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Vivo é patrocinadora de projeto de incentivo ao esporte do Minas

Publicado em 02/06/17, aqui

Foi realizada, nessa sexta-feira (2/6), a cerimônia de assinatura de contrato entre o Minas e a Vivo. A nova parceira, agora, é incentivadora do Projeto Desenvolvimento de Atletas do Tênis para Alto Rendimento – Ano III, que faz parte da Lei nº 20.824/2013, conhecida como Lei Estadual de Incentivo ao Esporte.

Na cerimônia, realizada no Minas I, se reuniram o presidente do Minas, Ricardo Vieira Santiago, o diretor de Esportes do Clube, Carlos Antonio da Rocha Azevedo, o gerente de Negócios e Marketing Rinaldo Feitosa, o gerente de Esportes Rogério Romero, o diretor Regional da Vivo, Renato Gomes, a gerente de Administração de Vendas da Vivo, Érica Rache Portela, e a gerente de Marketing da Vivo, Cristiane Carvalho.

“A intenção da nova Diretoria é agregar ainda mais marcas consagradas ao Clube, com foco em inovação e digitalização da comunicação, e a Vivo é primordial nesse processo. Até porque, Vivo e Minas já têm uma história de sucesso no esporte”, disse o presidente do Minas, Ricardo Vieira Santiago. Carlos Antonio da Rocha Azevedo, diretor de Esportes, ainda destacou que “Minas e Vivo são duas marcas que entregam, e, com as forças somadas, conseguirão entregar ainda mais ao esporte de alto rendimento”.

O diretor Regional da Vivo, Renato Gomes, falou da importância da união das duas marcas. “A parceria entre Vivo e Minas atende a todos os pré-requisitos que precisamos, já que são duas marcas muito fortes. Para nós, retomar essa relação é motivo de muita alegria, é o primeiro passo para continuar com a defesa, como sempre defendemos, da importância do esporte. Hoje, o presidente nacional da Vivo é mineiro, conhece a dimensão do Minas. Então, só temos a ganhar”.

Regulamentada pelo Decreto Estadual nº 46.308 de 13 de setembro de 2013, a Lei nº 20.824/2013 possibilita que a dedução entre 0,01% e 3% do ICMS corrente devido pelas empresas seja direcionada para apoiar projetos esportivos aprovados pela Secretaria de Estado de Esportes (SEESP). Para o projeto, a Vivo doou o valor de R$ 284.772,22.

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Comitê de Apoio ao Conselho Diretor da CBV realiza penúltima reunião do ano

Publicado em 06/09/16, aqui

A sede da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), na Barra da Tijuca – Rio de Janeiro, foi palco da penúltima reunião do ano do Comitê de Apoio ao Conselho Diretor da CBV (CACD), na última segunda-feira (05.09). O encontro foi realizado depois da convocação do campeão olímpico André Heller, membro do CACD. Participaram do encontro representando a CBV, o diretor executivo, Ricardo Trade, o diretor de seleções, Renan Dal Zotto, o diretor de competições quadra, Radamés Lattari, o diretor de vôlei de praia, Fulvio Danilas, o diretor administrativo-financeiro, Johannes van Deursen, a gerente jurídica, Renata Blauth, e o gerente de desenvolvimento, Marcos Aurélio Gonçalves.

CBV

Entre os membros do CACD estiveram presentes os campeões olímpicos Fofão e Emanuel e o jornalista Daniel Bortoletto. O atleta olímpico Rogério Romero representou o Minas Tênis Clube. Já o treinador Gilmário Ricarte Batista participou da reunião por Skype.

Na reunião foram abordados diversos assuntos como Superliga, Copa Brasil, transmissões de TV, planejamento para o novo ciclo olímpico e programa de planejamento de carreira dos atletas.

O campeão olímpico Emanuel fez questão de elogiar a transparência da gestão atual da CBV no final do encontro.

“A CBV sempre nos deixou muito a vontade durante as reuniões do comitê. A transparência desta gestão é muito útil, pois desta forma os atletas vão olhar com mais carinho para a instituição. Fico feliz em fazer parte desse comitê e espero poder ajudar no desenvolvimento do voleibol”, disse Emanuel.

A próxima reunião do CACD vai acontecer em dezembro deste ano.

O Banco do Brasil é o patrocinador oficial do voleibol brasileiro

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See you, Team GB

Publicado em 16/08/16, aqui

Um almoço de confraternização marcou a despedida do Team GB do Minas Tênis Clube. Por pouco mais de um mês, o Clube se tornou a casa da Grã-Bretanha no Brasil, já que Belo Horizonte foi a base de treinamentos pré-Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Cerca de 400 atletas estiveram no Minas, se preparam bem e têm feito bonito na edição das Olimpíadas com o Brasil.

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Estiveram presentes ao almoço, no Restaurante da Sede Social, Luiz Gustavo Lage, presidente do Minas, Marcos Jerry, superintendente-executivo, Flávia Holfs, diretora de Educação, Rogério Romero, gerente de esportes, Fábio Cânfora, gerente multidisciplinar de apoio ao esporte, além do coordenador do Team GB, Paul Ford.

Nesse período, o Minas abrigou as modalidades de canoagem, maratona aquática, boxe, esgrima, levantamento de peso, tênis de mesa, judô e taekwondo.

Para os próximos dias, são aguardados atletas da equipe paralímpica da Grã-Bretanha, que também farão a preparação para os Jogos do Rio em Belo Horizonte.

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De 1996 para cá, quem foram os finalistas olímpicos do Brasil

Publicado em 13/08/16, aqui

Os Jogos Olímpicos de Atlanta-1996 foram a última competição olímpica no formato final A (onde entram os 8 melhores tempos das eliminatórias), final B (do 9o. ao 16o. tempo das eliminatórias). Os atletas que entram na final A eram os únicos a disputar as medalhas, não adiantava bater o recorde mundial na final B que o atleta permaneceria com a 9a. colocação. Em 1998 foi o último Campeonato Mundial neste formato, e em 1999, no Campeonato Mundial de Piscina Curta, realizado em Hong Kong, foi a primeira competição internacional organizada pela FINA a adotar o formato eliminatórias/semifinais/final para as provas de 50 e 100 metros. Foi mantido o mesmo número de dias, mas para a Olimpíada de Sydney, o número de dias foi ampliado de 7 para 8, justamente para que o programa de provas tivesse também as semifinais das provas de 200 metros, além das provas de 100 e da prova de 50 livre.

Esta introdução foi para compreender o porquê muito se fala em “maior número de finais da natação brasileira”. O sistema de classificação mudou e é tentar comparar cenoura com laranja antes de 2000. Em Atlanta, o Brasil saiu com 3 medalhas: 1 prata e 2 bronzes. Foram 6 finais: Fernando Scherer nos 50 e 100 livre, Gustavo Borges nos 50, 100 e 200 livre, e o revezamento 4×100 livre. Fora isso, ainda tiveram mais 5 finais B. A grosso modo, contando só finais, esta foi a melhor participação olímpica do Brasil: 11.

Em Sydney, foi primeira Olimpíada com o sistema de semifinais – classificando-se os 16 melhores tempos das eliminatórias e redistribuindo-se em duas semifinais (melhor tempo, raia 4 segunda semifinal, segundo melhor tempo raia 4 primeira semifinal e assim por diante – clique aqui para saber mais sobre o sistema de balizamento da FINA). Foram 2 finais, Rogério Romero nos 200 costas e o 4×100 livre masculino, e 4 semifinais: Borges nos 100 livre, Rogério nos 200 costas, Alexandre Massura nos 100 costas e Leonardo Costa nos 200 costas. Uma única medalha, de bronze, no épico 4×100 livre masculino de Borges, Scherer, Jayme e Edvaldo Bala.

Em Atenas, 2004, o número de finais aumentou para 5: Joanna Maranhão nos 400 medley, Thiago Pereira nos 200 medley, Gabriel Mangabeira nos 100 borboleta, Flávia Delaroli nos 50 livre e o 4×200 livre feminino. Semifinais foram 8: Fernando Scherer nos 50 livre, Eduardo Fischer nos 100 peito, Thiago, Rogério Romero nos 200 costas, Mangabeira, Flávia, e Rebeca Gusmão nos 50 livre.

Em Beijing, 2008, a melhor performance da seleção brasileira em Jogos Olímpicos: duas medalhas, ouro nos 50 livre e bronze nos 100 livre, ambos de Cesar Cielo. Seis finais: Cielo nos 50 e 100, Gabriella Silva nos 100 borboleta, Kaio Márcio Almeida nos 200 borboleta e Thiago Pereira nos 200 e 400 medley. Foram 8 semifinais: Cielo 50 e 100 livre, Kaio 100 e 200 borboleta, Gabriella 100 borboleta, Thiago 200 medley, Rodrigo Castro nos 200 livre e Nicholas Santos nos 50 livre.

Em Londres, 2012, duas medalhas: prata para Thiago Pereira nos 400 medley e bronze para Cesar Cielo nos 50 livre. Foram 5 finais: Thiago nos 200 e 400 medley, Cielo nos 50 e 100 livre e Bruno Fratus nos 50 livre. O maior número de semifinais foi aqui, com 10: Fratus nos 50 livre, Cielo nos 50 e 100 livre, Thiago nos 200 medley, Henrique Rodrigues nos 200 medley, Joanna Maranhão nos 200 medley, Tales Cerdeira nos 200 peito, Leonardo de Deus nos 200 costas, Felipe Lima e Felipe França nos 100 peito.

No Rio, 2016, nenhuma medalha até antes das finais do último dia, que terá Etiene Medeiros nos 50 livre e o revezamento masculino 4×100 medley, últimas chances de medalhas nestes Jogos. Mas as finais e semifinais foram concluídas. Foram 8 finais: Thiago Pereira nos 200 medley, Felipe França e João Luiz Gomes Junior nos 100 peito, os revezamentos 4×100 livre e 4×100 medley masculino, Marcelo Chierighini nos 100 livre, Bruno Fratus nos 50 livre e por último Etiene Medeiros nos 50 livre. Semifinais foi o maior aumento, com 16: Fratus nos 50 livre, Etiene nos 50 e 100 livre, Chierighini nos 100 livre, Guilherme Guido nos 100 costas, França e João nos 100 peito, Kaio Márcio nos 200 borboleta, Leonardo de Deus nos 200 borboleta e 200 costas, Ítalo Manzine nos 50 livre, Manuella Lyrio nos 200 livre, Daiene Dias e Daynara de Paula nos 100 borboleta, e Thiago e Henrique Rodrigues nos 200 medley.

RESUMO

ANO MEDALHAS FINAIS SEMIFINAIS
1996 3 11 (6 finais A, 5 finais B)
2000 1 2 4
2004 0 4 8
2008 2 6 8
2012 2 5 10
2016 0 8 16
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Vamos pegar uma carona nessa canoa

Publicado em 16/08/16, aqui

Nenhum outro esporte deve deixar um legado maior para Minas Gerais do que a canoagem de velocidade. Sede de treinamentos dos times do Brasil e da Grã-Bretanha, o Estado tem tudo para virar um polo de alto rendimento da modalidade. Casa de Isaquias Queiroz – o brasileiro favorito ao ouro olímpico hoje, na categoria C1 de 1.000 m –, Lagoa Santa foi o QG dos canoístas do país e seguirá emprestando suas águas, pelo menos, até o fim deste ano.

Ontem, no Rio de Janeiro, a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) confirmou o interesse na sequência do trabalho em terras mineiras. Inclusive, conversas já foram abertas com a prefeitura da cidade e com o Comitê Olímpico Brasileiro para renovar a parceria.

“Em Lagoa Santa, tivemos a tranquilidade, não tinha trânsito, a cidade era bastante calma. Qualquer coisa que precisava, a prefeitura ajudava, a Polícia Militar também. A gente treina dentro do quartel, que nos dá mais segurança para o nosso material. Depois dos Jogos Olímpicos, vamos entrar de férias e, depois, voltar para Lagoa Santa com certeza. Vamos continuar lá”, adiantou Isaquias, ontem, logo depois de vencer a bateria e garantir vaga na disputa por medalhas, hoje, às 9h.

Lagoa Santa foi escolhida como local de treinamento por causa das condições climáticas. A diferença é entre a água salgada, no caso do cartão-postal carioca, e a doce, no caso da paisagem mineira. “Lagoa Santa ajudou bastante por causa do vento e por causa do clima, que também era muito quente lá. Estávamos bem-adaptados para vir para cá”, explicou.

A canoagem de velocidade também é um dos esportes que podem deixar um legado para o Minas Tênis Clube. O Minas Náutico, na lagoa dos Ingleses, em Nova Lima, tem recebido investimentos e virou espaço para treinos dos ingleses antes de eles seguirem para o Rio.

“É uma cidade amável. Eu tive muitos bons treinos lá, com muito sol. É um bom lugar para performance de alto rendimento. Poderia ser mais usado pelos brasileiros”, destacou a canoísta Jess Walker, que não conseguiu a vaga na final do K1 de 200 m, ontem.

Gerente de esportes do Minas, Rogério Romero explica que o investimento no esporte depende da diretoria. “É um esporte que poderia vir a ter um investimento. É uma decisão que vem de uma diretriz. Se ele é um esporte que casa com a cultura do associado, será desenvolvido. Depois, vamos fazer um balanço dessas situações”, afirmou.

Lagoa Santa: a casa do Brasil

Desde o fim de 2014, a cidade de Lagoa Santa recebe os atletas da Confederação Brasileira de Canogem (CBCa) para os treinamentos da modalidade. Quando o treinador espanhol Jesus Morlán passou a trabalhar na equipe, em março de 2013, São Paulo havia sido a escolhida para receber os treinos do grupo. Ainda que os bons resultados tenham passado a aparecer com maior frequência, Morlán procurava uma cidade mais tranquila para a preparação dos brasileiros visando aos Jogos Olímpicos e aos Mundiais que antecediam as Olimpíadas. E foi isso que ele encontrou em Lagoa Santa. A equipe conta com uma lagoa de 6,3 km exclusiva para o treinamento, além de moradia e serviços como fisioterapia e ciências do esporte. “Pela condição do vento, características da lagoa e qualidade de vida na cidade, além de uma série de requisitos que avaliamos, como a proximidade do aeroporto de Confins, Lagoa Santa se tornou um centro muito interessante para a preparação da equipe brasileira”, comentou, à época, o superintendente geral do COB, Marcus Vinicius Freire.

Minas Náutico: sede dos britânicos

Há três anos, o Minas Tênis Clube e a British Olympic Association (Comitê Olímpico Britânico) assinaram um acordo, chamado de “protocolo de intenções”, que previa a utilização da estrutura do clube pelos atletas da Grã-Bretanha, visando à preparação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Entre as nove modalidades que optaram por se preparar em Belo Horizonte, a canoagem esteve inclusa e trouxe grandes atletas para a reta final da preparação no Minas Náutico, na lagoa dos Ingleses, em Nova Lima. Nomes como o campeão olímpico Edward Mckeever e os medalhistas de bronze Liam Heath e Jonathan Schofield, os três em Londres 2012, participaram de períodos de treinamento no clube. “Temos uma infraestrutura de Primeiro Mundo, de nível olímpico, dentro e fora da água”, comentou Schofield. Além da infraestrutura, outros fatores ainda colaboraram para a escolha dos britânicos. “Precisamos de um lugar perto dos Jogos. Aqui (Minas Náutico) é o local ideal para o treino. Você tem uma boa lagoa, com uma água limpa e muito boa. E são apenas 45 minutos de viagem de avião para o Rio de Janeiro”, avaliou Mckeever.

Raio X do menino prodígio do Brasil

Cinco curiosidades sobre Isaquias Queiroz, 22

1 – Infância dura, mas boa

Isaquias Queiroz tem cinco irmãos biológicos e quatro adotados. E eram eles que ficavam cuidando do garoto na pequena e humilde casa de três cômodos em Ubaitaba, interior da Bahia. A mãe, Dona Dilma, era servente na rodoviária da cidade baiana, mas nunca deixava faltar nada.

2 – Queimadura no corpo

Aos 3 anos de idade, Isaquias sentiu dores fortes na barriga. Sua “cuidadora”, que tinha poucos anos a mais, foi colocar água para fazer um chá. O menino esbarrou nela, e a panela virou, queimando grande parte de seu corpo. Após um mês internado, a mãe de Isaquias tentou tirá-lo do hospital e ouviu do médico que ele iria morrer em casa. Ela assinou um termo de responsabilidade e o levou de volta.

3 – Acidente e perda do rim

Isaquias colecionava torções nos braços e nas pernas enquanto ia crescendo. Com 10 anos, sofreu um acidente grave. Ao tentar subir em uma mangueira para ver uma cobra morta que estava pendurada em seu galho, ele se desequilibrou e caiu feio em cima de uma pedra, onde ficou desmaiado. Teve hemorragia interna e perdeu um de seus rins. Mas, de novo, o guerreiro se safou. Ah, claro, ele ganhou o apelido de “Sem Rim” e, por ter apenas um, até hoje precisa ingerir mais água que seus colegas.

4 – R$ 50 de patrocínio

Muito antes de se tornar bicampeão do mundo e um atleta olímpico, Isaquias precisou se dividir entre as competições de canoagem e o trabalho na feira de Ubaitaba. Para ajudar a mãe a sustentar os nove irmãos, transportava compras em um carrinho de mão às sextas-feiras e aos sábados. Ganhava R$ 1 ou R$ 2 pela ‘viagem’, quando já era campeão sul-americano. Ele só parou quando Jefferson Lacerda, pioneiro da canoagem, membro da primeira equipe olímpica do Brasil nessa modalidade em Barcelona 1992, se juntou a um colega para “patrocinar” Isaquias. O atleta, que pedia roupas emprestadas para poder competir, recebia R$ 50 mensais.

5 – Vaidoso e fã de arrocha

Geralmente, em sua folga, Isaquias sai de Lagoa Santa e volta a sua cidade natal, que, carinhosamente, chama de “Dubai City da Bahia”. Ubaitaba virou ponto de encontro dos amantes do arrocha, paixão de Isaquias, que gosta do cantor Binho Alves, seu conterrâneo, que canta arrocha romântico; ele também tem escutado muito Tinno Flow e Léo Santana.

Plano é se tornar referência

A cidade de Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte, quer se tornar referência para a canoagem de velocidade no Brasil. A pretensão do município é renovar o contrato para os treinos continuarem no ano que vem.

“Temos total interesse em continuar com a equipe brasileira aqui e investir cada vez mais nesse esporte. Vou fazer de tudo para que a equipe continue aqui por mais um ciclo olímpico”, afirmou o prefeito de Lagoa Santa, Fernando Pereira Gomes Neto (PSB).

“A ideia é, inclusive, fazer boas instalações para a equipe do Brasil aqui na cidade e estimular esse esporte olímpico em Lagoa Santa. Vamos criar escolas para incentivar as crianças e os jovens de Lagoa Santa e de cidades próximas a se inserirem na canoagem desde cedo e se tornarem também atletas brasileiros no futuro”, explicou o prefeito.

Segundo ele, como a cidade fica a apenas sete quilômetros do aeroporto de Confins, também na região metropolitana, há facilidade para os deslocamentos dos atletas para visitas familiares e viagens esportivas.

O prefeito ressalta ainda que um projeto de lei já está sendo escrito e será encaminhado, nos próximos dias, ao Legislativo para incluir a canoagem no plano de governo para o ano que vem. “Temos recursos suficientes para investir nesse esporte na cidade, e esse dinheiro vai ser muito pouco perto da visibilidade que vamos ganhar com a equipe brasileira treinando aqui e tendo o município como referência”, avalia. (Natália Oliveira)

 

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Entrevista Rogério Romero Bom Dia Minas

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As viagens olímpicas de Rogério Romero

Publicado em 08/08/16, aqui

Ele foi o primeiro nadador do mundo a participar de cinco edições de Jogos Olímpicos, o único brasileiro finalista em quatro e já começou a acertar suas previsões. Quando conversamos, no começo de julho, Rogério Romero cravou que Katinka Hosszú bateria recordes e conquistaria medalhas (assim mesmo, no plural) nessas Olimpíadas. No último sábado ela deu o primeiro passo para cumprir a profecia nos 400m medley. Agora é esperar para ver se as palavras de Rogério também dão sorte para os brasileiros. O ex-nadador (atual gerente de Esportes do Minas Tênis Clube) acredita que o nosso time pode levar duas medalhas na natação e ter o melhor resultado global do Brasil na Rio 2016.

Atlanta

Mas vamos falar de viagem, que é o que interessa? O esporte foi o ponto de partida de Rogério para conhecer o mundo.

Foi como atleta profissional que ele visitou a maior parte dos 40 países em que já esteve. Por isso mesmo, diz:

“Ás vezes eu fui, mas não conheci.”

A rotina pesada de treinos e competições quase não abria espaço para o turismo.

Ele saiu do Brasil pela primeira vez em 1987. Participou de uma competição em Maldonado, no Uruguai, de um campeonato universitário na Europa e foi treinar nos Estados Unidos, se preparando para a primeira Olimpíada.

Um ano depois, estava em Seul, na Coreia do Sul, numa época em que não existia internet e a globalização ainda não tinha acontecido. Foi lá que ele provou kiwi pela primeira vez e viu personalidades de pertinho.

Era mais difícil você conseguir informações sobre grandes atletas, então, eu assinava uma revista americana, mas chegava aqui com dois meses de delay.”

Rogério ficou emocionado ao se dar conta de que estava lado a lado com Matt Biondi (medalhista olímpico na natação em três Olimpíadas) e ainda encontrou Arnold Schwarzenegger, que fazia sucesso nas telas em O Predador. Nada disso tirou o foco da competição.

Você tem que estar lá no 110% naquele momento. […] Pra mim foi um sonho poder ver, curtir, todas as provas de natação e também participar de uma final olímpica.”

O ex-nadador pode não ter tido muito tempo para conhecer Seul, mas o Catraca Livre fez um post com cinco bons motivos para você ir à capital coreana. Já o Quanto Custa Viajar tem o cálculos dos valores que você vai gastar para passear por lá.

A segunda Olimpíada que Rogério disputou foi em 1992, em Barcelona. Para ele, um exemplo de Olimpíada perfeita e de bom legado dos Jogos numa cidade. O atleta tentou conhecer um pouco da capital catalã, mas o tempo livre foi curto. Em 2003, quando voltou para disputar outra competição, fez questão de tirar alguns momentos para o turismo.

Atletas de esportes muito populares não costumam ficar na Vila Olímpica para evitar o assédio. Apesar disso, às vezes, fazem visitas surpresas.  Na cidade espanhola Rogério perdeu a chance de estar com um dos times que mais admirava. A seleção americana de basquete foi à Vila. Ele até queria tietar o Dream Team, mas não estava no setor por onde eles passaram.

Se ele não encontrou com o time de basquete, pelo menos já esteve diante de um presidente americano. Em 96, em Atlanta, Rogério viu Bill Clinton.

O ex-nadador não quis eleger uma Olimpíada preferida, mas foi em 2000, em Sidney, que ele conquistou o melhor resultado.

Ficou em sétimo lugar geral na categoria nos 200m costas, depois de investir num longo treinamento, morando um tempo nos Estados Unidos.

Já em 2004, em Atenas, o clima era outro. Rogério se despedia das Olimpíadas e decidiu viver o momento de maneira relaxada, passeou bastante pela capital grega, se divertiu com o clima da Vila, aproveitou com alegria a despedida.

As histórias mais inusitadas das viagens do atleta não são de Olimpíadas. Nos Jogos, a concentração é total e o espaço para aventuras fica pequeno. Em outros torneios, há mais espaço para vivências além da esportiva.

Em 87, por exemplo, num campeonato universitário na Europa, ele resolveu adiar a volta ao Brasil e fez uma viagem de trem passando por seis países. Como o dinheiro era curto, comprava passagens noturnas e dormia nos trens.

Em Split, quando ainda existia a Iugoslávia, ele e outro nadador alugaram uma bicicleta para desbravar a cidade e acabaram numa praia de nudismo.

Em Roma a surpresa não foi boa. O técnico de Rogério teve a carteira furtada. A sensação de impotência bateu à porta.

Num campeonato na China a dieta foi à base de pizza e hambúrguer para evitar as comidas não identificadas que eram servidas.

Em Liechtenstein ele teve tempo para percorrer o país de carro, e, apesar de dizer que não viu nada muito interessante, adorou a experiência.

Boa parte desses casos é de uma época pré fotografia digital. Um tempo em que, para Rogério, era muito mais fácil para o atleta ser uma personalidade pública.

Se antes as coisas eram selecionadas naturalmente, hoje, dificilmente você seleciona. Você está sendo filmado, fotografado, ouvido, o tempo todo.”

Como dirigente esportivo, ele está sempre alertando os jovens sobre os cuidados necessários com as redes sociais e os perigos da superexposição e lembra que a imagem construída nas redes acaba moldando a visão sobre o esportista.

Ainda assim, o ex-nadador lembra que o atleta é um extrato da população, por isso, é uma ilusão esperar que todos sejam um exemplo de conduta.

Em relação à delegação brasileira de natação, ele diz que o fator casa é um diferencial e precisa ser aproveitado por quem está competindo. Para Rogério, a equipe está bem consistente e cita Ítalo Duarte, Etiene Medeiros e Thiago Pereira como alguns dos que podem ter os melhores resultados.

No quadro geral, ele diz que a seleção americana ainda é A seleção a ser batida. Atrás dela estão Austrália, Alemanha, Japão, Rússia e o próprio Brasil.

O menino de Londrina que conheceu o mundo pelas piscinas fez a gente mergulhar com ele nas viagens do esporte.

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Grandes participantes e boas palestras marcaram o Congresso de Ciência do Esporte e Legado Olímpico

Publicado em 10/06/2016, aqui

O Congresso de Ciência do Esporte e Legado Olímpico reuniu pesquisadores, palestrantes internacionais e autoridades, como o Secretário de Estado de Esportes, Carlos Henrique Alves, o reitor da UFMG, Jaime Ramírez, o diretor do Minas Tênis Clube, Carlos Antônio da Rocha e o Cônsul Geral do Reino Unido no Brasil, Jonatan Dunn.

O evento que aconteceu nos últimos dias 8 e 9 de junho, no CAD 1, tinha como objetivo intensificar contatos acadêmicos na área de Ciência do Esporte, através da participação de especialistas e pesquisadores da área.

PRIMEIRO DIA

As palestras do primeiro dia do Congresso abordaram temas variados. As sessões da manhã foram iniciadas por Bryan Clift, da University of Bath, que destacou diferentes formas de legado que uma Olimpíada traz para um país: legados esportivo, social, ambiental, urbano, econômico e político. Bryan apontou mudanças já ocorridas no Rio de Janeiro, como melhorias na qualidade do ar, transporte e segurança, preservação da floresta urbana e plantação de novas árvores.

O Diretor de Esporte de base e Alto rendimento do Ministério do Esporte, Guilherme Angelo Raso, apresentou diversos programas do Governo Federal de incentivo ao esporte, como “Atleta na Escola”, “Esporte na Escola”, “Segundo Tempo” e “Mais Educação”. Guilherme também destacou os Centros de iniciação esportivas (CIES), criados em todo o País, os investimentos a clubes formadores de atletas e o Bolsa Atleta. Rogério Romero, atual gerente de esportes do Minas Tênis Clube, contribuiu com uma apresentação do MTC, falando sobre sua estrutura e atual gestão.

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A contradição entre os patrocinadores de atletas e times olímpicos (como marcas de refrigerante e redes de fast-food) e o estilo de vida saudável que o evento deveria incentivar foi a chave do debate proposto por Joe Piggin, neozelandês da Loughborough University. Joe questionou como seria uma publicidade ideal para o incentivo da prática de esportes.

Ricardo Leyser, ministro do Esporte do governo Dilma Roussef, deu prosseguimento às discussões tratando da questão dos investimentos governamentais para os esportes olímpicos. A meta, para estes jogos, é que o Brasil fique entre os 10 primeiros países na classificação olímpica e entre os cinco primeiros no ranking paralímpico.

Finalizando o primeiro dia do Congresso, Sakis Pappous, professor de Ciências do Esporte da University of Kent (Inglaterra), abordou a necessidade em se ultrapassar os estereótipos na representação de atletas paralímpicos. Na mídia, segundo ele, é comum esportistas serem fotografados de forma a esconder o corpo deficiente, passivos – deixando a cena – ou apelando para o lado emocional.  Atualmente, Sakis está desenvolvendo um projeto de análise das coberturas dos Jogos Paralímpicos de 1992 a 2012, para o posterior desenvolvimento de um guia de mídia para jornalistas que transformem essa relação estereotipada.

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SEGUNDO DIA

Na manhã da última quinta-feira, 9 de junho, o Congresso contou com a realização de duas mesas redondas. A primeira delas, aberta com a palestra do professor da Anglia Ruskin University, Dan Gordon, trazia como tema central “Overtraining e Recuperação”. O “Overtraining” acontece quando é exigido muito do corpo do atleta sem que haja tempo para recuperação. No entanto, o processo é mais complexo, como explicou o professor e ex-atleta britânico. Para identificar o overtraining é necessária a análise de uma combinação dos fatores, como o hormonal, psicológico, biológico e sobre a performance do atleta.

O palestrante que apresentou a perspectiva profissional e prática dos estudos na área de Ciências do Esporte foi Roberto Chiari Quintão, graduado em Educação Física pela UFMG e atual fisiologista do Clube Atlético Mineiro. Roberto expôs os desafios para profissionais do futebol causados pelo overtraining e pela fadiga mental, principalmente no intenso calendário esportivo nacional. Além disso, o fisiologista apresentou uma série de dados comparativos realizados em duas temporadas, que demonstraram como o rendimento da equipe relaciona-se com o tempo de recuperação, a faixa etária, o tipo de treinamento e o nível de competitividade em cada partida.

Ainda nesta mesa, palestrou o professor da EEFFTO, Marco Túlio de Mello, referência mundial em pesquisas do sono e coordenador do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE), do Instituto do Sono, relatou a importância do sono para a potencialização e o desenvolvimento do rendimento do atleta. A ação de dormir também atua como um elemento essencial para a recuperação do profissional e para a prevenção de lesões.

A segunda mesa da manhã abordou a otimização do treinamento de resistência. Nela estiveram presentes Samuele Marcora, professor da University of Kent, Dr. Fábio Nakamura, professor da Universidade Estadual de Londrina e Eduardo Almeida, treinador da equipe de natação do Minas Tênis Clube.

Os palestrantes apresentaram as vertentes acadêmicas e práticas das Ciências do Esporte aplicadas ao treinamento de resistência,. O professor Samuele Marcora, da University of Kent, apresentou as especificidades do modelo fisiológico moderno, a relação da fadiga mental com a performance esportiva e métodos para potencializar o treinamento do atleta. Já o professor Fábio Nakamura questionou a indução do “overreaching” sob a lógica do treinamento, e em sua pesquisa, propõe a utilização de ferramentas para otimizar o treino do esportista, como o uso da variabilidade da frequência cardíaca. Eduardo Almeida encerrou a segunda mesa debatendo o uso profissional dos conhecimentos da área de Ciências do Esporte para o desenvolvimento do treinamento e dos atletas, através dos treinos específicos realizados pela equipe de natação do Minas Tênis Clube.

A tarde do dia 9 foi aberta com a mesa “O efeito do engajamento publico para Jogos Paralímpicos e Olímpicos em atividade física”. Luciano Sales, diretor do CTE, Lisa Hodgson, da University of Nottingham, e Dan Gordon apontaram o esporte como importante ferramenta de combate à obesidade em países em que ela é uma epidemia. Eles refletiram sobre o legado dos últimos jogos olímpicos para a prática de esportes das populações e apontaram que, a longo prazo, incentivos à saúde por meio de atividade física não estão sendo efetivados. O Comitê Olímpico Internacional estabelece que países, para se tornarem sedes dos Jogos, precisam comprovar sua capacidade de promover melhorias a cidades, cidadãos e comunidades por meio do evento.

Na mesa seguinte, “Exercício, Nutrição e Desempenho”, Javier Gonzáles, pesquisador da University of Bath, se apresentou brevemente por ligação no Skype e comentou sobre ingestão de carboidratos antes, durante e depois de atividades físicas. Já o ex-professor da EEFFTO, Emerson Silami, atual professor da UFMA, focou na abordagem da reposição hídrica na prática de esportes. Ele explicou que a reposição hídrica tem que estar em concordância com o gasto no treino, ou seja, a ingestão de bebidas deve ser mensurada. Por último, Felipe Shang, nutricionista do Centro de Treinamento Esportivo (CTE), falou sobre avaliação física de atletas de diferentes idades e em como ela se diferencia em função da faixa etária.

Em “Estratégias para a Prevenção de Lesões”, Lisa Hodgson apresentou estratégias para evitar lesões em competições e mostrou vídeos de atletas lesionados. Ela também explicou que a maioria dos órgãos gestores, como a FIFA, têm políticas para prevenção de lesões.

O diretor da EEFFTO, Sérgio Teixeira, em sua contribuição para a mesa, disse que fisioterapeutas não tratam de doenças, mas de indivíduos suscetíveis a elas. Sérgio criticou o modelo linear de observação do surgimento da lesão, no qual o fator de risco tem consequência direta no ferimento. O diretor disse que esse sistema busca repostas por meio de uma suposição equivocada e apontou a existência de outros fatores a serem considerados. Ao lado de Natalia Bittencourt, do Departamento de Integração das Ciências do Esporte do MTC, e outros pesquisadores, Sérgio realiza um estudo que propõe pensar num sistema complexo, onde fatores que levam à lesão são como uma teia. Natália ressaltou o papel do fisioterapeuta de prevenção e não apenas de caráter combativo.

Finalizando o Congresso, Luciano Sales participou da mesa “Treinamento para crianças e jovens”. Luciano apontou que o treinamento de crianças depende do nível maturacional e que elas perdem calor mais fácil que os adultos. Ele também disse que crianças não são menos treináveis, porém a intensidade do treino deve ser considerada. Segundo ele, crianças adoram vencer, mas não gostam da pressão para fazê-lo. Dan Gordon contribuiu com a mesa falando sobre as adaptações que devem ser feitas em treinos de crianças. Mauro Dinis, coordenador das categorias de base do MTC, fechou a palestra falando sobre treinos variados de acordo com as categorias (petizes, infantil, juvenil e juniores).

O evento foi finalizado com uma visita ao CTE na noite do dia 9.

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CREF6/MG é parceiro na realização de Conferência Internacional sobre Ciências do Esporte e Legado Olímpico

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“Temos a responsabilidade de discutir os valores que não são tangíveis neste Legado Olímpico”, disse o Reitor da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Jaime Arturo, em sua fala de abertura da Conferência Internacional sobre Ciências do Esporte e Legado Olímpico. Nos dias 8 e 9 de Junho, Estudantes, Professores, Pesquisadores, Atletas e Técnicos se reuniram para o Evento Científico realizado pela UFMG com o apoio do Conselho Regional de Educação Física da 6ª Região Minas Gerais – CREF6/MG, do Consulado Britânico, do Minas Tênis Clube e da Secretaria de Estado de Esportes.

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“Ser parceiro na realização de Eventos como este, que possui enorme grandeza e compromisso com o Esporte, é uma honra e, ao mesmo tempo, um dever do CREF6/MG”, declarou o Vice-Presidente do CREF6/MG, Adailton Eustáquio.

As discussões contaram com a participação de Pesquisadores de quatro Universidades Britânicas, além de outras Universidades brasileiras e técnicos de diferentes Equipes e Seleções. Todas as apresentações tiveram tradução simultânea.

O Secretário de Estado de Esportes de Minas Gerais e coordenador do Núcleo de Articulação Minas 2016, Carlos Henrique Alves da Silva cumprimentou o CREF6/MG pela parceria de longa data e apoio na realização da Conferência. “O Conselho tem sido um parceiro fundamental, ao somar-se aos outros órgãos na realização deste importante Evento Científico Internacional e divulgar junto aos Profissionais de Educação todo esse conhecimento”.

O objetivo da Conferência foi intensificar os contatos acadêmicos na área de Ciência do Esporte, Esportes Olímpicos e Paraolímpicos. O Evento também foi realizado em função da preparação dos Atletas Britânicos para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, que será realizada em Belo Horizonte, no Centro de Treinamento Esportivo – CTE da UFMG.

“O Conselho tem uma função importante de estar nas discussões e influenciar no direcionamento das conversas, pra onde podemos levar esse trabalho, identificar quais são as demandas de Minas na área da Educação Física e explorar as potenciais parcerias”, explicou o Cônsul Geral do Reino Unido em Belo Horizonte, Thomas Nemes.

O Minas Tênis Clube, parceiro na realização do Evento e parceiro do CREF6/MG em outras ações, classificou a Conferência como uma das ações previstas nos quatro pilares do Clube: “Cultura, Educação, Lazer e Esporte”. De acordo com o Gerente de Esportes do Clube, Rogério Romero, o Evento foi crucial para a formação profissional. “Aproveitar esses momentos para divulgar aos Profissionais de Educação Física a importância de estar sempre atualizado, de buscar esse conhecimento continuado. O Minas está sempre contando com o apoio do Conselho neste sentido”.

Relatório do evento

 

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Clube de MG quer manter tradição de formar medalhistas olímpicos

Publicado em 28/06/2016, aqui

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/edicoes/2016/06/28.html#!v/5124676

Faltam apenas 38 dias para a Olímpiada do Rio. E o Bom Dia Brasil está mostrando como os jogos movimentam todo o Brasil.

Em Belo Horizonte, um clube quer manter a tradição de formar medalhistas olímpicos. No coração de Belo Horizonte, um espaço dedicado ao lazer e ao esporte.

Ao lado da piscina do tradicional Minas Tênis Clube fica um prédio de nove andares. Um labirinto, com quadras, academias, escritórios, consultórios médicos, salas de fisioterapia e fisiologia. Um moderno centro de treinamento para a formação de atletas de alto rendimento em oito esportes olímpicos.

Dos mais novos aos profissionais que disputam os principais campeonatos de vôlei e basquete do Brasil na arena ara 3,2 mil pessoas.  Ao todo, 1,2 mil atletas encaram a rotina de treinos.

O Minas é mantido por patrocinadores, verbas da Lei de Incentivo ao Esporte e 70 mil sócios. E é administrado por ex-atletas formados pelo clube.

“Dentro dessa estrutura, você tendo pessoal que conhece o esporte, entende as necessidades, tanto técnicas quanto do atleta, eu entendo que isso colabora também, é um dos segredos do Minas”, explica Rogério Romero, ex-atleta e diretor do Minas Tênis Clube.

Oito atletas conquistaram medalhas olímpicas enquanto defendiam o Minas. Entre eles, a judoca Ketleyn Quadros, primeira brasileira a conquistar uma medalha em um esporte individual.

É do Minas uma das maiores surpresas da delegação brasileira: Ítalo Manzine, 24 anos. Tirou a vaga nos 50 metros nado livre de um colega de clube, o campeão olímpico e tricampeão mundial da prova, César Cielo.

“É uma das melhores estruturas do Brasil que o Minas Tênis Clube tem aqui hoje, eles conseguem nos dar suporte na preparação física, na piscina, mesmo, que tem blocos muito bons, trabalho psicológico, eles têm uma equipe médica muito boa, então é uma estrutura assim, uma das melhores do Brasil. na minha opinião, uma estrutura de ponta”, diz Ítalo Manzine.

O Minas tem outras três unidades na Região Metropolitana, estrutura que também está sendo usada pela Grã-Bretanha na preparação para os Jogos Olímpicos.Mais que um clube, uma tradição de desenvolver talentos que vão lutar pelo Brasil nos Jogos Olímpicos.

O Minas Tênis Clube tem, por enquanto, 13 atletas garantidos na Olimpíada do Rio e três modalidades: natação, judô e tênis.

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