedam com patrocínio do ministério. Competições desse tipo só existem porque o ministério participa e vê nelas o interesse no desenvolvimento de atletas e da modalidade no país.”

Convênio
Depois de proferir palestra no Secretário Nacional de Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, realizou a entrega, durante um almoço, de equipamentos de treinamento para o Minas Tênis Clube, representado por seu presidente, Sérgio Bruno Zech Coelho e também pelo próximo dirigente do clube, Luiz Gustavo Lage, que tomará posse no próximo dia 31. O equipamento foi adquirido por meio de três convênios firmados com o Ministério, no valor de R$ 2,2 milhões. São materiais esportivos e tecnológicos visando à excelência nos Jogos Olímpicos Rio’2016. Com o material adquirido, o Minas pretende ampliar a preparação física, técnica e tática dos atletas. Serão atendidos cerca de 1.300 atletas de seis modalidades: tênis, vôlei (masculino e feminino), judô, natação, basquete e ginástica artística e de trampolim.

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Comitê da Irlanda escolhe Uberlândia como Centro de Treinamento em 2016

Publicado em 18/11/2013, aqui

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A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo recebeu o comunicado oficial do Conselho Olímpico da Irlanda informando que Uberlândia foi formalmente aprovada como base de treinamento preferida para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos RIO 2016.

O Conselho Olímpico se reuniu semana passada com a Associação Paralímpica e com os representantes das Delegações Esportivas da Irlanda que visitaram a cidade e formalizaram a aprovação de Uberlândia como Centro de Treinamento Pré-Jogos para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos em 2016.

“É com grande satisfação que recebemos a notícia da escolha de Uberlândia como Centro de Treinamento Pré-Jogos. Agora daremos sequência às tratativas para a formalização do acordo. É importante ressaltar que esta conquista se deu devido a parceria firmada entre a Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude, todas as Secretarias Municipais envolvidas, além dos nossos vários parceiros. Estamos trabalhando fortemente para o desenvolvimento do Turismo Esportivo em Uberlândia e temos certeza de que esta será a primeira de muitas outras boas notícias que daremos”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Paulo Romes.

O próximo passo agora é assinar o MOU (Memorandum of Understanding), documento que descreve um acordo bilateral ou multilateral entre duas ou mais partes, e prosseguir com os planos para os Jogos de 2016.

Comitê visitou Uberlândia duas vezes

Através de uma parceria com a Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude de Minas Gerais – SEEJ, a cidade de Uberlândia recebeu em março deste ano a visita de 02 membros do Comitê Olímpico e 01 membro do Comitê Paralímpico da Irlanda, acompanhados pelo secretário-adjunto de Esporte e da Juventude, Rogério Romero. Na oportunidade, eles conheceram algumas estruturas esportivas da cidade e demonstraram interesse em retornar, com mais tempo, para outras visitas.

Uma segunda visita aconteceu no mês de outubro, quando 08 membros do Comitê Olímpico Irlandês retornaram a Uberlândia, acompanhados novamente do secretário-adjunto, Rogério Romero, para conhecer melhor as estruturas esportivas, a rede hoteleira, hospitais, restaurantes e tudo o que cidade tem a oferecer. Na ocasião, o chefe do Comitê Olímpico entregou ao prefeito uma carta de intenções demonstrando interesse em utilizar a cidade como centro de treinamento.

*SECOM

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Representantes do Comitê Paralímpico Britânico visitam a SEEJ

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Na última terça-feira (12), uma comitiva da British Paralympic Association (BPA) esteve na Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (SEEJ) para se reunir com o secretário de Estado Adjunto de Esportes e da Juventude, Rogério Romero. Em pauta, o plano de aclimatação dos atletas da Grã-Bretanha durante a preparação para os Jogos do Rio 2016.

Estiveram presentes ao encontro Georgina Sharples, gerente de Performance Senior, e Tara Smith, gerente de Preparação Paralímpica, ambas do BPA; Luciano Prado, representando a UFMG e o Centro de Treinamento Esportivo, Raquel Bernardes, assessora da Secretaria Municipal da Copa do Mundo, de Belo Horizonte, e Anna Pimenta, assessora de Relações Internacionais da SEEJ.

Os representantes britânicos tiveram a oportunidade de conhecer melhor a estrutura de Belo Horizonte e debateram com os integrantes das entidades mineiras a melhor maneira para receber os atletas paralímpicos britânicos, atendendo suas demandas em termos de local de treinamento, acomodação e logística.

Nos últimos meses, a SEEJ vem realizando ações de captação de equipes olímpicas e paralímpicas para sediarem seus treinamentos em Minas Gerais.

Minas nos Jogos Olímpicos

Minas Gerais possui 16 centros aprovados pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, em nove cidades.  O Estado age conforme as garantias que foram dadas para que fosse uma das quatro unidades da Federação a receber os jogos olímpicos, além do Rio, também receberão jogos Minas Gerais, São Paulo, Bahia e o Distrito Federal.

Centro de Treinamento Esportivo

Parceria entre o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (SEEJ), e a Universidade Federal de Minas Gerais, o Centro de Treinamento Esportivo visa contribuir para a melhoria dos resultados do esporte de alto rendimento de Minas Gerais, promovendo a excelência no desenvolvimento integrado da ciência e tecnologia aplicadas. O complexo esportivo é composto por uma pista de atletismo de padrão internacional, que foi inaugurada no primeiro semestre de 2012; por um parque aquático contendo uma piscina de 65 metros com borda móvel, com previsão de conclusão para 2014, que atenderá a três das quatro modalidades aquáticas olímpicas; e um pavilhão para prática de lutas, ginásticas e esportes coletivos. Em 2013, a pista de atletismo está sendo utilizada por atletas mineiros e recebendo competições esportivas, como a etapa Estadual dos Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG), da qual participaram aproximadamente 1.200 alunos atletas.

Matéria: Renata Silva

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ABIH MG comemora o sucesso da II Edição do Congresso Mineiro de Hotelaria

Publicado em 12/11/2013, aqui

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A ABIH comemora o sucesso da II Edição do Congresso Mineiro de Hotelaria que ocorreu entre os dias 30 de outubro e 01 de novembro, no Minascentro, em BH/MG. Com temas referentes à hotelaria em geral, o Congresso contou com a presença de fornecedores e empresas prestadoras de serviços de vários setores, além de construtoras, hoteleiros, engenheiros, arquitetos, designers, prefeituras, secretarias do interior de Minas Gerais e profissionais da área de turismo e gastronomia.

Prestigiaram a solenidade de abertura as principais lideranças do trade turístico do estado e nacional como o Presidente da ABIH Nacional, Sr. Enrico Fermi Torquato; o Secretário do Estado de Turismo, Sr. Agostinho Patrus, o Presidente da Belotur, Sr. Mauro Werkema, a Presidente da ABIH MG, Sra. Patrícia Coutinho; o Presidente do BHC&VB, Sr. Antônio Claret Nametala; o Presidente da ACMinas, Sr. Roberto Fagundes, o Presidente do Sindhorb, Sr. Paulo Pedrosa; a Diretora da Tecnitur, Sra. Maria Elisa Ordones; o Secretário de Estado Adjunto de Esportes e da Juventude, Sr. Rogério Romero; o prefeito em exercício, Sr. Delío Malheiros; e Agmar Abdon, do Sebrae.

Nesta ocasião da abertura foi enfatizada a importância da ampliação do maior espaço para eventos no estado de Minas Gerais, o ExpoMinas, que é fundamental para gerar fluxo nos 52 novos hotéis que serão inaugurados na capital mineira.

por Marcos Alvim

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Terremoto japonês para le Clos

O destaque maior da etapa da Copa do Mundo em Tóquio foi o recorde mundial nos 50m peito da russa Yulia Efimova (27.71), abaixando 9 centésimos do tempo da americana Hardy.  Numa forte temporada das peitistas, que se duelaram com recordes mundiais e pelos títulos, quem sofreu desta vez foi a jamaicana Alia Atkinson. Antes invicta nesta prova no circuito, a nadadora que treina na Flórida perdeu, mas para o melhor tempo do mundo… O recorde vinha da era dos maiôs tecnológicos, de 4 anos atrás.

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Alia com Yuliya: qual sorisso está mais natural? (foto: L’Equipe)

Ainda tivemos mais recordes mundiais e medalhas para o Brasil, todas em provas não olímpicas, com Etiene Medeiros (ouro! nos 50 costas, igualando o recorde sul-americano de Fabiola Molina), Nicholas Santos (prata nos 50 borbo) e Guilherme Guido (bronze nos 50 costas), além dos dois revezamentos mistos.

Mas apontaria Kosuke Hagino com outro grande destaque. Ao vencer em casa com recorde do circuito os 1.500 e depois bater o Rei da Copa, Chad le Clos, nos 200m medley, ele se consolida como mais uma tendência dos nadadores super-versáteis.

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Etiene: dourada no Japão. (Facebook)

Mas o maior adversário dos nadadores foi um terremoto de 5.5 graus, que acordou a todos e repercutiu pelas redes sociais. Nicholas brincou um pouco enquanto Le Clos pensou que seu companheiro de quarto estava brincando com sua cama, quando lembrou que estava sozinho… Será que Hagino, mais acostumado aos tremores, levou a melhor por conta disso?

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E os nossos campeonatos regionais, como vão?

Hoje estive no Minas Tênis Clube por duas ocasiões e unidades distintas.

De manhã, acompanhamos Laurinha numa apresentação (que já está na 17a. edição anual) do curso básico do clube. Como todo Festival, medalha para todos, com direito a sorvetinho. Antes deste final agradável, estresse por ela não querer entrar na piscina de jeito nenhum. Após muito custo, fez um pequeno “solo” (grato a todas as professoras pela imensa paciência). Enfim, tudo foi preparado para ser uma experiência bacana, que a criança goste e sinta bem. Para os pais, aviso do horário aproximado, para não ficar a manhã inteira por conta de poucos minutos de apresentação.

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Notem os olhos vermelhos.

Já à tarde, acompanhamos, por acaso, o campeonato mineiro de natação que estava sendo realizado na piscina olímpica do Minas 1. Poucos rostos conhecidos, mas queríamos que a Beatriz pudesse sentir um pouco do clima de competição, afinal provavelmente ela vai passar por isso.

Minha decepção foi perceber que nada de consistente mudou. Apenas os atletas e poucos familiares nas arquibancadas. Clima morno nas disputas, sem nenhuma informação fora o placar. Ao menos as músicas de ambiente, no meu entendimento, melhoraram.

Não acredito que a nova direção da Federação Aquática Mineira seja a culpada exclusiva desta situação, até porque conheço seu presidente a também o vice, este o ex-nadador olímpico Rodrigo Castro, mas que há margem para novas tentativas, isso há. Os problemas de sempre, grana e voluntariado entre eles, são agravados pelo fato da FAM estar devedora desde a época dos bingos…

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Mauro e Rodrigo, na difícil missão de gerenciar sem grana – e voluntariamente. (Facebook)

Enquanto a FINA divulga números recordes para o ultimo Mundial de Esportes Aquáticos, fruto de um planejamento e novas frentes de trabalho. Ninguém pode reclamar que eles não estão mudando para acompanhar a evolução natural dos esportes.

Também vi parte do VT da Copa do Mundo de Tóquio hoje (a performance de Chad le Clos merece um post sozinho), onde fica claro o cuidado para vender o evento para televisão, valorizando os patrocinadores, mas também com uma competição compacta, rápida.

Ao menos o dia terminou bacana, com a foto abaixo. Através de um pequeno bate papo com o pai de Anne Gabrielle, ambos trabalhando no mineiro, soubemos que a foto foi tirada há 17 anos atrás…

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A pequena Anne tem hoje 22 anos e vai se formar no fim do ano em fisioterapia. (Facebook)

 

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Inovação na natação?

No mundo corporativo, existem aquelas empresas que focam em negócios e públicos específicos, se especializam para pode atender melhor seus clientes.

A FINA vem tentado inovar nos últimos anos. Impulsionada pelo COI, que criou as Olimpíadas da Juventude com algumas provas não convencionais, a Federação internacional de Natação começou a experimentar em seu calendário o revezamento misto. Com isso, marcas mundiais começaram a ser estabelecidas e quebradas em uma velocidade incrível.

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Revezamento misto: assim vai?

A prova tem suas vantagens – vamos voltar ao corporativo – competitivas. Primeiro, ao contrário de um revezamento 4×100 medley onde obviamente o melhor de cada estilo é automaticamente convocado, num 4×50 medley a soma dos tempos das nadadoras com a dos nadadores é apenas um dos fatores na estratégia. Além disso, a provável alternância de liderança também é desejável em qualquer disputa esportiva. Em tese, os melhores vão continuar ganhando, mas a chance de errar na ordem do revezamento é maior aqui, pois os técnicos ainda não atingiram a maturidade nesta prova.

Então acerta a FINA? Segundo o holandês voador, Pieter vd Hoogenband, não. O campeão olímpico fez duras críticas ao dizer que enviou algumas contribuições para a entidade máxima da natação, mas não teve qualquer retorno (especificamente sobre este assunto, voltarei a falar mais tarde). Uma delas era justamente enxugar a programação. Quem sabe assim, mais dinâmico e apropriado para a – principalmente – televisão, não ajudasse a popularizar ainda mais o esporte?

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Popov e Hoogenband: podem ajudar a natação fora das piscinas também.

Quem está certo? Só o tempo dirá. Mas o mais importante é que o debate está aberto, as propostas estão sendo colocadas em prática e existem pessoas dispostas a colaborar.

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Sun Yang na cadeia – atualizado

Parece a novela da prisão dos mensaleiros. O astro chinês ficou realmente uma semana no xadrez por estar dirigindo sem a carteira de habilitação, quando saiu discretamente pelo lado. Mas seus problemas não acabaram. Causou um transtorno com os demais presos ao ter algumas regalias na comida servida. As sanções ainda não estão muito claras (como tudo na China). E depois ainda teve suspeita de cair num golpe de uma namorada virtual.

Sim, Yang, sua vida não está fácil e ainda sua fama de companheirismo não anda boa.

Como se não bastasse, posta foto de um Audi, bate um Porsche, mas fez propaganda da Hyundai…

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A lei é para todos. Os EUA conseguem levar isso para um extremo, prendendo e mostrando figuras famosas para servir de lição aos demais (se até atores hollywodianos passam ao menos uma noite no xadrez, imaginem quem não tem pedigree?).

Pois a China também deu sua mensagem, ao prender o campeão olímpico dos 400m e 1500m livre, Sun Yang, que se envolveu em uma batida com um Porsche emprestado (infeliz do parente que fez isso) e foi preso por não ter carteira de habilitação.

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O tamanho da multa – e consequente choro, ninguém sabe.

A desculpa oficial foi muito esfarrapada, dizendo que como viajava demais, estava meio por fora das leis nacionais. Agora na prisão terá tempo para estudá-las.

Depois, mais rápido que um tiro de 50, retratou-se pelas redes sociais: “Como atleta e homem público eu deveria ser um modelo positivo, mas eu não fiz um bom trabalho”, lamentou corretamente o nadador de 21 anos. “Por isso, me desculpo profundamente e vou refletir sobre eu mesmo”.

 

 

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O Parque Aquático Julio Delamare está de volta

A comunidade aquática agradece. São poucas piscinas, ainda mais de saltos ornamentais, disponíveis em bom estado no Brasil. A notícia de que viraria um estacionamento para (sabe-se lá quando) ser construída uma melhor nunca foi bem digerida pelos que conheciam aquele equipamento, muito menos por aqueles que frequentavam.

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Apenas sorrisos na reabertura do JD.

Felizmente houve o retrocesso na decisão de demolir o Julio Delamare, que deixou como sequela a demolição do espaço para treinos de saltos, e certamente muita coisa ainda está indefinida, uma vez que os termos com a FIFA e com o consórcio do Maracanã mudaram.

O suspense demorou 7 meses e a reabertura contou com apresentações de nado sincronizado e saltos ornamentais, além da promessa de reconstrução do ginásio de saltos e melhorias nos blocos de partida e placar eletrônico.

Manter um parque aquático não é tarefa simples, prova disso é a informação de que a piscina onde vão ser realizadas as provas de natação nos Jogos Brasileiros da Juventude (leia-se: JEBs), mesmo após reforma no ano passado para sediar o sul-americano, ficou fechada até seu retorno agora na final dos Jogos Escolares.

Outro (mau) exemplo é a piscina do Vasco, na cidade olímpica. O clube, que chegou a ser campeão brasileiro num passado recente, com a participação inclusive de Gustavo Borges, está com seu parque aquático abandonado, segundo esta reportagem. Olhem a foto e vejam se não dá desgosto:

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Vasco: a natação vai mal, mas o futebol…

 

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“A FINA, como confederação internacional, é política sim, e está suscetível à opinião de atletas internacionais renomados em suas decisões”.

Publicado em 20/07/2011, aqui

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“A FINA, como confederação internacional, é política sim, e está suscetível à opinião de atletas internacionais renomados em suas decisões”.

Rogério Romero, ex-atleta de peso da natação brasileira, e atual secretário adjunto de esportes de Minas Gerais, comenta a pressão de nomes internacionais para forçar decisões com relação à punição de Cielo e dos atletas brasileiros Nicholas Santos, Henrique Barbosa e Vinícius Waked.

Rosaly Bastos, entrevista exclusiva

César Cielo se move rapidamente na piscina, mas, no momento, sofre uma tempestade internacional. A acusação de dopping por Furosemida,anunciada há poucos dias, põe em cheque não só um grande nome da natação, mas todo seu compromisso e carreira no esporte, bem como a trajetória bem-sucedida dos outros 3 atletas envolvidos no caso – Nicholas Santos, Henrique Barbosa e Vinícius Waked. Ingestão acidental e uma brecha aberta para uma possível contaminação pela substância proibida, sinalizada pela farmácia responsável pela manipulação dos suplementos para o atleta. Waked é considerado reincidente, devido à acusação de dopping em 2010, que ele deveu a um medicamento para dor de cabeça.

Forte por impacto, a palavra “dopping” gera reações de tamanhos desproporcionais, e colocou Cielo e seus companheiros no olho do furacão. Antes, venerado pela opinião pública e pela mídia, da noite para o dia Cielo passou a ser visto como culpado, metralhado por opiniões das mais diversas, negativas, em sua maioria, sem que se fizesse a correta separação entre ingestão acidental, proposital, ou por negligência. Reação rápida do público, e mais rápida ainda grande parte de nadadores, profissionais ou amadores, usando a palavra dopping com sentido de punição pesada.

Às vésperas do Mundial de Esportes Aquáticos de Xangai, a FINA, Federação Internacional de Natação, alegando neutralidade, passou o caso para o TAS, tribunal supremo que decidirá o caso, mas já com um pré-julgamento adiantado: pediu punição para os atletas, e, não só uma concordância com a advertência da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), que chegou a ser criticada como passiva e conivente em relação ao assunto.

Rogério Romero, ex-atleta e nome forte da história da natação brasileira, presença marcante em vários jogos olímpicos, hoje secretário adjunto de esportes de Minas Gerais, conhece bem de perto todas as provações passadas pelos integrantes do esporte.

Com experiência de medalhista reconhecido, ele critica a posição da FINA com um pré-julgamento adiantado mencionando culpabilidade sem se ater a determinadas regras, e afirma que não há total imparcialidade no caso do julgamento de atletas de renome como César Cielo. “A FINA, como organismo internacional, é órgão político sim, e sofre pressões de grandes atletas de nomes internacionais, quanto às decisões tomadas. Uma palavra ou reclamação de alguém com a força de Michael Phelps, Alain Bernard, por exemplo, vão, sim, ter grande voz na opinião da FINA sobre o caso.”

Na época da indecisão sobre o fim dos maiôs tecnológicos, a mídia internacional veiculou a notícia de que Phelps bateu o pé e disse que não competiria mais se os trajes não fossem abolidos. Ele estava treinando com um traje de outra marca patrocinadora, e sentindo-se desfavorecido por usar modelo de tecnologia inferior ao de alguns maiôs da marca Arena, por exemplo, marca usada por atletas como Cielo,  na época (a Arena patrocina o brasileiro), resolveu aumentar o tom de voz. Logo em seguida, decisão do fim dos maiôs foi acatada pela FINA.
Romero reconhece que o tribunal responsável pelo julgamento, o TAS, assume casos para agir com maior neutralidade, mas que uma palavra de um nadador internacional indignado, por exemplo, chega com grande impacto às vontades da FINA que, por sua vez, transmite a pressão.

“Existem regras para cada tipo de caso. Um atleta que faz ingestão proposital, tem que saber que aquilo não está certo, e precisa ser punido. Mas é preciso avaliar cada caso, de acordo com as regras que esses organismos mesmos estabeleceram, e, não, passar por cima delas”, para dar uma resposta forte e de autoridade, ou reflexo de pressões externas de grandes nomes que querem punições, talvez movidos por ciúmes, como ele ressalta que sempre existiu e sempre vai existir no meio. “Ingestão acidental deve ser encarada como acidental e julgada como tal, assim como as de negligência, como negligência”, completa.

Para ele, grandes nomes não devem ser isentos de responsabilidade, mas ressalta que o caso de Cielo é atípico e deve ser tratado como atípico. No seu ponto de vista, não foi negligência, nem parece ser proposital, e, se o nadador apresentou provas de que comprava suplementos manipulados há anos da mesma farmácia, e o dr. Eduardo de Rose, autoridade respeitada, emitiu um boletim com argumentos sólidos, a posição dele deve ser tratada com respeito. O que está previsto pelas próprias regras da FINA. “Eles (FINA, TAS) precisam analisar de acordo com as regras diferenciadas que eles mesmos criaram, respeitar o que eles mesmos estabeleceram, para tratar cada caso com distinção, e, não, a partir da explosão do nome forte de dopping, generalizando”, alfineta.

“Como César Cielo virou um ícone, chegou no topo, todos querem ganhar dele. Ele virou uma vidraça, e isso atrai tanto elogios, quanto ciúmes. Ciúmes entre atletas (ri), claro, sempre existiu. Ele deve estar preparado para tudo isso, para as pressões, e também para quem duvida”, arremata.

A FINA foi procurada mas não atendeu à reportagem até o fechamento desta matéria. O TAS emitiu nota dizendo que não vai se pronunciar a respeito do caso, até decisão final, que se dará até o dia 24 deste mês.
Tribunal e federação, vulneráveis ou não, muito vai poder se dizer sobre a decisão final do TAS, e das pressões que a FINA sofre e respeita, em relação a gritos de nomes fortes, desafetos, parcialidades ou isenção e confiabilidade em julgamentos de casos tão delicados no esporte mundial. (Rosaly Bastos – Brazil Special Report)(Foto: Divulgação/Secretaria de Esportes de Minas Gerais)

READ IN ENGLISH:

“FINA, the international swimming confederation, as it is rather political, and is susceptible to the opinions of renowned international athletes in their decisions.” Interview with former brazilian swimmer Rogerio Romero, on the trial of the case of doping of Cesar Cielo and three other brazilian swimmers.

Rogerio Romero, current Assistant Secretary of Sports of  the state of Minas Gerais, in Brazil, speaks about the pressure of  sports international names to push decisions regarding the punishment of Cesar Cielo plus Nicholas Santos, Henrique Barbosa and Vinicius Waked, about their dopping issue, and discuss FINA’s and CAS partiality or impartiality.

Rosaly Bastos, exclusive interview

Cesar Cielo moves quickly in the pool, but at present, suffers an international storm. The accusation of doping by furosemide, announced a few days ago, puts into question not only a big name in swimming, but all their commitment and career in the sport, as well as the successful trajectory of other three athletes involved in the case – Nicholas Santos Henrique Barbosa and Vinicius Waked. Accidental ingestion and a loophole open for possible contamination by a prohibited substance, signaled by the pharmacy responsible for the manipulation of supplements for the athletes. Waked is considered a repeat offender on charges of doping in 2010, he was due to a medication for headaches, and he will be judge probably in a different way of the other 3, according to FINA´s rules for dopping issues.

Strong impact of the word “doping” generates explosive reactions, and it puts Cielo and his companions in the eye of the hurricane, not only by media, but also by public judgments and by other athletes, swimmers or not. Before, revered by the public and the media, the overnight Cielo was seen as guilty, strafed by a variety of opinions, negative, mostly to be done without the proper separation of accidental ingestion, deliberate, or negligence. Fast reaction of the public, and still much faster from swimmers, professional or amateur, using the word doping with a sense of punishment.

On the eve of World Aquatics Sports in Shanghai, FINA (starting on july 24th, the swimming competitions), the International Swimming Federation, claiming neutrality, has passed the case to TAS, the supreme court that will judge Cielo´s dopping issue, but it was followed already with a FINA´s pre-trial early: FINA has asked for a heavier punishment for the 4 athletes, contrary to the warning given by the CBDA (Brazilian Aquatics Sports Confederation), which only annulled the results obtained by the athletes at the Maria Lenk Trophy in May, which came to be criticized as passive and complicit in the matter.
Rogerio Romero, a former athlete and strong name in the brazilian swimming history, strong presence in several Olympic Games, now Assistant Secretary of Sports of the state of Minas Gerais, knows very closely all the trials passed by the members of the sport.

With recognized experience, he criticizes the position of FINA with an early pre-trial guilty without mentioning adhere to certain rules, and says there is no impartiality at all in the case of the trial of prominent athletes as Cesar Cielo. “FINA, as an international organization, political body, is, yes, under pressure from international big athletes names in issues like this, speaking about the decisions taken. A word or complaint from someone with the strength of Michael Phelps name, or Alain Bernard, for example, will have a louder voice in FINA´s opinions, that will be certainly be heard with a strong ears when it gets to CAS”, says Romero.

At the time of indecision on the technological end of the swimsuits, the international media published the news that Phelps has made many demands, and said he would not compete anymore if the tech costumes were not abolished. He was training with a suit from other brand sponsor, and feeling disadvantaged by using inferior technology to model like some swimwear made by brand Arena, for example, brand that was using better technologies than his swimsuits, as the ones used by athletes such as Cielo, at the time (the Arena sponsors the Brazilian). So, unsatisfied, Phelps has decided to increase the tone of his voice. Soon after, the end of swimsuits decision was accepted by FINA.

Romero recognizes that the court responsible for the trial, CAS-TAS, takes cases to act with greater neutrality, but a word of an outraged international swimmer, for example, and other strong external voices and opinions in sports world (or others that these organizations know well) comes with great impact to the will of FINA, which in turn transmits the pressure.

“There are rules for each type of case. A player who makes deliberate ingestion, must know that it is not right and must be punished. But we must evaluate each case according to the rules that agencies have set up, and do not go over them, to give a strong response showing a kind of authority, or reflection of external pressures of big names who want punishment”, perhaps driven by jealousy, as he points out that always was and always will exist in the middle. “Accidental ingestion should be regarded as accidental and judged as such, as well as neglect, as neglect,” he added.

For him, big names in sports should not be exempted from responsibility, but emphasizes that the case of Cielo is atypical and should be treated as unusual. In his view, Cielo was not negligent, nor seems to be purposeful, and if the swimmer presented evidence that the supplements he bought handled the same pharmacy for years, and dr. Eduardo de Rose, respected authority working for the dopping analysis in Brazil, issued a bulletin with solid arguments, his position should be treated with respect. What is referred to by their own rules of FINA. “They (FINA, TAS) need to analyze according to different rules of their own making, respect what they have set up to treat each case with distinction, and not from the explosion of the strong name of doping, generalizing”, he emphasizes.

“As Cesar Cielo has become an icon, reached the top, everyone wants to beat him. He turned himself into a window, and it draws both praise, and jealousy. Jealousy among athletes (laughes), of course, exists and always existed. He must be prepared for all this kind of pressures, and also for those who have doubts”, he concludes.

TAS has issued a statement saying they will not speak about the case until their final decision, which will take place until the 24th of this month.
Court and federation, vulnerable or not, much will be able to say about the final decision of the CAS-TAS, and the pressures that FINA suffers and respects, in relation to cries of strong international athletes’ names, not amicable relations, jealously, or impartiality and reliability of judgments in such delicate cases like this in the world of sports. (Rosaly Bastos – Brazil Special Report) (Photo: Sports Secretariat of Minas Gerais)

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